sábado, 14 de abril de 2018

Os 4 dogmas sobre Nossa Senhora

4 dogmas de Maria
CC

Quatro verdades básicas que todo católico deve saber sobre a Imaculada e Sempre Virgem Mãe de Deus assunta aos céus

Os dogmas sobre Maria (verdades de fé declaradas por um Concílio ou por um Papa e nas quais o fiel católico é obrigado a acreditar e professar) foram enunciados em momentos importantes para a história da Igreja e tocam em pontos sensíveis relativos à doutrina.

1. Maternidade divina

William-Adolphe Bouguereau
Cristo é uma pessoa divina e Maria é a sua mãe. Foi declarado no Concílio de Éfeso, em 431. Na época a Igreja vivia uma profunda polêmica interna causada pelos nestorianos, corrente muito popular entre as comunidades cristãs do Oriente. Segundo eles, Jesus tinha duas naturezas, uma humana e outra divina, mas pouco ligadas. Maria seria mãe apenas de Cristo. Para combater esse pensamento, a Igreja outorgou-lhe o título de Theotokos, expressão grega que significa ‘Mãe de Deus’.

2. Virgindade perpétua

Fra Angelico
Maria foi virgem antes, durante e depois do parto. Foi declarado no segundo Concílio de Constantinopla, em 553. A virgindade de Maria é uma ideia tradicional, que remonta às origens do cristianismo, mas gerou bastante polêmica ao longo da história da Igreja. Foi questionada pelos pagãos, que não compreendiam como uma virgem poderia dar à luz. Já as tendências gnósticas dentro do cristianismo achavam que Jesus era filho de José.

3. Imaculada Conceição

Bartolomé Esteban Murillo
Maria foi durante a sua vida isenta de pecado. Todo o resto da humanidade, desde os nossos primeiros pais, nasceu com pecado original, daí a necessidade da Salvação. Proclamado pelo Papa Pio IX em 1854, teve como pano de fundo a luta que na época a Igreja travava contra o racionalismo. A corrente negava a possibilidade de forças sobrenaturais agirem no mundo. Este dogma realça justamente a intervenção direta de Deus no mundo, ao preservar Maria do pecado original.

4. Assunção

Stephan Kessler
Após a morte, Maria subiu ao Céu em corpo e alma. Depois de Cristo, foi a única criatura que teve esta distinção. Foi declarado por Pio XII no pós-guerra, em 1950. Após a maciça mortandade da Segunda Guerra, o dogma fala da santidade da vida e da dignidade dos corpos humanos, ao lembrar que eles também estão destinados à Ressurreição.
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