sexta-feira, 11 de dezembro de 2020

Liturgia Diária - Somos como crianças amuadas.

Evangelho de hoje (Lc 7,31-35) - Egídio Serpa | Egídio Serpa - Diário do  Nordeste

1a Leitura - Isaías 48,17-19
Leitura do livro do profeta Isaías.

48 17 Eis o que diz o Senhor, teu Redentor, o Santo de Israel: "eu sou o Senhor teu Deus, que te dá lições salutares, que te conduz pelo caminho que deves seguir.
18 Ah! Se tivesses sido atento às minhas ordens! Teu bem-estar assemelhar-se-ia a um rio, e tua felicidade às ondas do mar;
19 tua posteridade seria como a areia, e teus descendentes, como os grãos de areia; nada poderia apagar nem abolir teu nome de diante de mim".

Palavra do Senhor.

Salmo - 1

Senhor, quem vos seguir terá a luz da vida.

Feliz é todo aquele que não anda
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados,
nem junto aos zombadores vai sentar-se; 
mas encontra seu prazer na lei de Deus 
e a medita, dia e noite, sem cessar.

Eis que ele é semelhante a uma árvore,
que à beira da torrente está plantada; 
ela sempre dá seus frutos a seu tempo, 
e jamais as suas folhas vão murchar.
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

Mas bem outra é a sorte dos perversos. 
Ao contrário, são iguais à palha seca
espalhada e dispersada pelo vento.
Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,
mas a estrada dos malvados leva à morte.

Evangelho - Mateus 11,16-19

Aleluia, aleluia, aleluia.

O Senhor há de vir, acorrei-lhe ao encontro; é o príncipe da paz.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 11 16 "A quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos sentados nas praças que gritam aos seus companheiros:
17 ‘Tocamos a flauta e não dançais, cantamos uma lamentação e não chorais’.
18 João veio; ele não bebia e não comia, e disseram: ‘Ele está possesso de um demônio’.
19 O Filho do Homem vem, come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos devassos’. Mas a sabedoria foi justificada por seus filhos.

Palavra da Salvação.

Reflexão 

É pelas nossas obras que a sabedoria de Deus se revela e se espalha na terra. Na medida em que a sabedoria de Deus faz morada no nosso coração nós podemos dar ao mundo um testemunho coerente com o pensamento que vem do céu, isto é, do coração de Deus. A fé e a confiança que temos em que Jesus é nosso Senhor e Salvador nos faz acolher a Sua Palavra em qualquer circunstância ou situação em que nos encontremos.  Neste Evangelho Jesus compara os homens e as mulheres descrentes, com crianças que não sabem distinguir as coisas e se lamentam diante dos acontecimentos da vida. Somos também essas crianças quando não temos convicção do que queremos e lamentamos por tudo quanto acontece na nossa vida.  Não queremos passar por provações, por testes, por sofrimentos e nem tampouco aproveitamos o tempo da graça, o tempo de Deus e glorifica-Lo.

Somos eternos insatisfeitos, confundindo o nosso querer humano com o que Deus quer para nós e rejeitamos o que o Espírito Santo nos revela.  A metodologia de Deus e Sua maneira de agir é completamente diversa da que o mundo usa, por esta razão, a humanidade está sempre a rejeitar os Seus ensinamentos. Somos também como “meninos amuados” e não aderimos ao projeto de Deus por meio de Jesus Cristo, que veio ao mundo nos ensinar que vale mais o ser do que o fazer. Por esta razão não conseguimos perceber os sinais de Deus e a obra que Ele quer realizar nas nossas vidas. Não acreditamos, não confiamos e por qualquer razão nos distanciamos do Seu amor nos confundimos nas nossas indagações: por que isso, por que aquilo? Procuramos sempre um culpado para os nossos fracassos e justificamos a nossa falta de fé no amor e na misericórdia de Deus olhando mais para o que fazem ou deixam de fazer aqueles (as) que se dedicam a servir ao Senhor. – Você é uma pessoa murmuradora – Você está sempre de olho nas pessoas para recriminá-las na hora que erram? – Você procura reconhecer o sinal de Deus para si? – A sua fé depende dos homens? - Você confia que a sabedoria de Deus está construindo em si uma obra nova de conversão?

 

Helena Serpa

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