terça-feira, 14 de fevereiro de 2023

6ª Semana do Tempo Comum - “Por que discutis sobre a falta de pão?”

 Evangelho do dia: O fermento dos fariseus (Mc 8,14-21) – Oratório São Luiz  – 120 Anos

Como são belos sobre os montes os passos do que anuncia a paz, trazendo a boa-nova e proclamando a salvação (Is 52,7).

Irmãos de sangue e na fé, Cirilo e Metódio, nascidos na Grécia no século 9º, são venerados como apóstolos dos eslavos e como padroeiros da Europa. A verdadeira fé que os dois pregaram expressou-se na liturgia e na Palavra de Deus, que traduziram para a língua local. Mesmo diante das incompreensões, tornaram-se sinal da nova humanidade reconciliada no amor. Celebrando a memória destes santos, sejamos solidários na edificação da justiça e da paz.

Primeira Leitura: Gênesis 6,5-8; 7,1-5.10

Leitura do livro do Gênesis5O Senhor viu que havia crescido a maldade do homem na terra e como os projetos do seu coração tendiam sempre para o mal. 6Então, o Senhor arrependeu-se de ter feito o homem na terra e ficou com o coração muito magoado, 7e disse: “Vou exterminar da face da terra o homem que criei; e, com ele, os animais, os répteis e até as aves do céu, pois estou arrependido de os ter feito!” 8Mas Noé encontrou graça aos olhos do Senhor. 7,1O Senhor disse a Noé: “Entra na arca com toda a tua família, pois tu és o único homem justo que vejo no meio desta geração. 2De todos os animais puros toma sete casais, machos e fêmeas, e dos animais impuros um casal, macho e fêmea. 3Também das aves do céu tomarás sete casais, machos e fêmeas, para que suas espécies se conservem vivas sobre a face da terra. 4Pois, dentro de sete dias, farei chover sobre a terra quarenta dias e quarenta noites, e exterminarei da superfície da terra todos os seres vivos que fiz”. 5Noé fez tudo o que o Senhor lhe havia ordenado. 10E, passados os sete dias, caíram sobre a terra as águas do dilúvio. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 28(29)

Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!

1. Filhos de Deus, tributai ao Senhor, / tributai-lhe a glória e o poder! / Dai-lhe a glória devida ao seu nome; / adorai-o com santo ornamento! – R.

2. Eis a voz do Senhor sobre as águas, / sua voz sobre as águas imensas! / Eis a voz do Senhor com poder! / Eis a voz do Senhor majestosa. – R.

3. Sua voz no trovão reboando! / No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” / É o Senhor que domina os dilúvios, / o Senhor reinará para sempre! – R.

Evangelho: Marcos 8,14-21

Aleluia, aleluia, aleluia.

Quem me ama, realmente, guardará minha palavra / e meu Pai o amará, e a ele nós viremos (Jo 14,2). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 14os discípulos tinham se esquecido de levar pães. Tinham consigo na barca apenas um pão. 15Então Jesus os advertiu: “Prestai atenção e tomai cuidado com o fermento dos fariseus e com o fermento de Herodes”. 16Os discípulos diziam entre si: “É porque não temos pão”. 17Mas Jesus percebeu e perguntou-lhes: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido? 18Tendo olhos, vós não vedes e, tendo ouvidos, não ouvis? Não vos lembrais 19de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas? Quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Doze”. 20Jesus perguntou: “E quando reparti sete pães com quatro mil pessoas, quantos cestos vós recolhestes cheios de pedaços?” Eles responderam: “Sete”. 21Jesus disse: “E vós ainda não compreendeis?” – Palavra da salvação.

Reflexão

 Dando continuidade à leitura do Evangelho segundo S. Marcos, acompanhamos Jesus nesta viagem rumo ao porto da fé a que Ele nos vem conduzindo há alguns dias. Fora de Israel, como vimos, o Senhor encontrou gente bem disposta e acolhedora, que o buscou com a simplicidade e a fé que Ele tanto deseja, como a mulher siro-fenícia; na Terra Santa, porém, Ele teve a decepção de ver endurecido o coração do seu próprio povo, sobretudo entre os fariseus. É por isso que Ele torna ao barco, atravessa o mar de Tiberíades e volta ao lugar em que realizara a primeira multiplicação dos pães, para dali se dirigir às fontes do rio Jordão, onde Pedro dará seu testemunho de fé na sua filiação divina. Mas, ao partirem hoje em viagem, os discípulos se esquecem de levar provisões e, ao ouvirem a advertência do Mestre: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus”, a interpretam como uma referência à falta de pão. Diante de tamanha falta de inteligência, que refletia a mesma indisposição de muitos em Israel, o Senhor os repreende, com um tom ora de lástima, ora de desapontamento: “Por que discutis sobre a falta de pão? Ainda não entendeis e nem compreendeis? Vós tendes o coração endurecido?” Ou seja, também vós estais preocupados com vossas necessidades, insensíveis às coisas do espírito, mais interessados em estar comigo pelo pão que multiplico do que pela graça da minha presença, bastante para saciar a todo homem? É verdade que, ao contrário dos fariseus, os discípulos já têm aqui um princípio de fé, mas não é ainda aquela fé luminosa que professará Pedro dentro de alguns dias, não por força da carne e do sangue, isto é, de seus dotes naturais de inteligência, mas pela graça do Espírito Santo. Para dispor os discípulos a esta mesma fé, Jesus os leva a refletir sobre tudo o que o viram realizar: “Não vos lembrais de quando reparti cinco pães para cinco mil pessoas?”, prova clara de que Ele não pode ser senão o Filho de Deus. Mas se eles ainda não entendem nem compreendem; têm olhos, mas não vêem; têm ouvidos, mas não ouvem, é porque não meditaram o suficientes e não podem, portanto, transcender as aparências carnais para elevar-se, à luz da fé, à realidade divina que se oculta e revela nas obras de Cristo. Que nós, seguindo-lhe os conselhos e ouvindo-lhe as advertências, saibamos meditar pausada e frequentemente na vida de Nosso Senhor, a fim de nos abrirmos à graça sem a qual não é possível alegrar o Coração de Cristo com aquela belíssima profissão de fé: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo”. Que a Virgem SS. afaste de nós toda dureza de coração e nos leve, com mão segura, a ter vida de oração perseverante e fecunda.

 

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