
segunda-feira, 31 de agosto de 2015
COMO PROTEGER-NOS DO MAL?
O Papa Paulo VI fez uma alocução, no dia
15 de novembro de 1972 (“Livrai-nos do Mal”), falando sobre o demônio, a
sua realidade, perigo e maldade. O Papa afirmou: “O mal já não é apenas
uma deficiência, mas uma eficiência, um ser vivo, espiritual,
pervertido e perversor. Trata-se de uma realidade terrível, misteriosa e
medonha.”
Quando fala do demônio, o Catecismo diz:
“A Escritura atesta a influência nefasta daquele que Jesus chama de “o
homicida desde o princípio” (Jo 8,44) e que até chegou a tentar desviar
Jesus da missão recebida do Pai. “Para isto é que o Filho de Deus se
manifestou: para destruir as obras do Diabo” (1 Jo 3,9). (n.394)
Sem meias-palavras, Papa Paulo VI
reafirma a existência do demônio e da sua perversidade. Ele é o mal, o
maligno, e enfatiza: “Sai do âmbito dos ensinamentos bíblicos e
eclesiásticos (da Igreja) quem se recusa a reconhecer a existência desta
realidade.”
O próprio Jesus foi tentado três vezes
pelo demônio no deserto, e o venceu com o jejum, a oração e a força da
Palavra de Deus. (cf. Mt 4
,3-10).
Jesus se referiu a ele como Seu adversário e o chamou de “príncipe
deste mundo” (cf. Jo 12,31; 14,30; 16,11). São Paulo chamou-o “deus
deste mundo” (cf. II Cor 4,4) e preveniu-nos contra as lutas ocultas que
devemos travar contra sua pluralidade: “Revesti-vos da armadura de
Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio”. Ele recomenda
ter “a cintura cingida com o cinto da verdade, o corpo vestido com a
couraça da justiça, os pés calçados para anunciar o Evangelho da paz.
Sobretudo abraçai o escudo da fé, com que possais apagar todos os dados
inflamados do Maligno. Tomai, enfim, o capacete
da salvação e a espada do Espírito, isto é a Palavra de Deus” (Ef 6,11-12).
Essas são as armas poderosas para vencer o
Mal. A maior arma do maligno é mascarar sua ação e fingir que não
existe. São Paulo afirmou: “O próprio satanás se transfigura em anjo de
luz. Por conseguinte, não é de estranhar que os seus servidores se
transfigurem em servidores de justiça” (2 Cor 11,14-15). Quem tem Deus
como Senhor, o ama e foge do pecado, não precisa temer o Mal. São João
garante: “Sabemos que aquele que é gerado de Deus se acautela, e o
Maligno não o toca” (1 Jo 5,18).
O principal remédio contra Deus é culpado
do mal que há no mundo?a ação diabólica é dado pelo próprio Cristo aos
discípulos: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito
está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41). É pelo pecado que o
demônio introduziu o sofrimento e a morte no mundo. “O salário do pecado
é a morte” (Rm 6,3). Abandonar o pecado e cultivar a graça de Deus. “A
graça é a defesa decisiva”, diz o Papa Paulo VI. Cultivar as virtudes,
principalmente a caridade. “Sede sóbrios e vigiai. Vosso adversário, o
demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem
devorar. Resisti-lhe fortes na fé” (1 Pd 5,8-9).
Na Eucaristia está o grande remédio
contra Satanás. E nossa mãe Maria Santíssima foi aquela que massacrou a
cabeça da serpente maligna. É ela que protege cada um de nós, seus
filhos a ela consagrados. Refugiemo-nos debaixo de sua proteção materna,
consagrando-se a ela e rezando o Terço, o Ofício da Imaculada, a sua
Ladainha e outras práticas. Também aos Anjos e Santos precisamos
recorrer para nos defender das insídias do Mal. O Anjo da Guarda nos
protege, quando nos colocamos debaixo de sua custódia.
O nosso Catecismo ensina algo muito importante sobre o Mal:
“O poder de Satanás não é infinito. Ele
não passa de uma criatura, poderosa pelo fato de ser puro espírito, mas
sempre criatura: não é capaz de impedir a edificação do Reino de Deus.
Embora Satanás atue no mundo por ódio contra Deus e seu Reino em Jesus
Cristo, e embora a sua ação cause graves danos – de natureza espiritual
e, indiretamente, até de natureza física – para cada homem e para a
sociedade, esta ação é permitida pela Divina Providência, que com vigor e
doçura dirige a história do homem e do mundo. A permissão divina da
atividade diabólica é um grande mistério, mas “nós sabemos que Deus
coopera em tudo para o bem daqueles que o amam” (Rm 8,28). (n.395)
Prof. Felipe Aquino
LITURGIA DIÁRIA - JESUS EM NAZARÉ;
Leitura (1 Tessalonicenses 4,13-18)
Leitura da primeira carta de são Paulo aos Tessalonicenses.
4 13 Irmãos, não queremos que ignoreis
coisa alguma a respeito dos mortos, para que não vos entristeçais, como
os outros homens que não têm esperança.
14 Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morreram.
15 Eis o que vos declaramos, conforme a palavra do
Senhor: por ocasião da vinda do Senhor, nós que ficamos ainda vivos não
precederemos os mortos.
16 Quando for dado o sinal
, à voz do arcanjo e ao som da trombeta de Deus, o mesmo Senhor descerá do céu e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro.
17 Depois nós, os vivos, os que estamos ainda na
terra, seremos arrebatados juntamente com eles sobre nuvens ao encontro
do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.
18 Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras.
Palavra do Senhor.
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 95/96
O Senhor vem julgar nossa terra.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai a sua glória entre as nações
e, entre os povos do universo, seus prodígios!
Pois Deus é grande
e muito digno de louvor,
é mais terrível e maior que os outros deuses;
porque um nada são os deuses dos pagãos.
Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.
O céu se rejubile e exulte a terra,
aplauda o mar com o que vive em suas águas;
os campos com seus frutos rejubilem
e exultem as florestas e as matas.
Na presença do Senhor, pois ele vem,
porque vem para julgar a terra inteira.
Governará o mundo todo com justiça
e os povos julgará com lealdade.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
manifestai a sua glória entre as nações
e, entre os povos do universo, seus prodígios!
Pois Deus é grande
é mais terrível e maior que os outros deuses;
porque um nada são os deuses dos pagãos.
Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus.
O céu se rejubile e exulte a terra,
aplauda o mar com o que vive em suas águas;
os campos com seus frutos rejubilem
e exultem as florestas e as matas.
Na presença do Senhor, pois ele vem,
porque vem para julgar a terra inteira.
Governará o mundo todo com justiça
e os povos julgará com lealdade.
Evangelho (Lucas 4,16-30)
Aleluia, aleluia, aleluia.
O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4,18).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 4 16 Jesus dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.
17 Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito:
18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração,
19 para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor”.
20 E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21 Ele começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir”.
22 Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: “Não é este o filho de José?”
23 Então lhes disse: “Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria”.
24 E acrescentou: “Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria.
25 Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra;
26 mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia.
27 Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã”.
28 A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga.
29 Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte
sobre o qual estava construída a sua cidade, e queriam precipitá-lo dali abaixo.
30 Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se.
Palavra da Salvação.
O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4,18).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 4 16 Jesus dirigiu-se a Nazaré, onde se havia criado. Entrou na sinagoga em dia de sábado, segundo o seu costume, e levantou-se para ler.
17 Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías. Desenrolando o livro, escolheu a passagem onde está escrito:
18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu; e enviou-me para anunciar a boa nova aos pobres, para sarar os contritos de coração,
19 para anunciar aos cativos a redenção, aos cegos a restauração da vista, para pôr em liberdade os cativos, para publicar o ano da graça do Senhor”.
20 E enrolando o livro, deu-o ao ministro e sentou-se; todos quantos estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele.
21 Ele começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu este oráculo que vós acabais de ouvir”.
22 Todos lhe davam testemunho e se admiravam das palavras de graça, que procediam da sua boca, e diziam: “Não é este o filho de José?”
23 Então lhes disse: “Sem dúvida me citareis este provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo; todas as maravilhas que fizeste em Cafarnaum, segundo ouvimos dizer, faze-o também aqui na tua pátria”.
24 E acrescentou: “Em verdade vos digo: nenhum profeta é bem aceito na sua pátria.
25 Em verdade vos digo: muitas viúvas havia em Israel, no tempo de Elias, quando se fechou o céu por três anos e meio e houve grande fome por toda a terra;
26 mas a nenhuma delas foi mandado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia.
27 Igualmente havia muitos leprosos em Israel, no tempo do profeta Eliseu; mas nenhum deles foi limpo, senão o sírio Naamã”.
28 A estas palavras, encheram-se todos de cólera na sinagoga.
29 Levantaram-se e lançaram-no fora da cidade; e conduziram-no até o alto do monte
30 Ele, porém, passou por entre eles e retirou-se.
Palavra da Salvação.
Reflexão
Este Evangelho narra a visita de Jesus à sua terra natal, Nazaré, e
a rejeição do povo a ele.
Era o começo da vida pública de Jesus, e ele apresenta o seu
programa, a sua missão. Veio para “anunciar a Boa Nova aos pobres, proclamar a
libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista, para libertar os
oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor”.
Vemos que Jesus privilegia os excluídos: os pobres, os cativos, os
cegos, os oprimidos... Isto significa andar na contra mão da sociedade do seu
País, que privilegiava os “incluídos”. Nós somos continuadores deste jeito de
Jesus agir.
O ano da graça é o ano jubilar, que acontecia a cada cinqüenta
anos, no qual as dívidas eram perdoadas, os escravos e os presos eram
libertados, os animais presos eram soltos, não se plantava para a terra
descansar, e as terras voltavam ao uso comum, conforme a distribuição inicial
entre as tribos, feita por Josué. Na prática, o ano da graça acabava com os
privilégios e estabelecia a igualdade entre as pessoas. Agora, com Jesus, esse
ano da graça será permanente, e não apenas um ano a cada cinqüenta anos.
No dia do nosso Batismo, nós assumimos esse programa como nosso. Os
primeiros cristãos procuraram pô-lo em prática à risca.
Foi o cumprimento desse programa que custou a morte para Jesus, e
para milhares de mártires da História de Igreja. Apesar disso, a Igreja não
desiste de lutar pela sua implantação, inclusive dentro dela mesma.
“Todos na sinagoga ficaram furiosos. Levantaram-se e o expulsaram
da cidade.” A rejeição a Jesus começou cedo, e na sua própria terra. Ainda mais
que ele citou dois casos – a cura do leproso Naamã e o socorro à viúva de
Sarepta – em que Deus privilegiou estrangeiros, deixando os israelitas de lado.
Jesus citou os dois casos a fim de mostrar que para Deus não existe povo
privilegiado, todos são iguais diante dele.
Ser profeta é isso. É anunciar o Reino de Deus e denunciar o que é
contrário a ele. E o profeta faz isso com palavras e com obras, isto é, com o
seu próprio modo de agir. Ele é corajoso, e fala a palavra certa, na hora
certa, para a pessoa certa e do jeito certo. Por isso geralmente o profeta não
é bem visto pela sociedade pecadora.
O profeta tira as nossas seguranças, os nossos corrimões,
deixando-nos como Pedro andando sobre as águas ao encontro de Jesus. Ele
derruba as pontes e retira os apoios, para que a pessoa se humilhe e se apóie
em Deus. “Senhor, salva-me!” (Mt 14,30).
“Passando pelo meio deles, Jesus continuou o seu caminho.” Não
conseguiram jogar Jesus no precipício. Deus protege os seus profetas. Tudo
concorre para o bem daqueles que estão com Deus.
Nós recebemos no batismo, e principalmente na crisma, a missão de
profetas. A sociedade está precisando urgentemente de profetas, pois vive
“tapando o sol com a peneira” em muitos pontos e ninguém denuncia.
Certa vez, um pai chamou o seu filho e lhe disse: “Filho, eu já
estou velho, daqui a um tempo vou lhe entregar todas as nossas propriedades
para você administrar”. O moço respondeu: “Pai, mas eu não tenho experiência,
não sei como administrar!” O pai respondeu: “Vá procurar o sábio tal, que fica
lá do outro lado da montanha, e peça a ele que lhe ensine a sabedoria”.
O rapaz atendeu o conselho e foi. Fez o pedido ao sábio e este lhe
perguntou: “O que você viu no caminho?” “Eu vi árvores” – respondeu o moço.
“Pode voltar” – disse o sábio – Amanhã retorne aqui”. O moço voltou para casa
meio decepcionado. No outro dia estava lá novamente. O sábio fez a mesma
pergunta: “O que você viu no caminho?” “Árvores” – respondeu ele novamente. O
sábio disse a mesma coisa: “Pode voltar para casa e retorne amanhã”.
Em casa, o rapaz contou para o pai e este o encorajou: “Amanhã
volte lá e diga a ele mais coisas que você viu”. No outro dia, o moço já foi
olhando atentamente as coisas do caminho. Observou tanto que anoiteceu e ele
teve de dormir na estrada. Quando chegou à casa do sábio, este lhe fez a mesma
pergunta. O rapaz respondeu: “Eu vi flores, rios, borboletas, passarinhos, animais...
Fiquei com fome e comi frutas gostosas. Anoiteceu e dormi na beira da
estrada...” Ele ficou duas explicando o que viu e ainda não havia falado tudo.
Então o sábio lhe disse: “Agora sim, você adquiriu a sabedoria.
O profeta vive no mundo como este sábio explicou. Ele não olha as
coisas superficialmente, mas pára, observa e reflete sobre cada realidade em
seus detalhes, à luz da Palavra de Deus. A partir daí, ele orienta as pessoas.
O mundo coloca diante de nós inúmeras alternativas e uma riqueza imensa de
variedades. O Espírito Santo, com o dom do discernimento, nos ensina a separar
o joio do trigo e ficar com o que é bom.
Maria Santíssima é a Rainha dos Profetas. Peçamos a ela que nos
ajude a cumprir bem a nossa missão profética e a realizar o programa que Jesus
começou a realizar e deixou para nós continuarmos.
Pe Queiroz
sábado, 29 de agosto de 2015
AS LÁGRIMAS DE MARIA ESTÃO NA ORDEM DOS SINAIS.

Um
baixo-relevo de gesso pintado, representando a Virgem
Maria e seu
Imaculado Coração, coroado de espinhos e inflamado (assim como em
Fátima), estava em uma casa humilde, na cabeceira da cama do casal
Lannuso. A partir de 29 de agosto de 1953, até 1º de Setembro de 1953,
lágrimas foram derramadas daquele quadro, e estas foram analisadas.
O Episcopado da Sicília reconheceu a origem sobrenatural do fenômeno e empreendeu a construção de um santuário. No momento da sua consagração, o Papa João Paulo II disse:
“Maria chorou em La Salette, em meados do século passado, (...) num período em que o cristianismo na França passava por hostilidade crescente. Ela tornou a chorar, agora, em Siracusa, quando termina a Segunda Guerra Mundial. É possível compreender suas lágrimas, no fundo desses trágicos acontecimentos: a imensa carnificina causada pelo conflito; o extermínio dos filhos e filhas de Israel; a ameaça do comunismo escancaradamente ateu, na Europa Oriental.
“As Lágrimas de Maria estão na ordem dos sinais: elas indicam a presença da nossa Mãe na Igreja e no mundo. A Mãe chora quando vê seus filhos ameaçados por um mal, espiritual ou físico."
O Episcopado da Sicília reconheceu a origem sobrenatural do fenômeno e empreendeu a construção de um santuário. No momento da sua consagração, o Papa João Paulo II disse:
“Maria chorou em La Salette, em meados do século passado, (...) num período em que o cristianismo na França passava por hostilidade crescente. Ela tornou a chorar, agora, em Siracusa, quando termina a Segunda Guerra Mundial. É possível compreender suas lágrimas, no fundo desses trágicos acontecimentos: a imensa carnificina causada pelo conflito; o extermínio dos filhos e filhas de Israel; a ameaça do comunismo escancaradamente ateu, na Europa Oriental.
“As Lágrimas de Maria estão na ordem dos sinais: elas indicam a presença da nossa Mãe na Igreja e no mundo. A Mãe chora quando vê seus filhos ameaçados por um mal, espiritual ou físico."
O DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO E AS APARIÇÕES DE MARIA EM LOURDES: UMA AFRONTA À RAZÃO.
Virgem? Concebida pura? Esmagando a serpente? Dogma? Promulgado por um papa? "Quantos absurdos!"
Em 1854, com a bula "Ineffabilis”, o papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição de Maria.
Em 1858, entre os dias 11 de fevereiro e 16 de julho, Maria apareceu nada menos que dezoito vezes para uma menina de 14 anos chamada Bernadette Soubirous, declarando ser a Imaculada Conceição – um conceito de entendimento complicado para uma criança. A localidade era Lourdes, na França.
Quando Pio IX tinha definido o dogma da Imaculada Conceição, a repercussão fora variada: boa parte dos fiéis católicos o recebeu com profunda piedade; para os céticos, porém, que já eram numerosos e influentes num mundo ocidental cada vez mais incrédulo diante das obras de Deus e cada vez mais embriagado com as promessas de felicidade material igualitária e de liberdade moral relativista, aquilo era uma afronta grosseira à razão.
O dogma da Imaculada Conceição, afinal, afirma que Maria foi concebida livre do pecado original, por especialíssima graça de Deus, o que significa um privilégio excelso que a mentalidade do igualitarismo revolucionário não podia tolerar. E mais: a concepção sem mácula evoca a nobreza da castidade, virtude cada vez mais ridicularizada e combatida pela cultura relativista e hedonista que anda sempre lado a lado com os igualitarismos panfletários. Além disso, a imagem da Virgem Imaculada recorda necessariamente a cabeça da serpente esmagada sob o seu calcanhar: uma clara afirmação do triunfo da graça sobre o demônio e sobre as suas obras mundanas, que incluem a corrupção dos costumes, a dissolução da família, o afastamento da fé, o materialismo e o suposto “racionalismo” laico. Como se não bastasse, tratava-se de um dogma, ou seja, uma declaração de fé a ser aceita e professada por todos os católicos, em plena era do “culto à ciência”. E, finalmente, quem proclamava o dogma era o papa, aquela controversa, pomposa e antiquada figura humana que se apresentava como nada menos que o Vigário de Cristo na terra.
Nesse contexto furiosamente hostil à religião, Bernadette virou alvo imediato de descrédito. Perseverante apesar do escárnio e da suspeita, a menina asmática da família mais pobre da cidade aprendeu a virtude da obediência naquela que o papa Pio XII chamaria de "Escola de Maria". Graças à sua submissão às orientações da “Senhora” que lhe aparecera, brotou no local das aparições uma fonte cujas águas realizariam incontáveis e documentados milagres de cura ao longo dos anos seguintes.
A “Senhora” pediu a Bernardette para conclamar os pecadores à penitência e à conversão, além de indicar o desejo de que um santuário fosse construído sobre o depósito de lixo em que as aparições ocorriam. A menina retransmitiu ao pároco o pedido da “Senhora”. O próprio pároco rejeitou inicialmente o que aquela pobre coitada lhe dissera, mas a baixa instrução da menina acabou servindo para confirmar a autenticidade daqueles eventos sobrenaturais e dos complexos conceitos envolvidos neles.
“Eu sou a Imaculada Conceição”, tinha dito a “Senhora”, de acordo com Bernadette. Como é que aquela pobre menina poderia saber que, quatro anos antes, tinha sido promulgado o dogma da Imaculada Conceição? A menina nem sequer sabia o que significava a palavra "conceição"!
As autoridades locais queriam impedir as multidões de visitarem a cena das aparições e tentaram forçar uma condenação por parte do bispo, que criou uma comissão de investigação. Quatro anos mais tarde, as aparições foram declaradas autênticas e, em 1876, a basílica sobre a gruta foi consagrada.
Graças às aparições em Lourdes, o dogma da Imaculada Conceição se tornou assunto de discussão comum e ajudou a espalhar uma compreensão da lógica divina ao preservar Maria da mancha do pecado.
Quanto a Bernadette, ela morreu num convento, escondida do mundo, vinte e um anos depois da última aparição de Maria. Seu corpo ficou incorrupto internamente, mas não sem defeitos exteriores; durante a terceira exumação, em 1925, revestimentos de cera foram colocados em seu rosto e em suas mãos, antes que o corpo fosse transferido para um relicário de cristal.
Para os católicos, os santos incorruptos ajudam a contemplar o quanto a iluminação divina consegue elevar um ser humano a um estado tal de santidade que as próprias células destinadas ao pó permanecem preservadas.
Para os incrédulos, tudo o que está envolvido com este dogma e com as manifestações da graça de Deus não passa de absurdo, ignorância, superstição, manipulação, mentira. Uma “mentira”, porém, cujos milagres eles nunca conseguem explicar.
Em 1858, entre os dias 11 de fevereiro e 16 de julho, Maria apareceu nada menos que dezoito vezes para uma menina de 14 anos chamada Bernadette Soubirous, declarando ser a Imaculada Conceição – um conceito de entendimento complicado para uma criança. A localidade era Lourdes, na França.
Quando Pio IX tinha definido o dogma da Imaculada Conceição, a repercussão fora variada: boa parte dos fiéis católicos o recebeu com profunda piedade; para os céticos, porém, que já eram numerosos e influentes num mundo ocidental cada vez mais incrédulo diante das obras de Deus e cada vez mais embriagado com as promessas de felicidade material igualitária e de liberdade moral relativista, aquilo era uma afronta grosseira à razão.
O dogma da Imaculada Conceição, afinal, afirma que Maria foi concebida livre do pecado original, por especialíssima graça de Deus, o que significa um privilégio excelso que a mentalidade do igualitarismo revolucionário não podia tolerar. E mais: a concepção sem mácula evoca a nobreza da castidade, virtude cada vez mais ridicularizada e combatida pela cultura relativista e hedonista que anda sempre lado a lado com os igualitarismos panfletários. Além disso, a imagem da Virgem Imaculada recorda necessariamente a cabeça da serpente esmagada sob o seu calcanhar: uma clara afirmação do triunfo da graça sobre o demônio e sobre as suas obras mundanas, que incluem a corrupção dos costumes, a dissolução da família, o afastamento da fé, o materialismo e o suposto “racionalismo” laico. Como se não bastasse, tratava-se de um dogma, ou seja, uma declaração de fé a ser aceita e professada por todos os católicos, em plena era do “culto à ciência”. E, finalmente, quem proclamava o dogma era o papa, aquela controversa, pomposa e antiquada figura humana que se apresentava como nada menos que o Vigário de Cristo na terra.
Nesse contexto furiosamente hostil à religião, Bernadette virou alvo imediato de descrédito. Perseverante apesar do escárnio e da suspeita, a menina asmática da família mais pobre da cidade aprendeu a virtude da obediência naquela que o papa Pio XII chamaria de "Escola de Maria". Graças à sua submissão às orientações da “Senhora” que lhe aparecera, brotou no local das aparições uma fonte cujas águas realizariam incontáveis e documentados milagres de cura ao longo dos anos seguintes.
A “Senhora” pediu a Bernardette para conclamar os pecadores à penitência e à conversão, além de indicar o desejo de que um santuário fosse construído sobre o depósito de lixo em que as aparições ocorriam. A menina retransmitiu ao pároco o pedido da “Senhora”. O próprio pároco rejeitou inicialmente o que aquela pobre coitada lhe dissera, mas a baixa instrução da menina acabou servindo para confirmar a autenticidade daqueles eventos sobrenaturais e dos complexos conceitos envolvidos neles.
“Eu sou a Imaculada Conceição”, tinha dito a “Senhora”, de acordo com Bernadette. Como é que aquela pobre menina poderia saber que, quatro anos antes, tinha sido promulgado o dogma da Imaculada Conceição? A menina nem sequer sabia o que significava a palavra "conceição"!
As autoridades locais queriam impedir as multidões de visitarem a cena das aparições e tentaram forçar uma condenação por parte do bispo, que criou uma comissão de investigação. Quatro anos mais tarde, as aparições foram declaradas autênticas e, em 1876, a basílica sobre a gruta foi consagrada.
Graças às aparições em Lourdes, o dogma da Imaculada Conceição se tornou assunto de discussão comum e ajudou a espalhar uma compreensão da lógica divina ao preservar Maria da mancha do pecado.
Quanto a Bernadette, ela morreu num convento, escondida do mundo, vinte e um anos depois da última aparição de Maria. Seu corpo ficou incorrupto internamente, mas não sem defeitos exteriores; durante a terceira exumação, em 1925, revestimentos de cera foram colocados em seu rosto e em suas mãos, antes que o corpo fosse transferido para um relicário de cristal.
Para os católicos, os santos incorruptos ajudam a contemplar o quanto a iluminação divina consegue elevar um ser humano a um estado tal de santidade que as próprias células destinadas ao pó permanecem preservadas.
Para os incrédulos, tudo o que está envolvido com este dogma e com as manifestações da graça de Deus não passa de absurdo, ignorância, superstição, manipulação, mentira. Uma “mentira”, porém, cujos milagres eles nunca conseguem explicar.
sources: Aleteia
LITURGIA DIÁRIA - A CABEÇA COMO PRÊMIO.
Leitura (Jeremias 1,17-19)
Leitura do livro do profeta Jeremias.
Naqueles dias, a palavra do Senhor foi-me dirigida: 1 17 "Tu, porém, cinge-te com o teu cinto e levanta-te para dizer-lhes tudo quanto te ordenar. Não temas a presença deles; senão eu te aterrorizarei à vista deles; 18 quanto a mim, desde hoje, faço de ti uma fortaleza, coluna de ferro e muro de bronze, (erguido) diante de toda nação, diante dos reis de Judá e seus chefes, diante de seus sacerdotes e de todo o povo da nação. 19 Eles te combaterão mas não conseguirão vencer-te, porque estou contigo, para livrar-te - oráculo do Senhor".
Palavra do Senhor.
Naqueles dias, a palavra do Senhor foi-me dirigida: 1 17 "Tu, porém, cinge-te com o teu cinto e levanta-te para dizer-lhes tudo quanto te ordenar. Não temas a presença deles; senão eu te aterrorizarei à vista deles; 18 quanto a mim, desde hoje, faço de ti uma fortaleza, coluna de ferro e muro de bronze, (erguido) diante de toda nação, diante dos reis de Judá e seus chefes, diante de seus sacerdotes e de todo o povo da nação. 19 Eles te combaterão mas não conseguirão vencer-te, porque estou contigo, para livrar-te - oráculo do Senhor".
Palavra do Senhor.
Salmo responsorial 70/71
Minha boca anunciará vossa justiça.
Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor:
que eu não seja envergonhado para sempre!
Porque sois justo, defendei-me e libertai-me!
Escutai a minha voz, vinde salvar-me!
Sede uma rocha protetora para mim,
um abrigo bem seguro que me salve!
Porque sois a minha força e meu amparo,
o meu refúgio, proteção e segurança!
Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.
Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança,
em vós confio desde a minha juventude!
Sois meu apoio desde antes que eu nascesse,
desde o seio maternal, o meu amparo.
Minha boca anunciará todos os dias
vossa justiça e vossas graças incontáveis.
Vós me ensinastes desde a minha juventude,
e até hoje canto as vossas maravilhas.
Evangelho (Marcos 6,17-29)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há der deles! (Mt 5,10)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 617 o próprio Herodes mandara prender João e acorrentá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.
18 João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher de teu irmão".
19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, não o conseguindo, porém.
20 Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.
21 Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia.
22 A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: "Pede-me o que quiseres, e eu to darei". 23 E jurou-lhe: "Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino".
24 Ela saiu e perguntou à sua mãe: "Que hei de pedir?" E a mãe respondeu: "A cabeça de João Batista".
25 Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: "Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista".
26 O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar.
27 Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere,
28 trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe.
29 Ouvindo isto, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro.
Palavra da Salvação.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há der deles! (Mt 5,10)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 617 o próprio Herodes mandara prender João e acorrentá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.
18 João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher de teu irmão".
19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, não o conseguindo, porém.
20 Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.
21 Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia.
22 A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: "Pede-me o que quiseres, e eu to darei". 23 E jurou-lhe: "Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino".
24 Ela saiu e perguntou à sua mãe: "Que hei de pedir?" E a mãe respondeu: "A cabeça de João Batista".
25 Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: "Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista".
26 O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar.
27 Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere,
28 trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe.
29 Ouvindo isto, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro.
Palavra da Salvação.
Reflexão
Para satisfazer os apetites de Herodíades, sua
amante Herodes foi até as últimas consequências mandando degolar João Batista,
homem justo, que dizia apenas a verdade.
Apesar de ser censurado por João Batista por causa do seu pecado de
adultério, Herodes gostava de escutá-lo falar e o admirava. Porém na sua
fraqueza e miséria deixou-se levar pela inclinação do mal e entregou como
prêmio a cabeça daquele que o surpreendia. A voz da nossa carne, do orgulho, da
vaidade e da soberba é poderosa quando nos afastamos dos caminhos de Deus. Por isso, podemos perceber que quando somos
escravos do pecado, apesar de invejados os homens santos se tornam para nós um
empecilho à realização dos nossos planos e projetos. Não gostamos de escutar
deles as palavras que apontam as nossas transgressões e abrem os nossos olhos
para enxergar o erro, a despeito de que, no íntimo, reconheçamos que não
estamos no caminho certo. Só gostamos de
escutar o que nos agrada. Quando a Palavra de Deus vem de encontro à nossa
mentalidade, nós a matamos e a deixamos de lado ou simplesmente a ignoramos.
Vale tudo também quando nós queremos ganhar um jogo de conquista de poder e de
prazer, até entregar a cabeça de gente inocente como prêmio. A consequência disso é que nunca
conseguiremos ter paz. – Do
que você precisa para como João Batista ser fiel a Lei de Deus? – O que você teria feito no lugar de
Herodes, que queria agradar à filha da sua amante? - Qual é a sua reação quando alguém lhe adverte e mostra o seu pecado? -
Você acolhe de coração toda a mensagem da Palavra de Deus, mesmo quando vem de
encontro ao seu modo de enxergar as coisas? O que não lhe agrada?
Helena Serpa
sexta-feira, 28 de agosto de 2015
EX-SANTANISTA "EU FAZIA RITUAIS SATÂNICOS DENTRO DE CLÍNICAS DE ABORTO"
Garoto
normal de um bairro americano, criado em um lar evangélico batista,
Zachary começou a praticar magia aos 10 anos, juntou-se a uma seita
satânica aos 13 e, com 15, já havia quebrado todos os Dez Mandamentos.

À luz dos recentes vídeos
expondo o tráfico de órgãos e tecidos de bebês abortados mantido pela Planned Parenthood, o Lepanto Institute entrevistou o ex-satanista Zachary King.
Garoto normal de um bairro americano, criado em um lar evangélico
batista, Zachary começou a praticar magia aos 10 anos, juntou-se a uma
seita satânica aos 13 e, com 15, já havia quebrado todos os Dez
Mandamentos. Dos seus anos de juventude até a idade adulta, ele
trabalhou o seu caminho até se tornar "sumo sacerdote" da seita e
praticou ativamente a agenda satânica, incluindo rituais de aborto.
Atualmente, Zachary está escrevendo sobre suas experiências em um novo
livro, intitulado
Abortion is a Satanic Sacrifice ["Aborto é um Sacrifício Satânico"].
Zac, você tem uma longa história para contar. Poderia nos dar uma ideia geral de como você foi cair no satanismo?
Tudo começou com uma forte curiosidade, em que eu me perguntava se a
magia era algo real. Isso veio depois que assisti a filmes sobre
feiticeiros e bruxos, na década de 1970, quando eu cresci. Nós tínhamos
um jogo na escola chamado
Bloody Mary, ou I Hate You, Bloody Mary, no qual você
ia ao banheiro e recitava essas frases um certo número de vezes com as
luzes apagadas. Todas as vezes que o meu grupo fazia isso, sempre víamos
um rosto demoníaco no espelho. Não fazíamos ideia do que era aquilo que
estávamos encarando, apenas que, de repente, aparecia aquela coisa
assustadora no espelho e todos corriam para fora do banheiro, morrendo
de medo... exceto eu. Eu sempre achava aquilo bem legal. Então, na mesma
época em que eu fazia isso, também jogava torneios de Dungeons and Dragons todo
fim de semana, e eu sempre era o mago ou o feiticeiro do jogo.
Eventualmente, eu me perguntava se podia fazer magia de verdade e tentei
um par de feitiços para ganhar dinheiro. Ambos funcionaram, mas, como
poderia ter sido apenas uma coincidência, eu tentei fazer uma terceira
vez e, na terceira vez em que fiz isso, joguei o feitiço em frente ao
demônio do banheiro e achei que pudesse aumentar um pouco o valor do
lance para ver o que acontecia. Consegui 1.000 dólares no dia seguinte. A
partir de então, fiquei convencido de que magia era real.
Quando eu tinha cerca de 12, um amigo me apresentou a um grupo que jogava
Dungeons and Dragons e que também acreditava que magia era
real. Aquele grupo acabou se revelando uma seita satânica. Muitas
pessoas me perguntam: "Você não correu e se escondeu a essa altura?" Eu
lembro a elas que cresci nos anos 70, quando seitas satânicas na TV eram
realmente assustadoras, mas... eu adorava fliperama, video games,
ficção científica, como Jornada nas Estrelas e Guerra nas Estrelas, e
aqueles rapazes tinham quase todos os filmes de ficção científica e de
fantasia que eu sempre quis assistir. Eles tinham fliperama, uma
piscina, uma grande churrasqueira, e era como um clube de meninos e
meninas, tudo muito divertido. Deixem-me colocar deste modo: eles sabiam
como recrutar, sabiam tudo o que uma criança queria fazer. Então, foi
assim que eu me envolvi com isso.
Aquele foi o meu primeiro grupo. Fiquei lá dentro até os meus 18 anos,
quando me juntei à Igreja Mundial de Satanás, que é um grupo muito
maior, internacional. A posição que eu atingi é chamada de
high wizard (uma espécie de "sumo sacerdote"). Em uma seita
satânica maior, eles são as pessoas que fazem a magia pelo grupo.
Poderia haver somente um ou até dez deles, mas o número geral variava de
2 a 5, e o nosso trabalho era viajar ao redor do mundo fazendo
quaisquer feitiços que as pessoas quisessem que fizéssemos. Quando eu
digo "pessoas", falo de estrelas do rock, astros de filmes,
personalidades políticas, pessoas ricas... Não há limites para quem quer
um feitiço e para o valor que eles estão dispostos a pagar.
"Escolhidos a dedo por Satanás"
Então, você era um sumo sacerdote no satanismo... Bem rapidamente, como aconteceu de você se tornar um high wizard?
Dizem que
high wizards são escolhidos a dedo por Satanás. Eu não sei
qual o critério. Tinha feito magia desde a idade dos 10 e me tornei um
deles quando tinha cerca de 21. Eu estava na Igreja Mundial de Satanás
por uns 3 anos. Já tinha visto um high wizard quando era
criança, mas ainda não sabia do que se tratava. A aparência é muito
peculiar. Uma cartola, uma varinha ou um bastão, o rosto pintado como um
cadáver e um velho smoking da sorte.
(...)
Satanás escolhe você e, para um culto grande como esse, há um chefe
executivo e um quadro de diretores. Então, o chefe manda uma carta para
você, você se encontra com ele e com o quadro de diretores, e eles dizem
que você foi escolhido. Dão a você um livro que diz quais são os seus
deveres de trabalho como sumo sacerdote e você decide se quer fazer
aquilo ou não – embora eu nunca tivesse conhecido ninguém a recusar
aquele convite.
Então, você foi chamado diante de um grande conselho de comuns, eles ofereceram a posição e você se tornou um high wizard naquele instante?
Isso, e eu trabalhei nisso por volta de 10 a 12 anos.
O primeiro ritual de aborto
Qual o papel que tem o aborto nos rituais satânicos, e quando
foi a primeira vez que você se envolveu com aborto dentro do satanismo?
Logo depois que completei 14 anos, os membros da seita vieram a mim e
me disseram que eu me envolveria em um aborto em cerca de 9 meses. Houve
uma orgia com todos os homens entre 12 e 15 anos e uma mulher com mais
de 18, e o propósito dela era ficar grávida, para ter o aborto em 9
meses. Quando me contaram isso, eu disse bem alto: "Legal", mas não
fazia ideia do que era um aborto. Em minha família, acho que ouvi meus
pais sussurrarem uma vez a palavra aborto, enquanto falavam de outra
pessoa. Então, eu pensava que aquela era uma palavra suja, porque eles
cochicharam, e eu não tinha ouvido aquela palavra em nenhum outro lugar.
Quando perguntei aos membros da seita o que era um aborto, eu disse que
não sabia o que deveria fazer. Eles explicaram que haveria um bebê na
barriga e que eu iria matá-lo; que haveria um médico aborteiro lá para
me ajudar e uma enfermeira, porque seria um procedimento médico
completo. Minha primeira pergunta foi: "Isso é legal?" A resposta foi:
"Sim, desde que aconteça no ventre. Enquanto o bebê estiver dentro da
mulher, você pode matá-lo."
Foi dessa forma que isso foi explicado para nós. Também foi explicado
que eu estaria "matando um bebê". Eles não disseram que nós iríamos
matar
um feto ou algumas células em um corpo. Nada disso. Era um bebê.
Agora, eu não acho que eu teria concordado em matar uma criança fora do
corpo da mulher, mas, sabendo que eu poderia matar o quanto quisesse se
alguém estivesse dentro do corpo... No satanismo, matar alguém ou a
morte de algo é a forma mais efetiva de ter o seu feitiço realizado.
Quando se quer conseguir a aprovação de Satanás, para que ele lhe dê
algo que você deseja, matar alguém é a melhor forma de conseguir. Matar
algo é a oferta final para Satanás e, se você pode matar uma criança não
nascida, essa é a sua meta final.
Conte-me sobre o primeiro aborto que você fez dentro de um ritual satânico.
O primeiro que fiz foi cerca de 3 meses antes de completar 15 anos.
Aconteceu em uma casa de campo. Surpreendentemente, o lugar era mais
higienizado que muitas das clínicas nas quais eu tinha feito abortos.
Havia um médico e uma enfermeira, uma mulher nos estribos pronta para
dar à luz, rodeada de 13 líderes da nossa seita, os quais eram todos
sumo sacerdotes e sacerdotisas. Eu estava dentro do círculo com a mulher
e o médico. Todos os membros adultos de minha seita estavam lá. Havia
várias mulheres se ajoelhando no chão, balançando para frente e para
trás cantando repetidamente: "Nosso corpo e nós mesmas". Do lado estavam
vários membros masculinos de nossa seita, todos cantando e orando. O
ritual começou às 23h45min, e o feitiço começou à meia-noite, que é a
hora das bruxas, e a morte da criança aconteceu às 3h, que é a chamada
hora do demônio.
Tudo o que eu tinha que fazer era colocar o bisturi. Eu não
necessariamente precisava praticar o assassinato... o importante era que
eu sujasse minhas mãos de sangue. Então, eu tive que sujar minhas mãos
com o sangue de alguém, ou o da mulher ou o do bebê, e, depois, o médico
terminou o procedimento. Naquele em particular – provavelmente um dos
abortos mais hediondos que eu fiz –, o médico pegou, arrancou e jogou a
criança no chão, onde essas mulheres estavam se remexendo. Elas pareciam
estar possuídas, e quando o médico jogou-lhes o bebê, elas
canibalizaram a criança.
Santo Deus! De quantos abortos rituais você participou?
Antes de me tornar um
high wizard, eu fiz cinco. Depois, fiz 141 ou mais.
"Todos os bebês são oferecidos a Satanás no final do dia"
Você chegou a fazer algum ritual satânico nas instalações de clínicas de aborto?
Cheguei sim. Eu estimo ter feito cerca de 20 abortos rituais dentro
dessas instalações, embora nunca tenha chegado a contar. Mas eu estive
em muitas delas. Cerca de dois anos atrás, entrei em uma para fazer uma
pesquisa para um novo CD em que estava trabalhando, e ela era bem limpa e
as pessoas bem legais. Mas todas às que fui, fazendo aborto nelas, eram
terrivelmente anti-higiênicas. Pareciam-se mais com uma casa de
horrores, com sangue em todo o lugar, incluindo algumas salas com sangue
no teto.
Como você foi convidado para fazer abortos satânicos nesses lugares? Alguém o chamou? Como isso aconteceu?
Como sumo sacerdote, você é o membro mais ativo da seita satânica,
então a maioria das pessoas liga para alguém que elas conhecem na seita
(...) [e] você é convidado a participar. A Igreja Mundial de Satanás não
é a única organização que faz sacrifícios satânicos nessas instalações.
Há outras organizações de bruxaria, como as wiccanas, que
estão realmente engajadas em praticar abortos dentro dessas clínicas. Às
vezes, você é chamado para o aborto ritual por um diretor da clínica ou
algum administrador, isso quando o próprio médico não é um satanista.
Outras vezes, eles fazem uma cerimônia no final do dia.
Na verdade, todos os dias, à noite, grupos satânicos fazem como
que uma Missa Negra, geralmente por volta da meia-noite, e acontece um
culto estendido com duração de mais ou menos 2 ou 3 horas, no qual eles
oferecem todos os bebês que foram mortos naquele dia para Satanás. Não
importa o motivo pelo qual as mulheres procuraram o aborto, todos os
bebês são oferecidos a Satanás no final do dia.
O que geralmente acontece durante esses abortos rituais?
Há crianças que vêm para esses eventos, mas elas geralmente não ficam
na sala onde o aborto acontece, ficam em uma sala separada. Elas têm
competições para ver qual delas fica acordada até às 3h da madrugada, e a
criança que consegue ficar até tarde ganha um prêmio. Os homens que não
fazem parte dos 13 cabeças do grupo ficam fazendo feitiços e cantando.
Eles também jogam feitiços, seja para se protegerem de qualquer um que
possa estar rezando contra eles, como um cristão, seja por quem quer que
tenhamos no bolso para proteger – assim, se nós pagamos um xerife, um
policial ou algo do tipo, ninguém nos investigará naquela ocasião. Há
mulheres cantando e dançando. Os 13 membros ficam em volta da mulher
prestes a ter o aborto e conduzem a bruxaria. Uma vez, quem conduziu o
feitiço foi o prefeito da cidade. Ele nos procurou porque queria passar
uma lei para a sua cidade, e tinha tentado duas ou três vezes, sem
sucesso. Ele foi membro da seita por algum tempo. Havia tentado todos os
caminhos legais para passar a lei, mas, como não funcionou, ele
conseguiu alguém para fazer um aborto com a nossa seita, durante a noite
e em um lugar em que pudéssemos fazer o procedimento e a bruxaria ao
mesmo tempo. Geralmente, em uma seita de cidade pequena, que era o caso,
todos apareciam para o evento. Em um lugar maior, como quando eu era
membro da Igreja Mundial de Satanás, você chama o sumo sacerdote, as
pessoas que querem fazer o feitiço, um médico e uma enfermeira. Várias
vezes, nessas clínicas de aborto profissionalizadas, há um monte dessas
pessoas, porque muitos que trabalham nesses lugares são bruxas ou
satanistas. Então, você consegue um grande número de pessoas que queira
participar do evento satânico.
Você diria que clínicas de aborto profissionalizadas atraem
pessoas vindas do ocultismo por causa da oportunidade de realizar
rituais de aborto?
Eu diria que sim, essa é uma afirmação absolutamente verdadeira. (...)
Assim como os rapazes católicos aderem ao sacerdócio porque são atraídos
pela santidade e pelo serviço a Deus, uma clínica de aborto atrai os
satanistas para o ministério satânico.
O poder da oração

Você já experimentou alguma dificuldade em concluir um aborto ritual, devido a pessoas rezando fora de uma clínica de aborto?
Mais de uma vez, tivemos bebês que, contra todas as possibilidades,
sobreviveram ao aborto. Uma vez, cheguei à clínica de aborto e havia
pessoas dos dois lados da rua. De um lado, havia pessoas rezando e
clamando contra o aborto; do outro, no qual eu estava, havia pessoas que
eram obviamente pelo aborto, e gritando todo tipo de obscenidades às
pessoas do outro lado da rua. Quando nós entramos e olhamos para o lado
de lá, vimos todas as pessoas do outro lado de joelhos. Naquele dia, o
aborto que tínhamos agendado para um ritual não deu certo. Eu acho que
isso aconteceu comigo umas três vezes, e todas as três... Engraçado, mas
nunca tinha parado para pensar que todos os três abortos foram
frustrados pelo que só pode ser atribuído às orações que estavam
acontecendo fora da clínica.
Qual conselho você tem para as pessoas que rezam em frente às
clínicas de aborto, especialmente se elas suspeitam que há algum tipo de
ato ocultista acontecendo dentro dela?
Antes de tudo, não pare! Não há nada acontecendo nessa clínica de
aborto que possa machucar você. Com certeza, haverá demônios em volta,
mas você deve pensar em Satanás como um cachorro amarrado a uma coleira;
se você não chegar perto da coleira, ele não o pode morder. Esteja em
estado de graça quando você for. Leve uma garrafa de água benta consigo.
Não a jogue nas pessoas que estão lá para se opor porque você pode ir
parar na justiça. Você sabe, essas pessoas irão processar você por causa
das coisas mais bobas. Mas, com certeza, aspirja-se quando chegar lá e
quando sair. Aspirja todos os membros da sua família. Se puder receber a
Sagrada Comunhão antes de chegar lá, seria o ideal. Se for à Missa
nesse dia, permaneça alguns minutos depois da celebração para pedir a
Nosso Senhor que mande a Sua Mãe com você. Leve um Rosário consigo e
combata o demônio até a morte com ele. Há coisas de que o diabo tem
medo, mas, acima de tudo, ele teme um católico bem formado, um católico
que entende a sua fé e que sabe o que é uma guerra espiritual. Ele não
quer lutar contra alguém que está com toda a sua armadura a postos.
A conversão
Em janeiro de 2008, enquanto trabalhava numa joalheria, Zachary teve um
encontro com a bem-aventurada Mãe de Deus, encontro que mudou a sua
vida. No meio do shopping, pelo poder da Medalha Milagrosa, Zachary
experimentou uma paz que supera todo o entendimento. Aquela paz era
Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. O amor de Nossa Senhora resgatou
Zachary do inferno e trouxe-o para perto do Coração do seu Filho, Jesus
Cristo. Ele começou a frequentar a comunidade católica de São Francisco
Xavier, em Vermont, e, em maio de 2008 (o mês de Maria), entrou na
Igreja Católica! Depois de 26 anos de envolvimento com o ocultismo,
Zachary tornou-se um guerreiro por Jesus Cristo e quer compartilhar o
seu conhecimento para a proteção do povo de Deus. O testemunho de
Zachary é uma inspiração que prova quão grandes são a misericórdia e o
perdão do Senhor e, acima de tudo, mostra a profundidade do seu amor
para conosco. Atualmente, Zachary vive na Flórida com sua esposa e é
pregador internacional, espalhando a história de seu miraculoso resgate
do satanismo onde quer que ele possa. O seu site é
www.allsaintsministry.org.
Por Lepanto Institute | Tradução e adaptação: Equipe CNP
LITURIGA DIÁRIA - O BANQUETE QUE ESPERA E ALIMENTA A NOSSA ESPERANÇA.
Primeira Leitura (1Ts 4,1-8)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.
1Meus
irmãos, eis o que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: Aprendestes
de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim.
Fazei progressos ainda maiores! 2Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus. 3Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; 4cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito, 5sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus. 6Que
ninguém, nessa matéria, prejudique ou engane seu irmão, porque o Senhor
se vinga de tudo, como já vos dissemos e comprovamos. 7Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade. 8Portanto, desprezar estes preceitos não é desprezar um homem e sim, a Deus, que nos deu o Espírito Santo.
Responsório (Sl 96)
— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!
— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!
— Deus
é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva
e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.
— As
montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e
assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua
glória.
— O Senhor ama os que detestam a maldade, ele protege seus fiéis e suas vidas, e da mão dos pecadores os liberta.
— Uma
luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações.
Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu santo
nome!
Evangelho (Mt 25,1-13)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1”O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide a seu encontro!’ 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9As
previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser
insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos
vendedores’. 10Enquanto
elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas
entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’12Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.
Reflexão
Irmãos e
irmãs, ou melhor, como a alegoria das núpcias de Cristo com a Sua Igreja-Esposa
(Mt 25, 1-13) sugere: Caras “companheiras” da Esposa!
Na
parábola das dez virgens, ou damas de honra, estamos todos incluídos, pois o
Senhor não exclui ninguém da participação de Seu Reino. No entanto, a graça
reclama condutas que podem ser comparadas às expectativas da “noiva” (esposa)
durante o ritual judaico do matrimônio. É isto que Jesus fez e faz! Ele usa
desta parábola para falar do nosso relacionamento com o Esposo que, em breve,
virá e não quer ninguém de fora do banquete eterno.
Segundo o
costume judaico, a festa acontecia no final da tarde e era incluída uma
procissão até o lugar do festim. Aquele momento de partilha e alegria era
realizado na casa do noivo (cf. Mt 22, 1-14), mas também podia acontecer na
casa da noiva, para onde a procissão deveria seguir. A parábola das dez virgens
parece se encaixar neste segundo caso.
Uma outra característica, própria
desta celebração, era uma efusiva manifestação da beleza e alegria que permeava
estes acontecimentos, encontrando o seu ápice de manifestação material quando
era um casamento real. Assim confirma o salmista: «Entra com todo esplendor a filha do rei,
tecido de ouro é seu vestido; é apresentada ao rei com preciosos bordados, com
ela as damas de honra a ti são conduzidas; guiadas em alegria e exultação
entram juntas no palácio real» (Sl 45, 14-16).
Ainda que
todo este esplendor não fosse possível para todos, sem dúvida, o essencial do
júbilo não devia faltar, principalmente às convidadas da noiva para compor a
procissão. Aí, irmãos e irmãs, nos encontramos, mais uma vez, todos nós! Pelos
méritos de Cristo – o Rei e Esposo da Igreja -, somos participantes do novo
povo de Deus, membros da Igreja e amados pelo Senhor, o qual é exemplo de
entrega, inclusive no tocante à missão dos maridos:
«Maridos, amai as vossas
mulheres como Cristo também amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de
santificar pela palavra aquela que Ele purifica pelo banho da água. Pois Ele
quis apresentá-la a si mesmo toda bela, sem mancha nem ruga ou qualquer reparo,
mas santa e sem defeito» (Ef 5, 25-27).
Voltando à
parábola das companheiras prudentes e das descuidadas, percebe-se que a
utilização de lâmpadas era um acessório também costumeiro naquele tipo de
ritual. Portanto, todas já estavam devidamente avisadas. O que não significava
que todas se encontravam preparadas.
Neste sentido, Nosso Senhor e
Esposo da Igreja não deixa, pelo Evangelho, a humanidade orientada quanto a Sua
segunda vinda? Fazendo parte do mesmo «Sermão Escatológico», registrado no
Evangelho de Mateus, pode-se ler e ouvir: «Ficai certos: se o dono de casa soubesse a
que horas da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que sua casa fosse
arrombada. Por isso, também vós, ficais preparados! Pois na hora em que menos
pensais, virá o Filho do Homem» (Mt 24, 43-44). Então, o que estamos esperando
para compormos, com alegria e esperança, o grupo das pessoas cuidadosas para
com as promessas de Deus?
A Igreja
de Cristo é a esposa real que espera e clama, sem cessar, por este encontro
definitivo; e ela não está sozinha: «O Espírito e a Esposa dizem: “Vem”! Aquele
que ouve também diga: “Vem”! Quem tem sede, venha e quem quiser, receba, de
graça, a água vivificante» (Ap 22,17). Por isso, para «sentirmos com a Igreja»
e correspondermos às escolhas de Deus, precisamos desta «água vivificante»
sobre nós, qual um despertador da sonolência provocada pela imprudência e todos
os outros tipos de pecado.
Vinde,
Espírito Santo, e nos desperte a uma esperança ativa e previdente, capaz de
possuir um testemunho, no mínimo, suficiente para sermos salvos pela
Misericórdia Divina e sinais deste amor neste mundo! Obrigado, Senhor, por nos
revelar que agora é o tempo da esperança. É tempo do amor! É tempo de conhecer
o Esposo e a Esposa.
É tempo do
óleo do testemunho! Pois, se para as privilegiadas companheiras da parábola não
houve mais tempo suficiente nem tampouco desculpas fiáveis quando o noivo se
manifestou, por que não haveríamos de ouvir aquelas temíveis palavras: «Em
verdade vos digo: não vos conheço!» (Mt 25, 12)?
Sendo
assim, sem medo, mais cheios de esperança e prudência, ouçamos a Palavra
d’Aquele que veio para nos salvar e nos acolher no banquete escatológico. Se
não fosse assim, Ele não insistiria tanto em dispor, ainda no tempo, estas e
outras Palavras de vida eterna, verdadeiro alimento de esperança, servido,
principalmente, na Mesa da Palavra: «Portanto, vigiai, pois não sabeis o dia
nem a hora» (Mt 25, 12).
Padre Fernando Santamaria
Comunidade Canção Nova
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