quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Liturgia Diária - O pranto sobre Jerusalém.

 Grupo de Oração Semeando a Paz: LITURGIA DIÁRIA - JESUS CHORA SOBRE  JERUSALÉM

Primeira Leitura: Apocalipse 5,1-10

Leitura do livro do Apocalipse de São João – Eu, João, 1vi um livro na mão direita daquele que estava sentado no trono. Era um rolo escrito por dentro e por fora, e estava lacrado com sete selos. 2Vi então um anjo forte, que proclamava em voz alta: “Quem é digno de romper os selos e abrir o livro?” 3Ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra era digno de abrir o livro ou de ler o que nele estava escrito. 4Eu chorava muito, porque ninguém foi considerado digno de abrir ou de ler o livro. 5Um dos anciãos me consolou: “Não chores! Eis que o Leão da tribo de Judá, o rebento de Davi, saiu vencedor. Ele pode romper os selos e abrir o livro”. 6De fato, vi um Cordeiro. Estava no centro do trono e dos quatro seres vivos, no meio dos anciãos. Estava de pé, como que imolado. O Cordeiro tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete Espíritos de Deus, enviados por toda a terra. 7Então, o Cordeiro veio receber o livro da mão direita daquele que está sentado no trono. 8Quando ele recebeu o livro, os quatro seres vivos e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro. Todos tinham harpas e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. 9E entoaram um cântico novo: “Tu és digno de receber o livro e abrir seus selos, porque foste imolado e, com teu sangue, adquiriste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. 10Deles fizeste para o nosso Deus um reino de sacerdotes. E eles reinarão sobre a terra”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 149

Fizestes de nós, para Deus, sacerdotes e povo de reis.

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / e o seu louvor na assembleia dos fiéis! / Alegre-se Israel em quem o fez, / e Sião se rejubile no seu rei! – R.

2. Com danças glorifiquem o seu nome, / toquem harpa e tambor em sua honra! / Porque, de fato, o Senhor ama seu povo / e coroa com vitória os seus humildes. – R.

3. Exultem os fiéis por sua glória / e, cantando, se levantem de seus leitos, / com louvores do Senhor em sua boca; / eis a glória para todos os seus santos. – R.

Evangelho: Lucas 19,41-44

Aleluia, aleluia, aleluia.

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 41quando Jesus se aproximou de Jerusalém e viu a cidade, começou a chorar. E disse: 42“Se tu também compreendesses hoje o que te pode trazer a paz! Agora, porém, isso está escondido aos teus olhos! 43Dias virão em que os inimigos farão trincheiras contra ti e te cercarão de todos os lados. 44Eles esmagarão a ti e a teus filhos. E não deixarão em ti pedra sobre pedra. Porque tu não reconheceste o tempo em que foste visitada”. – Palavra da salvação.

Reflexão
 
 O Evangelho que nesta quinta-feira nos é proclamado apresenta uma das duas únicas ocasiões em que vemos a Nosso Senhor chorar; a outra, narrada por São João, foi a morte de Lázaro (cf. Jo 11, 33-35.38), amigo a quem Ele tanto amava (cf. Jo 11, 5. 36). Ora, a razão por que hoje o Senhor se entristece é a necedade e ignorância de Jerusalém: "Tu não reconheceste", diz, "o tempo em que foste visitada". A expressão de que se servem os originais gregos, ὁ καιρὸς τῆς ἐπισκοπῆς, significa o tempo oportuno, o tempo da visitação de Deus. A vida humana, com efeito, para além de sua dimensão meramente cronológica, possui também "estações" próprias, tempos de graça em que Deus vem ao nosso encontro para, como Senhor de sua messe, chamar-nos a colher os frutos de sua visita. É o tempo da consolação, dos benefícios, das alegrias, dos sucessos; mas é também, e de modo ainda mais profundo, o tempo das provações, das renúncias, dos sacrifícios, das tentações, das dores. É em tais oportunidades que Ele nos chama a atenção para que, arrependidos, mudemos o mau rumo que talvez venhamos seguindo e tomemos o caminho certo, ou para que retifiquemos as atitudes e os hábitos que nos fazem pouco cristãos. Aproveitemos, pois, estes momentos, nos quais às vezes nos sentimos abandonados, a fim de não deixarmos de amar o Deus que nos visita e que chora pela ruína que seus próprios filhos, perdendo o tempo desta vida, preparam para si.
 
 
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