terça-feira, 15 de novembro de 2022

33ª Semana do Tempo Comum - Zaqueu, desce depressa!

 Liturgia do Dia – 18/11/2014 | Ministério do Acolhimento

Primeira Leitura: Apocalipse 3,1-6.14-22

Leitura do livro do Apocalipse de São João – Eu, João, ouvi o Senhor que me dizia: 1“Escreve ao anjo da Igreja que está em Sardes: Assim fala aquele que tem os sete espíritos de Deus e as sete estrelas: Conheço a tua conduta. Tens fama de estar vivo, mas estás morto. 2Acorda! Reaviva o que te resta e que estava para se apagar! Pois não acho suficiente aos olhos do meu Deus aquilo que estás fazendo. 3Lembra-te daquilo que tens aprendido e ouvido. Observa-o! Converte-te! Se não estiveres vigilante, eu virei como um ladrão, sem que tu saibas em que hora te vou surpreender! 4Todavia, aí em Sardes existem algumas pessoas que não sujaram a roupa. Estas vão andar comigo, vestidas de branco, pois merecem isso. 5O vencedor vestirá a roupa branca, e não apagarei o seu nome do livro da vida, mas o apresentarei diante de meu Pai e de seus anjos. 6Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas. 14Escreve ao anjo da Igreja que está em Laodiceia: Assim fala o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: 15Conheço a tua conduta. Não és frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! 16Mas, porque és morno, nem frio nem quente, estou para vomitar-te de minha boca. 17Tu dizes: ‘Sou rico e abastado e não careço de nada’, em vez de reconhecer que tu és infeliz, miserável, pobre, cego e nu! 18Dou-te um conselho: compra de mim ouro purificado no fogo, para ficares rico, e vestes brancas, para vestires e não aparecer a tua nudez vergonhosa; e compra também um colírio para curar os teus olhos, para que enxergues. 19Eu repreendo e educo os que eu amo. Esforça-te, pois, e converte-te. 20Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, eu entrarei na sua casa e tomaremos a refeição, eu com ele e ele comigo. 21Ao vencedor farei sentar-se comigo no meu trono, como também eu venci e estou sentado com meu Pai no seu trono. 22Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz às Igrejas”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 14(15)

Ao vencedor, dar-lhe-ei o direito / de sentar-se comigo no meu trono.

1. “Senhor, quem morará em vossa casa?” † É aquele que caminha sem pecado / e pratica a justiça fielmente; / que pensa a verdade no seu íntimo / e não solta em calúnias sua língua. – R.

2. Que em nada prejudica o seu irmão / nem cobre de insultos seu vizinho; / que não dá valor algum ao homem ímpio, / mas honra os que respeitam o Senhor. – R.

3. Não empresta o seu dinheiro com usura † nem se deixa subornar contra o inocente. / Jamais vacilará quem vive assim! – R.

Evangelho: Lucas 19,1-10

Aleluia, aleluia, aleluia.

Por amor, Deus enviou-nos o seu Filho / como vítima por nossas transgressões (1Jo 4,10). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas – Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. 6Ele desceu depressa e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador!” 8Zaqueu ficou de pé e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres e, se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. 9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”. – Palavra da salvação.

Reflexão
 
O Evangelho de hoje, trazendo-nos mais uma página exclusiva de S. Lucas, relata o famoso episódio de Zaqueu, o publicano que, apesar de alto na sociedade, era de baixa estatura. Este homem pequenino, sabendo que Jesus estava a passar por sua cidade, trepa a uma figueira para tentar ver aquele de quem tantos falavam. “Zaqueu”, escreve o evangelista, “procurava ver quem era Jesus”, talvez por simples curiosidade, “mas não conseguia, pois era muito baixo” (v. 3). Temos aqui como que um símbolo do esforço humano de quem quer encontrar a verdade, mas que só pode encontrá-la se for antes encontrado por ela. É por isso que Jesus, diante daquele empenho algo ridículo e desajeitado, toma a iniciativa de ir Ele mesmo até Zaqueu. Aproximando-se da figueira, o Senhor olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa”, isto é, desce desses teus esforços tolos, pois não me poderias ver se eu não me mostrasse a ti; não me poderias encontrar, se eu não viesse ao teu encontro. Tanto é assim que não é Zaqueu que o convida para jantar, senão que o próprio Senhor que se faz de convidado: “Hoje eu devo ficar na tua casa” (v. 5). É verdade que não podemos cruzar os braços, à espera de que Deus nos salve e agracie sem que cumpramos aquilo que, como criaturas racionais e livres, nos cabe fazer; mas não é menos certo que o protagonismo, a iniciativa, o papel principal na história da nossa salvação e santificação corresponde a Ele: trata-se, por assim dizer, de duas linhas de ação que devem correr paralelas — a de Deus, livre e soberana, a guiar-nos segundo os seus desígnios; e a nossa, dependente e subordinada, deixando-o agir como for do seu agrado. Nós nada poderíamos, como Zaqueus baixinhos e impotentes, se Ele não nos procurasse e viesse ao nosso encontro. Mas, uma vez que Cristo nos conquistou, podemos agora, tendo-o em nossa casa como um convidado à mesa, empenhar-nos em corresponder ao seu amor. Deixando tudo o que está para trás, desçamos da figueira do nosso orgulho e abramos as portas do nosso coração para Cristo, que, tendo-nos alcançado primeiro, quer agora ser alcançado por nós, na meta que é o reino celeste (cf. Fp 3, 12-14).


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