sábado, 24 de junho de 2017

LITURGIA DIÁRIA - NATIVIDADE DE SÃO JOÃO BATISTA

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1a Leitura - Isaías 49,1-6
Leitura do livro do profeta Isaías.

49 1 Ilhas, ouvi-me; povos de longe, prestai atenção! O Senhor chamou-me desde meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, ele pronunciou meu nome. 2 Tornou minha boca semelhante a uma espada afiada, cobriu-me com a sombra de sua mão. Fez de mim uma flecha penetrante, guardou-me na sua aljava. 3 E disse-me: "Tu és meu servo, (Israel), em quem me rejubilarei". 4 E eu dizia a mim mesmo: "Foi em vão que padeci, foi em vão que gastei minhas forças. Todavia, meu direito estava nas mãos do Senhor, e no meu Deus estava depositada a minha recompensa". 5 E agora o Senhor fala, ele, que me formou desde meu nascimento para ser seu Servo, para trazer-lhe de volta Jacó e reunir-lhe Israel, (porque o Senhor fez-me esta honra, e meu Deus tornou-se minha força). 6 Disse-me: "Não basta que sejas meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de ti a luz das nações, para propagar minha salvação até os confins do mundo".
Palavra do Senhor.

Salmo - 138/139
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,

porque de modo admirável me formastes!
 
Senhor, vós me sondais e conheceis,

sabeis quando me sento ou me levanto;

de longe penetrais meus pensamentos;

percebeis quando me deito e quando eu ando,

os meus caminhos vos são todos conhecidos.
 
Fostes vós que me formastes as entranhas

e, no seio de minha mãe, vós me tecestes.

Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,

porque de modo admirável me formastes!
 
Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis;

nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis

quando eu era modelado ocultamente,

era formado nas entranhas subterrâneas.
 
2a Leitura - Atos 13,22-26
Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Paulo disse: 13 22 "Depois, Deus o rejeitou e mandou-lhes Davi como rei, de quem deu este testemunho: ‘Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades’. 23 De sua descendência, conforme a promessa, Deus fez sair para Israel o Salvador Jesus. 24 João tinha pregado, desde antes da sua vinda, o batismo do arrependimento a todo o povo de Israel. 25 Terminando a sua carreira, dizia: ‘Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado’. 26 Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação".
Palavra do Senhor.
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Evangelho - Lucas 1,57-66.80
Aleluia, aleluia, aleluia.

Serás chamado, ó menino, o profeta do Altíssimo: irás diante do Senhor, preparando-lhe os caminhos (Jo 1,7; Lc 1,17).
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

1 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa. 57 Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho. 58 Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela. 59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias. 60 Mas sua mãe interveio: "Não", disse ela, "ele se chamará João". 61 Replicaram-lhe: "Não há ninguém na tua família que se chame por este nome". 62 E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse. 63 Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: "João é o seu nome". Todos ficaram pasmados. 64 E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus. 65 O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia. 66 Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: "Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele. 80 O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.
Palavra da Salvação.
 
 
 Reflexão
 
Com grande alegria, celebramos hoje, a natividade de São João Batista, o único santo, além da Virgem Maria, cujo o nascimento é lembrando!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta,  narra o acontecimento que marcou a passagem do tempo de espera para o tempo da realização das promessas de Deus! Com o nascimento de João Batista, é iniciada uma nova etapa da realização do projeto de Deus iniciado na concepção de Maria! Devido a sua significante participação na história da salvação, a liturgia de hoje, própria desta festa, nos apresenta o nascimento e a missão profética deste grande homem que ajudou e que ainda continua ajudando nossas comunidades a trilharem o caminho de Jesus! A vida de João Batista, o maior de todos os profetas que precederam Jesus, foi marcada por grandes contrastes, ao mesmo tempo que ele vivia o silencio do deserto ele  movia multidões! O próprio Jesus o reconhecia como o maior dentre os nascidos de mulher, (Lc 7,28).
João Batista desempenhou um papel importantíssimo na história da salvação, ele veio dar testemunho da luz, abrir caminho para o encontro do humano com o Divino!  Encontro este, que ele experimentou ainda no ventre de sua mãe, Isabel.
São João Batista, o santo mais popular de toda história, experimentou durante a sua vida terrena, a força dos dois lados do coração humano: a força do amor, capaz de transformar vidas e a força do ódio que leva a morte! Tiraram a vida do profeta João Batista, mas não conseguiram calar a sua voz, voz que continua ressoando no coração de geração  a geração: “Convertei-vos e crede no evangelho”. “Eis o cordeiro de Deus”...
João Batista foi um grande exemplo de quem viveu exclusivamente a vontade de Deus, Ele não se acomodou nas tradições do seu povo, nem de sua Família, pelo contrário, buscou algo novo, fazendo-se anunciador de um tempo novo, um tempo que traria um sentido novo para humanidade que se distanciava de sua verdadeira origem.
Assim como João Batista, nós também viemos a este mundo com uma missão: realizar a vontade de Deus, na vivencia do amor, assumindo o compromisso de cultivar em nossos corações, a disposição de renovarmos a cada dia mediante a palavra de Deus!
Colocar Jesus, como o centro da nossa vida, assim como fez João Batista, é pensar, é viver, é falar é mover em função do amor!
A festa de hoje, nos convida a refletir sobre a importância do profetismo! O mundo requer urgentemente de pessoas que façam a diferença, de homens e mulheres que assim como João Batista, apontem algo novo, renovador, no sentido de suscitar nos corações dos homens, sentimentos positivos. Há uma necessidade muito grande de profetas, profetas que não se calam diante das injustiças que desfilam diariamente diante dos nossos olhos, profetas, que estejam dispostos a dar a vida se preciso for, pela causa do Reino!
Na maternidade da anciã, Isabel, é revelado o poder grandioso de Deus: para Deus nada  é impossível!
Podemos dizer que o ventre antes sem vida de Isabel, representa a humanidade sem vida, uma humanidade, que ao receber a intervenção amorosa de Deus passa a gerar vida!
São João Batista rogai por nós...
 
 
 
 
 
FIQUE NA PAZ DE JESUS! - Olivia Coutinho

SÃO JOÃO: NASCE UM GRANDE ATREVIDO QUE ENFRENTARÁ A HIPOCRISIA DE UM GOVERNANTE


O nascimento e a missão do santo padroeiro dos injustiçados por causa da fé

O nascimento

São João Batista era filho de Zacarias e Isabel e primo de Jesus. Ocorre que seus pais já eram idosos quando o arcanjo Gabriel se apresentou a Zacarias e lhe disse que suas orações tinham sido ouvidas: sua mulher, mesmo estéril e de idade avançada, conceberia e lhe daria um filho. (cf. Lc 1 e Mt 11).
“Tu lhe darás o nome de João e ele será para ti motivo de júbilo e alegria; muitos se regozijarão por seu nascimento, posto que será grande diante do Senhor”.
Mas Zacarias duvidou e, por sua pouca fé, perdeu a voz. Quando nasceu o menino, Zacarias escreveu num tabuinha: “Seu nome é João”. Nesse momento, ele recuperou a fala e entoou um esplêndido hino de amor e agradecimento a Deus, conhecido como “Benedictus”.
São João Batista foi concebido no pecado original, mas ficou purificado antes ainda de nascer, quando sua mãe, Santa Isabel, foi visitada pela Santíssima Virgem Maria, que, por sua vez, já portava em seu seio o Salvador, Jesus. Santo Agostinho observou que a Igreja sempre celebra a festa dos santos na dia de sua morte, mas, no caso de São João Batista, santificado já no ventre da mãe, ele é celebrado também no dia de seu nascimento.

A lenda e a fogueira

A propósito, as lendas e tradições que começaram a surgir desde o século IV em torno a São João Batista contam que, quando Maria foi visitar a prima Isabel, combinaram ambas que, ao nascer João, Zacarias acenderia uma fogueira para sinalizar a vinda do menino ao mundo.
Por isso é que teria começado a tradição das fogueiras de São João em junho, o mês do seu nascimento.

A missão

O próprio Jesus descreveu João como o último e o maior dos profetas:
“Em verdade eu vos digo, dentre os que nasceram de mulher, não surgiu ninguém maior que João, o Batista. De fato, todos os profetas, bem como a lei, profetizaram até João. Se quiserdes compreender-me, ele é o Elias que deve voltar” (Mt 11,11-14).
João precedeu Jesus como seu mensageiro, anunciando a vinda do Cristo e dedicando-se a preparar o povo para recebê-lo. Em sua pregação, ele batizava no Rio Jordão, e daí seu apelido de “Batista”, e combatia os vícios e as injustiças mediante o testemunho de uma vida austera. Sobre Jesus, João proclamava:
“Ele será grande perante o Senhor; não beberá nem vinho, nem bebida fermentada, e será repleto do Espírito Santo desde o seio de sua mãe. Ele reconduzirá muitos dos filhos de Israel ao Senhor seu Deus: e Ele mesmo caminhará à sua frente” (Lc 1, 15).

O martírio

Impelido pela missão profética, João Batista denunciou os pecados do governador da Galileia, o rei Herodes, que tinha sequestrado sua cunhada Herodíades e vivia com ela como se fossem esposos. O Batista foi então preso em Maqueronte, na costa oriental do Mar Morto. Salomé, a filha de Herodíades, ganhou do rei o direito de pedir o que desejasse. Sua mãe vingativa a instigou a fazer um pedido assassino: “Quero que me dês imediatamente, numa bandeja, a cabeça de João, o Batista” (Mc 6,25). O Santo Precursor sofreu então o martírio.

Oração a São João Batista

Deus, nosso Pai, celebramos hoje o nascimento de São João Batista. Pela força da vossa Palavra, convertei os nossos corações!
Doce, sonoro, ressoe o canto,
minha garganta faça o pregão.
Solta-me a língua, lava a culpa,
ó São João!
Anjo no templo, do céu descendo,
teu nascimento ao pai comunica,
de tua vida preclara fala,
teu nome explica.
Súbito mudo teu pai se torna,
pois da promessa, incréu, duvida:
apenas nasces, renascer fazes
a voz perdida.
Da mãe no seio, calado ainda,
o Rei pressentes num outro vulto.
E à mãe revelas o alto mistério
de Deus oculto.
Louvor ao Pai, ao Filho unigênito,
e a vós, Espírito, honra também:
dos dois provindes,
com eles sois um Deus. Amém.

Padroeiro

São João Batista é padroeiro dos injustiçados por causa da fé: uma situação particularmente atual em meio à grande onde de violência e martírio sofrida pelos cristãos do nosso tempo em todo o mundo.
 algumas notícias e artigos sobre a perseguição contra os cristãos que ainda faz sangrar o Coração de Cristo.
 
 
 
 
 
Aleteia Brasil

sexta-feira, 23 de junho de 2017

LITURGIA DIÁRIA - RENDIDOS AO AMOR DO CORAÇÃO DE JESUS

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1a Leitura - Deuteronômio 7,6-11
Leitura do livro do Deuteronômio.

7 6 porque és um povo consagrado ao Senhor, teu Deus, o qual te escolheu para seres o seu povo, sua propriedade exclusiva, entre todas as outras nações da terra. 7Não é porque sois mais numerosos que todos os outros povos que o Senhor se uniu a vós e vos escolheu; ao contrário, sois o menor de todos. 8 Mas o Senhor ama-vos e quer guardar o juramento que fez a vossos pais. Por isso a sua mão poderosa tirou-vos da casa da servidão, e livrou-vos do poder do faraó, rei do Egito. 9 Reconhece, pois, que o Senhor, teu Deus, é verdadeiramente Deus, um Deus fiel, que guarda a sua aliança e a sua misericórdia até a milésima geração para com aqueles que o amam e observam os seus mandamentos, 10 mas castiga diretamente aqueles que o odeiam, exterminando-os, e infligindo sem demora o castigo direto àquele que o odeia. 11 Observai, pois, as ordenações, as leis e os preceitos que vos prescrevo hoje, e praticai-os.

Palavra do Senhor.

Salmo - 102/103
O amor do Senhor Deus por quem o teme

é de sempre e perdura para sempre.


Bendize, ó minha alma, ao Senhor,

e todo o meu ser, seu santo nome!

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,

não te esqueças de nenhum de seus favores!

Pois ele te perdoa toda culpa

e cura toda a tua enfermidade;

da sepultura ele salva a tua vida

e te cerca de carinho e compaixão.

 O Senhor realiza obras de justiça

e garante o direito aos oprimidos;

revelou os seus caminhos a Moisés

e, aos filhos de Israel, seus grandes feitos.
 

O Senhor é indulgente, é favorável,

é paciente, é bondoso e compassivo.

Não nos trata como exigem nossas faltas

nem nos pune em proporção às nossas culpas.

2a Leitura - 1 João 4,7-16
Leitura da primeira carta de São João.

4 7 Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus, e todo o que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. 8 Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor.

9 Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele. 10 Nisto consiste o amor: não em termos nós amado a Deus, mas em ter-nos ele amado, e enviado o seu Filho para expiar os nossos pecados.

11 Caríssimos, se Deus assim nos amou, também nós nos devemos amar uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amarmos mutuamente, Deus permanece em nós e o seu amor em nós é perfeito.

13 Nisto é que conhecemos que estamos nele e ele em nós, por ele nos ter dado o seu Espírito. 14 E nós vimos e testemunhamos que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. 15 Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece nele e ele em Deus.

16 Nós conhecemos e cremos no amor que Deus tem para conosco. Deus é amor, e quem permanece no amor permanece em Deus e Deus nele.

Palavra do Senhor.
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Evangelho - Mateus 11,25-30
Aleluia, aleluia, aleluia.

Tomai sobre vós o meu jugo e de mim aprendei, que sou de manso e humilde coração (Mt 11,29).
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

11 25 Por aquele tempo, Jesus pronunciou estas palavras: "Eu te bendigo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequenos. 26 Sim, Pai, eu te bendigo, porque assim foi do teu agrado. 27 Todas as coisas me foram dadas por meu Pai; ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo. 28 "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei. 29 Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas. 30 Porque meu jugo é suave e meu peso é leve."

Palavra da Salvação.
 
 Reflexão
 
Neste Evangelho Jesus louva ao Pai por revelar Sua sabedoria   aos simples e pequeninos e não, aos “sábios” e “entendidos “.  Simples e pequeninos aos olhos de Deus são todos aqueles (as) que não complicam as coisas espirituais e se deixam governar pela Sua voz.  Portanto, todos nós somos pequeninos quando reconhecemos as nossas limitações e nos rendemos a Jesus o Filho de Deus que recebeu do Pai a instrução de nos conduzir segundo os Seus desígnios. Jesus e o Pai têm o entendimento perfeito das nossas necessidades e nos convidam a trocar o nosso fardo pesado pelo jugo suave e leve da doutrina do Seu amor.  Muitas vezes, querendo ser fortes e seguros (as) em nós mesmos (as), insistimos em carregar a nossa carga sozinhos (as)  para mostrar que temos força e capacidade. O resultado disso é a depressão ou outras doenças espirituais que terminam atingindo também o nosso físico. Para nos livrarmos destes males precisamos somente atender ao convite do Filho: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos e eu vos darei descanso.” Assim, rendidos ao Seu Amor, nos tornaríamos as criancinhas submissas de quem o Pai se agrada. – Você admite e reconhece quando o fardo está pesado? – A quem você recorre? – Você tem vergonha de demonstrar sua fraqueza? – Como você tem vivido ultimamente? – Você está cansado (a)? – Você aceita o jugo suave de Jesus? - Leia mais uma vez o convite de Jesus!
 
 
 
 
 
 
Helena Serpa 

AS 12 PROMESSAS DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS

Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências do Seu Divino Amor sobre os que Lhe tributarem essa divina honra.

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A devoção ao Sagrado Coração de Jesus é evocada em dois significativos episódios do Evangelho:
  • o gesto de São João, discípulo amado, que encosta a cabeça em Jesus durante a Última Ceia (cf. Jo 13,23);
  • o momento em que o soldado abre com uma lança o lado de Jesus crucificado (cf. Jo 19,34).
No primeiro acontecimento, vemos o consolo de Cristo na véspera da Sua morte.
No outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade.
Esses dois relatos do Evangelho nos preparam para o apelo que Jesus fez em 1675 a Santa Margarida Maria Alacoque:
“Eis este Coração que tanto tem amado os homens. Não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios e indiferenças. Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpus Christi) seja dedicada a uma festa especial para honrar o Meu Coração, comungando, neste dia, e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares. Eu te prometo que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências do Seu Divino Amor sobre os que Lhe tributarem essa divina honra e procurarem que ela Lhe seja prestada”.
Em sua aparição a Santa Margarida Maria Alacoque, Jesus fez 12 promessas do Seu Sagrado Coração.
São elas:
1ª Promessa: “A minha bênção permanecerá sobre as casas em que se achar exposta e venerada a imagem de Meu Sagrado Coração”;
2ª Promessa: “Eu darei aos devotos do Meu Coração todas as graças necessárias ao seu estado”;
3ª Promessa: “Estabelecerei e conservarei a paz em suas famílias”;
4ª Promessa: “Eu os consolarei em todas as suas aflições”;
5ª Promessa: “Serei refúgio seguro na sua vida e, principalmente, na hora da sua morte”;
6ª Promessa: “Lançarei bênçãos abundantes sobre os seus trabalhos e empreendimentos”;
7ª Promessa: “Os pecadores encontrarão, no meu Coração, fonte inesgotável de misericórdia”;
8ª Promessa: “As almas tíbias se tornarão fervorosas pela prática dessa devoção”;
9ª Promessa: “As almas fervorosas subirão, em pouco tempo, a uma alta perfeição”;
10ª Promessa: “Darei aos sacerdotes que praticarem especialmente essa devoção o poder de tocar os corações mais endurecidos”;
11ª Promessa: “As pessoas que propagarem esta devoção terão o seu nome inscrito para sempre no Meu Coração”;
E a grande Promessa:
12ª Promessa: “A todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, Eu darei a graça da perseverança final e da salvação eterna”.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

LITURGIA DIÁRIA - A ORAÇÃO QUE AGRADA AO PAI

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1a Leitura - 2 Coríntios 11,1-11
Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios.

11 1 Oxalá suportásseis um pouco de loucura de minha parte! Oh, sim! Tolerai-me. 2 Eu vos consagro um carinho e amor santo, porque vos desposei com um esposo único e vos apresentei a Cristo como virgem pura. 3 Mas temo que, como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim se corrompam os vossos pensamentos e se apartem da sinceridade para com Cristo. 4 Porque quando aparece alguém pregando-vos outro Jesus, diferente daquele que vos temos pregado, ou se trata de receber outro espírito, diferente do que haveis recebido, ou outro evangelho, diverso do que haveis abraçado, de boa mente o aceitais. 5 Mas penso que em nada tenho sido inferior a esses eminentes apóstolos! 6 Pois, embora eu seja de pouca eloqüência, não acontece o mesmo quanto à ciência: é o que em tudo e a cada passo vos temos manifestado. 7 Porventura cometi alguma falta, em vos ter pregado o Evangelho de Deus gratuitamente, humilhando-me para vos exaltar? 8 Para vos servir, despojei outras igrejas, recebendo delas o meu sustento. 9 Estando convosco e passando alguma necessidade, não fui pesado a ninguém, porque os irmãos que vieram da Macedônia supriram o que me faltava. Em tudo me guardei e me guardarei de vos ser pesado. 10 Tão certo como a verdade de Cristo está em mim, não me será tirada esta glória nas regiões de Acaia. 11 E por quê? Será por que não vos amo? Deus o sabe!
Palavra do Senhor.

Salmo - 110/111
Vossas obras, ó Senhor, são verdade e são justiça.
Eu agradeço a Deus de todo o coração,
junto com todos os seus justos reunidos!
Que grandiosas são as obras do Senhor,
elas merecem todo amor e admiração!

Que beleza e esplendor são os seus feitos!
Sua justiça permanece eternamente!
O Senhor bom e clemente nos deixou
a lembrança de suas grandes maravilhas.

Suas obras são verdade e são justiça,
seus preceitos, todos eles, são estáveis,
confirmados para sempre e pelos séculos,
realizados na verdade e retidão.

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Evangelho - Mateus 6,7-15
Aleluia, aleluia, aleluia.

Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Aba! Pai! (Rm 8,15).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6 7 "Nas vossas orações, não multipliqueis as palavras, como fazem os pagãos que julgam que serão ouvidos à força de palavras. 8 Não os imiteis, porque vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes que vós lho peçais. 9 Eis como deveis rezar: Pai nosso, que estais no céu, santificado seja o vosso nome; 10 venha a nós o vosso Reino; seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. 11 O pão nosso de cada dia nos dai hoje; 12 perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos aos que nos ofenderam; 13 e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. 14 Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, vosso Pai celeste também vos perdoará. 15 Mas se não perdoardes aos homens, tampouco vosso Pai vos perdoará".
Palavra da Salvação.
 
 Reflexão
 
Neste Evangelho Jesus nos ensina a oração perfeita que agrada ao Pai, com simplicidade e pureza de coração. Na maioria das vezes, nós nos confundimos e queremos que a nossa prece seja ouvida por Deus em vista das nossas palavras bonitas e eloquentes. Por isso, Jesus nos motiva a sermos objetivos no nosso relacionamento com o Pai usando a Sua Palavra como argumento, reconhecendo que Deus é Pai e, consequentemente, conhece as nossas reais necessidades. Leva-nos, portanto, a louvar a Santidade do Seu Nome, e a nos comprometer com a edificação do Seu reino, aqui na terra como no céu.  Jesus nos convida a pedir ao Pai o pão para prover as nossas carências a cada dia da nossa vida. O pão que alimenta o nosso corpo, mas também, o pão que nutre a nossa alma, o pão da Palavra, o pão da Eucaristia, o pão da Oração que nos fortalecem e nos exercitam para que possamos receber e oferecer o pão do perdão. Perdão de Deus para nós e o nosso perdão aos homens, nossos irmãos, porque somos filhos do mesmo Pai. No final, Jesus nos educa a pedir pela nossa maior necessidade em todos os dias: não cair em tentação do pecado e nos livrar do mal que é o demônio, inimigo de Deus. Se rezarmos a oração do Pai Nosso com convicção no que estamos proclamando, com certeza, a nossa vida será um autêntico testemunho de santidade. Portanto, a oração do Pai Nosso é a oração que mais agrada a Deus, quando é vivenciada por nós. – Você já experimentou rezar o Pai Nosso “do jeito” que Jesus nos ensinou? – Experimente fazê-lo, hoje, meditando em cada palavra e juntando a palavra à sua ação.  – Você deseja o perdão de Deus? – Você perdoa também a quem o (a) ofendeu?
 
 
 
 
 
Helena Serpa 

O QUE SIGNIFICAM OS GESTOS DE MÃO NOS ÍCONES CRISTÃOS?

A nossa iconografia soube empregar inteligentemente a tradição da retórica greco-romana.

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Você já se perguntou, olhando para os ícones religiosos, por que as figuras de Cristo e dos santos fazem certos gestos com a mão?
Cada gesto tem um significado específico, mas nem sempre conseguimos compreendê-los (para “piorar”, alguns deles vêm “legendados” em grego!)…
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De fato, os gregos e romanos empregavam um “código gestual” complexo, usado pelos oradores e pelos retóricos ao discursarem na ágora, no Senado, em reuniões particulares e até nas salas de aula. Esses gestos, mesmo sendo complexos, eram de amplo conhecimento público, e, portanto, quase todos compreendiam o seu significado. É precisamente por isso que eram usados: para reforçar e tornar ainda mais clara a mensagem transmitida pelos discursos.
Mas nós, dois mil anos depois, precisamos de uma ajudinha para decifrá-los.
Os primeiros ícones cristãos usavam esse repertório gestual greco-romano ao representarem Cristo, os santos e os anjos precisamente porque o seu sentido era entendido pela maior parte das pessoas. Há ícones da Anunciação, por exemplo, nos quais o Arcanjo Gabriel aparece de mão levantada tal como os retóricos romanos, indicando estar prestes a iniciar uma frase importante: é que este era o gesto que precedia o exórdio nos discursos clássicos. O significado era tão enraizado em Roma que esse mesmo gesto pode ser visto inclusive na mais antiga das imagens da Anunciação que chegaram até nós.
A mão levantada também está presente em ícones que retratam Jesus. Afinal, mais do que ninguém, Ele tem algo importante a dizer ao mundo, certo?
No caso da figura de Cristo, além disso, o simbolismo dos gestos da mão ganha novos significados. Em princípio, toda representação icônica ortodoxa ou católica bizantina de Cristo com a mão direita levantada procura ressaltar também a Sua benção. O gesto com este sentido se aplica ainda ao sacerdote diante dos fiéis – o que também explica a representação de santos sacerdotes com as mãos erguidas da mesma forma.
Na tradição ortodoxa, assim como na iconografia cristã primitiva, o gesto da mão abençoante é com frequência associado às letras IC XC, que abreviam o “Nome acima de todo nome”: Jesus (IHCOYC) Cristo (XPICTOC).
O gesto de bênção feito por Cristo tem ainda a finalidade de transmitir verdades doutrinais. Por exemplo, os três dedos que simbolizavam as letras I e X representavam a Santíssima Trindade, que é o mistério da Unidade de Deus em três Pessoas, Pai, Filho e Espírito Santo. Ao se encostar o polegar e o dedo anelar, simbolizava-se a Encarnação, ou seja, a união das naturezas divina e humana na Pessoa de Cristo.
Certamente haverá mensagens que você poderá “ler” melhor da próxima vez em que vir um ícone – mesmo que estejam em grego!





Daniel R. Esparza 

quarta-feira, 21 de junho de 2017

LITURGIA DIÁRIA - DEUS VÊ O CORAÇÃO

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1a Leitura - 2 Coríntios 9,6-11
Leitura da segunda carta de são Paulo aos Coríntios. 9 6 Convém lembrar: "aquele que semeia pouco, pouco ceifará. Aquele que semeia em profusão, em profusão ceifará". 7 Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus "ama o que dá com alegria". 8 Poderoso é Deus para cumular-vos com toda a espécie de benefícios, para que tendo sempre e em todas as coisas o necessário, vos sobre ainda muito para toda espécie de boas obras. 9 Como está escrito: "Espalhou, deu aos pobres, a sua justiça subsiste para sempre". 10 Aquele que dá a semente ao semeador e o pão para comer, vos dará rica sementeira e aumentará os frutos da vossa justiça. 11 Assim, enriquecidos em todas as coisas, podereis exercer toda espécie de generosidade que, por nosso intermédio, será ocasião de agradecer a Deus.
Palavra do Senhor.


Salmo - 111/112
Feliz aquele que respeita o Senhor!

Feliz o homem que respeita o Senhor
e que ama com carinho a sua lei!
Sua descendência será forte sobre a terra,
abençoada a geração dos homens retos!

Haverá glória e riqueza em sua casa,
e permanece para sempre o bem que fez.
Ele é correto, generoso e compassivo,
como luz brilha nas trevas para os justos.

Ele reparte com os pobres seus bens,
permanece para sempre o bem que fez,
e crescerão a sua glória e seu poder.
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Evangelho - Mateus 6,1-6.16-18
Aleluia, aleluia, aleluia.
Quem me ama realmente guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos (Jo 14,23).
 
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6 1 "Guardai-vos de fazer vossas boas obras diante dos homens, para serdes vistos por eles. Do contrário, não tereis recompensa junto de vosso Pai que está no céu. 2 Quando, pois, dás esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem louvados pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 3 Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. 4 Assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o escondido, recompensar-te-á. 5 Quando orardes, não façais como os hipócritas, que gostam de orar de pé nas sinagogas e nas esquinas das ruas, para serem vistos pelos homens. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 6 Quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta e ora ao teu Pai em segredo; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á. 16 Quando jejuardes, não tomeis um ar triste como os hipócritas, que mostram um semblante abatido para manifestar aos homens que jejuam. Em verdade eu vos digo: já receberam sua recompensa. 17 Quando jejuares, perfuma a tua cabeça e lava o teu rosto. 18 Assim, não parecerá aos homens que jejuas, mas somente a teu Pai que está presente ao oculto; e teu Pai, que vê num lugar oculto, recompensar-te-á”.
Palavra da Salvação.

 Reflexão

A nossa carne fraca, nos impulsiona a querer ser vistos, admirados, elogiados e afagados e, por isso, se não estivermos atentos (as), ficaremos sempre esperando elogios, aplausos e nos entristeceremos quando fizermos algo de bom e as pessoas não vierem nos dar parabéns para agradar o nosso ego. Quando nos deixamos recompensar somente por Deus que está escondido no profundo do nosso ser, as nossas obras, mesmo que não sejam vistas pelos homens, têm um perfume agradável a Deus e, por elas, nós receberemos a Sua recompensa. Por isso, a esmola, a oração e o jejum são atos concretos que devem ser regidos pelo nosso coração e não pelo nosso exterior. Se agirmos por amor, Deus que vê o coração nos dará a recompensa. Do contrário, se fizermos com o intuito de sermos vistos pelos homens, teremos a recompensa dos homens, criaturas limitadas e que julgam pelas aparências. O Senhor nos conhece por inteiro e sabe de todos os motivos pelos quais agimos. A esmola que nós damos deverá ser colocada nas mãos do Senhor, por amor a Ele. Nada é nosso, o Senhor é o doador de tudo. A nossa oração deverá ser feita na intimidade com Ele que conhece a intenção pela qual estamos orando. Assim, a nossa oração terá valor, irá nos amadurecer e nos fazer dar frutos. O jejum que praticarmos deverá ser ofertado ao Senhor por amor e como um sacrifício de louvor a Ele  - O que você prefere: agradar a Deus ou aos homens?   –   Quando faz alguma boa ação você se preocupa em que todos saibam? – Qual é a sua atitude quando está jejuando? – Você gosta de provocar elogios? – As pessoas costumam elogiá-lo (a)? Como você se sente quando isso acontece?




Helena Serpa 

O CÉU É UM "LUGAR" OU É APENAS UM "ESTADO"?

A fé católica nos diz que o céu é um lugar. Saiba por quê.

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Há quem opine que o Céu, ou Paraíso, não seja um “lugar” em sentido físico, mas sim um “estado da alma”.
Este seria o caso se nós, humanos, fôssemos apenas espírito, como os anjos ou como o próprio Deus.
Mas não somos puro espírito: somos uma unidade de corpo físico e alma imortal – e essa unidade não é acidental, mas essencial; ela não é “passageira”, mas inerente à nossa humanidade; por isso mesmo, essa integração de corpo físico e alma imortal não pode ser “truncada” após a nossa morte física, já que, sem o corpo, deixaríamos de ser nós mesmos. Não somos almas “aprisionadas” num corpo, como hereticamente se chega a dizer de quando em quando ao longo da história do pensamento. “Somos” corpo – mas corpo e alma, juntos, em unidade. Faz parte da nossa natureza humana ser essa unidade de corpo e alma.
É por isso que, após o término da nossa vida terrena e fisicamente mortal, seremos ressuscitados para a vida eterna. O nosso corpo, misteriosamente, será tornado glorioso por Deus de uma forma que desconhecemos, mas que é necessária para continuarmos a ser nós mesmos na plenitude da vida definitiva. O nosso corpo não é “descartável”. Não é um “acessório”. O nosso corpo faz parte da nossa identidade, da nossa pessoalidade, do nosso ser. Ele é parte de quem somos – não apenas uma “circunstância” na qual “estamos”.
Subbotina Anna
O termo “Céu”, no sentido de “Paraíso”, significa para o católico o lugar e a condição da suprema bem-aventurança, da suprema felicidade. Se Deus não tivesse nos dotado de corpo físico, mas nos criado apenas como puros espíritos, então o Céu não “precisaria” ser um lugar: seria apenas como o estado dos anjos, que se regozijam na Presença de Deus, o Puro Bem, a Pura Felicidade, a Plenitude do Ser.
Mas acontece que o Céu é também um lugar porque nele estaremos de corpo e alma, na integridade do nosso ser. Lá encontramos a humanidade de Jesus, a bem-aventurada Virgem Maria, os anjos e as almas dos santos. Embora não saibamos dizer onde “fica” esse lugar, ou qual é a sua relação com o Universo, a Revelação não nos permite duvidar da sua existência.
Um puro espírito pode estar num lugar enquanto exerce uma ação sobre um corpo naquele lugar, mas, em si mesmo, o espírito vive numa ordem superior à do espaço. Já um ser “de fronteira”, feito ao mesmo tempo de corpo e de alma, está em um lugar devido à sua realidade que é também corpórea, física. É o caso específico do ser humano.
Ao falar do assunto em sua obra “L’Éternelle vie et la profondeur de l’âme” (1949), o teólogo e filósofo pe. Reginald Garrigou-Lagrange, O.P., nos recorda a doutrina confirmada pelo Papa Bento XII:
“As almas de todos os santos estão no Céu antes da ressurreição dos corpos e do julgamento final. Eles veem a Essência Divina por uma visão que é intuitiva e facial, sem a intermediação de qualquer criatura. Por causa desta visão, na qual desfrutam da Essência Divina, eles são verdadeiramente bem-aventurados: têm a vida eterna e o repouso eterno” (Denzinger, nº 530).
O Concílio de Florença (cf. Denzinger, nº 693) reafirma que as almas em estado de graça, depois de purificadas, entram no Céu e veem o Deus Trino como Ele É em Si mesmo, mas com um grau maior ou menor de perfeição conforme os seus méritos durante a vida terrena.