quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

LITURGIA DIÁRIA - O MÉRITO NO REINO DE DEUS É SER O MENOR


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                                 João Batista

1a Leitura - Isaías 41,13-20
Leitura do livro do profeta Isaías.
41 13 Pois eu, o Senhor, teu Deus, eu te seguro pela mão e te digo: "Nada temas, eu venho em teu auxílio".
14 Portanto, nada de medo, Jacó, pobre vermezinho, Israel, mísero inseto. Sou eu quem venho em teu auxílio, diz o Senhor, teu Redentor é o Santo de Israel.
15 Vou fazer de ti um trenó triturador, novinho, eriçado de pontas: calcarás e esmagarás as montanhas, picarás miúdo as colinas como a palha do trigo.
16 Tu as joeirarás e o vento as carregará; o turbilhão as espalhará; entretanto, graças ao Senhor, alegrar-te-ás, gloriar-te-ás no Santo de Israel.
17 Os infelizes que buscam água e não a encontram e cuja língua está ressequida pela sede, eu, o Senhor, os atenderei, eu, o Deus de Israel, não os abandonarei.
18 Sobre os planaltos desnudos, farei correr água, e brotar fontes no fundo dos vales. Transformarei o deserto em lagos, e a terra árida em fontes.
19 Plantarei no deserto cedros e acácias, murtas e oliveiras; farei crescer nas estepes o cipreste, ao lado do olmo e do buxo,
20 a fim de que saibam à evidência, e pela observação compreendam, que foi a mão do Senhor que fez essas coisas, e o Santo de Israel quem as realizou.
Palavra do Senhor.


Salmo - 144/145
Misericórdia e piedade é o Senhor!
Ele é amor, é paciência, é compaixão.

Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu rei,
E bendizer o vosso nome pelos séculos.
O Senhor é muito bom para com todos,
Sua ternura abraça toda criatura.

Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem,
E os vossos santos, com louvores, vos bendigam!
Narrem a glória e o esplendor do vosso reino
E saibam proclamar vosso poder!

Para espalhar vossos prodígios entre os homens
E o fulgor de vosso reino esplendoroso.
O vosso reino é um reino para sempre,
Vosso poder, de geração em geração.

Evangelho - Mateus 11,11-15
Aleluia, aleluia, aleluia.
Que os céus, lá do alto, derramem o orvalho, que chova das nuvens o justo esperado, que a terra se abra e germine ó Senhor! (Is 45,8)
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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 11 "Em verdade vos digo: entre os filhos das mulheres, não surgiu outro maior que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos céus é maior do que ele.
12 Desde a época de João Batista até o presente, o Reino dos céus é arrebatado à força e são os violentos que o conquistam.
13 Porque os profetas e a lei tiveram a palavra até João.
14 E, se quereis compreender, é ele o Elias que devia voltar.
15 Quem tem ouvidos, ouça".
Palavra da Salvação.
 

Há uma única competição no Reino dos Céus a qual precisamos fazer parte, e não podemos abrir mão: é a competição pela “pequenez” 

Em verdade eu vos digo, de todos os homens que já nasceram, nenhum é maior do que João Batista. No entanto, o menor no Reino dos Céus é maior do que ele” (Mateus 11,11).

O Tempo do Advento aponta-nos “figuras-chave” no Mistério da Salvação e da Encarnação de Jesus Cristo. Olhamos para João Batista, aquela voz que ruge e clama no deserto, anunciando aqu’Ele que vem.
João tem uma grandeza de alma que é conhecida por todos, mas onde está a grandeza de João? É por que ele é um profeta? É por que ele é predecessor do Messias? É por que ele está no deserto pregando a penitência?
Não! A grandeza de João está, justamente, em tornar-se pequeno, em não se elevar e nem deixar que nenhum sentimento de grandeza tome conta da sua alma. É ele quem vai nos dizer: “Convém que Ele cresça e eu diminua”.
Quem está a serviço do Evangelho e de Cristo, não busca reconhecimento, crescimento, importância, aplausos ou merecimentos humanos. Não busca luzes, holofotes e tão pouco aplausos para si, aplausos são somente para Cristo. Se faz menor, muitas vezes, nem aparece, não se mostra, entretanto, tudo o que ele faz, deixa a marca de Jesus, a presença d’Ele..
O mensageiro de Jesus só pode querer escutar uma coisa: “Eu encontrei Deus através de você. Você me leva para Ele. Você me faz conhecer a Deus. Você me aproxima de d’Ele”. Não trazemos as pessoas para nós, não somos capazes de curar e nem de cuidar, seja lá de quem for, porém, por vezes, a soberba, o nosso orgulho, a autossuficiência, nos levam a crer que nós somos bons e maravilhosos. Gostamos dos elogios, aplausos, no entanto, aquele que se faz menor, torna-se maior que João.
Há uma única competição no Reino dos Céus a qual precisamos fazer parte dela, e não podemos abrir mão: é a competição pela “pequenez”. A competição não pode ser jamais pela “grandeza”, pelo reconhecimento, jamais para querer tornar-se o melhor ou o mais aplaudido.
Às vezes, fico observando como os critérios do mundo, invadem o pensamento e os sentimentos de nós que, nos colocamos para sermos discípulos de Jesus.
As pessoas estão competindo quem é mais, quem pode mais, quem faz mais, quem está há mais tempo, quem tem esse ou aquele mérito. Porém, o mérito no Reino de Deus é ser o menor, é não se colocar acima dos outros ou sentir-se mais importantes do que os outros. Se assim o fizermos, estamos no caminho da salvação, e passando pelas estradas que João Batista abriu apontando-nos o Messias.
Convém a cada dia que somente Jesus cresça e que nós diminuamos.
Deus abençoe você!
 
 
 
 

Padre Roger Araújo

 

JOÃO BATISTA É ELIAS ENCARNADO?


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Muitos espiritas ao tentarem mostrar que os Evangelhos apoiam a reencarnação tentam, de forma desesperada, mencionar o caso de Elias. Por isso resolvi escrever alguns motivos porque essa interpretação não é possível:

Primeiro, mesmo que pensassem que era o mesmo profeta em pessoa chamado de Elias não significa necessariamente que eles acreditavam que era reencarnação, pode significar que acreditavam que ele simplesmente veio assim como foi levado aos céus sem morrer. Alguém que não conhece o seu nascimento nem suas circunstâncias, principalmente porque ele passou a ficar no deserto, poderia muito bem supor isso (isso porque, essa confusão aconteceu até com Jesus). Ou seja, toda essa sua conclusão passa desse pressuposto, em vez de uma possível volta de Elias no mesmo corpo que teria sido arrebatado. Todo o texto mostra que as pessoas viam certo mistério em João, esse mistério, junto com seu ministério no deserto, pode ter feito as pessoas perguntarem isso. Só isso exclui uma interpretação reencarnacionista como necessária.

Veja que alguns diziam que Jesus era João Batista! Impossível pela idade deles estarem falando em uma reencarnação. No caso de João Batista estavam falando de alguém que, segundo a tradição judaica, não teria morrido.

Então temos que buscar mais pistas sobre o que eles acreditavam, em vez de simplesmente pressupor a qualquer custo que (1) Elias havia morrido depois de ter sido arrebatado e (2) eles estavam se referindo a uma reencarnação.

Segundo, Lucas, que foi contemporâneo dos apóstolos, aprendeu diretamente com eles e escreveu uma biografia de Jesus antes que estes morressem (o que significa que eles tiveram um bom tempo para autorizar a utilização dela) diz algo que pode ajudar na compreensão sobre o que eles acreditavam:

-> Herodes pensou que Jesus era João que tinha ressuscitado, ou Elias que tinha aparecido. 9, 7; Outros, (v. 8) um profeta antigo que tinha ressuscitado.
-> Quando perguntaram sobre quem Jesus era, eles responderam: "João o Batista (impossível, como disse, que pensassem que era reencarnação nesse caso, por causa da idade de ambos); outros, Elias, e outros que um dos antigos profetas ressuscitou." Lc 9, 19. Se com os outros profetas, que estavam mortos, eles acreditavam que teriam ressuscitado, imagine Elias, que foi arrebatado vivo?
-> João Batista já estava morto, mas Jesus ao conversar na transfiguração, conversou com Moisés e Elias. Ora, se eles acreditassem mesmo que João Batista era a reencarnação de Elias, é mais lógico supor que eles citariam o nome de "João" não "Elias".

Ou seja, nesses casos não há nenhuma referência a reencarnação, pelo contrário, há varias citações que argumentam de forma positiva para que ou eles pensavam que ou Elias tinha ressuscitado (caso acreditassem que ele tivesse morrido, o que é improvável) ou que Elias apareceu, tal como havia sumido, ou uma terceira opção, que citarei no final.
Isso é o que as pessoas diziam sobre Elias. Que ou havia aparecido, ou era algum dos profetas ressurretos.
 E o que Jesus disse? "E irá adiante dele no espírito e virtude de Elias" 1, 17.

Nesse caso temos duas opções: espírito reencarnado, ou uma linguagem familiar da tradição judaica para outra coisa.

Quanto isso, além de ser um indicativo contrário o fato de todos os outros falarem de uma "aparição" ou "ressurreição", nas Escrituras do AT, familiar a Jesus e aos judeus que ele se dirigia, ao falar de Elias, também não apoia a reencarnação. É só recordar que Eliseu, ao fazer um pedido a Elias, pediu a porção dobrada de seu espírito. Como Elias não morreu naquele momento, seria uma prova de desespero supor que seria algo como uma incorporação (o máximo que se pode chegar). Quando Eliseu voltou, as pessoas reconheceram que o espírito de Elias, que não tinha morrido, repousava sobre Eliseu.

Assim, uma vez que é impossível pelo texto uma reencarnação ou incorporação de Elias em Eliseu, fica óbvio que se refere ao espírito de profecia em Eliseu.

Juntando os textos que mostram que eles faziam referência a uma aparição e ressurreição, com o fato de que o texto nas Escrituras que falam de Elias se referem uma significação diferente para "espírito", então fica difícil não concluir que Jesus disse que João Batista iria no espírito e na virtude de Elias não no sentido de que era a reencarnação dele (até porque diz que "vai no espírito" não que "é o espírito"), mas que tinha, assim como Eliseu, o mesmo espírito profético.


 


Jonadabe Rios
Para Citar:

RIOS, Jonadabe. João Batista é Elias reencarnado?. Disponível em: Desde 18/04/2012

quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

LITURGIA DIÁRIA - VAMOS, O SENHOR NOS CHAMA!

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1a Leitura - Isaías 40,25-31
Leitura do livro do profeta Isaías.
40 25 "A quem então poderíeis comparar-me, que possa ser a mim igualado?", diz o Santo.
26 Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado.
27 Por que dizer-te então, ó Jacó, por que repetir, ó Israel: "Escapa meu destino ao Senhor, passa meu direito despercebido a meu Deus?"
28 Não o sabes? Não o aprendeste? O Senhor é um Deus eterno. Ele cria os confins da terra, sem jamais fatigar-se nem aborrecer-se; ninguém pode sondar sua sabedoria.
29 Dá forças ao homem acabrunhado, redobra o vigor do fraco.
30 Até os adolescentes podem esgotar-se, e jovens robustos podem cambalear,
31 mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar.
Palavra do Senhor.


Salmo - 102/103
Bendize, ó minha alma, ao Senhor.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
e todo o meu ser, seu santo nome!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
não te esqueças de nenhum de seus favores!

Pois ele te perdoa toda culpa
e cura toda a tua enfermidade;
da sepultura ele salva a tua vida
e te cerca de carinho e compaixão.

O Senhor é indulgente, é favorável,
é paciente, é bondoso e compassivo.
Não nos trata como exigem nossas faltas
nem nos pune em proporção às nossas culpas.

Evangelho - Mateus 11,28-30
Aleluia, aleluia, aleluia.

Eis que o Senhor há de vir, a fim de salvar o seu povo; felizes são todos aqueles que estão prontos para ir-lhe ao encontro.
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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, Jesus tomou a palavra e disse: 11 28 "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.
29 Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.
30 Porque meu jugo é suave e meu peso é leve."
Palavra da Salvação.
 
 
Neste Evangelho o Senhor convoca a todos (as) nós que nos sentimos cansados (as) e fatigados (as) com o peso das dificuldades da nossa vida e oferece o Seu jugo, isto é a Sua lei que é o amor, a mansidão e a humildade de coração.  Ele quer nos ensinar a viver confiando na Sua proteção para que encontremos descanso para a nossa alma. Quando colocamos os nossos fardos pesados sob o domínio de Jesus eles se tornam leves e suaves. Os fardos que carregamos são, muitas vezes, consequências do pecado que nos encurva e tenta nos escravizar. A nossa humanidade decaída é uma carga pesada e, por mais que nos esforcemos, na maioria das vezes, leva de vencida e nos derruba. O nosso temperamento, o nosso modo de pensar, as nossas irreverências, a nossa rebeldia, impaciência, egoísmo, desamor são as causas maiores do nosso cansaço. Temos cansaço da vida porque cansamos de nós mesmos (as) e, não nos aguentamos mais. “Vinde a mim”, é o convite de Jesus! Não podemos deixar de aceitá-lo, pois é conforto e segurança para nós, durante a nossa caminhada na estrada da vida.   O nosso Salvador está vivo e nos restaura. Não podemos desistir da vida! Vamos o Senhor nos chama!  – Você tem percebido os sentimentos da sua alma, ultimamente? – Você consegue identificar o que tem lhe angustiado e o que tem lhe feito feliz? – Como está a sua disposição, você sente-se cansado (a)? – Você também, às vezes cansa de si mesmo (a)?
 
 
 
 
 
Helena Serpa
 

O QUE DEUS PEDE DE NÓS EM TEMPOS DE CRISE?

 Nosso Senhor não irá nos julgar por aquilo que um padre, um bispo ou seja lá quem for disse, fez ou deixou de fazer. A pergunta que Ele nos fará é: você fez o que eu lhe pedi para fazer? E o caso será encerrado.
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Ronald Knox disse certa vez que “quem viaja a bordo da barca de São Pedro seria melhor que não olhasse muito de perto para o interior da sala de máquinas”. A menos que você tenha vivido dentro de uma caverna pelos últimos cinco, dez ou cinquenta anos, saiba que a barca tem atravessado alguns mares turbulentos. Alguns diriam que estamos com Colombo navegando rumo a um novo mundo; outros, que o nome escrito na lateral da barca é Titanic. De qualquer modo, vale a pena ressaltar que, seja lá qual for a maneira de ler o sinais dos tempos, em certo sentido, em um sentido bem verdadeiro, nada disso importa.
Não digo que não devamos rezar pela Igreja ou pelo Papa e os bispos, nem que não devamos ficar preocupados quando padres ou prelados, e até mesmo aqueles do mais alto escalão, dizem coisas que nos fazem ficar com a pulga atrás da orelha, para dizer o mínimo. Não digo que não devamos confrontar o erro, chamar as coisas pelo nome, ou que devamos fechar os olhos para o escândalo. O que quero dizer é que, em certo sentido, em um sentido bem verdadeiro, não nos devemos preocupar com nada disso, porque a única coisa com a qual devemos realmente nos preocupar não é, de forma nenhuma, afetada por tais problemas. E essa única coisa é a nossa própria alma.
Ao longo do último mês de novembro, a Igreja nos levou a refletir sobre os Novíssimos — literalmente, as “últimas coisas” —, indicando que nossa preocupação última deve ser a nossa santidade pessoal. É fácil, e talvez desculpável, ficar perturbado com o que algum padre, bispo, político “católico” ou escola “católica” disse, fez ou deixou de fazer. Eu sou o primeiro a admitir que posso, sim, ficar mordido com essas coisas. E, como disse, há alguma justiça nisso. Nós amamos a Igreja e, devemos reconhecer, é mesmo preocupante vê-la em um estado de “diluição”. A Igreja deveria ser nossa “rocha”, mas a sensação atual, para muitos de nós, é a de que ela se assemelha mais à areia movediça. Mas, é aí que está o ponto, o que devemos fazer diante de tudo isso?
Quando morrermos — e esta é a única coisa com a qual devemos nos preocupar —, Nosso Senhor não irá nos julgar a partir do que um padre, um bispo, um Papa ou seja lá quem for disse, fez ou deixou de fazer. Ao contrário, Ele nos julgará por um critério bem simples: você fez aquilo que eu lhe pedi para fazer? E o caso será encerrado.
No romance Emma, de Jane Austen, a personagem que dá nome ao livro e seu amigo, sr. Knightley, conversam sobre outra personagem, Frank Churchill, que aparentemente fracassou em seus deveres como filho. Enquanto Emma busca todas as razões possíveis para desculpar o jovem, ao sr. Knightley não acode nenhuma. Ele finalmente diz: “Há uma coisa, Emma, que um homem pode sempre fazer se ele quiser, e essa coisa é o dever, não por interesse e vaidade, mas por força e resolução”. Essa também deveria ser a nossa atitude.
Vejamos por outro ângulo. Houve alguma vez na história uma época em que a Igreja, do Papa ao pároco, e deste ao paroquiano no banco da igreja, tenha sido perfeita? Não. São Paulo pareceu ter gasto a maior parte do seu tempo resolvendo disputas e corrigindo heresias. Os primeiros cinco séculos da história da Igreja (pelo menos) foram gastos formando-se um credo e, mesmo então, ao menos uma vez, a maioria (formada por arianos) não o professou corretamente. A Idade Média viu o Papa mudar-se para Avignon e lá ficar por quase 70 anos, e ainda depois, por mais 25 anos, tivemos três homens reivindicando o papado. E nem se fale da Renascença. O século XVII teve os jansenistas; o XVIII, os iluministas e a Revolução Francesa. No século XIX, o Concílio Vaticano I foi suspenso porque tropas italianas invadiram a Cidade Eterna.
Santa Joana d’Arc, por John Everett Millais.
Muitos ainda falam da “época de ouro” da Igreja antes do Vaticano II. Embora possa existir certa verdade nisso, a questão que deve ser levantada é: onde e quando as sementes do dilúvio do “espírito do Vaticano II” foram lançadas senão naquela “época de ouro”? A Igreja — em seus membros — nunca foi perfeita.
No entanto, também sempre houve santos. Sempre existiram aqueles poucos indivíduos que, como temos dito, não se transtornavam por causa do que alguém fazia ou deixava de fazer; em vez disso, fizeram eles mesmos o que deviam fazer, por mais humilde ou simples que fosse o trabalho. Eles perseguiam sua própria santidade. E faziam-no com os mesmos meios que você e eu temos à nossa disposição — oração, sacramentos, a graça de Deus e a própria vontade. Nenhum deles dependeu da santidade pessoal de outras pessoas na Igreja. Em todos estes tempos difíceis, houve grandes santos.
Eu disse acima que não deveríamos falar da Renascença, mas vamos fazer isso agora. O papado sangrava por conta de escândalos pessoais e da heresia de Martinho Lutero. Na Inglaterra, todos os bispos, exceto um, submeteram-se a Henrique VIII. Mesmo assim, Thomas More tornou-se um santo, indo calmamente para a guilhotina e fazendo piadas, não porque seu pároco fizesse ótimos sermões ou porque houvesse um ótimo projeto pastoral em sua diocese, não por causa da pureza ou clareza doutrinária do clero, mas porque ele mesmo levou uma vida de santidade. (E o fez ao mesmo tempo em que sustentava uma família, trabalhava como advogado e estava envolvido em todos os tipos de assuntos políticos.) Ele não murmurou, não reclamou nem apresentou desculpas, mas olhou para sua própria alma.
“Estas crises mundiais são crises de santos”, dizia São Josemaria Escrivá, que derramou lágrimas quando a Igreja parecia ruir durante as décadas de 1960 e 1970. Isso quer dizer que essas crises não são, em primeiro lugar, crises de Papas, bispos, padres, ou de universitários, teólogos e políticos, mas, sim, de você e eu, que deveríamos ser santos no lugar em que Deus nos colocou. Hoje nós temos um fardo ainda maior nessa matéria, porque com a quantidade de pregações e conselhos espirituais disponíveis em livros e outras mídias, nós realmente não temos nenhuma desculpa para não conhecer nosso dever e o modo de cumpri-lo. Quanto esforço temos empregado nisso?
Ninguém pode impedir que sejamos santos exceto nós mesmos! Por isso, por todos os meios possíveis, corrijamos e exortemos os outros, ajudemos financeiramente aqueles que são dignos e boicotemos aqueles que não o são, mas, em primeiro lugar e acima de tudo, rezemos, frequentemos os sacramentos, imploremos pela graça de Deus e façamos, enfim, a única coisa que podemos fazer: ser santos. É tudo que Deus nos pede.


Robert B. Greving,  Crisis Magazine

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

LITURGIA DIÁRIA - A ALEGRIA DO ENCONTRO

Resultado de imagem para - Lc 1,39-47

1a Leitura - Gálatas 4,4-7
Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas.
4 4 Mas quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, que nasceu de uma mulher e nasceu submetido a uma lei,
5 a fim de remir os que estavam sob a lei, para que recebêssemos a sua adoção.
6 A prova de que sois filhos é que Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai!
7 Portanto já não és escravo, mas filho. E, se és filho, então também herdeiro por Deus.

Palavra do Senhor.

Salmo - 95/96
Manifestai a sua glória entre as nações.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!
Cantai e bendizei se santo nome!

Dia após dia anunciai sua salvação,
manifestai a sua glória entre as nações
e, entre os povos do universo, seus prodígios!

Publicai entre as nações: Reina o Senhor!
Ele firmou o universo inabalável,
e os povos ele julga com justiça”.

Evangelho - Lucas 1,39-47
Aleluia, aleluia, aleluia.
Maria, alegra-te, ó cheia de graça, o Senhor é contigo; és bendita entre todas as mulheres da terra! (Lc 1,28)
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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

1 39 Naqueles dias, Maria se levantou e foi às pressas às montanhas, a uma cidade de Judá.
40 Entrou em casa de Zacarias e saudou Isabel.
41 Ora, apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo.
42 E exclamou em alta voz: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre.
43 Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?
44 Pois assim que a voz de tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança estremeceu de alegria no meu seio.
45 Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!”
46 E Maria disse: “Minha alma glorifica ao Senhor,
47 meu espírito exulta de alegria em Deus, meu Salvador”.
Palavra da Salvação.
 
 
Deus entregou a Maria a sublime tarefa de ser mãe de Jesus, o Filho do Altíssimo, porque ela acreditou nas palavras do Anjo. No entanto, mesmo diante das promessas de que traria ao mundo o Salvador da humanidade, Maria não ficou somente na glória de ser mãe de Deus! Ela se fez serva, intercessora, auxiliadora e começou a sua missão de mãe da humanidade, quando foi visitar Santa Isabel oferecendo seus préstimos e seus cuidados. Ao encontrar-se com Izabel Maria fez fluir o júbilo do Espírito Santo que habitava no seu seio e exaltou a Deus. Por sua vez ao se deparar com Maria, a mãe de João Batista, Isabel, ficou plena do Espírito Santo e abriu os lábios para saudar a Mãe de Jesus.  A alegria do encontro é, portanto, a grande mensagem que podemos tirar deste Evangelho! Maria, a Bem-aventurada, feliz, cheia de graças, expressou alegria e gratidão! Assim como visitou Isabel, transmitindo a ela e a João Batista, o poder do Espírito, Maria hoje, também nos visita e traz para nós o Seu Menino Jesus, cheio do Espírito Santo que nos ensina a cantar, a louvar, a bendizer a Deus com os nossos lábios. O Espírito Santo é quem nos leva a louvar a Deus e a manifestar gratidão pelos Seus grandes feitos na nossa vida. Seremos também, como Maria, bem-aventurados (as), se acreditarmos nas promessas do Senhor.    – Reze com Maria, hoje: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador, porque olhou para a sua pobre serva. Por isto, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações, porque realizou em mim maravilhas aquele que é poderoso e cujo nome é Santo! ” - Você também se considera bem-aventurado (a)? Você se sente comprometido (a) com Deus? - Você tem usado o Espírito Santo que mora em si para ir à busca daqueles que precisam ser amados e ajudados? -  Imagine-se como Maria visitando hoje alguém que você sabe que está precisando de amor!
 
 
 
 
 
Helena Serpa
 

POR QUE MARIA VISITOU ISABEL?

Entender essa passagem é essencial para a nossa vida cristã

Conhecemos bem a história. Logo que concebeu em seu ventre virginal a Jesus, Maria se coloca a caminho da casa de sua prima Isabel, grávida de João Batista, para servi-la durante alguns meses. O Evangelho de Lucas diz que ela foi apressadamente fazer essa viagem. Qual era a pressa de Maria? O que a movia para essa empreitada difícil que o Evangelho nos narra? Essa passagem, considerada com calma, nos remete ao mais essencial da nossa vida Cristã.
Farei uma comparação, simplesmente com o intuito de tentar esclarecer um pouco mais o que penso ser essencial nessa passagem. Parece que vamos sair do assunto, mas prometo que voltaremos mais adiante e, espero, de forma mais profunda.
O filósofo alemão Friedrich Nietzsche nos fala, em seu livro “Assim Falou Zaratustra”, de uma lua. “Ontem a lua, ao nascer, pareceu-me que ia dar à luz um sol: tão avultada e prenhe jazia no horizonte”. É uma bela imagem. Quem nunca se surpreendeu em um entardecer ao ver a lua maior e com uma cor mais intensa do que a de costume? Pareceria que dela nasceria o sol, de tão vermelha que estava. Logo depois, no entanto, o filósofo se decepciona com sua lua. “Mentia, porém, com sua prenhez”. E observamos no céu que a lua vai diminuindo e perdendo essa cor intensa.
Zaratustra se decepciona porque a Lua parece que vai trazer algo grandioso, mas acaba não trazendo nada de novo. Essa é uma crítica profunda a todos que creem possuir a verdade, um esquema de valores que seguir tão perfeito que não dá espaços para a dúvida, para o contato real com a vida, com suas dores, com suas contradições. E, ao meu ver, é uma crítica que atinge muita gente hoje em dia, que parecem viver no mundo das ideias, sem um contato real com a vida encarnada.
Voltemos agora a Maria. Na tradição da Igreja, ela é muito comparada com a Lua, porque reflete a luz do Sol. Em nossa passagem, no entanto, ela não está apenas refletindo a luz, mas a carregando dentro de si. Assim como a Lua de Zaratustra, parece que vai explodir de felicidade, trazendo uma Boa Nova. A diferença é que Maria não nos decepciona. Ela vai apressadamente até sua prima porque não pode conter apenas para si tamanha alegria. Prova disso são as palavras que saem de sua boca com voz forte: “Minha alma glorifica ao Senhor, meu espírito; exulta de alegria em Deus, meu Salvador, porque olhou para sua pobre serva” (LC 1, 46-47).
E porque isso é tão essencial para a nossa vida cristã? Porque todos nós passamos pela mesma experiência quando nos encontramos com Jesus vivo, que sai ao nosso encontro. Ele, de certa forma, se encarna em nós. E é isso que estamos esperando nesse tempo de Advento, que Ele venha mais uma vez até os nossos corações, que faça aí sua morada. Aquele que se encontra com Jesus, assim como Maria, experimenta essa necessidade de se colocar a serviço dos outros. A figura é muito interessante porque podemos nos perguntar porque Maria não foi para uma praça pública e anunciou aquilo que lhe acontecera? Poderia ter feito isso. Mas seu impulso é colocar-se a serviço silencioso de sua prima que necessitava.
É um modo de entender a vida cristã muito pertinente nos dias de hoje. Ao experimentar-se amada, Maria se coloca a serviço, que é onde o amor se faz concreto. Muita gente se pergunta como fazer para viver a vida cristã concretamente. E acabam muitas vezes pensando que precisam fazer loucuras, colocar-se um monte de regras, ler um monte de livros, fazer milhões de atos de piedade. Quando o essencial mesmo talvez seja ter a atitude de Maria. Que não é fácil, implica renuncias, mas que é fundamentalmente servir ao próximo, amando-o como fruto desse amor de Deus.



Por Ir. João Antônio Johas, via Jovens de Maria 

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

LITURGIA DIÁRIA - SOMOS PARALÍTICOS PORQUE SOMOS PECADORES


 
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1a Leitura - Isaías 35,1-10
Leitura do livro do profeta Isaías.

35 1 O deserto e a terra árida regozijar-se-ão. A estepe vai alegrar-se e florir. Como o lírio 2 ela florirá, exultará de júbilo e gritará de alegria. A glória do Líbano lhe será dada, o esplendor do Carmelo e de Saron; será vista a glória do Senhor e a magnificência do nosso Deus. 3 Fortificai as mãos desfalecidas, robustecei os joelhos vacilantes. 4 Dizei àqueles que têm o coração perturbado: "Tomai ânimo, não temais! Eis o vosso Deus! Ele vem executar a vingança. Eis que chega a retribuição de Deus: ele mesmo vem salvar-vos". 5 Então se abrirão os olhos do cego. E se desimpedirão os ouvidos dos surdos; 6 então o coxo saltará como um cervo, e a língua do mudo dará gritos alegres. Porque águas jorrarão no deserto e torrentes, na estepe. 7 A terra queimada se converterá num lago, e a região da sede, em fontes. No covil dos chacais crescerão caniços e papiros. 8 E haverá uma vereda pura, que se chamará o caminho santo; nenhum ser impuro passará por ele, e os insensatos não rondarão por ali. 9 Nele não se encontrará leão, nenhum animal feroz transitará por ele; mas por ali caminharão os remidos, 10 por ali voltarão aqueles que o Senhor tiver libertado. Eles chegarão a Sião com cânticos de triunfo, e uma alegria eterna coroará sua cabeça; a alegria e o gozo possuí-los-ão; a tristeza e os queixumes fugirão.
Palavra do Senhor.


Salmo - 84/85
Eis que vem o nosso Deus! Ele vem para salvar.

Quero ouvir o que o Senhor irá falar:
é a paz que ele vai anunciar;
A paz para que o seu povo e seus amigos,
para os que voltam ao Senhor seu coração.
Está perto a salvação dos que o temem,
e a glória habitará em nossa terra.

A verdade e o amor se encontrarão,
a justiça e a paz se abraçarão;
da terra brotará a fidelidade,
e a justiça olhará dos altos céus.

O Senhor nos dará tudo o que é bom,
e a nossa terra nos dará suas colheitas;
a justiça andará na sua frente
e a salvação há de seguir os passos seus.

Evangelho - Lucas 5,17-26
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis que o rei há de vir, Senhor da terra, ele mesmo e nós afastará o jugo do nosso cativeiro.
 
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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

5 17 Um dia estava ele ensinando. Ao seu derredor estavam sentados fariseus e doutores da lei, vindos de todas as localidades da Galiléia, da Judéia e de Jerusalém. E o poder do Senhor fazia-o realizar várias curas.
18 Apareceram algumas pessoas trazendo num leito um homem paralítico; e procuravam introduzi-lo na casa e pô-lo diante dele.
19 Mas não achando por onde o introduzir, por causa da multidão, subiram ao telhado e por entre as telhas o arriaram com o leito ao meio da assembléia, diante de Jesus.
20 Vendo a fé que tinham, disse Jesus: "Meu amigo, os teus pecados te são perdoados".
21 Então os escribas e os fariseus começaram a pensar e a dizer consigo mesmos: "Quem é este homem que profere blasfêmias? Quem pode perdoar pecados senão unicamente Deus?"
22 Jesus, porém, penetrando nos seus pensamentos, replicou-lhes: "Que pensais nos vossos corações?
23 Que é mais fácil dizer: ‘Perdoados te são os pecados’; ou dizer: ‘Levanta-te e anda?’
24 Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem na terra poder de perdoar pecados" (disse ele ao paralítico), "eu te ordeno: ‘levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa’".
25 No mesmo instante, levantou-se ele à vista deles, tomou o leito e partiu para casa, glorificando a Deus.
26 Todos ficaram transportados de entusiasmo e glorificavam a Deus; e tomados de temor, diziam: "Hoje vimos coisas maravilhosas".
Palavra da Salvação.
 
 
Este Evangelho nos leva a compreender que de alguma forma todos nós somos paralíticos, porque todos somos pecadores. O pecado nos paralisa, por isso, todos que estamos paralisados pelo pecado precisamos conhecer a Jesus a fim de que sejamos libertados. Aquele paralítico foi levado pelos amigos para que Jesus pudesse tocá-lo e perdoá-lo. Nós também, precisamos nos aproximar de Jesus, para que Ele nos toque, nos fale e nos perdoe. Quando somos perdoados assumimos uma nova vida e uma nova postura e nos sentimos livres para alçar o livre voo dos filhos de Deus.  A ordem de Jesus ao paralítico chama também a nossa atenção: “Levanta-te, pega o leito e vai para casa! ” Jesus nos perdoa e nos manda voltar para casa, para o seio da nossa família. Nestes tempos difíceis o Senhor está querendo resgatar as famílias e é na nossa casa onde primeiro precisamos espalhar o amor e o perdão que recebemos de Deus.   Somos, a todo o momento, curados por Jesus, para amar. Ele nos tira da paralisia que nos impede de expressar carinho e atenção para com aquelas pessoas que nos são mais preciosas e nos convida a pôr em prática um projeto novo de reconciliação e entendimento junto à nossa família. Pegar o leito significa assumir a vida, os encargos, o jeito de ser e enfrentar a família e o mundo com “outros olhos”. – Você tem tido o cuidado de tornar convincente o projeto de Deus dentro da sua casa? – Você é daqueles (as) que se sentem melhor com os de fora? – Você ainda está paralítico (a)? – Você sente-se preso (a) dentro da sua casa?   - O tempo do Natal é tempo de reconciliação: você precisa se reconciliar com alguém?
  
 
 

Helena Serpa

PE. ZEZINHO RESPONDE A QUEM CRITICA OS PADRES FÁBIO DE MELO E MARCELO ROSSI

Um comentário equilibrado e cristão

Os padres brasileiros Fábio de Melo e Marcelo Rossi, famosos no país por usarem a mídia como veículo de seus trabalhos pastorais, expuseram publicamente alguns graves desafios que enfrentaram no tocante à saúde física e emocional. Esta postura lhes rendeu tanto elogios quanto críticas, e, a este respeito, outro sacerdote famoso e querido no Brasil, o pe. Zezinho, se manifestou com as seguintes palavras:
São meus colegas mais novos de sacerdócio e fazem um grande bem, cada um do seu jeito e com o seu talento.
Recentemente, os dois contaram para o público (são milhões de seguidores) as suas dores de alma.
Creio que acharam honesto expor seu sofrimento porque muita gente sofre semelhantes dores. Portanto, foram testemunhos não de glória, mas de sofrimento!
Como sempre, há quem reaja a favor, contra ou como quem sabe a resposta que nem os doutores em psicologia ou teologia conhecem o suficiente.
Mas, como gosto deles, digo que arriscaram. Imagino que sabiam o que faziam. Lido com mídia e comunicação há 45 anos. Dei aulas por 32 anos. E sei que contar suas dores pela TV ou pelas redes é como deixar examinar o coração e os rins por curiosos que não estudaram medicina.
Imagino que sabiam das consequências. Nossa Igreja tem o confessionário, e os psicólogos e psiquiatras montam consultórios para que curiosos não opinem sobre as dores da alma.
Mas discordo frontalmente dos que disseram que as dores dos dois jovens sacerdotes foi falta de oração e de fé. Deveriam ler Davi, Jeremias, Teresa de Ávila, João da Cruz e muitos santos que oravam muito e serviram ao povo, mas passaram pela noite escura da alma.
O fato de eu não ter passado por esta escuridão não me faz nem mais sábio, nem melhor do que os que sofrem esta angústia!
Oremos por todos os nossos amigos que têm dores de alma! Elas existem!

Pe. Zezinho, scj

CORRUPÇÃO: MAL BASEADO NA IDOLATRIA DO DINHEIRO

"Temos que nos conscientizar que a corrupção começa com as pequenas desonestidades"

O Papa Francisco tuitou neste sábado (09/12), Dia Mundial de Combate à Corrupção, promovido pelas Nações Unidas: “A corrupção deve ser combatida com força. É um mal baseado na idolatria do dinheiro que fere a dignidade humana”.
Este é um tema que o Papa Francisco abordou várias vezes desde o início de seu pontificado. Aliás, desde quando era Arcebispo de Buenos Aires, Jorge Mario Bergoglio sempre se posicionou contra a corrupção.
Em seu pontificado, recordamos, em particular, o apelo feito no bairro napolitano de Scampia, em março de 2015, onde conjugando um neologismo eficaz afirmou que “um cristão que deixa entrar dentro de si a corrupção, fede”.
Bispos brasileiros contra a corrupção
“Precisamos terminar com as castas que se enquistam no poder público distribuindo benesses e privilégios para os seus comparsas. Quem rouba milhões, mata milhões, não se defendem direitos humanos e sociais deixando impune a corrupção, sem tocar nos tentáculos das máfias do poder. Que o Evangelho do poder-serviço nos leve a construir um Brasil republicano, centrado na justiça, na integridade e no bem comum”.
O trecho acima é do artigo do Bispo de Campos (RJ), Dom Roberto Francisco Ferreria Paz, recém-publicado no site da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) que tem como tema “Refundar e fazer nova a República”. No artigo, o bispo retrata em poucos parágrafos a crise do sistema político e a extensão do câncer da corrupção no Brasil.
O prelado é uma das milhares de vozes brasileiras que têm se levantado contra a corrupção que assola o país. A data de hoje, remete ao dia em que o Brasil e mais 101 países assinaram a Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, em 2003, na cidade mexicana de Mérida.
Para o Bispo de Ipameri (GO), Dom Guilherme Werlang, Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Social Transformadora da CNBB, a corrupção é moralmente um grande e gravíssimo pecado.
“Uma pessoa que compactua e pratica a corrupção jamais poderá ser reconhecida como cristão ou cristã. Eticamente, a corrupção destrói qualquer sociedade”.
O bispo destaca ainda que é preciso uma conscientização coletiva não só da corrupção que existe nos altos escalões da sociedade brasileira ou praticado por políticos, seja no Executivo, Legislativo ou no Judiciário.
“Temos que nos conscientizar que a corrupção começa com as pequenas desonestidades, desde a infância. Ela cresce, por exemplo, quando não exigimos fiscal. Quando queremos vantagens sobre pagamentos escondendo parte do valor. Quando fizermos a educação nova da honestidade e transparência aí podemos pensar em vencer a corrupção endêmica do Brasil”, enfatiza Dom Werlang.
Em 26 de outubro passado, a CNBB divulgou uma nota sobre o grave momento político, destacando que a corrupção corrói o Brasil. No texto, a entidade repudia a falta de ética que se instalou nas instituições públicas, empresas, grupos sociais e na atuação de inúmeros políticos que, “traindo a missão para a qual foram eleitos, jogam a atividade política no descrédito”.
A Conferência criticou também a apatia e o desinteresse pela política, que crescem cada dia mais no meio da população brasileira, inclusive nos movimentos sociais. Apesar de tudo, a entidade diz que é preciso vencer a tentação do desânimo, pois só uma reação do povo, consciente e organizado, no exercício de sua cidadania é capaz de purificar a política e a esperança dos cidadãos que “parecem não mais acreditar na força transformadora e renovadora do voto”.
De acordo com os dados da Organização das Nações Unidas sobre Drogas e Crime no Brasil (UNODC), a corrupção é o maior obstáculo ao desenvolvimento econômico e social na atualidade. Todos os anos, 1 trilhão de dólares é pago em suborno, enquanto cerca de 2,6 trilhões de dólares são roubados pela corrupção, o equivalente a mais de 5% do Produto Interno Bruto mundial.
Segundo estudo divulgado pela entidade Transparência Internacional, o Brasil fechou o ano de 2016 em 79º lugar entre 176 países no ranking sobre a percepção de corrupção no mundo. Além do Brasil, estão empatados em 79º lugar Bielorrússia, China e Índia.
Dom Guilherme, convoca a Igreja no Brasil, os pastores, leigos e leigas, neste Ano do Laicato, a assumirem uma nova educação partindo da Palavra de Deus, que desafia e orienta ao mesmo tempo como buscar isto.
“O bom exemplo deve partir de nós. Infelizmente, a desonestidade também acontece entre nós, nas Igrejas Cristãs, em nossas paróquias e dioceses onde também se fazem estas concessões e um jogo não tão transparente como deveria ser. Portanto, temos muito trabalho e devemos ser os primeiros a dar um bom exemplo de uma vida honesta, transparente e justa para sermos construtores de uma nova sociedade”, conclui.





(Rádio Vaticano, com informações do site da CNBB)

domingo, 10 de dezembro de 2017

2 DOMINGO DO ADVENTO - PREPARAI O CAMINHO DO SENHOR

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1a Leitura - Isaías 40,1-5.9-11
Leitura do livro do profeta Isaías.
40 1 "Consolai, consolar meu povo, diz vosso Deus.
2 Animai Jerusalém, dizei-lhe bem alto que suas lidas estão terminadas, que sua falta está expiada, que recebeu, da mão do Senhor, pena dupla por todos os seus pecados". 3 Uma voz exclama: "Abri no deserto um caminho para o Senhor, traçai reta na estepe uma pista para nosso Deus. 4 Que todo vale seja aterrado, que toda montanha e colina sejam abaixadas: que os cimos sejam aplainados, que as escarpas sejam niveladas! 5 Então a glória do Senhor manifestar-se-á; todas as criaturas juntas apreciarão o esplendor, porque a boca do Senhor o prometeu. 9 Subi a uma alta montanha, para anunciar a boa nova a Sião. Elevai com força a voz, para anunciar a boa nova a Jerusalém. Elevai a voz sem receio, dizei às cidades de Judá: Eis vosso Deus! 10 Eis o Senhor Deus que vem com poder, estendendo os braços soberanamente. Eis com ele o preço de sua vitória; faz-se preceder pelos frutos de sua conquista; 11 como um pastor, vai apascentar seu rebanho, reunir os animais dispersos, carregar os cordeiros nas dobras de seu manto, conduzir lentamente as ovelhas que amamentam´".
Palavra do Senhor.

Salmo - 84/85
Mostrai-nos, ó Senhor, vossa bondade
e a vossa salvação nos concedei!

Quero ouvir o que o Senhor irá falar:
é a paz que ele vai anunciar;
a paz para que o seu povo e seus amigos,
para os que voltam ao Senhor seu coração.
Está perto a salvação dos que o temem,
e a glória habitará em nossa terra.

A verdade e o amor se encontrarão,
a justiça e a paz se abraçarão;
da terra brotará a fidelidade,
e a justiça andará na sua frente
e a salvação há de seguir os passos seus.

2a Leitura - 2 Pedro 3,8-14
Leitura da segunda carta de são Pedro.
3 8 Mas há uma coisa, caríssimos, de que não vos deveis esquecer: um dia diante do Senhor é como mil anos, e mil anos como, um dia.
9 O Senhor não retarda o cumprimento de sua promessa, como alguns pensam, mas usa da paciência para convosco. Não quer que alguém pereça; ao contrário, quer que todos se arrependam. 10 Entretanto, virá o dia do Senhor como ladrão. Naquele dia os céus passarão com ruído, os elementos abrasados se dissolverão, e será consumida a terra com todas as obras que ela contém. 11 Uma vez que todas estas coisas se hão de desagregar, considerai qual deve ser a santidade de vossa vida e de vossa piedade, 12 enquanto esperais e apressais o dia de Deus, esse dia em que se hão de dissolver os céus inflamados e se hão de fundir os elementos abrasados! 13 Nós, porém, segundo sua promessa, esperamos novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça. 14 Portanto, caríssimos, esperando estas coisas, esforçai-vos em ser por ele achados sem mácula e irrepreensíveis na paz.
Palavra do Senhor.


Evangelho - Marcos 1,1-8
Aleluia, aleluia, aleluia.
Preparai o caminho do Senhor; endireitai suas veredas. Toda a carne há de ver a salvação do nosso Deus (Lc 3,4.6).
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 Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
1 1 Princípio da boa nova de Jesus Cristo, Filho de Deus. Conforme está escrito no profeta Isaías:
2 Eis que envio o meu anjo diante de ti: ele preparará o teu caminho. 3 Uma voz clama no deserto: "Traçai o caminho do Senhor, aplanai as suas veredas". 4 João Batista apareceu no deserto e pregava um batismo de conversão para a remissão dos pecados. 5 E saíam para ir ter com ele toda a Judéia, toda Jerusalém, e eram batizados por ele no rio Jordão, confessando os seus pecados. 6 João andava vestido de pêlo de camelo e trazia um cinto de couro em volta dos rins, e alimentava-se de gafanhotos e mel silvestre. 7 Ele pôs-se a proclamar: "Depois de mim vem outro mais poderoso do que eu, ante o qual não sou digno de me prostrar para desatar-lhe a correia do calçado. 8 Eu vos batizei com água; ele, porém, vos batizará no Espírito Santo".
Palavra da Salvação.


O tempo do Advento coloca-nos diante da miséria da humanidade, da pobreza e aperto da Igreja, da nossa própria miséria. Pobre humanidade: por mais que se julgue auto-suficiente, é tão insuficiente, por mais que deseje ser seu próprio deus, não passa de pó que o vento leva. Pobre Igreja, tão santa pela santidade de Cristo, o Santo de Deus, mas tão envergonhada pelos pecados de seus filhos e até de seus pastores, que deveriam ser exemplo e orgulho do rebanho; tão difamada, tão vilipendiada, tão humilhada nos dias atuais. Pobres de nós, que vivemos uma vida tão cheia de percalços e angústias, de lutas e lágrimas, de desafios que, às vezes, pararem mais fortes que nós! Eis a humanidade! Como no passado, ainda hoje precisamos de um Salvador; como Israel que esperou, nós, Igreja de Cristo, suplicamos: Vem, Senhor! Manifesta o teu poder! Que passe logo este mundo de tanta ambigüidade e provação; que venha a plenitude do teu Reino, que venha o teu Dia, que venha logo a plenitude da tua graça! É este o horizonte para contemplarmos a Palavra de Deus deste II Domingo do Advento. No Missal romano, as palavras de entrada da Missa, tiradas do Profeta Isaías, já nos são de tanto consolo: “Povo de Sião – somos nós, meus irmãos, somos nós! – o Senhor vem para salvar as nações! E, na alegria do vosso coração, soará majestosa a sua voz!” (Is. 30,19.30). Sim! O Senhor vem! Aquele que nunca nos deixou e vem sempre nas pequenas coisas e ocasiões da vida, ele mesmo virá, um Dia, no fulgor da sua glória: ele, nossa justiça, ele, nosso esperança, ele, nosso Salvador!
Escutemos o Profeta, falando em nome de Deus! Escutemos as palavras que ele manda dizer à sua Igreja sofredora e humilhada, tentada pelo desânimo: “Consolai, consolai o meu povo! Falai ao coração de Jerusalém e dizei em alta voz que a sua servidão acabou!” O Senhor vem, cheio de mansidão e misericórdia, de bondade e compaixão! No Natal nós veremos que Deus é amor, veremos do que ele é capaz por nós: capaz de fazer-se pequeno, capaz de fazer-se criança, capaz de fazer-se pobre entre os pobres do mundo! “Sobe a um alto monte, tu que trazes a boa-nova a Sião, levanta com força a tua voz; dize às cidades de Judá: ‘Eis o vosso Deus! Como um pastor, ele apascenta o rebanho, reúne com a força dos braços os cordeiros e carrega-os ao colo; ele mesmo tange as ovelhas que amamentam'”.
Caríssimos, não desanimemos, não temamos, não percamos o rumo da nossa vida, não esfriemos na nossa fé e na nossa esperança: tudo caminha para esse encontro com Aquele que vem! Deus não se esqueceu de nós, não virou as costas para o mundo, não abandonou a sua Igreja! Recobremos o ânimo, renovemos as nossas forças, colocando no nosso Deus a nossa esperança e a nossa certeza! Se olharmos para nós, quanto desânimo e incapacidade; se olharmos para o nosso Deus, quanta esperança e certeza de salvação!
Mas, a Vinda do Senhor, Vinda salvadora, será também uma Vinda de julgamento: na sua luz, bem e mal, santidade e pecado, retidão e maldade, fidelidade e infidelidade aparecerão. Na sua Vinda, tudo será queimado, purificado no fogo devorador do seu Espírito Santo, aquele que argüirá o mundo quanto à justiça, quanto ao julgamento e quanto ao pecado (cf. Jo. 16,8-11). A Palavra de Deus hoje nos adverte severa e insistentemente sobre isso: “Eis o vosso Deus, eis que o Senhor Deus vem com poder, seu braço tudo domina: eis, com ele, sua conquista, eis à sua frente a vitória! O Dia do Senhor chegará como um ladrão, e então os elementos, devorados pelas chamas, se dissolverão, e a terra será consumida com tudo o que nela se fez. O que nós esperamos são novos céus e nova terra, onde habitará a justiça!” O Senhor, portanto, julgará tudo: na luz, do seu Espírito Santo, tudo será colocado às claras; no fogo do seu Espírito Santo, tudo será purificado, e aquilo que não foi de acordo com o seu Evangelho, com a sua Verdade, com a sua Cruz, será consumido no nada, no pó, no choro e ranger de dentes. Na luz e no fogo do Espírito de Cristo, tudo será passado a limpo: a  história da humanidade e a nossa história pessoal...
Por isso mesmo, a insistente exortação que a Palavra nos faz hoje à vigilância. São Pedro, na segunda leitura, recorda-nos que este tempo de nossa vida é tempo da paciência de Deus, tempo de aproveitar para trabalhar para a nossa conversão: “O Senhor está usando de paciência para convosco. Pois não deseja que alguém se perca. Ao contrário, quer que todos venham a converter-se!" Bispos e padres, convertei-vos! Mudai vossa vida, abri vosso coração! Não vos iludais, pensando que podeis vos acostumar com o Senhor: pregais a Palavra dele e sereis julgados pela Palavra que pregais! Religiosos e religiosas, convertei-vos ou morrereis eternamente no fogo que não acaba! Não podeis fingir, não podeis enganar o Senhor! Povo todo de Deus: jovens e adultos, idosos e crianças, solteiros e pais e mães de família, convertei-vos, mudai vosso procedimento! Vivei de acordo com o que sois: sois a Igreja santa, sois o povo santo de Deus, sois a herança de Cristo! Convertei-vos todos, pois o Senhor a todos examinará! Com a vossa vida e o vosso procedimento, preparai no deserto de vossa vida o caminho do Senhor. Nivelem-se todos os vales de nossas baixezas e pecados, rebaixem-se todos os montes e colinas do nosso orgulho, soberba e prepotência; endireite-se o que é torto no nosso pensamento e no nosso procedimento e alisem-se as asperezas de nosso modo de tratar os irmãos. Então, a glória do Senhor se manifestará na nossa vida e nós seremos luz para a humanidade em trevas! Irmãos, não somos da noite, não somos das trevas! Somos filhos da Luz de Cristo, somos filhos do Dia do Senhor!
A figura de João Batista, com toda a sua austeridade e com suas palavras de advertência são um sério convite a que revisemos nosso modo de viver. Hoje, caríssimos, o mundo é todo paganizado; nosso País está se tornando cada vez mais pagão. Mas, isso não é o mais triste. O mais triste, o que nos corta o coração, é ver os cristãos vivendo como os pagãos, pensando como os pagãos, falando como os pagãos, agindo como os pagãos, gostando das coisas que agradam aos pagãos! Nós, que vimos a Luz; nós, que temos a consolação de Cristo; nós que temos o seu Espírito; nós, que nos alimentamos com o pão da sua Palavra e do seu Corpo e Sangue! Não fugiremos à Ira, caríssimos! Não escaparemos do tremendo tribunal de Cristo! João Batista é claro: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo!” Não se brinca com Cristo: se João - austero, piedoso e coerente - não se sentia digno de desamarrar suas sandálias, que será de nós? Ele nos batizará, nos mergulhará no fogo do seu Espírito... e, então, ai do infiel, ai do que fez pouco caso da sua Palavra, das suas exigências, do seu amor, ai do cristão e nome e pagão de vida!
 
 
 
 
dom Henrique Soares da Costa

O PODEROSO SIGNIFICADO DA MEDALHA DE SÃO BENTO

O significado da medalha, as graças que você pode alcançar e uma poderosa oração a São Bento

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A medalha de São Bento não é um “amuleto da sorte”. Trata-se de um sacramental, isto é, um sinal visível de nossa fé.
O uso habitual da medalha tem por efeito colocar-nos sob a especial proteção de São Bento, principalmente quando se tem confiança nos méritos de tão grande Santo e nas grandes virtudes da Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! São numerosos os fatos maravilhosos atribuídos à esta medalha. Ela nos assegura poderoso socorro contra as ciladas do demônio e também para alcançar graças espirituais, como conversão, vitória contra as tentações, inimizades etc.
Contudo, a medalha não age automaticamente contra as adversidades, como se fosse um talismã ou vara mágica.
Todo cristão, a exemplo de Jesus Cristo, deve carregar a sua cruz. Pois é necessário que nossas faltas sejam expiadas; nossa fé seja ; provada; e nossa caridade purificada, para que aumentem nossos méritos.
O símbolo da nossa redenção, a cruz, gravada na medalha não tem por fim nos livrar da prova; no entanto, a virtude da cruz de Jesus e a intercessão de São Bento produzirão efeitos salutares em muitas circunstâncias, a medalha concede, também, graças especiais para hora da morte, pois, São Bento com São José são padroeiros da boa morte.
Para se ficar livre das ciladas do demônio é preciso, acima de tudo, estar na graça e amizade com Deus. Portanto, é preciso servi-lo e amá-lo, cumprindo, todos os deveres religiosos: Oração, Missa dominical, recepção dos Sacramentos, cumprimento dos deveres de justiça; em uma palavra, cumprimento de todos os mandamentos da lei de Deus e da Igreja. Nem o demônio, nem alguma criatura, tem o poder de prejudicar verdadeiramente uma alma unida a Deus.
Em resumo, o efeito da medalha de São Bento depende em grande parte das disposições da pessoa para com Deus e da observância dos requisitos acima mencionados.
Numerosos são os benefícios atribuídos ao crucifixo de São Bento; de fato, se usado com fé e com o Patrocínio do Santo; protege:
Das epidemias;
Dos venenos;
De alguns tipos de doenças especiais;
Dos malefícios;
Dos perigos espirituais e materiais que possam causar o Demônio;
A Santa Sé a enriqueceu com numerosas indulgências: indulgência plenária em ponto de morte; indulgência parcial.
Significado da medalha

Na frente da medalha são apresentados uma cruz e entre seus braços estão gravadas as letras C S P B, cujo significado é, do latim: Cruz Sancti Patris Benedicti – “Cruz do Santo Pai Bento”.
Na haste vertical da cruz lêem-se as iniciais C S S M L: Crux Sacra Sit Mihi Lux – “A cruz sagrada seja minha luz”.
Na haste horizontal lêem-se as iniciais N D S M D: Non Draco Sit Mihi Dux – “Não seja o dragão meu guia”.
No alto da cruz está gravada a palavra PAX (“Paz”), que é lema da Ordem de São Bento. Às vezes, PAX é substituído pelo monograma de Cristo: I H S.
A partir da direita de PAX estão as iniciais: V R S N S M V: Vade Retro Sátana Nunquam Suade Mihi Vana – “Retira-te, satanás, nunca me aconselhes coisas vãs!” e S M Q L I V B: Sunt Mala Quae Libas Ipse Venena Bibas – “É mau o que me ofereces, bebe tu mesmo os teus venenos!”.
Nas costas da medalha está São Bento, segurando na mão esquerda o livro da Regra que escreveu para os monges e, na outra mão, a cruz. Ao redor do Santo lê-se a seguinte jaculatória ou prece: EIUS – IN – OBITU – NRO – PRAESENTIA – MUNIAMUR – “Sejamos confortados pela presença de São Bento na hora de nossa morte”.
É representado também a imagem de um cálice do qual sai uma serpente e um corvo com um pedaço de pão no bico, lembrando as duas tentativas de envenenamento, das quais São Bento saiu, milagrosamente, ileso.
Oração para alcançar alguma graça
Ó glorioso Patriarca São Bento, que vos mostrastes sempre compassivo com os necessitados, fazei que também nós, recorrendo à vossa poderosa intercessão, obtenhamos auxílio em todas as nossas aflições, que nas famílias reine a paz e a tranquilidade; que se afastem de nós todas as desgraças tanto corporais como espirituais, especialmente o mal do pecado. Alcançai do Senhor a graça … que vos suplicamos, finalmente, vos pedimos que ao término de nossa vida terrestre possamos ir louvar a Deus convosco no Paraíso.
Amém.




(Fontes: Mosteiro de São Bento e São Miguel Arcanjo)