sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Liturgia Diária - Jesus curou o Paralítico


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1a Leitura - Hebreus 4,1-5.11
Leitura da carta aos Hebreus.
4 1 Enquanto, pois, subsiste a promessa de entrar no seu descanso, tenhamos cuidado em que ninguém de nós corra o risco de ser excluído. 2 A boa nova nos foi trazida a nós, como o foi a eles. Mas a eles de nada aproveitou, porque caíram na descrença. 3 Nós, porém, se tivermos fé, haveremos de entrar no descanso. Ele disse: "Eu jurei na minha ira: não entrarão no lugar do meu descanso". Ora, as obras de Deus estão concluídas desde a criação do mundo; 4 pois, em certa passagem, falou do sétimo dia o seguinte: "E, terminado o seu trabalho, descansou Deus no sétimo dia". 5 Se, pois, ele repete: "Não entrarão no lugar do meu descanso".
11 Assim, apressemo-nos a entrar neste descanso para não cairmos por nossa vez na mesma incredulidade.
Palavra do Senhor.

Salmo - 77/78
Não vos esqueçais das obras do Senhor!

Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos,
E transmitiram para nós os nossos pais,
À nova geração nós contaremos:
as grandezas do Senhor e seu poder.

Levantem-se e as contem a seus filhos,
Para que ponham no Senhor sua esperança;
Das obras do Senhor não se esqueçam
E observem fielmente os seus preceitos.

Nem se tornem, a exemplo de seus pais,
Rebelde e obstinada geração,
Uma raça de inconstante coração,
Infiel ao Senhor Deus em seu espírito.

Evangelho - Marcos 2,1-12
Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7,16).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
2 1 Alguns dias depois, Jesus entrou novamente em Cafarnaum e souberam que ele estava em casa.
2 Reuniu-se uma tal multidão, que não podiam encontrar lugar nem mesmo junto à porta. E ele os instruía.
3 Trouxeram-lhe um paralítico, carregado por quatro homens.
4 Como não pudessem apresentar-lho por causa da multidão, descobriram o teto por cima do lugar onde Jesus se achava e, por uma abertura, desceram o leito em que jazia o paralítico.
5 Jesus, vendo-lhes a fé, disse ao paralítico: "Filho, perdoados te são os pecados."
6 Ora, estavam ali sentados alguns escribas, que diziam uns aos outros:
7 "Como pode este homem falar assim? Ele blasfema. Quem pode perdoar pecados senão Deus?"
8 Mas Jesus, penetrando logo com seu espírito tios seus íntimos pensamentos, disse-lhes: "Por que pensais isto nos vossos corações?
9 Que é mais fácil dizer ao paralítico: Os pecados te são perdoados, ou dizer: Levanta-te, toma o teu leito e anda?
10 Ora, para que conheçais o poder concedido ao Filho dó homem sobre a terra (disse ao paralítico),
11 eu te ordeno: levanta-te, toma o teu leito e vai para casa."
12 No mesmo instante, ele se levantou e, tomando o. leito, foi-se embora à vista de todos. A multidão inteira encheu-se de profunda admiração e puseram-se a louvar a Deus, dizendo: "Nunca vimos coisa semelhante."
Palavra da Salvação.

Reflexão

Jesus ficou muito impressionado pelo esforço daqueles homens, para conseguir que o paralítico se aproximassem dele para obter a cura. Normalmente pela porta eles não conseguiram entrar naquela casa onde Jesus estava fazendo a sua palestra. Porém, eles não desistiram do seu objetivo de conseguir que o pobre paralítico conseguisse o que ele mais quis em toda a sua vida. Caminhar.

Quanto sacrifício aqueles homens fizeram para levar o doente até Jesus!
E nós? Fazemos o mesmo. Certo? Quando um necessitado se aproxima de nós, é a hora de nos lembrar de todos os nossos compromissos, de todas as nossas pendências e de tudo o mais que temos de fazer, e assim nos livrar de dar uma força para aquela criatura desvalida, e completamente dependente de ajuda.

Caríssimos. O mandamento é claro, e sem rodeios. Amar a Deus e amar o irmão.

Desse modo, não existe de fato amor a  Deus se não nos esforçamos, se não nos sacrificamos pelos nossos irmãos que precisam da nossa ajuda.
Jesus em suas andanças pelo anúncio da Boa nova, encontrou mais ouvidos para ouvi-lo entre os mais pobres do que entre os da elite religiosa e da sociedade.
  
Isso vale também para os nossos dias. Muitas vezes, aqueles da periferia, os que não frequentam a missa, regularmente, são muito mais atenciosos diante da palavra a eles anunciada, do que certos paroquianos que já se julgam redimidos pelo fato de pertencer a uma comunidade seleta, e orante.  Já sabemos tudo. Pensam eles. Já sabem, mas não podem  se esquecer de praticar o tempo todo.

Do mesmo modo, a caridade entre os pobres é muito mais vigorosa do que entre aqueles que possuem muito mais recursos.
Na comunidade pobre a caridade, a disposição de socorrer um deles que de repente se vê em perigo de morte, é muito mais pronta, mais forte, do que na comunidade da classe média, na qual, a ESPIRITUALIDADE É MUITO MAIS TEÓRICA DO QUE PRÁTICA. Lá, entre eles, o amor ao próximo é mais expresso por palavras, por gestos de gentilezas do que por gestos concretos de verdadeira fraternidade. Lá na comunidade da classe média e alta, a palavra CARIDADE, é substituída pela palavra EDUCAÇÃO, só que com outras características, que não as do verdadeiro amor fraterno, como acontece lá entre os mais fracos, os mais humildes.

Não estamos querendo dizer que nas favelas só existem santos. Sabemos que lá existem pessoas capazes de tudo, revoltadas contra tudo e contra todos, lá existem muitos homens violentos e capazes de tudo.
Porém, não é só lá que existem bandidos. Não nos esquecemos dos bandidos de gravata, que falam bonito, e que são mais perigosos do que muitos daqueles da favela. É. Por que os da favela são até capazes de socorrer um doente como aqueles homens que se esforçaram tanto para descer o paralítico pelo telhado, a fim de que ele conseguisse se aproximar de Jesus e ser curado da sua paralisia.
E os bandidos de gravata? Aqueles que roubam e não são presos? Aqueles que fazem leis que nos prejudicam? São ou não são mais perigosos?
Roquemos ao Pai pela nossa conversão. Pela conversão de todos. Ricos, e pobres. Negros, pardos, indígenas e brancos, vencedores e derrotados.




 José Salviano.

Trocar o pouco pelo Tudo

2413554331_be8a3b1e6aCerta vez, um garotinho encontrou na cozinha de sua casa um pote com algumas balas. Logo enfiou a mão pela boca do pote e segurou duas balas, com a mão fechada. Mas quando tentou tirar sua mão esta não saía porque a boca do pote era estreita e formava um gargalo que não deixava a sua mão fechada passar.
Vendo aquela situação, os pais pediam para que o filho largasse as balas e retirasse as mãos de dentro do pote, pois este poderia quebrar-se e até feri-lo. Mas, preso às balas, o menino não largava nada, de jeito algum, e a sua mão fechada não saía de dentro do pote.

Quando já não sabiam mais o que fazer, a avó teve uma bela ideia; correu até o quarto e pegou um pacote com chocolates.
Mostrou ao neto e disse: “Olha, é para você!” Ao vê-los, o garotinho imediatamente largou as balas, e a sua mão ficou livre do pote!…

Que lições para a vida podemos tirar dessa história?
Vivemos nesta vida agarrado às coisas pequenas, brigando por coisas sem importância, esquecendo que somos filhos amados de Deus!… Ora, se somos filhos de Deus, então tudo que é de Deus é nosso! Não podemos ficar presos às coisas pequenas quando podemos ter coisas bem maiores; fazer o bem aos outros e crescer na fé em Deus!



Retirado do livro: “Histórias que o Vovô Conta”. Prof. Felipe Aquino. Ed. Cléofas.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Liturgia Diária - A maneira certa para pedirmos as coisas a Deus.


 
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1a Leitura - Hebreus 3,7-14
Leitura da carta aos Hebreus.
3 7 Por isso, como diz o Espírito Santo: "Hoje, se ouvirdes a sua voz,
8 não endureçais os vossos corações, como por ocasião da revolta, como no dia da tentação no deserto,
9 quando vossos pais me puseram à prova e viram o meu poder por quarenta anos. 10 Eu me indignei contra aquela geração, porque andavam sempre extraviados em seu coração e não compreendiam absolutamente nada dos meus desígnios.
11 Por isso, em minha ira, jurei que não haveriam de entrar no lugar de descanso que lhes prometera! "
12 Tomai precaução, meus irmãos, para que ninguém de vós venha a perder interiormente a fé, a ponto de abandonar o Deus vivo. 13 Antes, animai-vos mutuamente cada dia durante todo o tempo compreendido na palavra "hoje", para não acontecer que alguém se torne empedernido com a sedução do pecado. 14 Porque somos incorporados a Cristo, mas sob a condição de conservarmos firme até o fim nossa fé dos primeiros dias.
Palavra do Senhor.

Salmo - 94/95
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
Não fecheis os vossos corações.

Vinda, adoremos e prostremo-nos por terra,
E ajoelhemos ante o Deus que nos criou!
Porque ele é o nosso Deus, nosso pastor,
E nós somos o seu povo e seu rebanho,
As ovelhas que conduz com sua mão.

Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
“Não fecheis os corações como em Meriba,
Como em Massa, no deserto, aquele dia,
Em que outrora vossos pais me provocaram,
Apesar de terem visto as minhas obras.

Quarenta anos desgostou-me aquela raça,
E eu disse: Eis um povo transviado,
Seu coração não conheceu os meus caminhos!
E por isso lhes jurei na minha ira:
Não entrarão no meu repouso prometido!”

Evangelho - Marcos 1,40-45
Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus pregava a boa-nova, o reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4,23).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
1 40 Aproximou-se de Jesus um leproso, suplicando-lhe de joelhos: "Se queres, podes limpar-me."
41 Jesus compadeceu-se dele, estendeu a mão, tocou-o e lhe disse: "Eu quero, sê curado."
42 E imediatamente desapareceu dele a lepra e foi purificado.
43 Jesus o despediu imediatamente com esta severa admoestação:
44 "Vê que não o digas a ninguém; mas vai, mostra-te ao sacerdote e apresenta, pela tua purificação, a oferenda prescrita por Moisés para lhe servir de testemunho."
45 Este homem, porém, logo que se foi, começou a propagar e divulgar o acontecido, de modo que Jesus não podia entrar publicamente numa cidade. Conservava-se fora, nos lugares despovoados; e de toda parte vinham ter com ele.
Palavra da Salvação.

 Reflexão

Refletir sobre os gestos e as ações de Jesus, assim como também sobre a Sua firmeza, far-nos-á também querer adotar as mesmas expressões e ações de misericórdia que Ele usava com o povo sofredor. Vemos que Jesus olhava com compaixão para os doentes e leprosos e, embora a lepra fosse uma doença incurável e amaldiçoada, Ele não tinha para com os leprosos olhar de reprovação, nem tampouco quando abordado mostrava-se superior.    É com este mesmo olhar que Jesus nos olha, acolhe a nossa fraqueza, o nosso pecado e a nossa limitação. Jesus age hoje como agia no tempo em quem andava por aqui. Quando acreditamos, pedimos, suplicamos, de coração, Ele realiza. Precisamos abrir a nossa boca e o nosso coração para manifestar a Ele os nossos desejos. No entanto, precisamos ter consciência da vontade de Deus e nos submeter ao Seu julgamento.   O leproso submeteu o seu desejo à vontade do Senhor quando pediu de joelhos, “Se queres, tens o poder de curar-me!”  Nós percebemos que o leproso colocou como condição o querer de Jesus, por isso, Jesus disse: “Eu quero, fica curado!” Esta é a maneira certa para pedirmos as coisas a Deus. Deus sempre quer nos curar e na hora certa Ele age. Muitas vezes, no entanto, queremos impor a nossa vontade e não admitimos esperar pelo momento certo para receber a graça que pleiteamos. Precisamos, então, ter confiança, pois só Ele sabe o tempo e a hora. Todavia, quando alcançamos a graça, não podemos mais esconder: precisamos sair apregoando, anunciando o Seu poder, porque assim fazendo estamos dando ao mundo a oportunidade para que todos conheçam a salvação que vem de Deus.  Somos curados, para amar e servir a Deus seguindo adiante na nossa vida, fazendo o mesmo que Jesus: olhar com compaixão e bondade para aqueles que também precisam de cura. - Você tem recebido graças de Deus. Isto fez com que você olhasse melhor para as outras pessoas? - Existe algum “leproso” que precisa do seu olhar de compaixão? Pergunte a Jesus o que você poderá fazer por ele!  – Você costuma contar pra todo mundo as maravilhas que Deus realiza na sua vida? – Você pede a vontade de Deus ou se limita a pedir só o que acha que lhe convém? 





Helena Serpa 

Algumas lições do mar

praiaO que sente quando olha para o mar? O que ele te diz?
Sabemos que toda a criação canta as obras do Senhor. A Liturgia exclama: “O Céu e a Terra proclamam a Vossa Glória”, “Tudo o que criastes proclama o Vosso louvor”. São Boaventura explica que “Deus criou todas as coisas não para aumentar a Sua glória, mas para manifestá-la e para comunicá-la”.
Podemos observar nas criaturas um rastro do Criador, tal como uma assinatura, uma marca, na obra de um artista. Logo, o céu, a terra, as montanhas, os rios e matas são como espelhos através dos quais Deus nos mostra um pouco da Sua beleza, grandeza, onipotência, amor, sabedoria, Sua Face. E o mar, podemos assim dizer, também é uma pequena amostra da Imagem Infinita de Deus. Ele é grande e majestoso como um rei, forte como um leão, rico como um tesouro e cheio de vida abundante.
Não é de hoje que o mar “fala”. Podemos perceber que em diversas passagens da Bíblia os autores sagrados usam a figura do mar para louvar a Deus ou para nos ensinar alguma coisa, já percebeu? Veja bem, o salmista já dizia assim: “Deus tem nas mãos as profundezas dos abismos, e as alturas das montanhas lhe pertencem; o mar é dele, pois foi ele quem o fez, e a terra firme suas mãos a modelaram” (Sl 94,4-5). E o Eclesiástico também: “O Senhor, com seu desígnio, aplacou o oceano e nele plantou as ilhas. Os que navegam sobre o mar descrevem seus perigos, e ficamos admirados com o que ouvimos a respeito: há nele coisas estranhas e maravilhosas, animais de toda espécie e monstros marinhos” (Eclo 43,25-27). E ainda essas e mais outras tantas: “Os filhos de Israel serão tão numerosos como a areia do mar, que não se pode medir nem contar. Em lugar de se lhes dizer: Lo-Ami, serão chamados Filhos do Deus vivo” (Os 2,1). “Porém, mais poderoso que a voz das grandes águas, mais poderoso que os vagalhões do mar, mais poderoso é o Senhor nas alturas do céu” (Sl 92,4).

Veja que bonito ensina nosso Catecismo no parágrafo §1:
“Deus, infinitamente perfeito e bem-aventurado em Si mesmo, num desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para torná-lo participante da sua vida bem-aventurada. Por isso, sempre e em toda a parte, Ele está próximo do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-Lo, a conhecê-Lo e a amá-Lo com todas as suas forças”.
Deus nos criou para o Céu. E enquanto caminhamos como peregrinos nesta Terra, Ele está próximo a nós. Deus quer estar conosco, quer falar conosco; seja pelas situações da vida, pelas pessoas que coloca em nosso caminho, por sua Palavra, pela Eucaristia ou pela natureza. O Senhor não poupa maneiras de falar ao nosso coração. Inclusive foi Ele mesmo que colocou essa sede de Infinito no coração do homem para que O buscasse e O encontrasse. Desde então a humanidade busca preencher um vazio que só pode ser preenchido pelo Criador. Por este motivo, é preciso estar atento aos pequenos detalhes da nossa vida para não correr o risco de não percebermos que Ele está ao nosso lado.
Por exemplo, por uma simples caminhada pela areia da praia podemos aprender muitas lições com o mar. Não podemos nunca nos esquecer de que Deus também fala conosco através de Sua criação e de suas criaturas. Ao beirar o mar pela areia podemos tocar suas ondas macias banhando nossos pés como num gesto de carinho. Através delas o mar nos traz muitas mensagens que só podem ser lidas se as antenas da alma estiveram sintonizadas na frequência da fé. Isto nos faz lembrar o que diz o Salmo “Invitatório”, que recrimina aqueles que sem fé, têm os ouvidos fechados para as mensagens que Deus nos dá pelas criaturas – “Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras” (Sl 94,8-9).
Abrindo os ouvidos e olhos da alma, ao encontrar na areia uma conchinha que toca nossos pés, podemos perceber sua simplicidade e também que ela possui concavidade peculiar feita para acolher uma vida que nela é gerada. E olhando para ela, imaginando além, podemos lembrar que antes de se abrir, aquela conchinha estava fechadinha e possuía duas faces extremamente unidas. Ela trazia em si uma vida que um dia, depois de madura, pôde se abrir e servir de alimento para outras criaturas. Não são lições para nós – de simplicidade, disponibilidade, serviço desinteressado?
Ao observarmos ainda, aquela conchinha aberta perdida ali na areia, com seu pequeno corpo mineral voltado para o Céu como que glorificando ao seu Criador, podemos pensar: Será que meu coração também não precisa se abrir mais para louvar e dar glórias a Deus?
Pense na conchinha, depois de gerar nela uma vida, se abre para dar graças ao Autor de toda a vida. Parecem duas mãos abertas em gesto de louvor silencioso. Jesus, certa vez, não disse que se os homens não O louvassem, as pedras o fariam? Elas são como pedras que louvam o Criador. Não são lições para nós?
“Tudo o que criastes proclama o Vosso louvor!”.
Se não houvesse o mar, aquela conchinha não estaria ali e se não fosse pelo amor e pela vontade de Deus, nada disso existiria. Nem mesmo nós. Não são estes bons motivos para louvar a Deus?
Quantas outras surpresas pode nos trazer o mar! Quanto de Deus ele nos fala…
Certa vez, ao final de uma caminhada pela praia, encontrei o mais enigmático caramujo. Dentro dele também um dia, houve uma vida, para a qual ele serviu de casa e proteção. Depois de hospedar essa criatura, ficou abandonado na praia e foi colhido por mim como uma lembrança do mar para alguém. Aceitou ser esquecido e abandonado na areia…, satisfeito de ter cumprido sua missão como uma criatura inorgânica, dando assim, a seu modo, glória ao Criador. E o bichinho que dali saiu talvez possa nos dizer que o mar da vida é cheio de perigos, e que é preciso viver um tanto escondido e bem protegido pela graça de Deus como o caramujo.
Enfim, o apelo que faço a você neste dia é: abra os ouvidos da alma e ouça a Voz do Criador que fala sem cessar no silêncio do coração. Isto é meditar. Isto é espiritualidade.



Prof. Felipe Aquino

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Liturgia Diária - “A salvação de Jesus é para hoje!”

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1a Leitura - Hebreus 2,14-18
Leitura da carta aos Hebreus.
2 14 Porquanto os filhos participam da mesma natureza, da mesma carne e do sangue, também ele participou, a fim de destruir pela morte aquele que tinha o império da morte, isto é, o demônio, 15 e libertar aqueles que, pelo medo da morte, estavam toda a vida sujeitos a uma verdadeira escravidão. 16 Veio em socorro, não dos anjos, e sim da raça de Abraão; 17 e por isso convinha que ele se tornasse em tudo semelhante aos seus irmãos, para ser um pontífice compassivo e fiel no serviço de Deus, capaz de expiar os pecados do povo. 18 De fato, por ter ele mesmo suportado tribulações, está em condição de vir em auxílio dos que são atribulados.
Palavra do Senhor.

Salmo - 104/105
O Senhor se lembra sempre da aliança.

Dai graças ao Senhor, gritai seu nome,
anunciai entre as nações seus grandes feitos!
Cantai, entoai salmos para ele,
publicai todas as suas maravilhas!

Gloriai-vos em seu nome que é santo,
exulte o coração que busca a Deus!
Procurai o Senhor Deus e seu poder,
buscai constantemente a sua face!

Descendentes de Abraão, seu servidor,
e filhos de Jacó, seu escolhido,
ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus,
vigoram suas leis em toda a terra.

Ele sempre se recorda da aliança,
promulgada a incontáveis gerações;
da aliança que ele fez com Abraão
e do seu santo juramento a Isaac.

Evangelho - Marcos 1,29-39
Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, e as conheço e elas me seguem (Jo 10,27).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
1 29 Assim que saíram da sinagoga, Jesus, com Tiago e João, dirigiu-se à casa de Simão e André.
30 A sogra de Simão estava de cama, com febre; e sem tardar, falaram-lhe a respeito dela. 31 Aproximando-se ele, tomou-a pela mão e levantou-a; imediatamente a febre a deixou e ela pôs-se a servi-los. 32 À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram-lhe todos os enfermos e possessos do demônio. 33 Toda a cidade estava reunida diante da porta. 34 Ele curou muitos que estavam oprimidos de diversas doenças, e expulsou muitos demônios. Não lhes permitia falar, porque o conheciam. 35 De manhã, tendo-se levantado muito antes do amanhecer, ele saiu e foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração. 36 Simão e os seus companheiros saíram a procurá-lo. 37 Encontraram-no e disseram-lhe: "Todos te procuram." 38 E ele respondeu-lhes: "Vamos às aldeias vizinhas, para que eu pregue também lá, pois, para isso é que vim." 39 Ele retirou-se dali, pregando em todas as sinagogas e por toda a Galiléia, e expulsando os demônios.
Palavra da Salvação.

Reflexão

Neste Evangelho Jesus nos dá conhecimento de que a Sua Missão de Salvador se manifesta no dia a dia da nossa vida. As suas atitudes e Seu modo de viver são para nós um referencial para seguir na busca da vivência do reino de Deus aqui na terra. Jesus não deixava nada para o dia de amanhã, mas aproveitava todas as oportunidades para evidenciar a Sua ação libertadora. Ele tinha consciência de que precisava ir adiante, portanto, não se prendia aos lugares e tinha exclusivamente, como objetivo, cumprir a Missão que o Pai lhe confiara. Não tinha tempo para descansar e também não se apegava a ninguém, nem mesmo àqueles (as) que O exaltavam. Ao sair da Sinagoga Jesus  poderia muito bem ter ido descansar.  No entanto, ele se aproximou de uma mulher velha, doente, acamada. Tocou-a e com grande amor a curou fazendo com que ela voltasse a ser útil. Assim como curou a sogra de Pedro restituindo nela a capacidade de servir, Jesus curou também as diversas pessoas que O procuravam. Todos tinham vez na sua trajetória. Cuidava de todos, escutava a todos e atendia a todos e tudo fazia com amor. Não menosprezava os velhos, nem as crianças e curava as pessoas para que elas fossem úteis e tivessem uma vida eficaz. Jesus não desiste da sua missão salvadora e hoje também Ele visita a nossa casa para curar-nos, percorre os caminhos para nos guiar. Somos curados (as) para servir a Deus, por isso, Jesus nos deu o exemplo do que precisamos fazer ao “sair da sinagoga”. O louvar, o orar, o adorar a Deus é fundamental, porém não podemos ficar somente nisso: o Senhor nos envia a também tocar, curar, compreender, amar. Isto é também evangelizar! Precisamos entender que a salvação começa agora no nosso dia a dia. – Tem alguém na sua casa que precisa ser visitado por Jesus, chame-O e Ele irá.
 - Como você vê as pessoas que já estão idosas? O que você faz para que elas sejam úteis? - E você? Você acha que ainda tem jeito? -Qual tem sido o resultado prático e concreto da sua oração e adoração ao Senhor?




Helena Serpa