sábado, 10 de dezembro de 2016

LITURGIA DIÁRIA - ELIAS JÁ VEIO...

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1a Leitura - Eclesiástico 48,1-4.9-11
Leitura do livro do Eclesiástico.
48 1 Suas palavras queimavam como uma tocha ardente. Elias, o profeta, levantou-se em breve como um fogo.
2 Ele fez vir a fome sobre o povo (de Israel): foram reduzidos a um punhado por tê-lo irritado com sua inveja, pois não podiam suportar os preceitos do Senhor.
3 Com a palavra do Senhor ele fechou o céu, e dele fez cair fogo por três vezes.
4 Quão glorioso te tornaste, Elias, por teus prodígios! Quem pode gloriar-se de ser como tu?
9 Tu que foste arrebatado num turbilhão de fogo, num carro puxado por cavalos ardentes.
10 Tu que foste escolhido pelos decretos dos tempos para amenizar a cólera do Senhor, reconciliar os corações dos pais com os filhos, e restabelecer as tribos de Jacó.
11 Bem-aventurados os que te conheceram, e foram honrados com a tua amizade!
Palavra do Senhor.


Salmo - 79/80
Convertei-nos, ó Senhor,
resplandecei a vossa face e nós seremos salvos!
Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos.
Vós que sobre os querubins vos assentais.
Despertai vosso poder, ó nosso Deus,
e vinde logo nos trazer a salvação!

Voltai-vos para nós, Deus do universo!
Olhai dos altos céus e observai.
Visitai a vossa vinha e protegei-a!
Foi a vossa mão direita que a plantou;
protegei-a, e ao rebento que firmastes!

Pousai a mão por sobre o vosso protegido,
o filho do homem que escolhestes para vós!
E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus!
Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!
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Evangelho - Mateus 17,10-13
Aleluia, aleluia, aleluia.
Preparai o caminho do Senhor, endireitai suas veredas! Toda carne há de ver a salvação que vem de Deus! (Lc 3,4.6)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
17 10 Em seguida, os discípulos o interrogaram: "Por que dizem os escribas que Elias deve voltar primeiro?"
11 Jesus respondeu-lhes: "Elias, de fato, deve voltar e restabelecer todas as coisas.
12 Mas eu vos digo que Elias já veio, mas não o conheceram; antes, fizeram com ele quanto quiseram. Do mesmo modo farão sofrer o Filho do Homem".
13 Os discípulos compreenderam, então, que ele lhes falava de João Batista.
Palavra da Salvação.

Reflexão

Malaquias, o último profeta do Antigo Testamento, disse, na última frase do seu livro: “Eis que eu vos envio o profeta Elias, antes que chegue o grande e terrível Dia do Senhor. Ele fará os corações dos pais voltarem-se para os filhos e o dos filhos, para os pais, para eu não mais vir condenar a terra ao interdito” (Ml 3,23-24).
Como o profeta Elias viveu num tempo de crise e procurou reconduzir o povo ao seguimento de Deus, que é tarefa do Messias, e subiu vivo para o céu (2Rs 2,1-18), os mestres da Lei diziam que Elias devia vir primeiro, antes do Messias. Por isso que os discípulos perguntaram a Jesus: “Por que os mestres da Lei dizem que Elias deve vir primeiro?”
Jesus explica que não é que Elias ia voltar em carne e osso; ia vir um profeta com o Espírito e o poder de Elias, isto é, com o mesmo carisma dele, a fim de colocar tudo em ordem, preparando assim o povo para acolher o Messias. E esse profeta é João Batista.
Mas eles (os mestres da Lei), continua Jesus, não o reconheceram e o mataram, assim como vão matar o próprio Messias.
O Anjo Gabriel, quando apareceu a Zacarias e profetizou o nascimento de João Batista, disse que “ele irá adiante de Deus com o espírito e o poder de Elias” (Lc 1,17).
Os pecadores gostam de escolher seus próprios profetas, conforme o seu gosto; profetas que falam o que eles querem ouvir. Fundam até religiões conforme o seu gosto.
Mas Deus continua enviando seus profetas, a fim de recolocar tudo em ordem e reconduzindo o povo para Deus.
A palavra profeta vem de proferir, falar. Na Bíblia, profeta é aquele que fala em nome de Deus. É uma pessoa comprometida com a Palavra de Deus, com a verdade, a justiça e a igualdade entre as pessoas. “Porei em sua boca as minhas palavras, e ele (ela) lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar” (Dt 18,18).
No nosso batismo, nós recebemos a missão profética. Logo depois que o ministro derramou água na nossa cabeça, ele pegou o santo Óleo do Crisma e disse: “Que o Senhor te consagre com o Óleo santo, para que, como membro de Cristo, sacerdote, profeta e rei, continues no seu povo até a vida eterna”. Em seguida, ungiu com o Óleo a nossa cabeça.
Se compararmos com as eleições políticas, no batismo nós fomos eleitos profetas, e na crisma tomamos posse desse mandato.
O carisma profético nos leva a percebermos claramente as situações humanas que estão de acordo com o Evangelho (situações evangélicas), e nos dá forças para anunciar isso aos outros. Por outro lado, leva-nos também a perceber as situações anti-evangélicas, e nos dá força para denunciá-las.
O profeta é corajoso e claro. Ele não tem medo de nada. A sua missão é colocar tudo em ordem. Por isso, geralmente o profeta é perseguido.
Como é importante nós acolhermos bem os profetas que Deus nos envia, e nós também sermos profetas, assumindo assim a nossa vocação batismal!

Certa vez, uma viúva pobre, e mãe de quatro filhos pequenos, foi à padaria de manhã  buscar um litro de leite.
Ela disse para o dono da padaria, que atendia no balcão: “Por favor, meus filhos estão com fome e eu não tenho dinheiro agora. O senhor me venda um litro de leite, e logo que eu receber minha aposentadoria, pagá-lo-ei.
O homem lhe disse friamente: “Desculpe, minha senhora, mas nós aqui não vendemos fiado”. E foi logo atender outra senhora.
Esta lhe disse: “Eu quero um litro tipo B, porque é para eu dar para o meu cachorro”. Com um sorriso, o dono da padaria lhe vendeu o leite e ela voltou para casa, enquanto a viúva saía de mãos vazias.
Era esse tipo de pecado que João Batista denunciava com veemência, citando os fatos com local, data e nome de quem fez. Por isso que ele, e também Jesus, foram condenados.
Maria Santíssima, através do seu hino Magnificat, mostrou-se uma verdadeira profetiza. Que ela nos ajude a viver melhor o dom e a missão profética.





Pe Queiroz

QUANDO DEUS NOS TOCA E NOS FALA...


rezandonaigreja 

Deus nos ama profundamente e quer estar em comunhão íntima conosco. Ele tem sede da nossa alma, de morar nela. Foi por isso que Jesus quis ficar na Eucaristia, não para ficar numa Âmbula no Sacrário – disse Santa Teresinha – mas para vir ao nosso coração. Os santos dizem que Ele tem sede de estar conosco porque nos criou para Ele. Somos a Sua glória maior, dizia Santo Irineu. Pense bem!
Mas Deus não pode habitar um coração que não o deseja e não o procura. O profeta disse que “Deus se deixa encontrar por aqueles que O procuram”. Ele não é um oferecido que se entrega a qualquer um e de qualquer jeito. Tudo que é precioso deve ficar bem guardado, escondido, como Jesus no Sacrário, como a joia no cofre. Precisamos buscá-lo.
Quando abrimos o coração para Ele, Ele abre o Seu para nós. Santa Teresa dizia que “Quando Deus nos toca e nos fala sentimos um frio na coluna”. E a melhor hora para isso acontecer é depois da Comunhão. Não há outra ocasião mais propicia para encontrá-Lo e fazer comunhão com Ele; pois é Ele quem quis isso, estar conosco na Eucaristia. Aceitou se aniquilar, se fazer pão e vinho para estar em nosso corpo e em nossa alma. Santa Teresinha, depois da Comunhão, disse para Jesus: “Agora o Senhor é meu! Se deu todo a mim!”
Se soubermos cultivar Jesus na alma, Ele nos vai falar, vai nos corrigir com a docilidade de uma mãe, sem rancor, sem mágoa, sem ferir. Vai nos mostrar quem somos, nos fará ver a nossa miséria para que nos conheçamos e não nos iludamos, mas também, nos fará sentir a Sua doce e eterna misericórdia que nos acolhe e acalenta. Nessa hora, as lágrimas podem até rolar de nossos olhos, pois as lágrimas e os risos são as expressões da linguagem da alma -Santa Catarina de Sena dizia que toda lágrima brota do coração. E então, a alma conversará com o Senhor, sem precisar de palavras, apenas com os sentimentos do coração. Ele nos fará sentir o que precisamos.

Quando meditamos profundamente, no que Jesus fez por nós, ficamos constrangidos, como dizia São Paulo – “o amor de Cristo me constrange”. A pregação de Jesus, mais do que com palavras, foi com a própria vida. A Carta aos hebreus diz que: “tendo Ele próprio sofrido ao ser tentado, é capaz de socorrer os que agora sofrem a tentação” (Hb 2,18). Para nos ensinar a vencer a tentação, e nos fortalecer, Ele aceitou ser tentado, mesmo sendo Deus. E mais: “Jesus participou da mesma condição, para assim destruir, com a sua morte, aquele que tinha o poder da morte, isto é, o diabo” (Hb 2,4). Ele aceitou passar pela morte terrível de Cruz para destruir a nossa morte, arrancando-nos das mãos do demônio.

Meditando essas palavras, com a devida concentração, experimentamos o imenso amor de Jesus por nós. Ele nos mostrou que não é fácil vencer o mal, mas é possível com a Sua graça, com a força Dele em nossa alma. Isto é o mistério de nossa Redenção! Faz a gente se sentir pequeno; um mistério que não cabe em nossa cabeça, porque é ação de Deus em nós. E não podemos compreender bem as ações de Deus em nós. É a misericórdia de Jesus para conosco. Sua misericórdia é infinita, mas a nossa é muito pequena, por causa do mistério do pecado original em nós.

Ao olhar para dentro nós nos sentimos tão vulneráveis, tão fracos, tão indignos, que muitas vezes, até faltamos com misericórdia para conosco mesmos. Mas, não podemos desanimar: Deus nos ajuda com Sua graça! É preciso saber se ver, se aceitar, e, com o auxílio da graça ir vencendo nossa miséria. É uma tarefa que cabe a Deus realizar em nós. A nós cabe se entregar em Suas mãos. Jesus disse que quem perseverar até o fim, vai ser salvo. É essa misericórdia de Deus para conosco que nos sustenta e consola.
Não percamos mais tempo. Vamos ao encontro de nosso Divino Amigo. Abramos o nosso coração para recebê-lo e com Ele fazer uma experiência de Sua Misericórdia!



Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

LITURGIA DIÁRIA - TOCAMOS FLAUTA E NÃO DANÇASTES

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1a Leitura - Isaías 48,17-19
Leitura do livro do profeta Isaías.
48 17 Eis o que diz o Senhor, teu Redentor, o Santo de Israel: "eu sou o Senhor teu Deus, que te dá lições salutares, que te conduz pelo caminho que deves seguir.
18 Ah! Se tivesses sido atento às minhas ordens! Teu bem-estar assemelhar-se-ia a um rio, e tua felicidade às ondas do mar;
19 tua posteridade seria como a areia, e teus descendentes, como os grãos de areia; nada poderia apagar nem abolir teu nome de diante de mim".
Palavra do Senhor.


Salmo - 1
Senhor, quem vos seguir terá a luz da vida.

Feliz é todo aquele que não anda
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados,
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
mas encontra seu prazer na lei de Deus
e a medita, dia e noite, sem cessar.

Eis que ele é semelhante a uma árvore,
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo,
e jamais as suas folhas vão murchar.
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

Mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca
espalhada e dispersada pelo vento.
Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,
mas a estrada dos malvados leva à morte.
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Evangelho - Mateus 11,16-19
Aleluia, aleluia, aleluia.
O Senhor há de vir, acorrei-lhe ao encontro; é o príncipe da paz.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, disse Jesus às multidões: 11 16 "A quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos sentados nas praças que gritam aos seus companheiros:
17 ‘Tocamos a flauta e não dançais, cantamos uma lamentação e não chorais’.
18 João veio; ele não bebia e não comia, e disseram: ‘Ele está possesso de um demônio’.
19 O Filho do Homem vem, come e bebe, e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos devassos’. Mas a sabedoria foi justificada por seus filhos.
Palavra da Salvação.


o Deutero-Isaías concentra-se na revelação do Senhor como Deus de Israel e oferece-nos uma espécie de "rosário" dos nomes de Deus: Redentor, Santo de Israel (título repetido 7 vezes: 41, 14; 43, 3.14; 47,4; 48, 17; 49, 7; 54,5). A salvação, que manifesta a santidade de Deus, também se realiza por meio do ensino do coração do povo, possibilitando-lhe viver a Aliança e conhecer o plano de amor salvífico gratuito, que Deus tem para toda a humanidade, e que é razão última da criação do mundo (v. 17).
O profeta faz também uma espécie de balanço da história passada da Aliança: a palavra de Deus não foi escutada; a Lei não foi observada; por isso é que Israel está tão longe da prosperidade que a Aliança comportava. Mas, agora, Deus volta a dar-lhe a sua Palavra eficaz, de modo que a obediência a ela possa ter efeitos profundos e duradoiros e conduza Israel a uma vida na justiça oferecida por Deus (v. 18), garantindo o cumprimento da promessa feita aos Pais (v. 19; cf. Gn 12, 2-3; 22, 17).

Evangelho: Mateus 11,16-19
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: 16«Com quem poderei comparar esta geração? É semelhante a crianças sentadas na praça, que se interpelam umas às outras, 17 dizendo: ‘Tocámos flauta para vós e não dançastes; entoámos lamentações e não batestes no peito!’ 18 Na verdade, veio João, que não come nem bebe, e dizem dele: ‘Está possesso!’ 19*Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: ~í está um glutão e bebedor de vinho, amigo de cobradores de impostos e pecadores!’ Mas a sabedoria foi justificada pelas suas próprias obras.»
Jesus acentua a incapacidade dos seus contemporâneos para compreenderem a bondade do tempo presente, uma vez que não estão abertos ao novo. Por isso, são como crianças que não sabem lamentar-se nem divertir-se. A parábola apresenta-nos dois grupos de miúdos que contrastam entre si: o segundo grupo perdeu interesse pelo jogo, e amuou, ainda antes de o iniciar (vv. 16-17). Os contemporâneos de João Baptista e de Jesus comportaram-se do modo idêntico, devido à má vontade.
Em Mateus, a sentença final dá resposta a esta reacção oposta de estilos de devoção: o estilo sábio de Deus foi reconhecido por aqueles que tomaram seriamente em consideração o seu modo de agir. O que Jesus pretende é agitar as consciências dos seus ouvintes e convidá-los a acolher a "desconhecida hora de Deus". As palavras sobre o Baptista terminam com um apelo a uma compreensão de fé que leve a optar pelo projecto salvífico de Deus, sintonizando com o seu modo de agir e de se revelar na história.
Meditatio
O Advento ensina-nos a desejar e a acolher o Senhor. Mas é preciso estar disposto a acolhê-lo como Ele se apresentar, e não segundo os nossos sonhos e critérios. Caso contrário, jamais O acolheremos, porque Ele gosta de nos surpreender sempre. Se não Se apresenta como sonhávamos, melhor, porque os nossos sonhos fecham-nos em nós mesmos, enquanto que a Sua presença real e concreta nos faz sair de nós e nos põe em relação com o Pai.
Há que estar pronto para reconhecer a hora de Deus. Isso significa, em primeiro lugar, renunciar a entrincheirar-nos em desculpas que apenas mascaram o nosso desinteresse e a nossa resistência ao convite à conversão, que incessantemente nos é dirigido pela Palavra de Deus. As recorrentes advertências dos profetas exortam¬nos a caminhar na justiça e numa fé operante e sincera.
Mas a hora de Deus não é só a da penitência e da mudança de vida. É também a da alegria trazida pelo Evangelho de Jesus. A alegria evangélica nascerá em nós se soubermos reconhecer que Ele não se envergonhou de ser chamado «amigo dos publicanos e dos pecadores- O perdão que nos anuncia não é uma palavra vazia ou uma notícia genérica sobre a boa disposição de Deus em relação a nós. É o evento perturbante da sua vinda, o seu querer fazer festa connosco, pecadores. E não é uma festa que podemos adiar para amanhã, como gostariam de fazer os miúdos caprichosos da parábola evangélica, porque é para nós, hoje!
Que o Senhor que nos livre do espírito de crítica que tudo recusa, que sempre encontra razões para não aceitar, para não acolher a vida como ela se apresenta, as pessoas como são. Que o Senhor nos dê verdadeiro espírito de acolhimento, espírito de benevolência para acolhermos a todos, espírito que nos faça ver em tudo o que é bom, o que podemos aproveitar para o serviço do Senhor, o que nos faz progredir no amor.
Para os cristãos, e particularmente para os religiosos, é um perigo grave encerrar-nos no egoísmo pessoal e comunitário, fechando-nos a Deus e aos irmãos. Essa atitude seria negação do amor e da disponibilidade para acolher a Cristo, onde quer que se manifeste. Muitas vezes manifesta-se nos irmãos, particularmente nos carenciados e oprimidos.
Por isso as Constituições afirmam correctamente: "A comunidade deixa-se interpelar pelos homens no meio dos quais vive" Cst. 61); "A nossa vida religiosa … é constantemente interpelada. Somos obrigados a repensar e a reformular a sua missão e as suas formas de presença e de testemunho … exige o encontro frequente com o Senhor na oração, a conversão permanente ao Evangelho e a disponibilidade de coração e de atitudes, para acolher o Hoje de Deus" (Cst. 144).
Oratio
Senhor, hoje, sinto-me interpelado a pensar e a reflectir sobre mim mesmo. Sei que há tempo para chorar e tempo para dançar. Mas descubro que, muitas vezes, sou pouco sábio, e sou muito distraído e incapaz de reconhecer a tua hora na minha vida. Queria ser eu a marcar o tempo e o modo como Te apresentas na minha vida. Por isso, comporto-me como os miúdos caprichosos de que falas no evangelho. Por isso, temo tornar-me vítima da obstinação, e não conseguir julgar correctamente os sinais da tua presença na minha vida, na vida da minha comunidade, na vida da Igreja, na vida do mundo.
Não desistas de dirigir a tua Palavra ao meu coração obstinado e endurecido, para que saiba compreender o teu plano sobre mim e atinja a verdadeira sabedoria. Repreende-me, ainda que duramente, quando quiseres que eu escute os apelos de João Baptista à penitência e à conversão. Ajuda-me a reconhecer que é este o tempo da graça, o tempo em que me ensinas para meu bem e me guias pelo caminho que devo percorrer. Amen.
Contemplatio
Jesus sofreu também a calúnia. Foi rejeitado pelos homens, que escondiam a cara afastando-se d’ Ele como se corassem ao reconhecê-lo. Foi falsamente acusado como jamais alguém depois d’ Ele o foi. Chamaram-n’O Samaritano e fizeram correr o boato de que estava possuído pelo demónio. Era, dizia-se, «um bom comedor e bebedor de vinho, um amigo dos publicanos e dos pecadores». Era um impostor, um sedutor, um sedicioso. Ser suspeito e acusado de pecado foi para o Salvador uma indizível humilhação.
O padre falsamente acusado sofre também horrivelmente.
Os que acusavam Jesus e queriam precipitá-lo da rocha abaixo e matá-lo, tinham sido cumulados dos seus benefícios. Todo o padre deve estar pronto a sofrer a mesma ingratidão.
Quantos bons padres, cuja conduta é criticada, censurada, acusada, condenada abertamente ou em segredo! Mesmo os seus amigos se afastam deles. Mesmo os seus irmãos no sacerdócio, mesmo os seus superiores talvez dêem crédito à calúnia. São nisto, como na sua dignidade e no seu ministério, a imagem viva do Salvador.
Enfim, o divino Mestre morreu debaixo de uma verdadeira tempestade de falsas acusações. Tinha sido abandonado mesmo pelos seus amigos.
«Meus amados, diz S. Pedro, não vos surpreendais com o fogo ardente que serve para vos provar, mas participando assim nos sofrimentos de Cristo, alegrai-vos e no momento da revelação da sua glória participareis também na sua alegria … » (lPd 4, 12). (Leão Dehon, OSP 2, p. 601s.).
Actio
Repete frequentemente e vive hoje a palavra:
(«Eu sou o Senhor teu Deus, que te guio pelo caminho que deves segui!») (Is 48, 17).





Dehonianos

NOSSOS FRACASSOS ESPIRITUAIS

Quantas vezes você já se perguntou: "Por que as coisas ruins não desaparecem da minha vida?"

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Quantas vezes perguntamos: por que as coisas ruins não desaparecem de minha vida?
Com estes e outros pensamentos, no fundo estamos dizendo: por que Deus não vem em meu socorro? Algo semelhante também aconteceu com os discípulos, ao ponto de um pai desesperado dizer a Jesus em Lucas 9,40: “Pedi a teus discípulos que o expelissem, mas não o puderam fazer.”
Qual foi a dificuldade dos discípulos? Quem sabe não haviam orado o suficiente, e como consequência foram dominados pelo desânimo. Agindo assim não confiaram no poder de Deus para realizar o impossível aos olhos humanos.
Assim tem acontecido na vida de muitos cristãos em todos os tempos. O fracasso tem a sua origem na perda de confiança ou na fé fraca, que se desenvolve na falta de oração. A fé que opera milagres tem a sua fonte de poder na oração.
A maioria dos nossos fracassos espirituais brota no coração que está distante de Deus. A intimidade divina é cultivada pela oração. Isso vale para as nossas lutas pessoais de qualquer tipo.
Dedicar tempo à oração é a única garantia que temos de que Ele estará conosco dando-nos a força e a coragem para continuar combatendo o bom combate.





(via Encontro com Cristo)

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

LITURGIA DIÁRIA - JESUS MANSO E HUMILDE DE CORAÇÃO

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1a Leitura - Isaías 40,25-31
Leitura do livro do profeta Isaías.
40 25 "A quem então poderíeis comparar-me, que possa ser a mim igualado?", diz o Santo.
26 Levantai os olhos para o céu e olhai. Quem criou todos esses astros? Aquele que faz marchar o exército completo, e a todos chama pelo nome, o qual é tão rico de força e dotado de poder, que ninguém falta ao seu chamado.
27 Por que dizer-te então, ó Jacó, por que repetir, ó Israel: "Escapa meu destino ao Senhor, passa meu direito despercebido a meu Deus?"
28 Não o sabes? Não o aprendeste? O Senhor é um Deus eterno. Ele cria os confins da terra, sem jamais fatigar-se nem aborrecer-se; ninguém pode sondar sua sabedoria.
29 Dá forças ao homem acabrunhado, redobra o vigor do fraco.
30 Até os adolescentes podem esgotar-se, e jovens robustos podem cambalear,
31 mas aqueles que contam com o Senhor renovam suas forças; ele dá-lhes asas de águia. Correm sem se cansar, vão para a frente sem se fatigar.
Palavra do Senhor.


Salmo - 102/103
Bendize, ó minha alma, ao Senhor.

Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
e todo o meu ser, seu santo nome!
Bendize, ó minha alma, ao Senhor,
não te esqueças de nenhum de seus favores!

Pois ele te perdoa toda culpa
e cura toda a tua enfermidade;
da sepultura ele salva a tua vida
e te cerca de carinho e compaixão.

O Senhor é indulgente, é favorável,
é paciente, é bondoso e compassivo.
Não nos trata como exigem nossas faltas
nem nos pune em proporção às nossas culpas.
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Evangelho - Mateus 11,28-30
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eis que o Senhor há de vir, a fim de salvar o seu povo; felizes são todos aqueles que estão prontos para ir-lhe ao encontro.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, Jesus tomou a palavra e disse: 11 28 "Vinde a mim, vós todos que estais aflitos sob o fardo, e eu vos aliviarei.
29 Tomai meu jugo sobre vós e recebei minha doutrina, porque eu sou manso e humilde de coração e achareis o repouso para as vossas almas.
30 Porque meu jugo é suave e meu peso é leve."
Palavra da Salvação.

 Reflexão

Jesus nos chama e nos acolhe porque conhece a nossa trajetória de vida, e sabe que somos eternos necessitados do Seu refúgio e proteção. É feliz quem atende ao Seu convite e não duvida da Sua ação. Ele chama a todos (as) nós que nos sentimos cansados (as) e fatigados (as) com o peso das dificuldades da nossa vida e oferece o Seu jugo, isto é a Sua lei que é o amor, a mansidão e a humildade de coração. Ele quer nos ensinar a viver confiando na Sua proteção para que encontremos descanso para a nossa alma. Os nossos fardos pesam, mas quando os colocamos sob o domínio de Jesus eles se tornam leves e suaves. O nosso fardo mais pesado é justamente o pecado que nos encurva e tenta nos escravizar. A nossa humanidade decaída é uma carga pesada e, por mais que nos esforcemos, na maioria das vezes, leva de vencida e nos derruba. O nosso temperamento e a nossa maneira de ser e de agir, as nossas irreverências, a nossa rebeldia, impaciência, egoísmo e desamor são as causas maiores do nosso cansaço. Temos cansaço da vida porque cansamos de nós mesmos (as) e não nos aguentamos mais. “Vinde a mim”, é o convite de Jesus e não podemos deixar de aceitá-lo, pois é conforto e segurança para nós.   O nosso Salvador está vivo e nos restaura. Não podemos desistir da vida! Vamos o Senhor nos chama!  “Jesus manso e humilde coração, fazei o meu coração semelhante ao vosso”! – Você tem percebido os sentimentos da sua alma, ultimamente? - O que tem lhe angustiado, o que tem feito você feliz? – Como está a sua disposição, você sente-se cansado (a)? – Você também, às vezes se cansa de si mesmo (a)? -  Atenda ao convite de Jesus!





Helena Serpa 

A VIDA NÃO OBEDECE NOSSOS PLANOS

 Independentemente de qual seja a perda que você vivencia nesse momento, lembre-se deste valioso conselho.
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Existe uma expressão que diz “Quando penso que sei todas as respostas, a vida vai e muda as perguntas”; e é assim mesmo, quando menos esperamos tudo muda e as coisas tomam rumo muito diferente. Assim o é quando nos deparamos com as perdas, afinal nunca contamos com elas, não é mesmo? Perda da saúde, de entes queridos por morte ou separação, de confiança, de emprego, de sossego… Isso em relação a nós mesmos como também às pessoas que convivem conosco. Acontecimentos assim burlam nossos planos e são capazes de provocar grande insegurança, tristeza e desarmonia.
Mas o fato é que não se pode fugir das intemperanças e todos passam por momentos assim; a vida não obedece aos nossos planos e, não raras vezes, precisamos nos adequar às novas realidades. Lidar com perdas é uma das grandes dificuldades do ser humano, no entanto elas estão sempre acontecendo, fazendo parte da vida de casa um. O mais sábio, pois, e encarar a superação como um desafio constante e poderoso, capaz de nos mostrar novas oportunidades e meios diferentes de reencontrar o equilíbrio de nossas emoções. Fazer dos reveses alavanca que nos faça abandonar a zona de conforto e ir ao encontro de possibilidades diferentes é o que promove amadurecimento e evolução.
Facilita encontrar a superação quando entendemos que nada é eterno, tudo é passageiro e momentâneo, exceto nossa alma. É primordial, pois, nos livrar do apego, do desejo de manter tudo e todos. É preciso encarar a realidade de que um dia as situações e, até mesmo as pessoas se transformam e, por mais doloroso que isso possa ser, precisamos aceitar e reformular nossas vidas a partir disso. A aceitação e consequente adaptação faz parte do entendimento de que não tem mais jeito, que ocorreu mesmo a perda e a vida precisa continuar. Não estou dizendo que seja simples, longe disso; estou afirmando que é possível e que essa é, ainda, a forma menos dolorosa de encarar os fatos.
Independentemente de qual seja a perda que você vivencia nesse momento, lembre-se de manter a serenidade, não permitindo que o abalo seja ainda maior, dominando a sua mente. Procure equilibrar suas emoções de forma a aceitar o que não pode mudar e seguir em frente levando o aprendizado que certamente o fará mais forte diante dos torvelinos da vida. Encare a doença, a separação, o fim e qualquer revés como oportunidade de reflexão e mudança; certamente isso fará de você uma pessoa mais madura e preparada para a vida em toda a sua complexidade. Afinal, existem muitas alegrias a serem vivenciadas que não podem ser desvalorizadas ou preteridas.




(via Suely Buriasco)

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

LITURGIA DIÁRIA - EM ALGUM MOMENTO, SOMOS OVELHAS DESGARRADAS

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1a Leitura - Isaías 40,1-11
Leitura do livro do profeta Isaias.
40 1 Consolai, consolai meu povo, diz vosso Deus.
2 Animai Jerusalém, dizei-lhe bem alto que suas lidas estão terminadas, que sua falta está expiada, que recebeu, da mão do Senhor, pena dupla por todos os seus pecados.
3 Uma voz exclama: "Abri no deserto um caminho para o Senhor, traçai reta na estepe uma pista para nosso Deus.
4 Que todo vale seja aterrado, que toda montanha e colina sejam abaixadas: que os cimos sejam aplainados, que as escarpas sejam niveladas!
5 Então a glória do Senhor manifestar-se-á; todas as criaturas juntas apreciarão o esplendor, porque a boca do Senhor o prometeu".
6 "Clama!", disse uma voz, e eu respondi: "Que clamarei?" Toda criatura é como a erva e toda a sua glória como a flor dos campos!
7 A erva seca e a flor fenece quando o sopro do Senhor passa sobre elas. (Verdadeiramente o povo é semelhante à erva.)
8 A erva seca e a flor fenece, mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente.
9 Subi a uma alta montanha, para anunciar a boa nova a Sião. Elevai com força a voz, para anunciar a boa nova a Jerusalém. Elevai a voz sem receio, dizei às cidades de Judá: “Eis vosso Deus!
10 Eis o Senhor Deus que vem com poder, estendendo os braços soberanamente. Eis com ele o preço de sua vitória; faz-se preceder pelos frutos de sua conquista;
11 como um pastor, vai apascentar seu rebanho, reunir os animais dispersos, carregar os cordeiros nas dobras de seu manto, conduzir lentamente as ovelhas que amamentam”.
Palavra do Senhor.


Salmo - 95/96
Olhai e vede: o nosso Deus vem com poder!

Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!
Cantai e bendizei seu santo nome!
dia após dia anunciai sua salvação.

Manifestai a sua glória entre as nações
e, entre os povos do universo, seus prodígios!
Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!”,
e os povos ele julga com justiça.

O céu se rejubile e exulte a terra,
aplauda o mar com o que viver em suas águas;
os campos com seus frutos rejubilem
e exultem as florestas e as matas.

Na presença do Senhor, pois ele vem,
porque vem para julgar a terra inteira.
Governará o mundo todo com justiça,
e os povos julgará com lealdade.

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Evangelho - Mateus 18,12-14
Aleluia, aleluia, aleluia.
Está perto o dia do Senhor, ele mesmo virá salvar-nos!
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 18 12 “Que vos parece? Um homem possui cem ovelhas: uma delas se desgarra. Não deixa ele as noventa e nove na montanha, para ir buscar aquela que se desgarrou?
13 E se a encontra, sente mais júbilo do que pelas noventa e nove que não se desgarraram.
14 Assim é a vontade de vosso Pai celeste, que não se perca um só destes pequeninos”.
Palavra da Salvação.


 Reflexão

Tomando a figura da ovelha perdida como exemplo Jesus  quer nos provar que o Pai não desiste de nós nem deseja que nenhum de nós se perca, pelo contrário, está sempre nos buscando e não descansa quando nos afastamos Dele, até que nos encontre. Desta forma ousamos até dizer que o reconhecimento do nosso pecado, da nossa fraqueza e das nossas transgressões é o meio que nos arrasta para Deus. Pode até ser incoerente, mas a nossa culpa, de certa forma, é necessária para que possamos usufruir da misericórdia do Senhor. Neste Evangelho, então, o próprio Jesus nos garante, que o Pai fica mais feliz ao nos resgatar quando estamos perdidos do que mesmo quando estamos sempre perto Dele. Na verdade, por causa do nosso pecado todos nós, em algum momento, somos ovelhas desgarradas, necessitadas de salvação e de abrigo. Portanto, por mais absurdo que possa parecer, apesar do nosso pecado, todos nós deveríamos nos sentir felizes, pois, assim nós temos a oportunidade para que Deus nos manifeste a Sua grande misericórdia. Somos essas ovelhas fugidas querendo voltar e o Senhor está sempre de braços abertos para nos acolher. O Pai não quer que nenhum de nós se perca, portanto, deixemo-nos encontrar pelo Pastor, que é Jesus. Não nos deixemos tomar por sentimento de culpa nem tampouco de comiseração ou nos fazer de vítimas diante dos atos que possam ter nos afastado de Deus, pois Ele nos olha com amor e misericórdia. Aproveitemos este tempo, para recomeçar uma vida nova, de endireitar o que está torto, enquanto estamos aqui na terra. - Você se sente como a ovelha fugida? Você quer voltar? – Jesus está esperando você:  Experimente fazer a experiência da volta para Deus! Ele ficará feliz!





Helena Serpa