sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

LITURGIA DIÁRIA - DEUS É QUEM UNE HOMEM E MULHER








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1a Leitura - Eclesiástico 6,5-17

Leitura do livro do Eclesiástico.
6 5 Uma boa palavra multiplica os amigos e apazigua os inimigos; a linguagem elegante do homem virtuoso é uma opulência.
6 Dá-te bem com muitos, mas escolhe para conselheiro um entre mil.
7 Se adquirires um amigo, adquire-o na provação, não confies nele tão depressa.
8 Pois há amigos em certas horas que deixarão de o ser no dia da aflição.
9 Há amigo que se torna inimigo, e há amigo que desvendará ódios, querelas e disputas;
10 há amigo que só o é para a mesa, e que deixará de o ser no dia da desgraça.
11 Se teu amigo for constante, ele te será como um igual, e agirá livremente com os de tua casa.
12 Se se rebaixa em tua presença e se retrai diante de ti, terás aí, na união dos corações, uma excelente amizade.
13 Separa-te daqueles que são teus inimigos, e fica de sobreaviso diante de teus amigos.
14 Um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro.
15 Nada é comparável a um amigo fiel, o ouro e a prata não merecem ser postos em paralelo com a sinceridade de sua fé.
16 Um amigo fiel é um remédio de vida e imortalidade; quem teme ao Senhor, achará esse amigo.
17 Quem teme ao Senhor terá também uma excelente amizade, pois seu amigo lhe será semelhante.
Palavra do Senhor.


Salmo - 118/119
Guiai-me pela estrada do vosso ensinamento!
Ó Senhor, vós sois bendito para sempre;
os vossos mandamentos ensinai-me!

Minha alegria é fazer vossa vontade;
eu não posso esquecer vossa palavra.

Abri meus olhos, e então contemplarei
as maravilhas que encerra a vossa lei!

Fazei-me conhecer vossos caminhos,
e então meditarei vossos prodígios!

Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei,
e de todo o coração a aguardarei.

Guiai meus passos no caminho que traçastes,
pois só nele encontrarei felicidade.

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Evangelho - Marcos 10,1-12
Aleluia, aleluia, aleluia.
Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (Jo 17,17).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 10 1 saindo dali, ele foi para a região da Judéia, além do Jordão. As multidões voltaram a segui-lo pelo caminho e de novo ele pôs-se a ensiná-las, como era seu costume.
2 Chegaram os fariseus e perguntaram-lhe, para o pôr à prova, se era permitido ao homem repudiar sua mulher.
3 Ele respondeu-lhes: "Que vos ordenou Moisés?"
4 Eles responderam: "Moisés permitiu escrever carta de divórcio e despedir a mulher."
5 Continuou Jesus: "Foi devido à dureza do vosso coração que ele vos deu essa lei;
6 mas, no princípio da criação, Deus os fez homem e mulher.
7 Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher;
8 e os dois não serão senão uma só carne. Assim, já não são dois, mas uma só carne.
9 Não separe, pois, o homem o que Deus uniu."
10 Em casa, os discípulos fizeram-lhe perguntas sobre o mesmo assunto.
11 E ele disse-lhes: "Quem repudia sua mulher e se casa com outra, comete adultério contra a primeira.
12 E se a mulher repudia o marido e se casa com outro, comete adultério."
Palavra da Salvação.

 Reflexão

Diante do que Jesus expõe neste Evangelho nós verificamos que ainda hoje a aliança entre os casais se rompe por causa da dureza dos corações que não se rendem ao Amor e à graça de Deus que se derramam em forma de uma bênção especial no momento que assumem o compromisso um com o outro. A verdadeira aliança se realiza no corpo e no espírito e uma coisa não pode estar dissociada da outra.  Tem que ser em espírito e em verdade e não apenas de fachada e de aparência.   Quem quebra esta aliança está tentando quebrar um elo que Deus fez. Muitos casamentos são falsos aos olhos de Deus, pois Ele conhece as intenções dos corações e percebe os interesses que estão ocultos por detrás do que aparentam. Quando não há sinceridade não há aliança, é fantasia, é utopia. Há que se ter uma formação humana e espiritual aprofundada para que haja uniões lícitas aos olhos de Deus. Precisamos a cada dia nas nossas orações pedir ao Espírito Santo discernimento e sabedoria para fazermos as escolhas que serão abençoadas por Deus. E aos que já se consagraram diante do Altar, também cabe fortalecer esta aliança através de uma renovação constante porque o Senhor, todos os dias, nos dá as graças necessárias. Somente em função de um amor abençoado por Deus, o homem, pode deixar seu pai e sua mãe para unir-se a uma mulher e vice-versa. A aliança é feita nos corações. Deus é quem une o homem e a mulher numa só carne através deste anel. – Como você interpreta essa Palavra? – Ela vai de encontro a sua mentalidade ou você sabe acolher o pensamento do Senhor? -  Peça ao Espírito Santo para clarear as suas ideias!  !  




Helena Serpa

OS CRISTÃOS ACREDITAM EM VIDA EXTRATERRESTRE?

O Papa Francisco perguntou se teríamos de evangelizar os marcianos, caso aparecessem no nosso planeta. O que a Igreja diz sobre este tema?

 


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Em uma das suas homilias, o Papa Francisco perguntou o que aconteceria se os extraterrestres viessem ao nosso planeta, se seria preciso evangelizá-los também.
“Se amanhã chegasse uma expedição de marcianos, por exemplo, e alguns deles viessem a nós… Marcianos! Verdes, com nariz grande e orelhas pontudas, como as crianças os imaginam… E se um deles dissesse: ‘Quero me batizar’. O que aconteceria?”, perguntou.
Aproveitando o bom humor e a linguagem simples do Papa Francisco, podemos refletir: será que a Igreja já se pronunciou sobre a possível existência da vida extraterrestre?
Antes de abordar o núcleo da questão, é preciso fazer duas observações. A primeira é que esta questão pode ser tratada pela teologia (levando em consideração os conhecimentos da ciência), mas não pelo Magistério da Igreja. Se alguém procurar algum pronunciamento da Igreja sobre o tema, verá que não há nada.
A segunda observação é que a verdadeira questão não diz respeito à possível vida extraterrestre em geral, mas somente à possível vida inteligente. A existência de vida extraterrestre não inteligente, seja elementar ou complexa (uma bactéria, uma planta ou um animal) não tem relevância teológica alguma. É um assunto que compete exclusivamente à ciência, sem que apresente problema doutrinal algum.
Diferente é o caso de seres inteligentes alienígenas. De fato, alguns acham que sua descoberta acabaria com os fundamentos da fé cristã – baseando-se em uma interpretação literal dos primeiros capítulos do Gênesis, própria dos evangélicos protestantes, não dos católicos. Mas há certas dificuldades.
Do ponto de vista do que poderíamos chamar de “teologia da criação”, não há inconvenientes em ceder espaço a outros seres inteligentes. O universo é muito grande e Deus pode criá-los. O fato de que o homem apareça como rei da criação não tem maior alcance que seu próprio âmbito, até onde ele pode chegar. A Bíblia fala deste mundo, e não diz nada sobre outros possíveis mundos habitáveis ou habitados.
As dificuldades vêm da chamada “teologia da redenção”. Nela, vemos o que parece ser uma relação, já não privilegiada, mas exclusiva de Deus com o homem. A Segunda Pessoa da Santíssima Trindade se encarnou, fez-se Homem, e este Homem está à direita do Pai, como juiz e rei universal.
Jesus pode ter feito o mesmo com outra espécie de seres inteligentes? Estritamente impossível não é, mas parece bastante improvável. No entanto, também é verdade que Ele pode ter escolhido outro caminho de salvação para eles.
Contudo, neste contexto, o aparecimento de outros tipos de seres inteligentes não parece encaixar bem, razão pela qual o mais razoável, sem descartar a possibilidade contrária, parece ser um pouco céticos sobre sua existência.
Poderíamos pensar que esta postura vai contra a ciência, mas não é verdade. Em nome da ciência, surgem muitas expectativas, de forma que parece estar cada vez mais próxima a descoberta de alienígenas, mas o fato é que até hoje não se descobriu nenhum indício de sua existência.
Além disso, o que a ciência mostra é que, conforme se conhece melhor a realidade extraterrestre, cada vez é preciso buscar mais longe. Há poucos anos, as expectativas se focavam em Marte (ainda hoje falamos de “marcianos” para nos referirmos aos extraterrestres), mas hoje já se descarta o sistema solar como habitat de alienígenas.
Conforme o conhecimento científico vai avançando, dentro de pouco parece que descartaremos uma distância menor que 10 anos-luz. E isso é muito longe (o Sol está a uns 7 minutos-luz). Por isso, o que a ciência realmente está fazendo parece ser acabar com as expectativas, ao invés de gerá-las.





quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

LITURGIA DIÁRIA - AS NOSSAS OBRAS, VÃO NORTEAR NOSSO DESTINO


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1a Leitura - Eclesiástico 5,1-10
Leitura do livro do Eclesiástico.
5 1 Não contes com riquezas injustas. Não digas: "Tenho o suficiente para viver", pois no dia do castigo e da escuridão, isso de nada te servirá.
2 Quando te sentires forte, não te entregues às cobiças de teu coração.
3 Não digas: "Como sou forte!" ou: "Quem me obrigará a prestar contas dos meus atos?",
4 pois Deus tomará sua vingança. Não digas: "Pequei, e o que me aconteceu de mal?", pois o Senhor é lento para castigar (os crimes).
5 A propósito de um pecado perdoado, não estejas sem temor, e não acrescentes pecado sobre pecado.
6 Não digas: "A misericórdia do Senhor é grande, ele terá piedade da multidão dos meus pecados",
7 pois piedade e cólera são nele igualmente rápidas, e o seu furor visa aos pecadores.
8 Não demores em te converteres ao Senhor, não adies de dia em dia,
9 pois sua cólera virá de repente, e ele te perderá no dia do castigo.
10 Não te inquietes à procura de riquezas injustas, de nada te servirão no dia do castigo e da escuridão.
Palavra do Senhor.



Salmo - 1
É feliz quem a Deus se confia!
Feliz é todo aquele que não anda
conforme os conselhos dos perversos;
que não entra no caminho dos malvados
nem junto aos zombadores vai sentar-se;
mas encontra seu prazer na lei de Deus
e a medita, dia e noite, sem cessar.

Eis que ele é semelhante a uma árvore
que à beira da torrente está plantada;
ela sempre dá seus frutos a seu tempo,
e jamais as suas folhas vão murchar.
Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.

Mas bem outra é a sorte dos perversos.
Ao contrário, são iguais à palha seca
espalhada e dispersada pelo vento.
Pois Deus vigia o caminho dos eleitos,
mas a estrada dos malvados leva à morte.

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Evangelho - Marcos 9,41-50Aleluia, aleluia, aleluia.
Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, disse Jesus: 9 41 "Quem vos der de beber um copo de água porque sois de Cristo, digo-vos em verdade: não perderá a sua recompensa.
42 Mas todo o que fizer cair no pecado a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que uma pedra de moinho lhe fosse posta ao pescoço e o lançassem ao mar!
43 Se a tua mão for para ti ocasião de queda, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado do que, tendo duas mãos, ires para a geena, para o fogo inextinguível
44 45 Se o teu pé for para ti ocasião de queda, corta-o fora; melhor te é entrares coxo na vida eterna do que, tendo dois pés, seres lançado à geena do fogo inextinguível
46 47 Se o teu olho for para ti ocasião de queda, arranca-o; melhor te é entrares com um olho de menos no Reino de Deus do que, tendo dois olhos, seres lançado à geena do fogo,
48 onde o seu verme não morre e o fogo não se apaga.
49 Porque todo homem será salgado pelo fogo.
50 O sal é uma boa coisa; mas se ele se tornar insípido, com que lhe restituireis o sabor? Tende sal em vós e vivei em paz uns com os outros”.
Palavra da Salvação.




Receberemos a recompensa ou a condenação de Deus, a partir do testemunho de vida que apresentarmos durante o tempo em que estivermos aqui na terra. Seremos recompensados por tudo o que fizermos em Nome de Jesus, mesmo que seja o menor gesto ou a ação mais simples, como dar um copo d’agua. Na mesma proporção, mesmo que estejamos a serviço do reino, seremos condenados se formos uma pedra de tropeço na caminhada de alguém que procura Deus.  Por isso, neste Evangelho Jesus nos exorta a cortar radicalmente toda e qualquer motivação que nos direcione ao pecado. Assim, Ele nos fala de cortar a mão, o pé, o olho, como figuras que simbolizam o que fazemos, aonde vamos e a nossa maneira de ver as realidades do mundo. Será muito melhor cortar as ações que nos levam ao pecado do que perder definitivamente o nosso lugar no reino dos céus.  As nossas obras, vão nortear o nosso destino final, por isso, a mão, o pé, o olho, significam aqui as nossas atitudes de agir, de ir, de olhar, concupiscências  que nos arrastam para o pecado que é o mal que nos leva à morte eterna, isto é, ao inferno.  O reino dos céus já começa aqui e para que o experimentemos e vivamos em sintonia com Deus, temos que cortar tudo o que nos separa do Seu amor divino e paternal. Por último Jesus fala para que tenhamos sal em nós mesmos: que tenhamos amor, zelo, gosto, fervor, piedade, ação, porque assim damos vida nova ao mundo.  A sua maneira de olhar as coisas, de falar, de agir o têm levado para uma vida boa ou má? – Você tem aproveitado as pequenas oportunidades para expressar no mundo o amor que recebe de Deus? – Você ainda está esperando por grandes acontecimentos para sentir-se convocado a pregar as coisas simples da vida? 




Helena Serpa 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

LITURGIA DIÁRIA - LIGADO NA TERRA, LIGADO NO CÉU

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1a Leitura - 1 Pedro 5,1-4
Leitura da primeira carta de são Pedro.
Carríssimos, 5 1 eis a exortação que dirijo aos anciãos que estão entre vós; porque sou ancião como eles, fui testemunha dos sofrimentos de Cristo e serei participante com eles daquela glória que se há de manifestar.
2 Velai sobre o rebanho de Deus, que vos é confiado. Tende cuidado dele, não constrangidos, mas espontaneamente; não por amor de interesse sórdido, mas com dedicação;
3 não como dominadores absolutos sobre as comunidades que vos são confiadas, mas como modelos do vosso rebanho.
4 E, quando aparecer o supremo Pastor, recebereis a coroa imperecível de glória.
Palavra do Senhor.


Salmo - 22/23
O Senhor é o pastor que me conduz,
não me falta coisa alguma.
O Senhor é o pastor que me conduz;
não me falta coisa alguma.
Pelos prados e campinas verdejantes
ele me leva a descansar.
Para as águas repousantes me encaminha
e restaura as minhas forças.

Ele me guia no caminho mais seguro,
pela honra do seu nome.
Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso,
nenhum mal eu temerei.
Estais comigo com bastão e com cajado,
eles me dão a segurança!


Preparais à minha frente uma mesa,
bem à vista do inimigo;
com óleo vós ungis minha cabeça,
e o meu cálice transborda.

Felicidade e todo bem hão de seguir-me
por toda a minha vida;
e na casa do Senhor habitarei
pelos tempos infinitos.
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Evangelho - Mateus 16,13-19
Aleluia, aleluia, aleluia.
Tu és Pedro, e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja, e as portas do inferno não irão derrotá-la (Mt 16,18).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, 16 13 chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: "No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?"
14 Responderam: "Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas".
15 Disse-lhes Jesus: "E vós quem dizeis que eu sou?"
16 Simão Pedro respondeu: "Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!"
17 Jesus então lhe disse: "Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus.
18 E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
19 Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus".
Palavra da Salvação.

 Reflexão

Todos nós podemos dar testemunho de fé na Palavra de Jesus e afirmar que a nossa Igreja Católica foi edificada sobre o fundamento dos apóstolos e com o poder do Espírito Santo, por isso, “o poder do inferno nunca poderá vencê-la”. Foi pelo poder do Espírito Santo que Pedro identificou Jesus como o Messias, o Filho de Deus, vivo, recebendo d’Ele, então, o poder e a autoridade para chefiar a Sua Igreja, como pastor do rebanho de Deus aqui na terra. Pedro é, portanto, a pedra sobre a qual Jesus edificou a Sua Igreja e lançou os Seus fundamentos. Portanto, podemos estar firmes de que o sucessor de Pedro age também com o poder do Espírito Santo e tem plena convicção diante de Deus e daquilo que lhe é inspirado.  Nós somos a Igreja, e o Espírito Santo é quem nos motiva, inspira e convence a continuarmos firmes na fé em Jesus Cristo e na assistência que Ele dá àqueles a quem convoca. O Evangelho também nos esclarece que só o Espírito Santo pode nos revelar a verdadeira identidade de Jesus e a vontade do Pai para a nossa vida. Quando somos inspirados pelo Espírito Santo nós também nunca nos enganamos e temos sabedoria para discernir todos os desafios que nos são propostos pela Palavra de Deus. A Palavra de Deus nos interpela, nos questiona e nos motiva também a compreender quem somos nós e qual o nosso papel na edificação do reino de Deus. Somos pedras vivas na construção da Igreja, e através dela o Pai nos revela o Seu amor e nos orienta na caminhada aqui na terra. Como Igreja, nós também recebemos as chaves do reino dos céus que é a Salvação de Jesus, portanto, toda obra que fizermos aqui na terra, boa ou má, terá repercussão no céu para onde caminhamos.  Cada um de nós, portanto, tem uma missão muito especial aos olhos de Deus e é um instrumento Seu para a concretização do Seu Plano para a humanidade.   Assim como conscientizou a Pedro da sua missão aqui na terra, Jesus quer nos direcionar para que sejamos fiéis ao Projeto do Pai através de nós e também nos dá a chave do Seu Amor que abre a porta dos corações a quem Ele quer conquistar por nosso intermédio. – Você tem plena confiança no poder do Espírito Santo que inspira o Pastor Maior da Igreja? – Você reconhece a necessidade de orar pela Igreja? – Você tem consciência da missão que Deus lhe entregou para que se concretize durante a sua vida? - Você tem um nome que designa uma missão muito especial.     O que pode significar? Pergunte ao Espírito Santo! - Você sabia que tudo o que fizer na terra, terá também repercussão no céu?
 
 
 
 
 
Helena Serpa

ESTÁ CANSADO DE OUVIR ACUSAÇÕES DE QUE OS CATÓLICOS ADORAM IMAGENS?

 Mas se não é verdade que cometemos idolatria, então por que usamos imagens?

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“Por que nós, católicos, temos imagens de quem adoramos, ou seja, de Deus? De onde nasceu essa ideia?” (Noemí F.Q., via Facebook)
O uso de imagens e quadros religiosos em igrejas e dentro de casa é muito difundido desde tempos imemoriais. A questão das imagens sagradas costuma ser bastante polêmica; e na relação entre a Igreja e as pessoas que pretendem seguir a Cristo fora dela, a polêmica se acirra mais ainda, porque essas pessoas, entre muitos outros erros, acham que a Igreja católica adora imagens, o que não é verdade.
Para esclarecermos o assunto, vamos repassar a história sagrada. Comecemos observando que, no Antigo Testamento, era severamente proibido o culto a todo tipo de imagens ou representações plásticas da divindade.
O primeiro mandamento do decálogo afirma com palavras contundentes: “Não farás para ti outros deuses diante de mim. Não farás escultura nem imagem alguma… Não te prostrarás perante elas nem lhes darás culto, porque eu, Javé, teu Deus, sou um Deus cioso…”. (Ex 20, 3-5). Fica proibido, portanto, todo tipo de imagens apresentadas como divindade.
Esse mandamento começa dizendo: “Não farás para ti outros deuses diante de mim”. Ou, dito de outra maneira: “Não faças nenhum ídolo”. Apesar desta proibição tão clara, porém, e imediatamente depois de prometer que iria cumprir a lei, o povo fabrica um bezerro de ouro e o adora como se fosse um deus: “Este é o teu Deus, Israel, aquele que te tirou do Egito” (Ex 32,8). Era justamente contra isso que Deus tinha advertido o seu povo. E é por causa deste pecado de idolatria que Deus decide destruir o povo. Só a intercessão de Moisés consegue a piedade e o perdão de Deus (Ex 32, 1-14).  E Deus dá um alerta aos israelitas também quanto às imagens que eles venham a encontrar entre os povos pagãos: “Queimareis as esculturas dos seus deuses e não cobiçareis o ouro nem a prata que as recobrem” (Dt 7,25).
Naturalmente, esta proibição permanece de pé no Novo Testamento com a mesma intenção e com o mesmo objetivo. A Bíblia mostra que os cristãos também evitaram o uso de imagens que pudessem ser objeto de adoração. São Paulo diz, em seu discurso em Atenas: “Se somos estirpe de Deus, não podemos pensar que a divindade se pareça com imagens de ouro ou de prata ou de pedra, esculpidas pela destreza e pela fantasia de um homem” (At 17, 29). O apóstolo São João também declara: “Filhos meus, guardai-vos dos ídolos” (1 Jo 5,21). Para a Igreja nascente, é bem claro que a adoração deve ser tributada somente a Deus. Por isso, no Império Romano, muitos cristãos foram martirizados: por se recusarem a adorar os ídolos.
Agora, levemos em conta que os ídolos não são necessariamente esculturas ou imagens. Também há ídolos imateriais, sutis e muito capazes de nos absorver, nos quais nos refugiamos e colocamos a nossa vã segurança. São ídolos que conservamos bem escondidos em nosso íntimo: a ambição material, o desejo de celebridade, o afã de poder, a sexualidade desordenada, a ilusão de ser os únicos amos da nossa vida, algum pecado ao qual estamos especialmente apegados e muitos outros ídolos afins. Em todos os casos, qualquer ídolo nos afasta de Deus e nos distrai do nosso autêntico objetivo de vida: a salvação.
Qual é o motivo da proibição do Antigo Testamento?
A verdadeira razão dessa proibição é que Deus é o único Deus. Ele não se resigna a ser, por exemplo, o primeiro entre os deuses. Ele é o único. Por conseguinte, os deuses ou ídolos não são nada. Isaías ridiculariza os ídolos e aqueles que os adoram (Is 44, 9-20).
Era proibido representar a Deus com imagens para que as pessoas não achassem que Deus tivesse a forma de uma criatura ou fosse um objeto. No fundo, o mandamento zela pelo bem do povo, para que o próprio povo não se condene adorando um erro. O que não se aceita, portanto, é recorrer a objetos materiais e depositar neles a plena confiança que devemos ao Deus único, vivo e verdadeiro. Deus não é um ser material, mas uma realidade espiritual. Por isso é que o povo não pode adorar sequer representações materiais do verdadeiro Deus, porque corre o perigo de confundir o Deus verdadeiro com a imagem que o representa, chegando a crer que se trata de um Deus material.
Por que, então, existiram e existirão as imagens?
O que muitos desconhecem é que, assim como existe uma proibição de cultuar imagens (e já sabemos o porquê), também existe uma permissão de fazer imagens!
Vamos levar em consideração que a proibição se refere diretamente à adoração das imagens em si mesmas, e não ao simples fato de fazê-las para que elas sirvam apenas como sinal da presença de Deus. Neste sentido, Deus mesmo manda fazer coisas, objetos e imagens. É o caso da Arca da Aliança, com seus querubins de ouro e com o propiciatório também de ouro puro (Ex 25, 10-22). São elementos que não merecem as honras divinas: não podemos render culto a eles como se eles fossem Deus.
Mas o povo precisava (e precisa ainda) desses sinais sensíveis. Deus mandou construir aquele sinal da sua presença no meio do povo. Recorre-se à Arca de Deus para fazer oração porque ela é sinal da presença de Deus. Prova disso é que a própria tenda do encontro foi construída por ordem divina e estava cheia de imagens. O Templo de Jerusalém também as tinha. E fica claro que elas não violavam a proibição decretada por Deus.
Outro exemplo? A fabricação da serpente de bronze, que Deus ordena a Moisés: “Faz uma serpente de bronze e expõe-na sobre um mastro (o próprio Jesus Cristo menciona aquela serpente de bronze como símbolo dele mesmo). Todo aquele que for ferido e olhar para ela, viverá” (Num 21, 6-9). Naturalmente, não é que a serpente de bronze tivesse alguma virtude especial que a elevasse ao nível de divindade. Olhar para ela era um ato de fé e de confiança na Palavra que Deus tinha pronunciado. Tanto é que, mais adiante, o povo se desvia dessa intenção e passa a prestar culto à própria serpente. Nesse momento, Ezequias manda destruí-la (2 Re 18, 4).
São do Antigo Testamento os textos da Bíblia que proíbem fazer imagens e devem-se ao risco de o povo cair na idolatria, a exemplo dos povos vizinhos, que adoravam ídolos como se eles fossem deuses. Já os textos do Novo Testamento que falam dos ídolos se referem propriamente a ídolos adorados por pagãos, e não a simples imagens. O II Concílio Ecumênico de Niceia, por isso, no ano de 787, “justificou o culto das sagradas imagens…” (Catecismo da Igreja Católica, 2131).
O Deus do Antigo Testamento não tinha corpo, era invisível. Não podia ser representado por imagens. Mas a partir de quando Deus se revelou em forma humana, Cristo se tornou “a imagem visível do Deus invisível”, como diz São Paulo (Col 1,15). No Novo Testamento, a permissão de usar imagens que representam a divindade assume um caráter novo, graças ao fato da Encarnação do Filho de Deus. Deus continua sendo puramente espiritual, mas assumiu uma natureza humana, que é material. Por esta razão, é lógico representá-lo para lhe dar culto (Catecismo da Igreja Católica, 1159; 2129).  A representação de imagens de Cristo é completamente lícita, já que é a representação de alguém que é realmente Deus. O culto que damos a Jesus, portanto, olhando para uma imagem dele, não é de adoração à materialidade dessa imagem, mas à própria Divina Pessoa que nela está representada. E ao olharmos, por exemplo, para a imagem do Cristo crucificado, recordamos o muito que Ele sofreu por nós e nos sentimos movidos a amá-lo mais e a confiar mais nele.
Em qualquer dos casos, o cristão sabe que a imagem, embora represente Cristo, não é a divindade em si, e, por consequência, não se presta culto a essa materialidade. Uma imagem representa o Filho de Deus ou outras pessoas intimamente relacionadas com Ele: por isso é lícito representar com imagens a Virgem Maria e os santos. A imagem é simplesmente uma representação e uma lembrança daquelas pessoas: quando se ora diante de uma imagem, não se cultua o objeto, não se fala à materialidade da imagem, mas se rende culto a Deus (culto de latria), a Maria (culto de hiperdulia) ou aos santos (culto de dulia). Diz o II Concílio de Niceia, de 787 (sessão 7ª, 302): “A honra tributada à imagem se dirige a quem ela representa” (Denzinger, pág. 155).
Na Igreja, veneramos os santos porque eles merecem o nosso respeito, admiração e gratidão. Graças às suas imagens, nós os recordamos e, ao mesmo tempo, eles nos trazem à mente verdades religiosas de grande proveito espiritual, dizendo-nos algo relacionado com as suas vidas. Por exemplo, graças às imagens podemos recordar quem era o santo (leigo, religioso, bispo etc.), que virtude ele mais praticou (pureza, desapego, humildade etc.), o que o tornou santo (martírio, estudo, missão etc.). Assim também, ao vermos uma imagem da Mãe de Deus, vem à nossa memória que, no céu, nós temos uma mãe imaculada que nos ama, que intercede por nós e que nos incentiva a levar uma vida santa.
Quando vemos uma imagem das almas do purgatório, recordamos a realidade do purgatório e somos movidos a orar pelos falecidos. As imagens são uma espécie de retrato de entes queridos, a quem recordamos com respeito e carinho. Quando beijamos a foto dos nossos entes queridos que já partiram ou que estão longe, não é a foto em si o que estamos homenageando: estamos recordando, pensando e sendo carinhosos como os nossos entes queridos ali representados.
Há nos livros de história retratos de grandes personagens para que os leitores os conheçam e, caso tenham sido bons, admirem e imitem; não há nisso mal nenhum.
Em edifícios e praças públicas há estátuas de grandes heróis a cujos pés são colocadas flores. Quem critica este gesto? Quem afirma que todas as pessoas que praticam esse gesto estão “adorando imagens”? Sabemos que, na verdade, o que elas fazem é homenagear e recordar com respeito essas pessoas, dignas, para elas, de lembrança e de respeito.
Os santos, através das suas imagens, não são adorados, mas sim venerados. A adoração é reservada somente a Deus. Venerar, porém, é reconhecer o valor de alguém ou de algo que merece o nosso respeito. Nós veneramos os nossos pais e a nossa pátria, mas não os adoramos. Adoramos somente a Deus.
Um protestante me disse uma vez: “Mas ajoelhar-se diante das imagens é adoração”. Este é outro erro dos protestantes. Isto é o que eles acham. Quem pode ver o interior das pessoas e acusá-las de idolatria, fazendo um juízo temerário com base em aparências exteriores? Mesmo os mais humildes, no fundo do seu coração, sabem que uma imagem sagrada ou religiosa não é Deus, nem é o santo a quem eles querem prestar respeito. Mesmo uma criança, sem muito conhecimento religioso, entende, quando vê uma imagem, que se trata simplesmente de uma imagem.
Devemos recordar que o gesto de ficar de joelhos tem significados diferentes dependendo da intenção com que é realizado. Diante de uma imagem, é um ato de veneração a quem a imagem representa. Quando os anciãos de Israel se prostravam diante da Arca da Aliança, não se prostravam diante de uma caixa de madeira, mas diante de Deus, ali representado. Quando rezamos diante do sacrário ou diante de uma custódia, não rezamos para uma caixa ou para um objeto metálico: rezamos e adoramos a Deus, presente no sacramento da Eucaristia.
Externamente, poderia parecer que um gesto de veneração a uma imagem é semelhante ao de um pagão idólatra que adora a imagem por si mesma. Há, porém, uma diferença substancial. Qual? A intenção do coração e o significado da imagem para a pessoa. As imagens não têm, para nós, o mesmo significado que tinham para os pagãos; eles de fato as consideravam deuses. Nós não as adoramos; nós sabemos perfeitamente que as imagens são apenas representações, seja de Cristo, seja dos seus santos.
Não devemos tirar as coisas do seu contexto. O proibido é a adoração das imagens como ídolos em si mesmas. A própria palavra hebraica usada no primeiro mandamento da Lei de Deus é “pésel”, que significa “ídolo”. Na mesma língua, há outras palavras que se referem a outros tipos de imagens não idolátricas, como as decorativas ou representativas. Se uma imagem não é um ídolo, ela não representa problema algum e podemos manter os nossos templos cheios delas, tal como estava o Templo de Salomão, que foi visitado por Jesus sem que Ele fizesse qualquer objeção à presença dessas imagens.
Quando os fiéis beijam as relíquias de santos e tocam nas imagens, o que eles fazem? Expressam amor pelos intercessores ali representados e que são estímulo para a nossa vida cristã. Trata-se, é claro, de uma fé simples, como a daqueles que esperavam receber a graça da cura ao tocar nos lenços de São Paulo (At 19,12), ou como o bem conhecido caso da hemorroíssa que, ao tocar no manto de Jesus, ficou curada (Marcos 5,26-31). Alguém considera que essas pessoas foram curadas por lenços e mantos? Jesus mesmo não falou da fé como de um grão de mostarda? (Mt 17,20).
Outro protestante me disse um dia: “Se a Igreja retirasse todas as imagens dos templos, eu poderia considerar a possibilidade de voltar à comunhão com ela”.
Esta não parece ser a solução para os problemas que enfrentamos com as seitas. Não vamos destruir todas as imagens porque alguns protestantes interpretam mal os ensinamentos da Igreja ou as atitudes de um bom fiel.
A solução do problema é a catequese, para que se chegue à maturidade da fé com toda a sua liberdade interior.



Pe. Henry Vargas Holguín

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

LITURGIA DIÁRIA - OS ÚLTIMOS SERÃO OS PRIMEIROS!

 Resultado de imagem para Marcos 9,30-37
1a Leitura - Eclesiástico 2,1-13
Leitura do livro do Eclesiástico.
2 1 Meu filho, se entrares para o serviço de Deus, permanece firme na justiça e no temor, e prepara a tua alma para a provação;
2 humilha teu coração, espera com paciência, dá ouvidos e acolhe as palavras de sabedoria; não te perturbes no tempo da infelicidade,
3 sofre as demoras de Deus; dedica-te a Deus, espera com paciência, a fim de que no derradeiro momento tua vida se enriqueça.
4 Aceita tudo o que te acontecer. Na dor, permanece firme; na humilhação, tem paciência.
5 Pois é pelo fogo que se experimentam o ouro e a prata, e os homens agradáveis a Deus, pelo cadinho da humilhação.
6 Põe tua confiança em Deus e ele te salvará; orienta bem o teu caminho e espera nele. Conserva o temor dele até na velhice.
7 Vós, que temeis o Senhor, esperai em sua misericórdia, não vos afasteis dele, para que não caiais;
8 vós, que temeis o Senhor, tende confiança nele, a fim de que não se desvaneça vossa recompensa.
9 Vós, que temeis o Senhor, esperai nele; sua misericórdia vos será fonte de alegria.
10 Vós, que temeis o Senhor, amai-o, e vossos corações se encherão de luz.
11 Considerai, meus filhos, as gerações humanas: sabei que nenhum daqueles que confiavam no Senhor foi confundido.
12 Pois quem foi abandonado após ter perseverado em seus mandamentos? Quem é aquele cuja oração foi desprezada?
13 Pois Deus é cheio de bondade e de misericórdia, ele perdoa os pecados no dia da aflição. Ele é o protetor de todos os que verdadeiramente o procuram.
Palavra do Senhor.


Salmo - 36/37
Entrega teu caminho ao Senhor, e o mais ele fará.
Confia no Senhor e faze o bem,
e sobre a terra habitarás em segurança.
Coloca no Senhor tua alegria,
e ele dará o que pedir teu coração.

O Senhor cuida da vida dos honestos,
e sua herança permanece eternamente.
Não serão envergonhados nos maus dias,
mas, nos tempos de penúria, saciados.

Afasta-se do mal e faze o bem,
e terás tua morada para sempre.
Porque o Senhor Deus ama a justiça
e jamais ele abandona os seus amigos.
Os malfeitores hão de ser exterminados,
e a descendência dos malvados destruída.

A salvação dos piedosos vem de Deus;
ele os protege nos momentos de aflição.
O Senhor lhes dá ajuda e os liberta,
defende-os e protege-os contra os ímpios
e os guarda porque nele confiaram.

Imagem relacionada
Evangelho - Marcos 9,30-37
Aleluia, aleluia, aleluia. Minha glória é a cruz do Senhor Cristo Jesus,
pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para este mundo (Gl 6,14).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
9 30 Tendo partido dali, atravessaram a Galiléia. Não queria, porém, que ninguém o soubesse. E ensinava os seus discípulos: “O Filho do homem será entregue nas mãos dos homens, e matá-lo-ão; e ressuscitará três dias depois de sua morte”. Mas não entendiam estas palavras; e tinham medo de lho perguntar. Em seguida, voltaram para Cafarnaum. Quando já estava em casa, Jesus perguntou-lhes: “De que faláveis pelo caminho?” Mas eles calaram-se, porque pelo caminho haviam discutido entre si qual deles seria o maior. Sentando-se, chamou os Doze e disse-lhes: “Se alguém quer ser o primeiro, seja o último de todos e o servo de todos”. E tomando um menino, colocou-o no meio deles; abraçou-o e disse-lhes: “Todo o que recebe um destes meninos em meu nome, a mim é que recebe; e todo o que recebe a mim, não me recebe, mas aquele que me enviou”.
Palavra da Salvação.

 Reflexão

Caminhando pela Galiléia com os Seus discípulos, Jesus tentava abrir-lhes os olhos para os desafios que eles teriam que enfrentar, pois faziam parte da Sua Missão. Apesar de Jesus tentar ensiná-los e conscientizá-los, eles tinham outras intenções e fugiam do assunto quando eram abordados sobre o sofrimento, a morte e a perseguição. Os discípulos não entendiam e não queriam admitir que o Messias, Enviado de Deus pudesse sofrer perseguição, pois esperavam alguém poderoso que pudesse libertá-los do jugo das nações. Jesus, no entanto, sabia que a Sua missão era outra e insistia para que eles compreendessem o plano de Deus. Na nossa percepção humana, deturpada, nós também entendemos que o discípulo que segue os ensinamentos do Mestre nunca deverá sofrer dificuldades. Com efeito, não admitimos a dificuldade, a luta, o esforço querendo logo conquistar a vitória e ter a recompensa pelo nosso trabalho.  Jesus, porém, não nos quer enganar e assim também Ele quer instruir a cada um de nós que nos propomos a ser Seu discípulo (a). Para que sejamos verdadeiros discípulos (as) de Jesus precisamos seguir os passos do Mestre, em tudo.  Devemos aceitar as dificuldades próprias do nosso ministério com humildade sem querer, por isso, ser diferenciado (a) e ocupar postos mais elevados.  Muitas vezes, nós também, como os apóstolos, porque caminhamos com Jesus, queremos ter autoridade sobre as outras pessoas. Achamos que assim como podemos esconder as coisas dos homens, podemos também nos esconder de Deus. Queremos ser o primeiro em tudo, queremos ser grande, ter sucesso aqui na terra e também no céu, mas, Ele sonda o nosso pensamento e bem conhece a verdade do nosso coração e Ele mesmo nos ensina: “se alguém quiser ser o primeiro que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” Para que sejamos grandes no céu e os maiores diante de Deus, nós temos que ser pequenos e humildes na terra, como uma criança que depende da força do Pai para caminhar. 

– Você aceita ser discípulo (a) de Jesus? – Você admite passar por perseguição e dificuldade? – Você se sente maior que alguém? – Por quê? - Como você poderá ser pequeno na terra e voltar a ser criança? 





Helena Serpa

EX-PASTOR CONTA COMO SE CONVERTEU À IGREJA CATÓLICA

Ulf Ekman estava acostumado a conduzir um ministério pessoal, dentro da igreja que ele mesmo tinha fundado. Agora, é a Igreja Católica que o conduz.


 
Por Ulf Ekman Quando eu anunciei, à congregação da mega-igreja evangélica à qual servia como pastor, desde que a fundei 30 anos atrás, que eu e minha esposa tínhamos decidido nos tornar católicos, o que se seguiu, mais do que uma simples agitação, foi um verdadeiro alvoroço — especialmente para o meu país, a Suécia, que permanece em sua esmagadora maioria protestante. O período que vai desde aquele 9 de março até 21 de maio de 2014, quando fomos acolhidos na Igreja Católica, foi marcado por contendas e debates intensos. Guardo comigo pastas cheias de artigos, comentários e reações que apareceram na mídia tradicional e na Internet.
Nossa convicção de que precisávamos nos tornar católicos foi crescendo pouco a pouco, ao longo de vários anos, mas a decisão de dar esse passo demorou bastante, para dizer a verdade. Nossa pergunta era: como devemos anunciar isso? Era algo que realmente não podia ser feito no decorrer de um longo período de tempo, passo por passo. Isso teria causado muitas especulações e grande confusão, a nível nacional e internacional, em nossa ampla rede de igrejas. Ao longo dos últimos anos, nossos amigos e cooperadores perceberam que estávamos cada vez mais atraídos pela teologia, pela moral, pela liturgia e pela cultura católicas. Poucos deles, no entanto, perceberam que estávamos prestes a dar o passo da conversão. Nos meses e semanas que precederam o anúncio de nossa decisão, preparamos o conselho da igreja e alguns outros colegas, para que nos ajudassem no processo de transmitir essa notícia à nossa congregação.
Olhando agora para trás, não consigo ver nenhuma outra forma através da qual isso pudesse ser feito. Os pastores da Word of Life fizeram um excelente trabalho, ajudando os membros a processarem o que aconteceu e as diferentes consequências de tudo aquilo. Eles também fizeram um esforço para responder a várias questões sobre a fé católica. Além disso, houve muitas emoções envolvidas, críticas, bem como mágoas e sentimentos de perda e rejeição. Como eu, enquanto pastor, podia deixar meu rebanho? Não estava traindo a eles e ao meu próprio chamado? Não os considerava mais como cristãos? Tudo que eu havia ensinado antes estava errado, então? Muitos se perguntavam como eu, que tinha conseguido manter-me aparentemente forte por tantos anos, podia "cair" agora em uma decepção e uma mentira tão grandes. Acusações foram lançadas de todos os lados e as emoções ficaram à flor da pele. Algumas ainda estão.
Mesmo assim, houve muitos na congregação que conseguiram entender. Eles ficaram agradecidos por um novo pastor ter sido posto no meu lugar por mais de um ano. Esses membros respeitaram nossa decisão e entenderam que ela tinha se baseado no que percebíamos como um chamado de Deus. Não tínhamos sido enganados, mas conduzidos por Deus nessa matéria, ainda que eles não tenham entendido muito bem como nem por quê. Recebemos muitas cartas encorajadoras tanto de protestantes quanto de católicos.
Também recebemos, de alguns, uma abordagem curiosa e do tipo pós-moderna. Eles estavam dispostos a aceitar que Deus nos pudesse chamar para a Igreja Católica, mas não podiam aceitar as doutrinas da Igreja. Um pregador me disse assim: "Tudo bem, você se tornou católico, mas com certeza não acredita no que eles acreditam, não é?" Eles falavam como se eu realmente tivesse outra alternativa e pudesse ser seletivo em minha escolha. Quando respondi que acreditava em que tudo o que a Igreja Católica acredita e ensina, soou muito estranho para muitos de meus amigos protestantes. Foi difícil para eles entender que ser católico significa verdadeiramente crer como um católico, até mesmo para mim.
Para nós, a verdade era a única coisa que importava. Sempre acreditamos na Palavra de Deus e que há uma verdade absoluta, revelada por Ele. Então, cada vez mais, nós fomos abrindo os olhos para o fato de que há uma Igreja concreta e histórica fundada por Cristo, bem como um tesouro, um depósito de fé objetivo e vivo ao mesmo tempo. Isso atraiu-nos e levou-nos para a Igreja Católica. Se acreditávamos, portanto, que a plenitude da verdade é mantida e confirmada pela Igreja Católica, não tínhamos alternativa senão unir-nos inteiramente a ela.
Quando finalmente chegou o momento de sermos recebidos na Igreja, sentimo-nos mais que preparados, ansiosos para deixar essa "terra de ninguém". Era como se finalmente nos estivéssemos tornando o que realmente éramos. Finalmente o desejo de participar da graça sacramental chegava ao fim.
Tentamos explicar para nossos amigos que não estávamos rejeitando o que Deus nos tinha dado em nosso ambiente evangélico e carismático, mas, como diz o ditado, "ser evangélico não é o bastante". Ele não está errado em seu amor pelas Escrituras e em manter as verdades básicas do Evangelho e o seu fervor de evangelizar. Tudo isso é necessário, mas não é suficiente. A vida carismática, com sua ênfase no poder e na condução do Espírito Santo, é necessária e constitui um dom precioso. Mas não pode ser vivido em sua plenitude em um ambiente cismático e altamente individualista. Entender isso abriu-nos para a percepção da necessidade da Igreja em sua plenitude, com sua rica vida sacramental.
Nós não rejeitamos, portanto, nossa vida passada e as ricas experiências ministeriais que tivemos ao longo de tantos anos como fundadores e líderes da Word of Life. Seremos sempre gratos a Deus, por tudo o que Ele fez. Mas estamos imensamente felizes e agradecidos por agora entendermos que realmente precisamos da Igreja Católica para continuar a nossa vida e o nosso serviço ao Senhor.
Agora que começamos esta caminhada, há muito por explorar. Agora que todos os nossos antigos deveres, obrigações e posições se foram, nós podemos, pelo menos por enquanto, viver em um ritmo que nos permite uma vida mais reflexiva. Estávamos acostumados a conduzir o ministério, a nossa própria igreja. Agora, é a Igreja que nos conduz. Os sacramentos se tornaram uma realidade tangível em nossas vidas e eles nos sustentam de uma forma concreta. Algo — a graça, eu tenho certeza — está aqui de uma forma que nunca esteve antes. Uma brisa refrescante sopra sobre as nossas vidas. Não vemos a hora de explorar e identificar-nos completamente com tudo aquilo de que agora fazemos parte. É emocionante viver inteiramente por causa de Jesus Cristo — na Igreja Católica.
Ulf Ekman é ex-pastor da igreja "Word of Life", na cidade de Uppsala, na Suécia. Esse artigo foi publicado na edição impressa do jornal "The Catholic Herald", em 8 de agosto de 2014.





 
Fonte: Catholic Herald | Tradução: Equipe Christo Nihil Praeponere