quinta-feira, 21 de abril de 2022

Oitava da Páscoa - Testemunhas da Ressurreição.

 O Senhor Ressuscitado Aparece aos Apóstolos - YouTube

Leitura (Atos 3,11-26)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

3 11 Como ele se conservava perto de Pedro e João, uma multidão de curiosos afluiu a eles no pórtico chamado Salomão.

12 À vista disso, falou Pedro ao povo: “Homens de Israel, por que vos admirais assim? Ou por que fitais os olhos em nós, como se por nossa própria virtude ou piedade tivéssemos feito este homem andar?

13 O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos pais glorificou seu servo Jesus, que vós entregastes e negastes perante Pilatos, quando este resolvera soltá-lo.

14 Mas vós renegastes o Santo e o Justo e pedistes que se vos desse um homicida.

15 Matastes o Príncipe da vida, mas Deus o ressuscitou dentre os mortos: disso nós somos testemunhas.

16 Em virtude da fé em seu nome foi que esse mesmo nome consolidou este homem, que vedes e conheceis. Foi a fé em Jesus que lhe deu essa cura perfeita, à vista de todos vós.

17 Agora, irmãos, sei que o fizestes por ignorância, como também os vossos chefes.

18 Deus, porém, assim cumpriu o que já antes anunciara pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo devia padecer.

19 Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos para serem apagados os vossos pecados.

20 Virão, assim, da parte do Senhor os tempos de refrigério, e ele enviará aquele que vos é destinado: Cristo Jesus.

21 É necessário, porém, que o céu o receba até os tempos da restauração universal, da qual falou Deus outrora pela boca dos seus santos profetas.

22 Já dissera Moisés: ‘O Senhor, nosso Deus, vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim: a este ouvireis em tudo o que ele vos disser.

23 Todo aquele que não ouvir esse profeta será exterminado do meio do povo’.

24 Todos os profetas, que têm falado sucessivamente desde Samuel, anunciaram estes dias.

25 Vós sois filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os nossos pais, quando disse a Abraão: ‘Na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra’.

26 Foi em primeiro lugar para vós que Deus suscitou o seu servo, para vos abençoar, a fim de que cada um se aparte da sua iniquidade”.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 8

Ó Senhor, nosso Deus, como é grande

vosso nome por todo o universo!

Ó Senhor, nosso Deus, como é grande

vosso nome por todo o universo!

Perguntamos: “Senhor, que é o homem,

para dele assim vos lembrardes

e o tratardes com tanto carinho?”

Pouco abaixo de Deus o fizestes,

coroando-os de glória e esplendor;

vós lhe destes poder sobre tudo,

vossas obras aos pés lhe pusestes.

As ovelhas, os bois, os rebanhos,

todo o gado e as feras da mata;

passarinhos e peixes dos mares,

todo ser que se move nas águas.

Evangelho (Lucas 24,35-48)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117,24)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

Naquele tempo, 24 35 Os discípulos, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

36 Enquanto ainda falavam dessas coisas, Jesus apresentou-se no meio deles e disse-lhes: “A paz esteja convosco!”

37 Perturbados e espantados, pensaram estar vendo um espírito.

38 Mas ele lhes disse: “Por que estais perturbados, e por que essas dúvidas nos vossos corações?

39 Vede minhas mãos e meus pés, sou eu mesmo; apalpai e vede: um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que tenho”.

40 E, dizendo isso, mostrou-lhes as mãos e os pés.

41 Mas, vacilando eles ainda e estando transportados de alegria, perguntou: “Tendes aqui alguma coisa para comer?”

42 Então ofereceram-lhe um pedaço de peixe assado.

43 Ele tomou e comeu à vista deles.

44 Depois lhes disse: “Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos profetas e nos Salmos”.

45 Abriu-lhes então o espírito, para que compreendessem as Escrituras, dizendo:

46 “Assim é que está escrito, e assim era necessário que Cristo padecesse, mas que ressurgisse dos mortos ao terceiro dia.

47 E que em seu nome se pregasse a penitência e a remissão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém.

48 Vós sois as testemunhas de tudo isso”.

Palavra da Salvação.

Reflexão

Dentro da Oitava da Páscoa, a Igreja nos convida a meditar as diversas aparições que Cristo ressuscitado fez a seus discípulos e amigos — mais de quinhentos, de acordo o testemunho de Paulo (cf. 1Cor 15, 4-8; CIC 642). Por isso, o Evangelho de hoje dá continuidade ao episódio de Emaús, onde o Senhor se deu a conhecer a Cléofas e seu companheiro de caminhada. Agora, é diante dos Onze, reunidos em Jerusalém, que Jesus se apresenta. Situada por São Lucas pouco antes da Ascensão do Senhor ao céu, essa passagem nos oferece uma boa oportunidade para considerarmos mais detidamente aquilo que na vocação dos Apóstolos é próprio e não transmissível (cf. CIC 860), a saber: o terem sido eles testemunhas oculares da Ressurreição. Tal aspecto é, de fato, tão essencial e imprescindível que foi com base nele que o bem-aventurado Pedro quis preencher o lugar que outrora Judas, o traidor, havia ocupado: "Convém, pois, que destes homens que têm estado em nossa companhia todo o tempo em que o Senhor Jesus viveu entre nós, a começar do batismo de João até o dia em que do nosso meio foi arrebatado, um deles se torne conosco testemunha de sua Ressurreição" (At 1, 21s).

Testemunhas reais de que Cristo ressuscitou verdadeiramente dos mortos, os Apóstolos, por meio de sua pregação e dos sinais que a confirmaram (cf., por exemplo, At 2, 43), são as "pedras de fundação de sua Igreja" (CIC 642); são, também por isso, a garantia firmíssima e fidelíssima de que não é vã a fé que deles recebemos (cf. 1Cor 15, 14) e, ainda hoje, dois mil anos após os eventos pascais, professamos com voz firme e confiante: "É verdade!", exclama jubilosa a Igreja através dos séculos, "o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão" (Lc 24, 34). Temos, pois, a certeza de que a Ressurreição de Nosso Senhor é, sim, um fato histórico e transcendente, de ordem tanto físcia quanto sobrenatural. Não se trata, portanto, de uma bela historieta, cheia do simbolismos arbitrários e aguados. Com efeito, se o Senhor não houvesse ressurgido dos mortos, a fé ardentíssima dos primeiros crentes, dispostos aos maiores e mais extremos sacrifícios, seria de todo incompreensível; se, por outro lado Ele permanecesse vivo em nossos corações apenas com o seu "exemplo" e o seu "ideal", como poderíamos explicar todo o sangue derramado pela convicção de que o Senhor ressuscitara?

Renovemos, pois, a nossa fé no Cristo vencedor da morte, cujo corpo glorioso tiveram os Apóstolos a dita de apalpar e constatar que Ele não é um espírito (cf. Lc 24, 39), senão o único e mesmo Senhor Jesus "que foi martirizado e crucificado, pois ainda traz as marcas de sua Paixão" (CIC 645). Com Ele comeram e privaram, dEle ouviram e aprenderam, dEle deram testemunho a quantos tinham ouvidos de ouvir. Sejamos também nós testemunhas concretas de que Cristo vive glorioso pelos séculos sem fim. Peçamos-lhe a graça de ser sinais vivos da renovação que Ele mesmo veio realizar. Que a Virgem Maria também nos aumente a fé em seu Filho ressuscitado e nos alcance a coragem de O confessar com amor e fortaleza diante dos homens.

 

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quarta-feira, 20 de abril de 2022

Oitava da Páscoa - O amor que se esconde na dor.

 Momento Catequético: Quarta-feira na Oitava da Páscoa , Lc 24, 13-35 –  Diocese de São Carlos

Leitura (Atos 3,1-10)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, 3 1 Pedro e João iam subindo ao templo para rezar à hora nona.

2 Nisto levavam um homem que era coxo de nascença e que punham todos os dias à porta do templo, chamada Formosa, para que pedisse esmolas aos que entravam no templo.

3 Quando ele viu que Pedro e João iam entrando no templo, implorou a eles uma esmola.

4 Pedro fitou nele os olhos, como também João, e disse:" Olha para nós".

5 Ele os olhou com atenção esperando receber deles alguma coisa.

6 Pedro, porém, disse: "Não tenho nem ouro nem prata, mas o que tenho eu te dou: em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda!"

7 E tomando-o pela mão direita, levantou-o. Imediatamente os pés e os tornozelos se lhe firmaram. De um salto pôs-se de pé e andava.

8 Entrou com eles no templo, caminhando, saltando e louvando a Deus.

9 Todo o povo o viu andar e louvar a Deus.

10 Reconheceram ser o mesmo coxo que se sentava para mendigar à porta Formosa do templo, e encheram-se de espanto e pasmo pelo que lhe tinha acontecido.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 104/105

Exulte o coração dos que buscam o Senhor.

Dai graças ao Senhor, gritai seu nome,

anunciai entre as nações seus grandes feitos!

Cantai, entoai salmos para ele,

publicai todas as suas maravilhas!

 

Gloriai-vos em seu nome que é santo,

exulte o coração que busca a Deus!

Procurai o Senhor Deus e seu poder,

buscai constantemente a sua face!

 

Descendentes de Abraão, seu servidor,

e filhos de Jacó, seu escolhido,

ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus,

vigoram suas leis em toda a terra.

 

Ele sempre se recorda da aliança,

promulgada a incontáveis gerações;

da aliança que ele fez com Abraão

e do seu santo juramento a Isaac.

Evangelho (Lucas 24,13-35)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

24 13 Nesse mesmo dia, dois discípulos caminhavam para uma aldeia chamada Emaús, distante de Jerusalém sessenta estádios.

14 Iam falando um com o outro de tudo o que se tinha passado.

15 Enquanto iam conversando e discorrendo entre si, o mesmo Jesus aproximou-se deles e caminhava com eles.

16 Mas os olhos estavam-lhes como que vendados e não o reconheceram.

17 Perguntou-lhes, então: "De que estais falando pelo caminho, e por que estais tristes?"

18 Um deles, chamado Cléofas, respondeu-lhe: "És tu acaso o único forasteiro em Jerusalém que não sabe o que nela aconteceu estes dias?"

19 Perguntou-lhes ele: "Que foi?" Disseram: "A respeito de Jesus de Nazaré. Era um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e de todo o povo.

20 Os nossos sumos sacerdotes e os nossos magistrados o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram.

21 Nós esperávamos que fosse ele quem havia de restaurar Israel e agora, além de tudo isto, é hoje o terceiro dia que essas coisas sucederam.

22 É verdade que algumas mulheres dentre nós nos alarmaram. Elas foram ao sepulcro, antes do nascer do sol;

23 e não tendo achado o seu corpo, voltaram, dizendo que tiveram uma visão de anjos, os quais asseguravam que está vivo.

24 Alguns dos nossos foram ao sepulcro e acharam assim como as mulheres tinham dito, mas a ele mesmo não viram".

25 Jesus lhes disse: "Ó gente sem inteligência! Como sois tardos de coração para crerdes em tudo o que anunciaram os profetas!

26 Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na sua glória?"

27 E começando por Moisés, percorrendo todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava dito em todas as Escrituras.

28 Aproximaram-se da aldeia para onde iam e ele fez como se quisesse passar adiante.

29 Mas eles forçaram-no a parar: "Fica conosco, já é tarde e já declina o dia". Entrou então com eles.

30 Aconteceu que, estando sentado conjuntamente à mesa, ele tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e serviu-lho.

31 Então se lhes abriram os olhos e o reconheceram mas ele desapareceu.

32 Diziam então um para o outro: "Não se nos abrasava o coração, quando ele nos falava pelo caminho e nos explicava as Escrituras?"

33 Levantaram-se na mesma hora e voltaram a Jerusalém. Aí acharam reunidos os Onze e os que com eles estavam.

34 Todos diziam: "O Senhor ressuscitou verdadeiramente e apareceu a Simão".

35 Eles, por sua parte, contaram o que lhes havia acontecido no caminho e como o tinham reconhecido ao partir o pão.

Palavra da Salvação.

Reflexão 

Nesta Quarta-feira na Oitava de Páscoa, o Senhor ressuscitado aparece aos discípulos de Emaús. Oculto aos olhos deles, Jesus os acompanha ao longo do caminho que leva a uma cidade “distante onze quilômetros de Jerusalém”. Os discípulos caminham de rosto triste e coração acabrunhado, porque, como eles mesmo dizem: “Nós esperávamos que ele”, o Jesus que há três dias crucificaram, “fosse libertar Israel”. Há aqui uma esperança desiludida. De fato, assim como o resto do povo israelita, os dois esperavam o libertador prometido por Deus, mas tinham uma esperança, por assim dizer, “fora de foco”: não haviam compreendido nem a grandeza nem a profundidade da libertação que estava por vir. O que esperavam, no fundo, era uma libertação de tipo político, circunstancial, que devolveria a Israel sua antiga hegemonia. Mas o Messias prometido, contrariando todas as expectativas humanas do povo eleito, veio libertar o mundo inteiro, não das mazelas que desde sempre nos acompanham — morte física, doenças, tensões e crises sociais e políticas etc. —, mas da escravidão do pecado e da morte eterna. O Cristo de Deus veio e nos libertou, mas não aboliu de uma vez para sempre as dores e sofrimentos deste mundo, senão que lhes conferiu um novo sentido, associando-os ao sofrimento que Ele mesmo devia sofrer para entrar na sua glória. O seu aparente “fracasso” na cruz é prova de que também nós, atravessando a páscoa da história, só poderemos unir-nos às alegrias do céu depois de vivermos aqui o mistério do amor escondido atrás da dor. Que o Cordeiro de Deus, o Homem das dores prenunciado por Isaías, dê-nos a graça de, com ânimo forte e constante, suportarmos as tribulações deste século passageiro, a fim de entrarmos um dia, de coração puro e forjado no sacrifício, na Jerusalém celeste, onde não haverá nem choro nem ranger de dentes.

 

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terça-feira, 19 de abril de 2022

Terça-feira da Oitava da Páscoa - O jardim da nova criação.

 Evangelho de hoje (Jo 20,1-2.11-18 - Egídio Serpa | Egídio Serpa - Diário  do Nordeste

Leitura (Atos 2,36-41)

Leitura dos Atos Apóstolos.

2 36 “Que toda a casa de Israel saiba, portanto, com a maior certeza de que este Jesus, que vós crucificastes, Deus o constituiu Senhor e Cristo”.

37 Ao ouvirem essas coisas, ficaram compungidos no íntimo do coração e indagaram de Pedro e dos demais apóstolos: “Que devemos fazer, irmãos?”

38 Pedro lhes respondeu: “Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão dos vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo.

39 Pois a promessa é para vós, para vossos filhos e para todos os que ouvirem de longe o apelo do Senhor, nosso Deus”.

40 Ainda com muitas outras palavras exortava-os, dizendo: “Salvai-vos do meio dessa geração perversa!”

4l Os que receberam a sua palavra foram batizados. E naquele dia elevou-se a mais ou menos três mil o número dos adeptos.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 32/33

Transborda em toda a terra a bondade do Senhor.

Reta é a palavra do Senhor,

e tudo o que ele faz merece fé.

Deus ama o direito e a justiça,

transborda em toda a terra a sua graça.

 

Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem

e que confiam, esperando em seu amor,

pra da morte libertar as suas vidas

e alimentá-los quando é tempo de penúria.

 

No Senhor nós esperamos confiantes,

porque ele é nosso auxílio e proteção!

Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça,

da mesma forma que em vós nós esperamos!

Evangelho (João 20,11-18)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.

Naquele tempo, 20 11 entretanto, Maria se conservava do lado de fora perto do sepulcro e chorava. Chorando, inclinou-se para olhar dentro do sepulcro.

12 Viu dois anjos vestidos de branco, sentados onde estivera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés.

13 Eles lhe perguntaram: “Mulher, por que choras?” Ela respondeu: “Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram”.

14 Ditas estas palavras, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não o reconheceu.

15 Perguntou-lhe Jesus: “Mulher, por que choras? Quem procuras?” Supondo ela que fosse o jardineiro, respondeu: “Senhor, se tu o tiraste, dize-me onde o puseste e eu o irei buscar”.

16 Disse-lhe Jesus: “Maria!” Voltando-se ela, exclamou em hebraico: “Rabôni!” (que quer dizer Mestre).

17 Disse-lhe Jesus: “Não me retenhas, porque ainda não subi a meu Pai, mas vai a meus irmãos e dize-lhes: Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus”.

18 Maria Madalena correu para anunciar aos discípulos que ela tinha visto o Senhor e contou o que ele lhe tinha falado.

Palavra da Salvação.

Reflexão

A protagonista do Evangelho de hoje, Maria Madalena, é a mesma mulher de quem outrora haviam sido expulsos sete demônios. Aquela que havia sido morada dos anjos maus é agora transformada, pela visita que lhe faz o Senhor Ressuscitado, em angela, isto é, em mensageira da Ressurreição.

A narrativa de São João Evangelista situa a aparição de Cristo a Maria em um jardim, o que convém para ilustrar a nova criação realizada a partir da Ressurreição e da qual a primeira criação e o antigo jardim do Éden não eram senão sombra e figura.

O fato de que Maria Madalena tenha confundido Jesus com um jardineiro é interpretado misticamente por São Gregório Magno como um acerto, já que a razão de Sua aparição era "plantar" na alma de Maria a semente da fé. As lágrimas de devoção que ela chorava, por sua vez, deveriam regar essa semente e fazer crescer ainda mais a virtude da fé — lágrimas muito diferentes daquelas que a mesma Maria havia chorado depois de seu primeiro encontro com o Senhor.

Também nós somos chamados a cultivar em nossa alma o jardim da nova criação. Para tanto, contamos com o auxílio do Divino Jardineiro. No episódio narrado pela liturgia de hoje, Jesus não deixa que Maria O toque, porque ainda não subira para junto de Seu Pai. Agora, porém, Ele já está na glória do Céu e toca-nos a todo momento, não só quando comungamos de Seu Corpo e de Seu Sangue na Eucaristia, mas sempre que nos aproximamos d'Ele pela fé.


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segunda-feira, 18 de abril de 2022

Oitava da Páscoa - A alegria da Páscoa.

 Oitava da Páscoa – Segunda-feira « Paróquia Nossa Senhora das Dores

Leitura (Atos 2,14.22-32)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

2 14 Pedro então, pondo-se de pé em companhia dos Onze, com voz forte lhes disse: “Homens da Judéia e vós todos que habitais em Jerusalém: seja-vos isto conhecido e prestai atenção às minhas palavras.

15 Estes homens não estão embriagados, como vós pensais, visto não ser ainda a hora terceira do dia.

16 Mas cumpre-se o que foi dito pelo profeta Joel:

17 ‘Acontecerá nos últimos dias’ - é Deus quem fala -, ‘que derramarei do meu Espírito sobre todo ser vivo: profetizarão os vossos filhos e as vossas filhas. Os vossos jovens terão visões, e os vossos anciãos sonharão.

18 Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão.

19 Farei aparecer prodígios em cima, no céu, e milagres embaixo, na terra: sangue fogo e vapor de fumaça.

20 O sol se converterá em trevas e a lua em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor.

21 E então todo o que invocar o nome do Senhor será salvo’.

22 Israelitas, ouvi estas palavras: Jesus de Nazaré, homem de quem Deus tem dado testemunho diante de vós com milagres, prodígios e sinais que Deus por ele realizou no meio de vós como vós mesmos o sabeis.

32 A este Jesus, Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas”.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 15/16

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Digo ao Senhor: somente vós sois meu Senhor.

Ó Senhor, sois minha herança e minha taça,

meu destino está seguro em vossas mãos!

 

Eu bendigo o Senhor, que me aconselha

e até de noite me adverte o coração.

Tenho sempre o Senhor ante meus olhos,

pois, se o tenho a meu lado, não vacilo.

 

Eis por que meu coração está em festa,

minha alma rejubila de alegria

e até meu corpo no repouso está tranquilo;

pois não haveis de me deixar entregue à morte

nem vosso amigo conhecer a corrupção.

 

Vós me ensinais vosso caminho para a vida;

junto a vós, felicidade sem limites,

delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Evangelho (Mateus 28,8-15)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, 28 8 as mulheres se afastaram prontamente do túmulo com certo receio, mas ao mesmo tempo com alegria, e correram a dar a boa nova aos discípulos.

9 Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: “Alegrai-vos!” Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés.

10 Disse-lhes Jesus: “Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galiléia, pois é lá que eles me verão”.

11 Enquanto elas voltavam, alguns homens da guarda já estavam na cidade para anunciar o acontecimento aos príncipes dos sacerdotes.

12 Reuniram-se estes em conselho com os anciãos. Deram aos soldados uma importante soma de dinheiro, ordenando-lhes:

13 “Vós direis que seus discípulos vieram retirá-lo à noite, enquanto dormíeis.

14 Se o governador vier a sabê-lo, nós o acalmaremos e vos tiraremos de dificuldades”.

15 Os soldados receberam o dinheiro e seguiram suas instruções. E esta versão é ainda hoje espalhada entre os judeus.

Palavra da Salvação.

Reflexão 

Na Oitava de Páscoa vivemos a mesma alegria que tomou conta dos nossos corações no Domingo da Ressurreição do Senhor. Por esse motivo, a Liturgia dos próximos dias nos fará contemplar as diversas aparições do Ressuscitado aos seus discípulos. Mas por que, podemos perguntar-nos, Jesus faz questão de aparecer somente aos que já o seguiam? A resposta a essa pergunta está no fato de que, com a morte de Cristo na Sexta-feira Santa, morreu também a fé dos Apóstolos. Foi só o Coração de Maria SS. que permaneceu fiel, crendo até o fim quando ninguém mais, na Igreja então nascente, tinha ânimo para crer e esperar. 

Por isso, o Senhor se mostrará aos discípulos ao longo de quarenta dias com o fim de ressuscitar-lhes a fé que outrora tiveram. No Evangelho de hoje, de modo particular, Ele aparece às santas mulheres, que o foram buscar onde Ele já não se encontrava: no meio dos mortos. E a primeira coisa que lhes diz o Ressuscitado é: “Alegrai-vos!” Mas não se trata de uma alegria passional, dependente das disposições tão passageiras dos nossos sentidos ou sentimentos. A alegria pascal, a alegria de saber que a Vida venceu a morte, é antes de tudo fruto do Espírito. Ora, a alegria é a primeira reação de quem saber ser amado, e que amor maior podemos esperar que o de Deus, morto e humilhado para que, renascidos a uma vida nova e melhor, fôssemos exaltados no céu? Ele, que nos amou como ninguém, está vivo: eis a alegria que Ele quer infundir hoje em nossas almas. Que essa alegria, a mais profunda e verdadeira, nos leve a confessar sempre, sem temores vãos nem respeitos mundanos: Cristo ressuscitou verdadeiramente!

 

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Qual o significado da Oitava Pascal?

 O que é a Oitava de Páscoa? - Comunidade Católica Shalom

Com a celebração da Ressurreição do Senhor, na Vigília do Sábado Santo, entramos no Tempo Pascal, formado por sete semanas até a Solenidade de Pentecostes. Este tempo é marcado pela alegria da vida nova que recebemos de Cristo. É o tempo litúrgico mais forte do ano, pois é a passagem da morte para a Vida.

Durante o Tempo Pascal, em todas as celebrações litúrgicas, o Círio Pascal permanece aceso, pois ele representa o Cristo Ressuscitado que ilumina nossa vida, dissipa as trevas da morte e faz resplandecer em todos nós a luz de Deus. O Círio é essa grande coluna luminosa, que nos guia para a libertação plena da vida.

Dentro desse período, temos a Oitava de Páscoa. Como a Festa da Páscoa é o coração da nossa fé, reservam-se oito dias para celebrar solenemente a Ressurreição de Cristo. A Oitava Pascal é, portanto, o conjunto dos primeiros oito dias do Tempo Pascal, iniciados no domingo após a Vigília da Ressurreição. No Tempo Pascal, os domingos tem uma mesma unidade solene, não se diz "2º Domingo depois da Páscoa", mas se diz: Segundo Domingo da Páscoa. Por isso, na Oitava Pascal, a Igreja, comunidade do Ressuscitado, proclama solenemente:

“Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos” (Sl 118, 24). O dia que o Senhor fez para nós é o dia que a vida venceu. “Na verdade Ele não poderia estar no sepulcro, pois não pode mais haver morte onde o viver se tornou missão”.

A Oitava Pascal traz para o centro da celebração litúrgica da Igreja o mistério da Ressurreição de Jesus Cristo. A Páscoa de Jesus continua na ação da Igreja e, por isso, na Oitava Pascal celebramos que todo dia se tornou domingo, razão pela qual na Oitava Pascal se entoa o Hino de Louvor em todas as missas, uma vez que, em outras épocas, geralmente é cantado apenas na missa dominical, com exceção do tempo da Quaresma e Advento, onde não se canta. 

Por isso, durante oito dias, celebramos a Solenidade da Ressurreição de Jesus como se fosse um único dia - “o dia que o Senhor fez para nós!”

No passado, a Oitava Pascal era um tempo especial de contato com a fé para os que tinham sido batizados na Vigília Pascal.

No batismo, eles recebiam a veste branca, e esta era tirada no final da Oitava Pascal. Era momento para aqueles que renasceram pelo Batismo poderem experimentar a vida nova em Cristo.

Por isso, a Oitava Pascal convida-nos a fazer da nossa vida uma contínua Páscoa, um tempo de renovar a confiança no Senhor, colocando em suas mãos a nossa vida e o nosso destino. É um tempo para que, ressuscitados com Cristo, aprendamos a buscar as coisas que são do alto (Col 3,1).  

      

Escrito por Pe. Luiz Camilo Júnior, C.Ss.R.