sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Liturgia Diária - “Quem é o maior no Reino dos céus?”

Evangelho do dia - 02/10/2018 - O maior no reino dos céus - Mt 18,1-5.10 -  YouTube

 
1a Leitura - Êxodo 23,20-23

Leitura do livro do Êxodo.

Assim diz o Senhor: 23 20 “Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei.
21 Está de sobreaviso em sua presença, e ouve o que ele te diz. Não lhe resistas, pois ele não te perdoaria tua falta, porque meu nome está nele.
22 Mas, se lhe obedeceres pontualmente, se fizeres tudo o que eu te disser, serei o inimigo dos teus inimigos, e o adversário dos teus adversários.
23 Porque meu anjo marchará adiante de ti e te conduzirá entre os amorreus, os hiteus, os ferezeus, os cananeus, os heveus e os jebuseus, que exterminarei”.
Palavra do Senhor.

Salmo - 90/91

O Senhor deu uma ordem aos seus anjos
para em todos os caminhos te guardarem.

Quem habita ao abrigo do altíssimo
e vive à sombra do Senhor onipotente
diz ao Senhor: “Sois meu refúgio e proteção,
sois o meu Deus, no qual confio inteiramente”.

Do caçador e do seu laço ele te livra.
Ele te salva da palavra que destrói.
Com suas asas haverá de proteger-te,
com seu escudo e suas armas, defender-te.

Não temerás terror algum durante a noite
nem a flecha disparada em pleno dia;
nem a peste que caminha pelo escuro
nem a desgraça que devasta ao meio-dia.

Nenhum mal há de chegar perto de ti,
nem a desgraça baterá à tua porta;
pois o Senhor deu uma ordem a seus anjos
para em todos os caminhos te guardarem.

Evangelho - Mateus 18,1-5.10

Aleluia, aleluia, aleluia.

Bendizei ao Senhor Deus, os seus poderes, seus ministros que fazeis suas vontade! (Sl 102,21).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

18 1 Neste momento os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram-lhe: “Quem é o maior no Reino dos céus?”
2 Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse:
3 “Em verdade vos declaro: se não vos transformardes e vos tornardes como criancinhas, não entrareis no Reino dos céus.
4 Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus.
5 E o que recebe em meu nome a um menino como este, é a mim que recebe.
10 Guardai-vos de menosprezar um só destes pequenos, porque eu vos digo que seus anjos no céu contemplam sem cessar a face de meu Pai que está nos céus”.
Palavra da Salvação.

Reflexão

No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, os discípulos perguntam a Jesus: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” E Jesus, apresentando-lhes uma criança, responde: “Em verdade vos digo, se não converterdes e não vos tornardes como uma criança, não entrareis no reino dos céus.” Com essas palavras, Jesus repreende os discípulos, que mesmo tendo deixado tudo para segui-lo, até então, não haviam entrado na dinâmica do Reino, continuavam presos à mentalidade egoística  do mundo.

Quando deixamos de viver de forma simples, a vaidade invade o nosso ser, e este mal terrível, distorce a nossa imagem e semelhança de Deus...

A todo instante, Jesus nos chama a sermos promotores da vida, continuadores da sua presença no meio em que vivemos, para atendermos este seu chamado, precisamos despir das nossas vaidades, das  nossas manias de grandeza. A nossa grandeza, está na essência divina que carregamos dentro de nós e não, no cargo que exercemos, naquilo que possuímos...

Quanto mais conhecemos os ensinamentos de Jesus, mais vamos aprendendo a viver do seu jeito: na simplicidade! Jesus servia-se de meios bem simples para nos apresentar as maravilhas do  Reino, seu jeito simples de ensinar, cativava os pequenos, estes, entendiam facilmente a sua linguagem que era a linguagem do amor...

Em suas parábolas, Jesus comparava o Reino dos céus, com a realidade presente no cotidiano dos pequenos, em várias passagens, Ele revela a sua predileção por estes, que Ele chama carinhosamente de pequeninos...

É bom entendermos:  pequeninos para Jesus, não somente as crianças, são também, todos aqueles que esvaziam de si mesmo para se tornarem dependentes de Deus como as crianças são dependentes de seus pais...

Estes, são vistos por Deus, como filhos pequenos, a eles, Deus assegura um cuidado especial: a proteção dos seus anjos...  

Não desprezeis nenhum desses pequeninos,
pois eu vos digo que os seus anjos nos céus
vêem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus.”

 Santo anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a Ti me confiou a piedade Divina, sempre me rege, me guarde, me governe, me ilumine. Amém”

 


Olivia Coutinho

O grande mês das missões.


maxresdefault 

“Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20)

É missão de todo batizado ser evangelizador. Ser cristão é ser imitador de Cristo, colaborador Dele na implantação do Reino de Deus no mundo.

O Papa João Paulo II disse um dia que “vai participar do Reino de Deus quem ajudar a construí-lo aqui na terra”. Não é cristão de verdade quem não fala de Cristo e da Igreja. O Batismo nos faz “membros do Corpo de Cristo”, a Igreja; assim, participantes de Sua Missão de salvar o mundo, levando-o para Deus, por meio da vivência dos ensinamentos de Jesus, e tendo uma vida íntima com Ele.

Jesus está vivo e ressuscitado no meio de nós e cada batizado deve ser sua “testemunha” como foram os primeiros Apóstolos. “Sereis minhas testemunhas em Jerusalém, na Samaria… até os confins do mundo”. “Ide!… Pregai o Evangelho a toda criatura”. Esta é a nossa missão. Tanto os intelectuais cristãos quanto os analfabetos podem ser missionários, cada um do seu jeito e no seu lugar. Um velhinha que reza com devoção está construindo o Reino de Deus, como o grande pregador que viaja o mundo.

Só Jesus Cristo pode salvar o homem e o mundo; só Ele pode dar sentido a este mundo. Ele é “a Luz que ilumina o mundo”; por isso Santo Agostinho dizia que “os cristãos são a alma do mundo”; isto é, sem eles o mundo não tem vida! Está morto.

Jesus disse que o cristão deve ser “o sal da terra e a luz do mundo”. O sal deve salgar, dar sabor e conservar o alimento. Todos os produtos industrializados e vendidos nos supermercados carregam certa porção de sódio (sal) para a sua conservação. Se o cristão não “salgar” este mundo, o ambiente em que vive, com o “Sal de Cristo”, ou seja, sua Palavra, seu ensinamento, sua Verdade que liberta, o mundo perecerá.

Nós leigos, especialmente que vivemos nos labirintos mais escondidos do mundo, temos a missão de levar a Luz e o Sal de Cristo nesses ambientes muitas vezes “azedos” e “escuros” onde ainda domina o “príncipe deste mundo”, como disse Jesus.

O batizado tem de ler “luz do mundo”; mesmo se esta luz muitas vezes ofusca as retinas daqueles que estão acostumados a viver nas trevas, e isto gere perseguições, calúnias, difamações… A marca do Cristo, e também do cristão, é a Cruz, entretanto, ela é libertadora! Sem a Luz de Cristo este mundo é treva densa, mergulhado no pecado do orgulho, da vaidade, da vanglória, do exibicionismo, das paixões da carne cada vez mais desregradas, da prostituição, do homossexualidade, dos abortos, adultérios, dos vícios da bebida, do álcool, do fumo, da corrupção financeira, dos desvarios das ideologias “libertadoras”, do crime, do assalto, do roubo… Sem o Sal de Cristo o mundo fede nas trevas.

“Vós sois a luz do mundo; vós sois o sal da terra!” Que honra e que glória para cada um de nós batizados poder ser “cristóforo”, “portador de Cristo” e de sua luz para o mundo. Que honra ser testemunha de Cristo, ser arauto de Deus; ser, como disse São Francisco de Assis, “a trombeta do imperador”.

Onde o autêntico cristão chega, ali deve se acender de imediato a luz de Cristo, a luz da justiça, da paz, do amor e da bondade; a luz que traz nos seus raios a cura e a salvação.

O Papa João Paulo II disse certa vez que “sem Jesus Cristo o homem permanece para si mesmo um desconhecido, um mistério inexplicável, um enigma insondável”. Sem Cristo o homem perde a sua identidade; não sabe mais quem ele é; não sabe o que faz neste mundo e não sabe o sentido de nada: da vida, da morte, da dor e da eternidade. Sem Cristo o homem é um “coitado”.

O Papa Bento XVI pediu que sejamos “Discípulos e Missionários de Jesus Cristo para o mundo”. Não somente discípulos, mas também missionários; por isso cada cristão deve estar envolvido em um trabalho missionário, engajado em um Movimento, em sintonia com a pastoral da diocese.

Seja um cristão de verdade, seja evangelizador. Ninguém está dispensado disso. Inclusive ajudando com recursos a quem evangeliza. O Papa Paulo VI disse um dia que “quem ajuda na evangelização tem os mesmos méritos do evangelizador”. São Paulo nos lembra: “Ai de mim se eu não evangelizar!” (1Cor 9,16). O Apóstolo lembra que isso não é um “título de glória” para ele, mas uma missão, uma obrigação. Quando o profeta Jeremias foi enviado por Deus para pregar sua palavra, ficou com medo e disse: “Ah! Senhor JAVÉ, eu nem sei falar, pois que sou apenas uma criança. Replicou porém o Senhor: Não digas: Sou apenas uma criança: porquanto irás procurar todos aqueles aos quais te enviar, e a eles dirás o que eu te ordenar. Não deverás temê-los porque estarei contigo para livrar-te. E o Senhor, estendendo em seguida a sua mão, tocou-me na boca. E assim me falou: Eis que coloco minhas palavras nos teus lábios” (cf. Jr 1,1-10).

Essa palavra é para cada um de nós. E devemos nos lembrar que quando falamos de Jesus, Ele vai conosco: “Eis que estou convosco todos os dias até o fim do mundo” (Mt 28,20). Sem medo!

 

Prof. Felipe Aquino

 

Outubro: Mês das Missões, dedicado também a Virgem Maria.

TERÇO DA VIRGEM PODEROSA

No final de outubro, muitas comunidades invocam a bênção para as capelinhas de Nossa Senhora e fazem o envio das zeladoras para que promovam a sua visita a todas as famílias católicas. Junto a isso, é reforçado o convite para a oração do Terço, uma vez que outubro, além de ser o mês das Missões, é também o mês do Rosário. Uma das mais eficazes formas de ser missionário e manter viva a chama da fé no coração das pessoas é, certamente, a visita da capelinha de Nossa Senhora associada à oração do Terço.

A oração do Santo Rosário, que é um conjunto de quatro Terços, tem sua origem no século IX da era cristã. Surgiu ao lado dos mosteiros como forma de oração do povo simples, que não tinha condições de participar da oração dos 150 salmos que eram rezados pelos monges. São Domingos de Gusmão lhe deu a forma usual em 1206, propondo a sua oração “pela conversão dos pecadores”. Dividiu o Rosário de 150 Ave-Marias em três terços, com 50 Ave-Marias cada um. Em 1500 associou-se a cada dezena de Ave-Marias um episódio da vida de Jesus ou de Maria. Foi assim que surgiu o Rosário com os mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos. Em 2002, João Paulo II lhe acrescentou os Mistérios Luminosos, propondo o acréscimo de mais 50 Ave-Marias. Com isso, o Rosário passou a ser composto por quatro Terços de 50 Ave-Marias cada um.

Na Carta Apostólica Rosarium Virginis Mariae, escrita por ocasião do lançamento do Ano do Rosário em 2002, o papa João Paulo II disse que “o Rosário é oração amada por numerosos santos e estimulada pelo magistério. Na sua simplicidade e profundidade, permanece uma oração de grande significado e destinado a produzir frutos de santidade”. Mais adiante, a partir da convicção de que a “família que reza unida permanece unida”, propõe “o relançamento do Rosário nas famílias cristãs como ajuda eficaz para conter os efeitos devastadores da crise de nossa época”. Por isso pede “a todos aqueles que se dedicam à pastoral das famílias para sugerirem com convicção a recitação do Rosário”.

Na Diocese de Santa Cruz do Sul temos a alegria de contar com muitas capelinhas de Nossa Senhora e vários grupos que se reúnem para a oração do Terço. Pessoalmente sou testemunha de que nos lugares onde esta prática é mais usual, as comunidades são mais sólidas e as famílias se conservam mais unidas. Por isso, estamos distribuindo por toda a Diocese um pequeno manual, destinado, principalmente, para as crianças, que traz orientações sobre a oração do Rosário. Queremos que todas as pessoas aprendam esta oração e a rezem seguidamente na família, nos grupos de oração e de forma individual.

Que Nossa Senhora do Rosário siga a nos guiar nos passos de seu filho Jesus de Nazaré e nos firme na fé no Deus Pai, Filho e Espírito Santo! Amém.

***


Dom Canísio Klaus
Bispo de Santa Cruz do Sul (RS)

Fonte:
http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-canisio-klaus/10673-o-rosario-da-virgem-maria

 

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

Liturgia Diária - A missão dos setenta e dois.

Quem foram os 12 apóstolos de Jesus Cristo?

1a Leitura - Jó 19,21-27
Leitura do livro de Jó.

Disse Jô: 19 21 “Compadecei-vos de mim, compadecei-vos de mim, ao menos vós, que sois meus amigos, pois a mão de Deus me feriu.
22 Por que me perseguis como Deus, e vos mostrais insaciáveis de minha carne?
23 Oh!, se minhas palavras pudessem ser escritas, consignadas num livro,
24 gravadas por estilete de ferro em chumbo, esculpidas para sempre numa rocha!
25 Eu o sei: meu vingador está vivo, e aparecerá, finalmente, sobre a terra.
26 Por detrás de minha pele, que envolverá isso, na minha própria carne, verei Deus.
27 Eu mesmo o contemplarei, meus olhos o verão, e não os olhos de outro; meus rins se consomem dentro de mim”.
Palavra do Senhor.

Salmo - 26/27

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver
na terra dos viventes.

Ó Senhor, ouvi a voz do meu apelo,
atendei por compaixão!
Meu coração fala convosco confiante
e os meus olhos vos procuram.

Senhor, é vossa face que eu procuro;
não me escondais a vossa face!
Não afasteis em vossa ira o vosso servo,
sois vós o meu auxílio!
Não me esqueçais nem me deixeis abandonado,
meu Deus e salvador!

Evangelho - Lucas 10,1-12
Aleluia, aleluia, aleluia.
Convertei-vos e crede no Evangelho, pois o reino de Deus está chegando!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, 10 1 designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir.
2 Disse-lhes: “Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.
3 Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos.
4 Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho.
5 Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa!’
6 Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós.
7 Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa.
8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir.
9 Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘O Reino de Deus está próximo’.
10 Mas se entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saindo pelas suas praças, dizei:
11 ‘Até o pó que se nos pegou da vossa cidade, sacudimos contra vós; sabei, contudo, que o Reino de Deus está próximo’.
12 Digo-vos: naqueles dias haverá um tratamento menos rigoroso para Sodoma”.
Palavra da Salvação.

 Reflexão

Jesus demonstrou a universalidade da Igreja, enviando 72 discípulos para anunciar a paz e a palavra. 72 era o número das nações existente no mundo naqueles tempos. E Jesus adverte mais uma vez os seus enviados de que  o anúncio da palavra podo provocar rejeições por parte de alguns, por isso Ele disse que os apóstolos estariam sendo enviados como ovelhas no meio de lobos. E por tanto seria recomendado que saíssem de dois em dois, para garantir a segurança.

A messe é grande e os operários são muito poucos.  Jesus compara o anúncio do Reino que estava próximo, com uma grande plantação, na qual são poucos os operários para cultivá-la e depois colher os frutos.

Assim está o mundo de hoje. É uma grande soma de pessoas com poucos missionários para anunciar a palavra. E ainda tem uns que se aproveitam disso para enganar a muitos e extorquir muito dinheiro.

Jesus recomendou-lhes que desejasse a paz onde eles fossem. O mundo é a grande messe, com muitos irmãos nossos espalhados por vários países, sedentos de paz.  E muitos buscam esta paz  nos lugares e caminhos mais diversos, sendo que para conseguir esta paz, muitos agem com violência, matando, roubando, enganando, mentindo, escravizando o irmão fraco, e entre tantas outras ações violentas, que acarretam ainda mais violência,  a tão desejada paz mesmo, vai ficando de lado. É assim que pensa uma grande parte dos habitantes deste planeta, pois cada um está mesmo é preocupado com o seu conforto, e não se importa com a paz entre todos.

O mundo de hoje se arma, levanta muros altos, com cercas elétricas, soldados armados tomam conta de residências, alarmes, e toda esta parafernália violenta, tem como objetivo o viver em paz dentro de suas residências, se livrando do mundo perigoso que está lá fora.

Meus irmãos e irmãs. Como podemos lhes dizer que a verdadeira paz é proveniente da paz interior gerada pela consciência tranquila, proveniente da paz com os demais irmãos e irmãs, e da paz com Deus?

Ninguém jamais poderá viver em paz,  se dentro da sua mente há ódio, sentimento de vingança, de inveja, de repúdio aos irmãos que lhes são contrários...

Como podemos estar sossegados e em paz,  se todo o dinheiro que dispomos foi um dinheiro tirado, roubado, desviado, tomado, de onde ele deveria ser empregado para o progresso, e a paz de todos?

Jesus mandou os discípulos dizer por onde andassem que o Reino de Deus está próximo deles. Ora, só pode haver paz, para quem acredita, aceita, e busca a proximidade com este mesmo Reino de Deus que é nosso. Quando todos aceitam viver na presença de Deus, assim a paz acontecerá.  Uma paz gratuita, sustentável e verdadeira. Esta é a mesma paz que Jesus desejou a nós: Eu vos dou a minha paz, eu vos deixo a minha paz.  É aquela mesma paz que Ele mandou os seus enviados desejar às pessoas com as quais eles visitassem.

A paz de Cristo nos vem por meio da Eucaristia. Quando estando puros sem pecados graves, e comungamos o corpo e o sangue de Cristo por meio da Eucaristia, com toda certeza estamos em PAZ! E somente deste modo nós podemos contagiar a todos com a paz verdadeira, a paz de Cristo Jesus.

 

José Salviano.     

Santa Teresinha do Menino Jesus.

 Arquidiocese de Juiz de Fora celebra Santa Teresinha | ACESSA.com - Cidade

Teresa do Menino Jesus e da Sagrada Face (Teresa Martin) nasceu em Alençon na França, em 1873 e morreu em 1897; deu à sua breve existência o cunho inigualável do sorriso, expressão daquela alegria ultraterrena, que segundo as suas palavras “não está nos objetos que nos circundam, mas reside no íntimo mais profundo da alma”. Inclinada por temperamento à calma e à tristeza, Teresa, com lindos cabelos loiros, olhos azuis, traços delicados, alta, extraordinariamente bonita, quando escrevia no seu diário “Oh! sim, tudo me sorrirá aqui na terra”, era uma época em que estava experimentando injustiças e incompreensões. Já atingida pela tuberculose pulmonar, debilitada nas forças, não rejeitava trabalho algum e continuava “a jogar para Jesus flores de pequenos sacrifícios”. Qualquer um que tenha lido as páginas estupendas dos seus caderninhos onde ia traçando, por obediência, as suas experiências interiores, publicadas depois sob o título de História de uma Alma, bem sabe que esses sacrifícios não eram pequenos. Teresa deu à sua vida de ascese o título de Infância espiritual não por natural tendência de colocar tudo no diminutivo, mas por uma escolha muito preciosa conforme o convite do Evangelho de “se fazer pequeno como criança”. Ela escreve: “Eu havia me oferecido a Jesus Menino como um brinquedo, e lhe havia dito que não se servisse de mim como uma coisa de luxo, que as crianças se contentam em guardar, mas como uma pequena bola sem valor, que ele pudesse jogar na terra, empurrar com os pés, deixar em um canto, ou também apertar contra o coração, quando isso lhe agradasse. Numa palavra, queria divertir o Menino Jesus e abandonar-me aos seus caprichos infantis”. A vida da infância espiritual é também a expressão da sua profunda humildade. Os nove anos que passou no Carmelo de Lisieux (aí entrou aos quinze anos, após ter ido a Roma pedir autorização ao Papa), viveu-os tão intensamente a ponto de oferecer ao mundo católico a surpreendentemente imagem de uma santa, aparentemente estranha ao mundo em que viveu, sem relações espirituais com o mundo moderno. No entanto, estava tão imersa na realidade da vida eclesial a ponto de ser declarada em 1927, dois anos após sua elevação às honras dos altares, padroeira principal das missões, e ser invocada desde 1944, como padroeira secundária da França, ao lado da guerreira Joana D’Arc. 

 

Outros Santos do mesmo dia: Santo Face, Santo Remígio, Santo Romano o Hinógrafo, Santo Melório, Santo Bavo, BeaTO Francisco de Pesaro, Beato Nicolau de Força Palena, Beato Álvaro Sanjuan Canet, Beato Antônio Rewera, Beato Diego Botello e Beato Luís Monti.

 

 

Prof. Felipe Aquino