segunda-feira, 2 de novembro de 2009

IMPOSIÇÃO DE MÃOS: QUEM PODE E COMO FAZER?

Há certas dúvidas, ou até certas orientações erradas em relação à imposição das mãos na RCC. É importante também, distinguir a imposição de mãos que acontece no Crisma e Ordenação – que conferem uma graça sacramental – da imposição de mãos feita por fiéis comuns. Somente um Bispo (ou um sacerdote delegado pelo Bispo) tem autoridade para impor as mãos no primeiro sentido acima. Esta imposição de mãos sacramental é relatada no Novo Testamento, em At 6,6; 1Tm 4,14; 2Tm 1,6-7.
O Segundo tipo de imposição de mãos é também conhecido nas Escrituras. Em Marcos 16,17-18, o Senhor Jesus ressuscitado promete. Ele não diz quês estes sinais acompanharão somente os nomeados como apóstolos ou líderes. Em At 19,17, vemos Ananias, um fiel comum que, que sendo guiado pelo Espírito Santo, impôs suas mãos sobre Saulo para que este recuperasse a visão e fosse cheio do Espírito.
Tiago 5,14-16, instrui a todo aquele que estiver enfermo “a chamar os sacerdotes da Igreja (presbíteros), e estes façam oração sobre ele, ungindo com óleo em nome do Senhor”, mas então acrescenta “confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados.
At 13,3, a comunidade como um todo impõe as mãos sobre Barnabé e Saulo para prepará-los e rezar para a unção do Espírito em sua missão.
A prática de imposição de mãos tem sido reavivada em anos recentes, especialmente na RCC. Pode ser parte de uma oração de cura, ou de uma oração de preparação para uma missão ou serviço a que uma pessoa é chamada, ou de uma oração para outras graças necessárias. Esta é uma forma de reconhecer que somos pessoas corporais e que Cristo faz suas graças fluírem para todos os membros do Seu Corpo.
Como impor as mãos?
Não há nenhuma restrição ou proibição por parte da igreja. Mas alguns servos mal informados alegam formas e locais apropriados na cabeça para o Espírito santo derramar suas graças. Uns proíbem impor as mãos sobre a cabeça senão o Espírito santo não penetra.Outros, orientam e ensinam coisas absurdas e infantilidades na RCC.Por isso muitos padres não apóiam a RCC.
Quais as orientações da igreja?
A igreja não proíbe, não faz restrições de como impor as mãos. Pode-se impor as duas mãos sobre a cabeça, pode impor as mãos: uma sobre os ombros, outra sobre a cabeça, nos ombros, na fronte. Não há lugar nem modo indicado onde impor as mãos que impeça a ação do Espírito santo. Jesus entrava na sala onde os apóstolos estavam, mesmo que as portas estivessem fechadas. Tocar levemente na cabeça ou na fronte, em cima da cabeça, atrás, nos lados da cabeça. Não há restrição nenhuma. Você pode impor as mãos de qualquer modo. Não são as mãos nem a maneira nem o local que impedem o Espírito santo agir. Se preferir, também não tem que tocar a cabeça da pessoa, fazendo-a sentir o peso de suas mãos, acreditando que de forma contrária, o Espírito não irá operar.
Os servos e servas da RCC merecem esclarecimentos certos para façam e repassarem corretamente aos participantes.
Ainda mais uma observação; depois que você impõe as mãos não precisa ter medo de que o problema ou a doença passou para você. Não passa de jeito nenhum.
Como fazer?
Deve-se pedir gentilmente párea a pessoa antes de impor as mãos. Também nunca devemos empurrar a pessoa com nossa mão para ajudá-la a repousar no Espírito. Qualquer pessoa que luta contra pensamentos impuros não deve impor suas mãos. Não deve haver nenhum sentido de mágica ou poder pessoal, mas simplesmente uma entrega a Jesus, que determina quem, quando e como Ele curará e derramará Sua graça.

Fonte:Boletim do ICCRS – Maio e Junho 2009
RCC – SC Orientações para a RCC - 24/04/09. Liturgia semanal. Pe. Otávio
Foto:
paroquiasaorafael.blogspot.com/2009/07/evange...

IMPOSIÇÃO DE MÃOS

AINDA HOJE, TUDO QUE PRECISAMOS SABER SOBRE IMPOSIÇÃO DE MÃOS.
COMO FAZER?
QUEM PODE FAZER?
O QUE DIZ A IGREJA E QUAL SUA ORIENTAÇÃO?
EXISTE UMA FORMA CORRETA PARA FAZER?
EM BREVE MAIS UMA PEQUENA, MAS IMPORTANTE FORMAÇÃO.
NÃO PERCAM !




Foto: blog.cancaonova.com/ananeri/?p=2891

domingo, 1 de novembro de 2009

DOM DE LÍNGUAS: PARTE I I I



O dom de línguas é um fenômeno bastante normal para as pessoas envolvidas na Renovação Carismática Católica. Mas as pessoas que têm contato com este tipo de oração pela primeira vez podem sentir-se desapontadas, já que algo como a glossolalia (dom de Línguas), parece estranho para eles. São Paulo advertiu aos Coríntios que isto poderia acontecer. (1Cor 14,23).
E esta advertência vem a partir da experiência de Pentencostes, quando os Apóstolos falando em línguas foram objetos de gozação. (At 2,13).
Aqueles que falam em línguas podem ser acusados de serem fanáticos ou mentalmente desequilibados. Tal acusação pode atingir todas as pessoas que estejam profundamente envolvidas em oração, o que é notável a partir da imaginação convencional de oração. E o exemplo do Rei Davi prova isto. Sua filha desprezou-o quando ela o viu dançando e saltando em frente à Arca da Aliança. (1cro 15,29).
No entanto, é necessário declarar que o falar em línguas foi prometido por Jesus antes de sua Ascensão. (Mc 16,17).
Portanto não há nada estranho em usar este carisma. O problema parece surgir entre as pessoas que não conhecem o ensinamento bíblico sobre este dom. É necessário ressaltar que há três tipos de oração em línguas mencionadas na Bíblia:
A Profecia em línguas acontece quando uma pessoa fala em um idioma desconhecido e o resto dos participantes permanece em silêncio. Tal profecia dá frutos se outra pessoa tem o dom de interpretação e explica o que foi dito. (1Cor 14,5-6).
Após receber o Espírito Santo, os Apóstolos estavam falando em línguas que não conheciam antes e estas línguas eram compreensíveis para os Judeus de diferentes nações que vieram para Jerusalém para a festa (At 2,14-13). Estas pessoas ficaram admiradas em ouvir sobre os “prodígios de Deus” em suas próprias línguas. Portanto, este tipo de dom de línguas é um sinal para aqueles que não acreditam.
Adoração espontânea do Senhor aos receber o Espírito Santo (At 10,44-46; 19,1-7). Durante esta oração, muitas pessoas falam em línguas ou Cantam em línguas simultaneamente e este é o verdadeiro dom da glossolalia.
Este dom é hoje em dia, bastante comum em grupos de oração carismáticos. Seu uso mais freqüente acontece quando todos estão adorando a Deus juntos. As pessoas rezam simultaneamente em suas próprias palavras, em línguas e em canções. Pode se dizer que a glorificação zelosa ao Senhor foi renovada na Igreja pela Renovação Carismática e é uma contribuição muito importante ao jorrar de graças na Igreja contemporânea.
O dom de línguas se faz presente durante a invocação do Espírito Santo e durante intercessões. Mas observa-se também que enquanto as pessoas estão glorificando o Senhor, elas geralmente cantam. Este carisma é muito usado durante intercessões, que é também um dos tipos característicos de ministério na Renovação Carismática. Muitas vezes, pessoas rezando por outras sentem que os pedidos que estas fizeram não são necessariamente aqueles que elas mais precisam. As pessoas que rezam por outras pessoas geralmente não o que pedir, portanto rezam em línguas. Então, de acordo com a palavra de Deus (Rm 8,26-27). Algumas vezes o Espírito Santo revela, durante a oração em línguas, qual é o verdadeiro problema da pessoa que esta recebendo a oração. O entendimento pode então ser proclamado como o dom do conhecimento. Algumas vezes o Espírito Santo entende o que as pessoas estão fazendo na oração, o que estão pedindo e responde.

A glossolalia edifica a oração quando as pessoas se congregam no mesmo lugar para encontrar-se com Deus.
Usada quando se está glorificando o Senhor, abre para outros carismas e une as pessoas no mesmo Espírito. Mas também edifica pessoas isoladamente, porque este dom pode ser usado durante nossas orações pessoais. (1Cor 14,4).
Podemos usar este carisma quando sentimos grande entusiasmo e queremos glorificar a Deus, mas nossa mente não consegue “produzir” as palavras adequadas para expressar nossos sentimentos. O dom de línguas é muito usado em tais ocasiões porque não bloqueia nosso entusiasmo. Mas é também bom lembrar que este dom não controla a pessoa, mas é a pessoa que controla o dom e pode fazer uso dele quando bem entender.
O dom de línguas nunca deve ser considerado um tipo de êxtase.

Fonte: Derek Jeziorny
Boletim do ICCRS - Maio-Junho 2009.

ACENDER VELAS, QUAL SIGNIFICADO?



Jesus disse: "Quando acendemos uma vela, colocamo-la, não debaixo da mesa, mas sobre o castiçal, para que ela ilumine a todos que estão em casa. Assim também deve brilhar vossa luz diante dos homens, para que eles vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus" (Mt 5,14). Jesus falava exatamente da luz da fé. Comparou a fé com uma vela acesa. Aquele que vive sua fé, brilha como a luz. Aquele que evita o mal e procura praticar o bem por amor de Deus, esse ilumina os outros. Quem não se esforça por evitar o mal, vive na escuridão e espalha escuridão.

VELAS NOS TÚMULOS
Quando acendemos uma vela sobre a sepultura de alguém, isso significa que a pessoa ali sepultada tinha fé, vivia sua fé, irradiava luz com as boas obras que fazia. Significa também esperança de vida eterna. E, como a fé é vida em Deus, a vela acesa sobre o túmulo de um cristão significa também presença de Deus. Já se vê que é um absurdo acender vela sobre o túmulo de um ateu ou de uma pessoa sem fé. Se a pessoa não tinha fé e não praticava o bem, a vela acesa sobre seu túmulo é uma mentira, porque está significando uma coisa que não existiu.
VELAS NAS IGREJAS
Jesus disse: "Onde houver dois ou mais rezando em meu nome, no meio deles estarei eu" (Mt 18,20). Por isso, toda vez que nos reunimos na igreja, na capela ou em casa para rezar, começamos por acender as velas, para significar a fé daqueles que rezam, para significar a presença de Deus em nossa vida e sobretudo a presença de Deus naquela oração. Na noite do sábado santo, quando o celebrante acende aquela vela grande (o círio pascal), ela significa a ressurreição de Jesus, isto é, a nova vida de Cristo e sua presença entre nós. Quando se batiza uma criança, para significar que o Batismo comunica a vida da fé e para significar também a presença de Deus na alma da criança, acende-se uma vela. Essa vela do Batismo é acesa no círio pascal, mostrando que a vida de fé da criança é a mesma nova vida de Cristo em sua ressurreição. Enfim, nas celebrações religiosas (seja a Santa Missa, os Sacramentos ou qualquer ato de culto), as velas acesas significam a expressão da vida de fé daqueles que rezam e a presença de Deus entre nós.
PROMESSAS DE ACENDER VELAS
Promessa é penitência. Se você faz uma penitência e acende velas como testemunho de sua fé, você está certo. Ao contrário, se uma pessoa não tem religião, não vive sua fé, não liga para as coisas de Deus, mas faz promessa de acender velas, essa pessoa está fazendo uma coisa inútil, porque neste caso, as velas acesas estão exprimindo uma coisa que não existe. Conclusão: a vela que se acende por motivo religioso só tem valor se a pessoa que acende tem fé, faz algum esforço para viver sua religião, faz penitência, procura a amizade com o próximo e com Deus. Há certas pessoas que não vivem sua religião, não vivem sua fé e só se lembram de Deus quando estão em dificuldade. Essas pessoas também fazem promessas de acender velas. Neste caso, quem faz a "penitência" é a vela que está se queimando... Essas tais pessoas não fazem nada mais do que riscar um fósforo, o que não é lá grande trabalho. A vela acesa é símbolo de nossa fé, de nossa vida em Deus e da presença de Deus em nós.
Fonte: cleofas.com.br
Foto:colunas.globoesporte.com/.../2009/03/vela3.jpg

FINADOS: SAUDADES SIM, TRISTEZA NUNCA.

Origens do dia de Finados
Fonte: Arquidiocese de Campinas
Transmissão: Antonio Xisto Arruda
Os finados, os falecidos, sempre estiveram presentes nas celebrações da Igreja e no Momento dos mortos no cânon da missa, desde os primórdios do Cristianismo. Por que então a liturgia cristã interessou-se pelos mortos também fora do memento da missa? Por que a Igreja dedicou um dia exclusivo à lembrança dos finados? Os mártires, a perseguição, os "encontros" e orações em catacumbas, cemitérios e áreas isoladas marcaram o início da vida eclesial de muitos cristãos. Os mais antigos sacramentários romanos atestam o uso de missas pelos defuntos. Não sendo realizadas nos funerais (devido às perseguições etc.), as celebrações funerárias aconteciam depois, como comemoração. A essa prática estão vinculadas diretamente as missas de sétimo e trinta dias. Paralelamente surgiu o registro dos vivos e mortos a serem lembrados nas missas, como pratica-se ainda hoje em toda a Igreja. Esse costume está bem documentado na época carolíngia (IX-X séculos). Isso tomou o lugar dos antigos dípticos, tabuinhas de cera onde figuravam os nomes dos doadores de oferendas. Esses registros eram chamados de livros da vida (Libri vitae) e, como foi dito, incluíam vivos e mortos. Depois, os mortos foram separados dos vivos nessas listas. Desde o século VII (Irlanda), escreviam-se os nomes dos mortos em rolos que circulavam como informação entre monastérios e comunidades. Era também uma maneira de comunicar a morte de monges e membros das comunidades, num contexto carente de meios de informação, muito diferente dos dias de hoje. Dessa tradição surgiram as necrologias (lidas nos ofícios) e obituários (lembrando serviços fundados ou obras de misericórdia dos defuntos em suas datas). Passou-se claramente das menções globais aos nomes individuais. Os libri memorialis carolingianos continham de 15.000 a 40.000 nomes a serem lembrados! As necrologias clunisianas (Abadia de Cluni na França) mencionavam de 40 a 50 nomes por dia! A lembrança litúrgica estava garantida duravelmente aos mortos nominalmente inscritos. Rapidamente, em toda a Igreja, o tempo da morte individual se impõe doravante nos registros mortuários. Existe uma importante contribuição e originalidade clunisiana no cuidado devido aos mortos pela Igreja, que corresponde aos anseios da comunidade e à visão de uma Igreja Peregrina em comunhão com a Igreja Transcedental ou Triunfante (comunhão dos santos). Entretanto, um certo caráter elitista marcava essa união dos vivos com os mortos, pois dizia respeito, em geral, aos grupos dirigentes. Por essas razões, a Igreja decidiu estender à totalidade dos mortos, de forma solene, uma vez por ano, essa atenção litúrgica. No século XI, entre 1024 e 1033, Cluni instituiu a comemoração dos mortos no dia 2 de novembro, em contato com a festa de todos os santos. A Festa dos Mortos será rapidamente celebrada em todo mundo cristão e pagão. Ela surge como um vínculo suplementar entre vivos e mortos na prática da Igreja, destinada a todos. O próprio mundo profano, em geral, também vai aderir a essa prática. Trata-se hoje de um dos feriados mais universais. São cerca de 1000 anos de celebração de Finados pela fé na ressurreição! Principais aspectos celebrados nos Finados Um texto anterior evocou a origem histórica dos Finados. Agora destacam-se os principais aspectos, símbolos e imagens dessa festa cristã. No dia de Finados, não festejamos a morte. Seria uma ignorância e uma contradição. Celebramos sim, nossa fé na ressurreição e a esperança do encontro na morada que Jesus nos preparou, no seio amoroso de Deus. Nos Finados, lembramos e agradecemos a Deus a vida de nossos ascendentes, aqueles que nos antecederam (pais, avós, parentes e amigos). Paramos um minuto. Acendemos uma vela. Proferimos uma oração. Vamos à missa nos cemitérios ou comunidades. Agradecemos a Deus essa cadeia da vida que nos tornou possíveis e viventes. Não somos filhos do nada, nem começamos em nós mesmos. Os filhos do nada são sementes de caos. Somos sementes do Cosmos, do amor de Deus, transmitido por avós, pais e antepassados. Essa cadeia de gerações nos transmitiu vida e fé, como expressão da tradição católica, a transmissão pela Igreja das verdades da fé. A luz, que nos iluminou através de pais, avós, parentes ou amigos, não se apagou com suas mortes. Acendemos velas para lembrar que essa luz segue nos iluminando, em nossos corações. Veneramos seus exemplos e imitamos sua fé (Hb 13,7). Enfeitamos as sepulturas com flores, símbolo da ressurreição. Nossos mortos são plantados como sementes, regadas com nossas lágrimas, e florescem ressuscitados no jardim do Senhor. Cada um de nós recebe de Deus dons especiais, como sementes do Reino. Durante a vida devemos cultivar esses dons, deixá-los florescer e perfumar os irmãos e irmãs. A Igreja católica é o jardim perfumado do Senhor. Ela não condena, mas ama e acolhe. Quem busca caminhar com Jesus na vida, estará com Ele na morte e eternidade. Nossa morte não é um fim. É nossa páscoa, nossa passagem para a casa do Pai. Nada pode nos separar do amor de Cristo. Os mortos e os vivos participam da comunhão dos santos. Quem morre sai deste mundo, destas dimensões e entra na eternidade. Na eternidade não existe tempo, nem espaço. Deus vê sempre como presente nossa oração, passada ou futura. Por isso ainda oramos pela conversão do outro malfeitor ao lado de Jesus e por nossos entes queridos falecidos que morreram na esperança da ressurreição. Nos Finados nós não rezamos aos mortos, mas pelos mortos. Os mortos não saíram da economia eclesial e participam da comunhão dos santos. Na morte a vida não é tirada mas transformada. Nossa vida é eterna.
Site: cleofas.com.br
Foto: cancaonova.com.br