segunda-feira, 23 de janeiro de 2023

3ª Semana do Tempo Comum - Quando rejeitam a carta por ódio ao carteiro.

 Marcos 3,22-30 - quem blasfemar contra o Espírito Santo, nunca será  perdoado - YouTube

Primeira Leitura: Hebreus 9,15.24-28

Leitura da carta aos Hebreus – Irmãos, 15Cristo é mediador de uma nova aliança. Pela sua morte, ele reparou as transgressões cometidas no decorrer da primeira aliança. E, assim, aqueles que são chamados recebem a promessa da herança eterna. 24Jesus não entrou num santuário feito por mão humana, imagem do verdadeiro, mas no próprio céu, a fim de comparecer, agora, na presença de Deus, em nosso favor. 25E não foi para se oferecer a si muitas vezes, como o sumo sacerdote que, cada ano, entra no santuário com sangue alheio. 26Porque, se assim fosse, deveria ter sofrido muitas vezes, desde a fundação do mundo. Mas foi agora, na plenitude dos tempos, que, uma vez por todas, ele se manifestou para destruir o pecado pelo sacrifício de si mesmo. 27O destino de todo homem é morrer uma só vez, e depois vem o julgamento. 28Do mesmo modo, também Cristo, oferecido uma vez por todas para tirar os pecados da multidão, aparecerá uma segunda vez, fora do pecado, para salvar aqueles que o esperam. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 97(98)

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios!

1. Cantai ao Senhor Deus um canto novo, / porque ele fez prodígios! / Sua mão e o seu braço forte e santo / alcançaram-lhe a vitória. – R.

2. O Senhor fez conhecer a salvação, / e às nações, sua justiça; / recordou o seu amor sempre fiel / pela casa de Israel. – R.

3. Os confins do universo contemplaram / a salvação do nosso Deus. / Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / alegrai-vos e exultai! – R.

4. Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa / e da cítara suave! / Aclamai, com os clarins e as trombetas, / ao Senhor, o nosso rei! – R.

Evangelho: Marcos 3,22-30

Aleluia, aleluia, aleluia.

Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; / fez brilhar, pelo Evangelho, a luz e a vida imperecíveis (2Tm 1,10). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 22os mestres da Lei, que tinham vindo de Jerusalém, diziam que ele estava possuído por Belzebu e que, pelo príncipe dos demônios, ele expulsava os demônios. 23Então Jesus os chamou e falou-lhes em parábolas: “Como é que satanás pode expulsar a satanás? 24Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se. 25Se uma família se divide contra si mesma, ela não poderá manter-se. 26Assim, se satanás se levanta contra si mesmo e se divide, não poderá sobreviver, mas será destruído. 27Ninguém pode entrar na casa de um homem forte, para roubar seus bens, sem antes o amarrar. Só depois poderá saquear sua casa. 28Em verdade vos digo, tudo será perdoado aos homens, tanto os pecados como qualquer blasfêmia que tiverem dito. 29Mas quem blasfemar contra o Espírito Santo nunca será perdoado; será culpado de um pecado eterno”. 30Jesus falou isso porque diziam: “Ele está possuído por um espírito mau”. – Palavra da salvação.

Reflexão
O que faziam outrora com Cristo, acusando-o de expulsar demônios pelo poder de Beelzebu, fazem-no hoje contra a Igreja, acusando-a de toda sorte de mentiras, os inimigos do Evangelho. Jesus, por querer fazer discípulos, livrando-os da vida de pecado, era por seus detratores apodado dos nomes mais indignos e blasfemos: beberrão, impuro, infiel à Lei e às tradições etc. A Igreja, por fazer o que lhe mandou fazer Cristo, isto é, dar continuidade à sua obra redentora, é por seus inimigos acusada dos mais variados crimes: intolerante, moralista, retrógrada etc. Na boca de uns e outros podemos pôr as mesmas palavras com que confessavam os demônios o seu desespero, ao verem Cristo pôr abaixo a sua tirania infernal: “Que tens a ver conosco, Filho de Deus? Vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?” (Mt 8, 29). Os acusadores de Cristo, vendo como Ele lhes desmascarava a hipocrisia e o legalismo fútil, o acusavam dos vícios que possuíam; os acusadores da Igreja, vendo como ela lhes desmascara a vida perversa, lhe imputam a maldade que eles mesmos praticam, por mais que a encubram com os floreios do politicamente correto. Jesus, Filho encarnado, foi acusado de agir sob o impulso de Satanás; a Igreja, empenhada em desviar o homem do caminho do inferno, é acusada de ser intolerante e preconceituosa. Eis a malícia, eis a inversão diabólica desses que são filhos do pai da mentira. Mas, diante disso, que coisas nos cabe fazer? A primeira é que saibamos suportar com paciência e ânimo de mortificação, oferecendo-as a Cristo em reparação de nossas muitas culpas, as injúrias que forem dirigidas contra nós, pessoalmente. A segunda é que rezemos sempre pelos que nos caluniam e paguemos com o bem o mal com que pagam nosso exemplo e palavra. A terceira e última é que tenhamos a coragem de defender com firmeza e calma, com objetividade e caridade, a Cristo e sua Igreja, a quem muitos chegam a rejeitar em bloco por terem começado a rejeitar em parte os seus membros.


https://padrepauloricardo.org

domingo, 22 de janeiro de 2023

3º Domingo do Tempo Comum - Semeie a fraternidade e a comunhão em suas relações.

 III Domingo do Tempo Comum - Ano A

Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo (Sl 95,1.6).

Reunimo-nos em nome de Jesus, luz que ilumina os caminhos da nossa comunidade, para celebrar a Eucaristia. Esta liturgia renove em nós o chamado do Senhor para segui-lo, a fim de nos tornarmos partícipes de uma Igreja sinodal, sempre mais fiéis no anúncio e propagação do Reino dos Céus. Hoje a Igreja celebra, em todo o mundo, o domingo da Palavra de Deus.

Primeira Leitura: Isaías 8,23-9,3

Leitura do livro do profeta Isaías – 23No tempo passado, o Senhor humilhou a terra de Zabulon e a terra de Neftali; mas recentemente cobriu de glória o caminho do mar, do além-Jordão e da Galileia das nações. 9,1O povo que andava na escuridão viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu. 2Fizeste crescer a alegria e aumentaste a felicidade; todos se regozijam em tua presença como alegres ceifeiros na colheita ou como exaltados guerreiros ao dividirem os despojos. 3Pois o jugo que oprimia o povo – a carga sobre os ombros, o orgulho dos fiscais -, tu os abateste como na jornada de Madiã. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 26(27)

O Senhor é minha luz e salvação. / O Senhor é a proteção da minha vida.

1. O Senhor é minha luz e salvação; / de quem eu terei medo? / O Senhor é a proteção da minha vida; / perante quem eu tremerei? – R.

2. Ao Senhor eu peço apenas uma coisa / e é só isto que eu desejo: / habitar no santuário do Senhor / por toda a minha vida; / saborear a suavidade do Senhor / e contemplá-lo no seu templo. – R.

3. Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver / na terra dos viventes. / Espera no Senhor e tem coragem, / espera no Senhor! – R.

Segunda Leitura: 1 Coríntios 1,10-13.17

Leitura da primeira carta de São Paulo aos Coríntios – 10Irmãos, eu vos exorto, pelo nome do Senhor nosso, Jesus Cristo, a que sejais todos concordes uns com os outros e não admitais divisões entre vós. Pelo contrário, sede bem unidos e concordes no pensar e no falar. 11Com efeito, pessoas da família de Cloé informaram-me a vosso respeito, meus irmãos, que está havendo contendas entre vós. 12Digo isso porque cada um de vós afirma: “Eu sou de Paulo”, ou “eu sou de Apolo”, ou “eu sou de Cefas”, ou “eu sou de Cristo!” 13Será que Cristo está dividido? Acaso Paulo é que foi crucificado por amor de vós? Ou é no nome de Paulo que fostes batizados? 17De fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a Boa-nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria. – Palavra do Senhor.

Evangelho: Mateus 4,12-23 ou 12-17

[A forma breve está entre colchetes.]

Aleluia, aleluia, aleluia.

Pois do Reino a Boa-nova Jesus Cristo anunciava, / e as dores do seu povo, com poder, Jesus curava (Mt 4,23). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – [12Ao saber que João tinha sido preso, Jesus voltou para a Galileia. 13Deixou Nazaré e foi morar em Cafarnaum, que fica às margens do mar da Galileia, 14no território de Zabulon e Neftali, para se cumprir o que foi dito pelo profeta Isaías: 15“Terra de Zabulon, terra de Neftali, caminho do mar, região do outro lado do rio Jordão, Galileia dos pagãos! 16O povo que vivia nas trevas viu uma grande luz, e para os que viviam na região escura da morte brilhou uma luz”. 17Daí em diante, Jesus começou a pregar, dizendo: “Convertei-vos, porque o Reino dos Céus está próximo”.] 18Quando Jesus andava à beira do mar da Galileia, viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Estavam lançando a rede ao mar, pois eram pescadores. 19Jesus disse a eles: “Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens”. 20Eles imediatamente deixaram as redes e o seguiram. 21Caminhando um pouco mais, Jesus viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Estavam na barca com seu pai, Zebedeu, consertando as redes. Jesus os chamou. 22Eles imediatamente deixaram a barca e o pai e o seguiram. 23Jesus andava por toda a Galileia, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade do povo. – Palavra da salvação.

Reflexão 

Vejam, meus irmãos e minhas irmãs, hoje é domingo, dia do Senhor. E o Evangelho nos apresenta essa temática do chamado, os primeiros discípulos de Jesus, as primeiras experiências em que Jesus começou a reunir um grupo de pessoas que se tornaram discípulos, apóstolos, e, hoje, nós podemos também imitar as suas virtudes.

Vejam que o chamado de Jesus acontece para duas duplas de irmãos, é interessante que essas duas duplas deram muito certo, só se separaram na diáspora, a dispersão dos cristãos — a diáspora foi aquele momento em que os cristãos perseguidos, logo na Igreja nascente, depois da morte de Jesus, começaram a se espalhar por diversas regiões e o nome de Jesus foi sendo anunciado em diversas realidades.

Essas duplas aqui, do contrário das duplas dos tempos de hoje que, muitas vezes, se dividem, se deixam, se largam, essas duplas deram certo, foram até o final. Agora, notemos uma coisa interessante, Jesus chama os Seus discípulos de dentro de uma fraternidade.

Jesus ama a fraternidade e Ele não quer a divisão entre nós

Ele pesca irmãos (e o Evangelho foi muito claro): Pedro e seu irmão André; Tiago, filho de Zebedeu, e João, o seu irmão. Veja, Jesus tem apreço pela fraternidade, Ele chama aquele discípulo, mas também chama o irmão dele. Jesus tem apreço por essas relações fraternas, Ele não é pró-separados, mas Jesus é pró-juntos, Jesus tem esse apreço por realidades que formam comunhão, formam comunidade, que agregam.

As duplas que Jesus forma são um mistério da Providência, e não estou falando só dessas duplas do Evangelho, e sim quando, por exemplo, Jesus coloca alguém próximo de você, na sua comunidade, na sua paróquia, no seu ambiente de trabalho; quando Jesus une pessoas é um sinal claro da Sua Providência.

Quem está perto de nós não está por acaso, está por um desígnio da Providência Divina, que quer formar comunidade, dar ao mundo um testemunho de comunhão. As redes e as barcas não valem mais do que as relações fraternas, porque as redes e as barcas passam, ficam para trás, o que fica realmente são pessoas.

Então, todas as realidades deste mundo vão passar um dia, mas as relações que nós construímos precisam permanecer para sempre! Jesus ama a fraternidade; e Ele não quer a divisão entre nós, comunidades, paróquias, não quer divisão nas nossas famílias, nas nossas realidades sociais, mas Ele quer que nós nos unamos porque fazemos parte da família de Jesus.

Sobre todos vós, desça a bênção do Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém!


Padre Donizete Ferreira

sábado, 21 de janeiro de 2023

2ª Semana do Tempo Comum - Quem é Jesus?

 22/01 – E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. –  Pastoral Universitária UniSALESIANO

Primeira Leitura: Hebreus 9,2-3.11-14

Leitura da carta aos Hebreus – Irmãos, 2foi construída uma primeira tenda, chamada o Santo, onde se encontravam o candelabro, a mesa e os pães da proposição. 3Atrás da segunda cortina havia outra tenda, chamada o Santo dos Santos. 11Cristo, porém, veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Através de uma tenda maior e mais perfeita, que não é obra de mãos humanas, isto é, que não faz parte desta criação, 12e não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, ele entrou no santuário uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna. 13De fato, se o sangue de bodes e touros e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros os santifica e realiza a pureza ritual dos corpos, 14quanto mais o sangue de Cristo purificará a nossa consciência das obras mortas para servirmos ao Deus vivo, pois, em virtude do espírito eterno, Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 46(47)

Por entre aclamações Deus se elevou, / o Senhor subiu ao toque da trombeta.

1. Povos todos do universo, batei palmas, / gritai a Deus aclamações de alegria! / Porque sublime é o Senhor, o Deus altíssimo, / o soberano que domina toda a terra. – R.

2. Por entre aclamações Deus se elevou, / o Senhor subiu ao toque da trombeta. / Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, / salmodiai, ao som da harpa, ao nosso rei! – R.

3. Porque Deus é o grande rei de toda a terra, / ao som da harpa acompanhai os seus louvores! / Deus reina sobre todas as nações, / está sentado no seu trono glorioso. – R.

Evangelho: Marcos 3,20-21

Aleluia, aleluia, aleluia.

Abri-nos, ó Senhor, o coração, / para ouvirmos a palavra de Jesus! (At 16,14) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos – Naquele tempo, 20Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente, que eles nem sequer podiam comer. 21Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. – Palavra da salvação.

Reflexão
Os dois pequenos versículos de que se compõe o Evangelho de hoje apresentam-nos três situações distintas e bem contrastantes: de um lado, Jesus agracia seus discípulos estando em casa com eles num trato pessoal e amigável; de outro, as multidões que o seguem continuam a avolumar-se tanto que não lhes sobra nem tempo de comer; por fim, os parentes de Cristo, sabendo que Ele enfim voltara para casa, decidem agarrá-lo sob o pretexto de que “estava fora de si”. O Evangelho deste sábado coloca-nos, assim, diante de um impasse a que todos nós, de um modo ou de outro, somos instados a responder. Pois bem, sabemos pelo testemunho inequívoco das Escrituras que Jesus afirmou ser verdadeiramente o Filho de Deus, que existe muito antes de que Abraão fosse; e não só isso: em várias passagens o vemos perdoar os pecados e arrogar-se o direito de julgar a vivos e mortos no Fim dos Tempos. Diante de tamanhas declarações, só há três opções possíveis: ou Jesus é de fato o que dizia ser, e por isso temos de crer em sua palavra; ou é um mentiroso de quem não devemos fazer o menor caso; ou não passa de um louco afetado de algum “complexo messiânico”. Ora, se Jesus não é Deus, não lhe devemos respeito algum; no entanto, é impossível que Ele seja louco ou mentiroso, já que a sua grandeza moral, o seu perfeito equilíbrio e bom senso, a lucidez e a profundidade de sua doutrina constam com não menor clareza das SS. Escrituras. De maneira que a única resposta sensata e razoável que podemos dar a Cristo é a fé em sua divindade. Façamos hoje a escolha correta e associemo-nos aos que, há dois mil anos, vêm-se reunindo em torno de Cristo e tendo a alegria de estar com Ele em casa, nas moradas que o Pai nos preparou.


https://padrepauloricardo.org

sexta-feira, 20 de janeiro de 2023

2ª Semana do Tempo Comum - Deus nos quer na sua Igreja.

 Evangelho de hoje (Marcos 3,7-12) - Egídio Serpa | Egídio Serpa - Diário do  Nordeste

Primeira Leitura (Hb 7,25–8,6)

Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos, 25Jesus é capaz de salvar para sempre aqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus. Ele está sempre vivo para interceder por eles.

26Tal é precisamente o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus. 27Ele não precisa, como os sumos sacerdotes, oferecer sacrifícios em cada dia, primeiro por seus próprios pecados e depois pelos do povo. Ele já o fez uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo.

28A Lei, com efeito, constituiu sumos sacerdotes sujeitos à fraqueza, enquanto a palavra do juramento, que veio depois da Lei, constituiu alguém que é Filho, perfeito para sempre. 8,1O tema mais importante da nossa exposição é este: temos um sumo sacerdote tão grande, que se assentou à direita do trono da majestade, nos céus. 2Ele é ministro do Santuário e da Tenda verdadeira, armada pelo Senhor, e não por mão humana.

3Todo sumo sacerdote, com efeito, é constituído para oferecer dádivas e sacrifícios; portanto, é necessário que tenha algo a oferecer. 4Na verdade, se Cristo estivesse na terra, não seria nem mesmo sacerdote, pois já existem os que oferecem dádivas de acordo com a Lei. 5Estes celebram um culto que é cópia e sombra das realidades celestes, como foi dito a Moisés, quando estava para executar a construção da Tenda. “Vê, faze tudo segundo o modelo que te foi mostrado sobre a montanha”.

6Agora, porém, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

responsório Sl 39(40),7-8a.8b-9.10.17 (R. cf. 8a.9a)

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: “Eis que venho!”

— Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”

— Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!

— Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor! Digam sempre: “É grande o Senhor!” os que buscam em vós seu auxílio.

Evangelho (Mc 3,7-12)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (2Tm 2, 1-10)

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.

10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

No Evangelho de hoje, S. Marcos nos apresenta de forma bem resumida o sucesso da pregação de Nosso Senhor. Suas obras e palavras, além de granjear muitos seguidores, vêm despertando o interesse e a curiosidade de quantos habitam Israel e seus entornos, mas também o ódio e a indignação dos fariseus: de um lado, a luz do Cristo prometido brilha e se expande; de outro, as trevas, servindo-se da inveja de uns poucos, pretendem ofuscá-la a todo custo. É no contexto desse antagonismo que Jesus dá início ao seu projeto de ir pouco a pouco lançando as bases da Igreja. De fato, como ouviremos no Evangelho de amanhã, Ele escolherá seus doze Apóstolos, colunas do novo Israel, numa clara alusão aos doze filhos de Jacó. Por isso, ao subir hoje na barca de S. Pedro, Jesus nos deixa sinalizado que é por meio de sua única Igreja, cimentada no testemunho apostólico, que Ele quer conduzir-nos através do mar deste mundo em direção à nossa pátria no céu. Este trecho de S. Marcos, portanto, mais do que narrar um episódio em particular, quer ser uma “janela” aberta pela qual possamos enxergar a realidade da Igreja e a dimensão eclesiológica da nossa salvação: se Deus, com efeito, deseja que todos os homens se salvem (cf. 1Tm 2, 4), não o quer senão pelo conhecimento da verdade de seu Filho, que nos chama hoje a embarcar com Ele na única Igreja verdadeira, fora da qual não há salvação — “extra quam nulla est salus”.


https://padrepauloricardo.org 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

2ª Semana do Tempo Comum - Deus nos quer na sua Igreja.

 

 Liturgia Diária

Primeira Leitura (Hb 7,25–8,6)

Leitura da Carta aos Hebreus.

Irmãos, 25Jesus é capaz de salvar para sempre aqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus. Ele está sempre vivo para interceder por eles.

26Tal é precisamente o sumo sacerdote que nos convinha: santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores e elevado acima dos céus. 27Ele não precisa, como os sumos sacerdotes, oferecer sacrifícios em cada dia, primeiro por seus próprios pecados e depois pelos do povo. Ele já o fez uma vez por todas, oferecendo-se a si mesmo.

28A Lei, com efeito, constituiu sumos sacerdotes sujeitos à fraqueza, enquanto a palavra do juramento, que veio depois da Lei, constituiu alguém que é Filho, perfeito para sempre. 8,1O tema mais importante da nossa exposição é este: temos um sumo sacerdote tão grande, que se assentou à direita do trono da majestade, nos céus. 2Ele é ministro do Santuário e da Tenda verdadeira, armada pelo Senhor, e não por mão humana.

3Todo sumo sacerdote, com efeito, é constituído para oferecer dádivas e sacrifícios; portanto, é necessário que tenha algo a oferecer. 4Na verdade, se Cristo estivesse na terra, não seria nem mesmo sacerdote, pois já existem os que oferecem dádivas de acordo com a Lei. 5Estes celebram um culto que é cópia e sombra das realidades celestes, como foi dito a Moisés, quando estava para executar a construção da Tenda. “Vê, faze tudo segundo o modelo que te foi mostrado sobre a montanha”.

6Agora, porém, Cristo possui um ministério superior. Pois ele é o mediador de uma aliança bem melhor, baseada em promessas melhores.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Responsório Sl 39(40),7-8a.8b-9.10.17 (R. cf. 8a.9a)

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

— Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: “Eis que venho!”

— Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”

— Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!

— Mas se alegre e em vós rejubile todo ser que vos busca, Senhor! Digam sempre: “É grande o Senhor!” os que buscam em vós seu auxílio.

Evangelho (Mc 3,7-12)

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Jesus Cristo Salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis. (2Tm 2, 1-10)

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 7Jesus se retirou para a beira do mar, junto com seus discípulos. Muita gente da Galileia o seguia. 8E também muita gente da Judeia, de Jerusalém, da Idumeia, do outro lado do Jordão, dos territórios de Tiro e Sidônia, foi até Jesus, porque tinham ouvido falar de tudo o que ele fazia. 9Então Jesus pediu aos discípulos que lhe providenciassem uma barca, por causa da multidão, para que não o comprimisse.

10Com efeito, Jesus tinha curado muitas pessoas, e todos os que sofriam de algum mal jogavam-se sobre ele para tocá-lo. 11Vendo Jesus, os espíritos maus caíam a seus pés, gritando: “Tu és o Filho de Deus!” 12Mas Jesus ordenava severamente para não dizerem quem ele era.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

No Evangelho de hoje, S. Marcos nos apresenta de forma bem resumida o sucesso da pregação de Nosso Senhor. Suas obras e palavras, além de granjear muitos seguidores, vêm despertando o interesse e a curiosidade de quantos habitam Israel e seus entornos, mas também o ódio e a indignação dos fariseus: de um lado, a luz do Cristo prometido brilha e se expande; de outro, as trevas, servindo-se da inveja de uns poucos, pretendem ofuscá-la a todo custo. É no contexto desse antagonismo que Jesus dá início ao seu projeto de ir pouco a pouco lançando as bases da Igreja. De fato, como ouviremos no Evangelho de amanhã, Ele escolherá seus doze Apóstolos, colunas do novo Israel, numa clara alusão aos doze filhos de Jacó. Por isso, ao subir hoje na barca de S. Pedro, Jesus nos deixa sinalizado que é por meio de sua única Igreja, cimentada no testemunho apostólico, que Ele quer conduzir-nos através do mar deste mundo em direção à nossa pátria no céu. Este trecho de S. Marcos, portanto, mais do que narrar um episódio em particular, quer ser uma “janela” aberta pela qual possamos enxergar a realidade da Igreja e a dimensão eclesiológica da nossa salvação: se Deus, com efeito, deseja que todos os homens se salvem (cf. 1Tm 2, 4), não o quer senão pelo conhecimento da verdade de seu Filho, que nos chama hoje a embarcar

 

 https://padrepauloricardo.org