sexta-feira, 5 de agosto de 2022

18ª Semana do Tempo Comum - Renúncia, a essência do cristianismo.

 A Paixão de Cristo – Papo de Cinema

Primeira Leitura (Na 2,1.3;3,1-3.6-7)

Leitura da Profecia de Naum.

2,1“Eis sobre os montes os passos de um mensageiro, que anuncia a paz. Ó Judá, celebra tuas festas, cumpre tuas promessas: nunca mais Belial pisará teu solo; ele foi aniquilado. 3O Senhor há de restaurar a grandeza de Jacó, assim como a grandeza de Israel, pois os ladrões os saquearam e devastaram suas videiras.

3,1Ai de ti, cidade sanguinária, cheia de imposturas, cheia de espoliação e de incessante rapinagem. 2Estalo de chicotes, fragor de rodas, cavalos relinchando, ringir de carros impetuosos, cavaleiros à carga, 3espadas brilhando e lanças reluzentes, trucidados sem conta, mortos aos montes; cadáveres sem fim, tropeça-se sobre os corpos.

6Farei cair sobre ti tuas abominações, e te lançarei em rosto merecidos insultos; de ti farei um exemplo. 7Assim, todos os que te virem, fugirão para longe, dizendo: ‘Nínive está em ruínas! Quem terá compaixão dela? Onde achar quem a console?’”

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Responsório (Dt 32,35-41)

— Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!

— Sou eu que tiro a vida, sou eu quem faz viver!

— Já vem o dia em que serão arruinados e o seu destino se apressa em chegar. Porque o Senhor fará justiça a seu povo e salvará todos aqueles que o servem.

— Saibam todos que eu sou, somente eu, e não existe outro Deus além de mim: quem mata e faz viver, sou eu somente, sou eu que firo e eu que torno a curar.

— Se eu afiar a minha espada reluzente e com as minhas próprias mãos fizer justiça, dos adversários todos hei de me vingar e vou retribuir aos que odeiam.

Evangelho (Mt 16,24-28)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 24Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga. 25Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la.

26De fato, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? Que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com seu Reino”.

Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

Reflexão

No Evangelho de ontem, Cristo revelou a Simão Pedro os sofrimentos que, para a nossa salvação, Ele ainda havia de suportar; no de hoje, revela-nos a nós, resgatados pela efusão de seu preciosíssimo sangue, a necessidade de renunciarmos ao "homem velho" que vive dentre de nós e, renascidos pela morte do Batismo, tomarmos a nossa cruz e O seguirmos: "Se alguém quer me seguir", ordena o Senhor, "renuncie a si mesmo, tome sua cruz e me siga". A estas exigentes palavras resume-se, por assim dizer, a essência da religião cristã, pois não é possível ser discípulo de Jesus quem, de sua parte, não quer percorrer os caminhos por que Ele mesmo quis passar. De fato, assim como o Filho do Homem muito teve de sofrer na mão dos chefes do povo, a fim de que, pela sua Paixão, fôssemos livres da escravidão do demônio e do pecado, assim também cada fiel tem de saber carregar suas cruzes diárias, que, embora causem sim dor e sofrimento, são o meio por que o nosso querido Deus-Pai quer conduzir-nos à glória da Ressurreição do seu bem-amado Filho. Peçamos pois a Nosso Senhor que nos dê graça e força para, configurados a Ele, podermos passar com fé e coragem as páscoas que nesta vida nos ajudam a nascer para a glória do Céu.  


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quinta-feira, 4 de agosto de 2022

18ª Semana do Tempo Comum - Deposite a sua fé no Senhor.

MATEUS 16,13-23: A COMUNIDADE DE FÉ: PEDRA DE APOIO OU PEDRA DE TROPEÇO? -  Padre Lucas Peregrinações

Primeira Leitura (Jr 31,31-34)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

31“Eis que virão dias, diz o Senhor, em que concluirei com a casa de Israel e a casa de Judá uma nova aliança; 32não como a aliança que fiz com seus pais, quando os tomei pela mão para retirá-los da terra do Egito, e que eles violaram, mas eu fiz valer a força sobre eles, diz o Senhor.

33Esta será a aliança que concluirei com a casa de Israel, depois desses dias, diz o Senhor: imprimirei minha lei em suas entranhas, e hei de inscrevê-la em seu coração; serei seu Deus e eles serão meu povo. 34Não será mais necessário ensinar seu próximo ou seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor!’; todos me reconhecerão, do menor ao maior deles, diz o Senhor, pois perdoarei sua maldade, e não mais lembrarei o seu pecado”.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Responsório (Sl 50)

— Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

— Ó Senhor, criai em mim um coração que seja puro!

— Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!

— Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Ensinarei vosso caminho aos pecadores, e para vós se voltarão os transviados.

— Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

Evangelho (Mt 16,13-23)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; Outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.

15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.

20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias. 21Jesus começou a mostrar aos seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.

22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isto nunca te aconteça!” 23Jesus, porém, voltou-se para Pedro, e disse: “Vai para longe, Satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 Reflexão

Meu irmão e minha irmã, hoje, comemoramos São João Maria Vianney. Um santo francês, um santo que deu a sua vida por amor a Nosso Senhor Jesus Cristo, um santo que é padroeiro dos párocos, padroeiro também dos padres. Um santo que consumiu a sua vida, que entregou a sua vida no confessionário, no ensino, no catecismo. Um homem, de fato, de Deus, um homem superpenitente.

E, hoje, o Evangelho que nós escutamos, esse trecho que escutamos, diz da resposta de Pedro diante da pergunta de Jesus: “O que dizem? O que a multidão diz a respeito de mim?”. “Ah, é um grande profeta!”, “É Elias!”, “É João Batista!”, “Mas e para vocês? Quem Eu sou?”. E Pedro deu esta resposta: “Tu és o Messias”. E Jesus se alegrou com a resposta de Pedro porque ele respondeu não segundo a carne, não numa visão superficial, mas numa visão espiritual, e numa visão mais profunda, porque Pedro fez uma experiência de amor com Nosso Senhor, e pôde dar uma resposta correta.

É claro que, no Evangelho, vamos escutar que Pedro também errou dizendo para Jesus que Ele não deveria sofrer e tudo mais. Jesus também o repreendeu.

Dizer que o Senhor é o Messias é dizer que Ele é o Salvador e que a nossa fé está n’Ele

E, meus irmãos, também passamos por isso! Temos altos e baixos na nossa caminhada espiritual, temos altos e baixos na nossa saúde, é ou não é verdade? Na nossa saúde física. Mas Pedro pôde dar uma resposta em Deus: “Tu és o Messias. Tu és o Cristo. Tu és o Senhor. O Senhor não é só um milagreiro, só um grande pregador; o Senhor é Deus em outras palavras”, foi a resposta de Pedro.

Meus irmãos, e por causa dessa resposta de Pedro, Jesus confiou a ele a Igreja. Os apóstolos devem cuidar da Igreja, devem zelar pela Igreja, devem ser fiéis ao Evangelho e anunciar. E assim, cada apóstolo fez, o Papa também faz e confia nos sacerdotes para que anunciem e preguem também o Evangelho.

Neste dia de São João Maria Vianney, rezemos pelos sacerdotes, para que eles possam dar uma resposta também de fé, crendo em Jesus e anunciando Ele. A resposta que Pedro deu, a resposta que São João Maria Vianney deu, é uma resposta que eu também preciso dar e que você precisa dar.

Que os nossos sacerdotes sejam fiéis, sejam coerentes em anunciar o Evangelho, em viver o Evangelho, e que você também seja fiel! Sejamos fiéis ao anúncio da Palavra, sejamos fiéis a esta resposta: “Tu és o Messias”. E dizer que o Senhor é o Messias é dizer que Ele é o Senhor, que Ele é o Salvador e que a nossa fé está n’Ele. Que a nossa fé esteja em Nosso Senhor! E vamos dar a nossa resposta com a nossa vida, amando-nos uns aos outros.

Abençoe-vos o Deus Todo-poderoso. Pai, Filho e Espírito Santo. Amém! 


Padre Márcio Prado - Sacerdote da Comunidade Canção Nova.

quarta-feira, 3 de agosto de 2022

18ª Semana do Tempo Comum - Jesus e a mulher cananeia.

 08/08 - Evangelho do Dia: Mt 15,21-28 - Rádio Rainha da Paz

Primeira Leitura (Jr 31,1-7)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

1“Naquele tempo, diz o Senhor, serei Deus para todas as tribos de Israel, e elas serão meu povo”. 2Isto diz o Senhor: “Encontrou perdão no deserto o povo que escapara à espada; Israel encaminha-se para o seu descanso”.

3O Senhor apareceu-me de longe: “Amei-te com amor eterno e te atraí com a misericórdia. 4De novo te edificarei, serás reedificada, ó jovem nação de Israel; de novo teus tambores ornarão as praças e sairás entre grupos de dançantes. 5Hás de plantar vinhas nos montes de Samaria; os cultivadores hão de plantar e também colher.

6Virá o dia em que gritarão os guardas no monte Efraim: ‘Levantai-vos, vamos a Sião, vamos ao Senhor, nosso Deus’. 7Isto diz o Senhor: Exultai de alegria por Jacó, aclamai a primeira das nações; tocai, cantai e dizei: ‘Salva, Senhor, teu povo, o resto de Israel’”.

- Palavra do Senhor - Graças a Deus.

Responsório (Jr 31,10-13)

— O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

— O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

— Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: “Quem dispersou Israel vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!”

— Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor:

— Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra.

Evangelho (Mt 15,21-28)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. 22Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” 23Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”.

24Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. 25Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” 26Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. 27A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” 28Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada.

— Palavra da Salvação. Glória a vós, Senhor.

 Reflexão

Hoje, o Evangelho nos coloca diante daquele belo e ao mesmo tempo desconcertante episódio em que uma piedosa mãe cananeia recorre confiadamente Àquele que é, por natureza, fonte de toda a piedade: belo, por um lado, porque retrata uma mulher que, com zelo materno, não receia reconhecer a sua condição de filha do Senhor; desconcertante, por outro, porque nos mostra a piedade de Cristo "resistir" de início à piedade daquela boa mãe. Apesar dos seus muitos apelos, diz-nos o Evangelista, Jesus "não lhe respondeu palavra nenhuma". Ora, qual a razão deste silêncio inicial? Por que só depois de muito insistir pôde aquela pagã conseguir do Senhor o favor que tanto Lhe vinha pedindo? Justamente por muito haver insistido; à "negativa" de Jesus ela soube responder com as virtudes que Ele, de sua parte, lhe pedia sem dizer palavra: e humildade. Fé, em primeiro lugar, na verdade do que há pouco lhe revelara o Mestre: "Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel"; humildade, por fim, ao saber de sua indignidade: "Os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!" Rebaixando-se, pois, à condição de cachorrinho, ela manifesta a confiança e a fidelidade típicas de um filho de Deus.

Essa passagem de São Mateus também nos recorda que, para termos uma autêntica vida espiritual, é imprescindível que nos rebaixemos com humildade diante de Deus. Para orarmos, e orarmos com proveito, temos de nos despojar da nossa vaidade, do nosso orgulho, do nosso apego às aparências, aos nossos próprios critérios. Gravemos bem na memória aquelas nunca assaz repetidas palavras da Escritura: "Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes. Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte no tempo oportuno" (1 Pd 5, 5s; Tg 4, 6.10; Pr 3, 34). A exemplo dessa mãe cananeia, confiemos ao Coração amabilíssimo dAquele que tem cuidado de nossas preocupações (cf. 1 Pd 5, 7); façamo-lo, porém, não com a soberba dos que se pensam "credores" do Senhor, mas como quem, com espírito simples e confiante, sabe não ser mais do que um cachorrinho, que não tem direito de exigir do seu dono nem sequer as migalhas que caem de sua mesa. Que a Virgem Santíssima, Virgo fidelis, nos ajude por sua intercessão a ter retas disposições — de e humildade — em nossa vida corrente e, de modo bastante especial, em nossa vida de oração.

 

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terça-feira, 2 de agosto de 2022

18ª Semana do Tempo Comum - Santidade, uma obra da graça.

 3 de agosto de 2021 –terça-feira da 18ª Semana do Tempo Comum- Jesus  caminha sobre a água, e Pedro com ele. – Paróquia São Luis – Faro

Primeira Leitura (Jr 30,1-2.12-15.18-22)

Leitura do Livro do Profeta Jeremias.

1Palavra que foi dirigida a Jeremias, da parte do Senhor: 2“Isto diz o Senhor, Deus de Israel: Escreve para ti, num livro, todas as palavras que te falei. 12Isto diz o Senhor: Incurável é tua ferida, maligna tua chaga; 13não há quem conheça teu diagnóstico; uma úlcera tem remédio, mas em ti não se produz cicatrização.

14Todos os teus amigos te esqueceram, não te procuram mais; eu te causei uma ferida, como se fosses inimigo, como um castigo cruel: por causa do grande número de maldades que te fez endurecer no pecado.

15Por que gritas em teu sofrimento? É insanável a tua dor. Eu te tratei com rudeza por causa das tuas inúmeras maldades e por causa do teu endurecimento no pecado. 18Isto diz o Senhor: Eis que eu mudarei a sorte das tendas de Jacó e terei compaixão de suas moradias, a cidade ressurgirá das suas ruínas e a fortaleza terá lugar para suas fundações; 19de lá sairão cânticos de louvor e sons festivos. Hei de multiplicá-los, eles não diminuirão, hei de glorificá-los, eles não serão humilhados. 20Teus filhos serão felizes como outrora, e sua Comunidade, estável na minha presença; e agirei contra todos os que os molestarem.

21Para chefe será escolhido um dos seus, e o soberano sairá do seu meio; eu o incitarei, e ele se aproximará de mim. Quem dará a vida em penhor da sua aproximação de mim? – diz o Senhor. 22Sereis meu povo e eu serei vosso Deus.

- Palavra do Senhor.- Graças a Deus.

Responsório (Sl 101)

— O Senhor olhou a terra do alto céu.

— O Senhor olhou a terra do alto céu.

— As nações respeitarão o vosso nome, e os reis de toda a terra, a vossa glória; quando o Senhor reconstruir Jerusalém e aparecer com gloriosa majestade, ele ouvirá a oração dos oprimidos e não desprezará a sua prece.

— Para as futuras gerações se escreva isto, e um povo novo a ser criado louve a Deus. Ele inclinou-se de seu templo nas alturas, e o Senhor olhou a terra do alto céu, para os gemidos dos cativos escutar e da morte libertar os condenados.

— Assim também a geração dos vossos servos terá casa e viverá em segurança, e ante vós se firmará sua descendência. Para que cantem o seu nome em Sião e louve ao Senhor Jerusalém, quando os povos e as nações se reunirem e todos os impérios o servirem.

Evangelho (Mt 14,22-36)

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Depois que a multidão comera até saciar-se, 22Jesus mandou que os discípulos entrassem na barca e seguissem, à sua frente, para o outro lado do mar, enquanto ele despediria as multidões. 23Depois de despedi-las, Jesus subiu ao monte, para orar a sós. A noite chegou, e Jesus continuava ali, sozinho. 24A barca, porém, já longe da terra, era agitada pelas ondas, pois o vento era contrário. 25Pelas três horas da manhã, Jesus veio até os discípulos, andando sobre o mar. 26Quando os discípulos o avistaram, andando sobre o mar, ficaram apavorados, e disseram: “É um fantasma”. E gritaram de medo. 27Jesus, porém, logo lhes disse: “Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”

28Então Pedro lhe disse: “Senhor, se és tu, manda-me ir a teu encontro, caminhando sobre a água”. 29E Jesus respondeu: “Vem!” Pedro desceu da barca e começou a andar sobre a água, em direção a Jesus. 30Mas, quando sentiu o vento, ficou com medo e, começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me!” 31Jesus logo estendeu a mão, segurou Pedro, e lhe disse: “Homem fraco na fé, por que duvidaste?” 32Assim que subiram na barca, o vento se acalmou.

33Os que estavam na barca, prostraram-se diante dele, dizendo: “Verdadeiramente, tu és o Filho de Deus!” 34Após a travessia desembarcaram em Genesaré. 35Os habitantes daquele lugar reconheceram Jesus e espalharam a notícia por toda a região. Então levaram a ele todos os doentes; 36e pediam que pudessem, ao menos, tocar a barra de sua veste. E todos os que tocaram, ficaram curados.

— Palavra da Salvação — Glória a vós, Senhor.

 Reflexão

Assistimos no Evangelho de hoje a S. Pedro, rocha firme da Igreja, afundar nas águas do mar de Tiberíades. O evangelista que nos narra essa cena algo “patética”, na qual se põe em evidência a ousadia nem sempre inteligente de Simão, é o mesmo que, dois capítulos à frente, recordará aquelas palavras elogiosas com que Jesus irá conferir a este filho de Jonas o primado de governo na Igreja então nascente: “E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16, 18). Aqui, o Senhor louva a fé de Pedro, em quem a graça do Pai celeste, e não carne ou sangue (cf. Mt 16, 17), pôde realizar aquela confissão, à qual o Coração de Nosso Senhor jamais ficaria indiferente: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” (Mt 16, 16). De um lado, portanto, vemos Jesus fundar a Igreja sobre Pedro, como sobre uma rocha firme e inamovível; de outro, vemos o mesmo Pedro naufragar vergonhosamente, por ser um “homem fraco na fé” (Mt 14, 31). Como entender, afinal, essa aparente discordância entre dois episódios tão próximos dentro da narrativa de S. Mateus? Pedro é ou não é firme na fé, a ponto de poder ser fundamento da Igreja de Cristo? Não, se o abandonamos às suas forças e ímpetos humanos; sim, quando o vemos abandonar-se à ação da graça divina. Porque a santidade de Pedro, assim como a dos outros santos, não é obra dos homens, mas de Deus. A graça, é verdade, não destrói a natureza; aperfeiçoa-a, tomando como substrato as virtudes naturais que com tempo e esforço todos podemos adquirir. Mas o heroísmo dos santos só é possível pela intervenção direta de Deus, que estende sua mão benfazeja aos que, apoiados em si mesmos, afundam no mar das próprias misérias e fraquezas, medos e desconfianças. Deus quer, pois, salvar-nos de nós mesmos; quer que o deixemos fazer de nós os santos, com a nossa cooperação e apesar do nosso nada, que Ele tanto deseja formar. Que os fracassos de Pedro, elevado por Cristo a tão alta dignidade, nos recordem as baixezas de que somos capazes sem o auxílio da graça: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5).

 

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segunda-feira, 1 de agosto de 2022

18ª Semana do Tempo Comum - Cristo, o nosso maná.

 É PRECISO CAMINHAR

Primeira Leitura: Jeremias 28,1-17

Leitura do livro do profeta Jeremias1Nesse mesmo ano, no início do reinado de Sedecias, rei de Judá, no quinto mês do quarto ano, disse-me o profeta Ananias, filho de Azur, profeta de Gabaon, na casa do Senhor e na presença dos sacerdotes e de todo o povo: 2“Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Quebrei o jugo do rei da Babilônia. 3Ainda dois anos e eu farei reconduzir a este lugar todos os vasos da casa do Senhor, que Nabucodonosor, rei da Babilônia, tirou deste lugar e transferiu para a Babilônia. 4Também reconduzirei a este lugar Jeconias, filho de Joaquim e rei de Judá, juntamente com toda a massa de judeus desterrados para Babilônia, diz o Senhor, pois eu quebro o jugo do rei da Babilônia”. 5Respondeu o profeta Jeremias ao profeta Ananias, na presença dos sacerdotes e de todo o povo que estava na casa do Senhor, 6dizendo: “Amém, assim permita o Senhor! Realize ele as palavras que profetizaste, trazendo de volta os vasos para a casa do Senhor e todos os deportados da Babilônia para esta terra. 7Ouve, porém, esta palavra que eu digo aos teus ouvidos e aos ouvidos de todo o povo: 8os profetas que existiram antigamente, antes de mim e antes de ti, profetizaram sobre guerras, aflições e peste para muitos povos e reinos poderosos; 9mas o profeta que profetiza paz, esse somente será reconhecido como profeta que, em verdade, o Senhor enviou quando sua palavra for verificada”. 10Então o profeta Ananias retirou o jugo do pescoço do profeta Jeremias e quebrou-o; 11e disse Ananias, na presença de todo o povo: “Isto diz o Senhor: Deste modo quebrarei o jugo de Nabucodonosor, rei da Babilônia, dentro de dois anos, livrando dele o pescoço de todos os povos”. E foi-se pelo seu caminho o profeta Jeremias. 12Depois que o profeta Ananias havia retirado o jugo do pescoço do profeta Jeremias, dirigiu-se novamente a palavra do Senhor a Jeremias: 13“Vai dizer a Ananias: Isto diz o Senhor: Quebraste um jugo de madeira, mas em seu lugar farás um de ferro. 14Isto diz o Senhor dos exércitos, Deus de Israel: Pus um jugo de ferro sobre o pescoço de todas estas nações, para servirem a Nabucodonosor, rei da Babilônia, e lhe serão de fato submissas; além disso, dei-lhe também os animais do campo”. 15Disse ainda o profeta Jeremias ao profeta Ananias: “Ouve, Ananias, não foste enviado pelo Senhor e, contudo, fizeste este povo confiar em mentiras. 16Isto diz o Senhor: Eis que te farei partir desta terra; morrerás este ano, pois pregaste a infidelidade contra o Senhor”. 17Naquele ano, no sétimo mês, morreu o profeta Ananias. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 118(119)

Ensinai-me a fazer vossa vontade!

1. Afastai-me do caminho da mentira / e dai-me a vossa lei como um presente! – R.

2. Não retireis vossa verdade de meus lábios, / pois eu confio em vossos justos julgamentos! – R.

3. Que se voltem para mim os que vos temem / e conhecem, ó Senhor, vossa Aliança! – R.

4. Meu coração seja perfeito em vossa lei, / e não serei, de modo algum, envergonhado! – R.

5. Espreitam-me os maus para perder-me, / mas continuo sempre atento à vossa lei. – R.

6. De vossos julgamentos não me afasto, / porque vós mesmo me ensinastes vossas leis. – R.

Evangelho: Mateus 14,13-21

Aleluia, aleluia, aleluia.

O homem não vive somente de pão, / mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4,4). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 13quando soube da morte de João Batista, Jesus partiu e foi de barco para um lugar deserto e afastado. Mas quando as multidões souberam disso, saíram das cidades e o seguiram a pé. 14Ao sair da barca, Jesus viu uma grande multidão. Encheu-se de compaixão por eles e curou os que estavam doentes. 15Ao entardecer, os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram: “Este lugar é deserto, e a hora já está adiantada. Despede as multidões, para que possam ir aos povoados comprar comida!” 16Jesus, porém, lhes disse: “Eles não precisam ir embora. Dai-lhes vós mesmos de comer!” 17Os discípulos responderam: “Só temos aqui cinco pães e dois peixes”. 18Jesus disse: “Trazei-os aqui”. 19Jesus mandou que as multidões se sentassem na grama. Então pegou os cinco pães e os dois peixes, ergueu os olhos para o céu e pronunciou a bênção. Em seguida, partiu os pães e os deu aos discípulos. Os discípulos os distribuíram às multidões. 20Todos comeram e ficaram satisfeitos, e, dos pedaços que sobraram, recolheram ainda doze cestos cheios. 21E os que haviam comido eram mais ou menos cinco mil homens, sem contar mulheres e crianças. – Palavra da salvação.

Reflexão

Na primeira multiplicação dos pães (cf. Mc 6, 30-44; Lc 9, 10-17; Jo 6, 1-15), podemos perceber uma clara alusão ao episódio do Êxodo. De fato, assim como o povo de Israel, peregrinando pelo deserto em direção à terra prometida, não tinha o que comer e era alimentado pelo maná que Deus fazia cair do céu (cf. Ex 16, 14s), assim também nós, peregrinos neste mundo, dirigimo-nos à pátria celeste e, até lá chegarmos, precisamos ser sustentados e fortalecidos pelo pão da vida (cf. Jo 6, 35). A nossa existência nesta terra, com efeito, não é mais do que uma travessia — uma Páscoa —, e o alimento de que necessitamos para chegar inteiros ao termo da viagem, só o podemos receber daqueles a quem o Senhor disse: "Dai-lhe vós mesmos de comer", ou seja, dos sacerdotes, capazes de confeccionar o sacramento da Eucaristia. Nestas palavras, pois, vemos em que consiste a principal missão de um padre: alimentar com o Corpo de Cristo os que deu à luz no Batismo e curou na Confissão.

O Senhor, cuja Igreja é uma família bem ordenada, em que os que estão em baixo obedecem aos que estão em cima, e estes vivem para servir aqueles, deu aos que participam de seu sacerdócio o encargo de dar de comer aos fiéis o pão do caminho — o viático —, para não desfalecerem enquanto se dirigem à casa do Pai. Mas para que este pão, alimento da alma, seja verdadeira refeição espiritual e produza em nós todo o seu efeito, temos de o receber com as disposições adequadas e, acima de tudo, com uma fé viva, transida de adoração e gratidão por aquele que, embora oculto sob as espécies sacramentais, está nele realmente presente, como Deus e homem verdadeiro, com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Procuremos, pois, com todo o nosso empenho fazer da comunhão um encontro íntimo e frutuoso com o Ressuscitado. Não desperdicemos o tempo em que o temos dentro de nós com distrações e conversas fúteis. Recolhidos e prostrados aos seus pés, rendamos-lhe a devida ação de graças e deixemo-nos abrasar pelo fogo de seu Coração Eucarístico.

 

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