quarta-feira, 2 de setembro de 2015

QUEM NÃO AVANÇA, RECUA.

A obediência jurídica aos mandamentos de Deus não é suficiente para atingir a perfeição ensinada por Jesus.


O início da vida espiritual é marcado por um forte entusiasmo no relacionamento com Deus e a Igreja. O indivíduo sente-se atropelado pela nova descoberta, algo que o leva a querer aprofundar-se cada vez mais como também a compartilhar esse sentimento com os outros à sua volta, seja pai, mãe, irmão ou amigo. Entra em confrarias, reza novenas, faz consagrações e vigílias. Todos os que já percorrem há algum tempo o caminho da perfeição — na linguagem de Santa Teresa — conhecem bem esse período da fé. É quase como em um namoro.
É neste período também que as pessoas geralmente progridem na luta contra os pecados mais grosseiros, isto é, os pecados mortais, que impedem o acesso à Santíssima Eucaristia. Como um bebê a aprender os primeiros passos, o neófito começa a caminhar pela estrada da santidade de maneira bastante determinada, apesar das muitas quedas. A criança, quando decide levantar-se do chão e retomar seu percurso, conta com a ajuda dos pais. Isso lhe dá confiança para seguir em frente, pois sozinha, a lição tornar-se-ia demasiado difícil. Assim ocorre com o recém convertido. Ele conta com o auxílio de Deus, dos anjos e dos santos para vencer suas primeiras batalhas.
Neste sentido, o que chamamos de empolgação inicial seria, na verdade, mais um sopro do Espírito Santo a incentivar-nos ao combate contra o gigante Golias. Sem o auxílio da graça, bem sabemos disso, a luta contra as seduções do mundo, da carne e do diabo é muitíssimo dura — ainda mais para aqueles que viveram chafurdados na lama dos vícios por um longo tempo. É o que lemos, por exemplo, nas Confissões de Santo Agostinho. O grande doutor da Igreja precisou de muita oração antes de, finalmente, dar adeus àquelas suas companheiras perniciosas, as quais lhe diziam em tom de lamentação: "Você vai nos deixar?" [1].
Bento XVI resume esse processo de conversão em brevíssimas palavras: "Quem quer dar amor, deve ele mesmo recebê-lo em dom" [2]. Deus nos chama à grande missão da caridade: amar sem medida. Mas, para que isso aconteça, o homem necessita de ser purificado e preenchido pelo amor divino, uma vez que a ferida do pecado danificou sua capacidade de olhar as demais pessoas como criaturas amadas por Deus. Pelo contrário, o homem escravo do pecado trata seus irmãos como objetos de satisfação pessoal.
O ser humano precisa aprender novamente a amar. E esse aprendizado só é possível dentro de um ambiente de virtudes, ou seja, "o sujeito moral deve estar dotado de um certo número de disposições interiores" se quiser encontrar a justa medida das coisas [3]. É por isso que Deus o cumula de graças. Somente assim ele pode, diante da tentação, triunfar sobre os pecados mortais, como explica o profeta: "Eu lhes darei um só coração e os animarei com um espírito novo: extrairei do seu corpo o coração de pedra, para substituí-lo por um coração de carne" ( Ez 11, 19). De outro modo, o ser humano fica insensível aos apelos da lei natural.
A conversão, contudo, não é todo o projeto de Deus. Atenção! O homem não é chamado apenas à obediência aos Dez Mandamentos. Para isso, bastariam Moisés e as exortações do Antigo Testamento. O projeto de Deus consiste na perfeição. Jesus veio para convidar o ser humano a tornar-se perfeitamente santo, como o Pai é santo (cf. Mt 5, 48). De fato, para alcançar o Céu — e vemos isso na resposta de Cristo ao jovem rico —, basta o cumprimento das leis eternas (cf. Mt 19, 17). O chamado de Jesus, por outro lado, desafia o homem a uma jornada muito maior.
Essa afirmação pode nos assustar, a princípio, mas constatamos sua veracidade em nossas próprias vidas. Após certo tempo daquele primeiro encontro, daquele início de namoro, percebemos o começo de outra fase, frequentemente caracterizada por um sentimento de aridez e insatisfação. Assim como o jovem rico, cumprimos os mandamentos, rezamos e dedicamos tempo às tarefas da Igreja. No entanto, permanece em nosso íntimo uma sensação de vazio, a qual, sem o discernimento de um bom diretor espiritual, pode levar à tibieza e à desesperança. A concessão deliberada aos pecados veniais é a marca mais evidente desse tempo.
Por que motivo isso acontece? Vários autores espirituais já explicaram as causas desse "deserto" em que alma mergulha, por assim dizer, após a chamada primeira conversão. Em um primeiro momento, pode se tratar apenas de uma frouxidão espiritual. A alma cansou-se de lutar por sua conversão. Na maioria dos casos, é o mais comum. Para os mais progredidos na fé, todavia, há a possibilidade de uma noite escura dos sentidos, isto é, a purificação passiva que Deus opera na alma do fiel, a fim de que seja capaz de desapegar-se totalmente do mundo material. Em resumo, Deus oculta-se para que o busquemos; "e para que continuemos a indagar, mesmo depois de encontrá-lo, é inesgotável: sacia os desejos conforme a capacidade de quem investiga" [4].
Esse segundo passo na conversão é necessário para que não nos tornemos anões espirituais. Conforme explica o padre Garrigou-Lagrange, "um principiante que não entra na via dos avançados quando deveria, não permanece principiante mas se torna uma alma retardada" [5]. Foi o que aconteceu com o jovem rico. Diante do convite de Jesus a uma segunda decolagem em seu voo espiritual, o jovem rico acabou optando pelo pouso. "Ouvindo estas palavras, o jovem foi embora muito triste, porque possuía muitos bens" (Mt 19, 22). Na vida espiritual, quem não progride, recua.
Jesus chama-nos à perfeição. Quer que entremos no Céu pela porta da frente. E isso requer uma entrega generosa de nossa parte. O purgatório existe justamente para aqueles que não foram generosos e preferiram entrar no Céu pela porta dos fundos. Por isso, com razão pode-se chamar o purgatório de um estado de lamentação e ranger de dentes. A alma chorará pelas oportunidades que Deus lhe deu para amar, mas não foram aproveitadas devido ao apego às ninharias do mundo.
O indivíduo que "cresce perante os obstáculos", por sua vez, realiza na sua vida as palavras de São Josemaría Escrivá aos seus filhos espirituais: "Que importa que de momento tenhas de restringir a tua atividade, se em breve, como mola que foi comprimida, chegarás incomparavelmente mais longe do que nunca sonhaste?" [6]. Deus, embora aparentemente oculto, não deixa de acompanhar-nos com a Sua graça.
Peçamos a Deus e à Virgem Santíssima a força necessária para caminharmos resolutamente na estrada da perfeição! 











Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Cf. Santo Agostinho, Confissões, VIII, 11 (PL 32, 760-761).
  2. Bento XVI, Carta Encíclica Deus Caritas Est (25 de dezembro de 2005), n. 7.
  3. Comissão Teológica Internacional, Em busca de uma ética universal: novo olhar sobre a lei natural (6 de dezembro de 2008), n. 55.
  4. FERNANDEZ-CARVAJAL, Francisco. Falar com Deus: meditações para cada dia do ano (VII). São Paulo: Quadrante, 2005, p. 107.
  5. GARRIGOU-LAGRANGE, Reginald. As três vias e as três conversões. Rio de Janeiro: Permanência, 2011, p. 48.
  6. Caminho, n. 714.

LITURGIA DIÁRIA - JESUS É O PRÓPRIO EVANGELHO.

 

Leitura (Colossenses 1,1-8)

Leitura da carta de são Paulo aos Colossenses. 1 1 Paulo, apóstolo de Jesus Cristo pela vontade de Deus, e o irmão Timóteo, 2 aos irmãos em Cristo, santos e fiéis de Colossos: a vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai!
Ação de graças e súplica
3 Nas contínuas orações que por vós fazemos, damos graças a Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, 4 porque temos ouvido falar da vossa fé em Jesus Cristo e da vossa caridade com os irmãos, 5 em vista da esperança que vos está reservada nos céus. Esperança que vos foi transmitida pela pregação da verdade do Evangelho, 6 que chegou até vós, assim como toma incremento no mundo inteiro e produz frutos sempre mais abundantes. É o que acontece entre vós, desde o dia em que ouvistes anunciar a graça de Deus e verdadeiramente a conhecestes, 7 pela pregação de Epafras, nosso muito amado companheiro no ministério. Ele nos ajuda como fiel ministro de Cristo. 8 Foi ele que nos informou do amor com que o Espírito vos anima.
Palavra do Senhor.
 

Salmo responsorial 51/52

Confio na clemência do meu Deus agora e sempre!

Eu, porém, como oliveira verdejante
na casa do Senhor,
confio na clemência do meu Deus
agora e para sempre!

Louvarei a vossa graça eternamente,
porque vós assim agistes;
espero em vosso nome, porque e bom,
perante os vossos santos!

Evangelho (Lucas 4,38-44)

Aleluia, aleluia, aleluia.
O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4,18). 

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
4 38 Saindo Jesus da sinagoga, entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava com febre alta; e pediram-lhe por ela.
39 Inclinando-se sobre ela, ordenou ele à febre, e a febre deixou-a. Ela levantou-se imediatamente e pôs-se a servi-los.
40 Depois do pôr-do-sol, todos os que tinham enfermos de diversas moléstias lhos traziam. Impondo-lhes a mão, os sarava.
41 De muitos saíam os demônios, aos gritos, dizendo: "Tu és o Filho de Deus". Mas ele repreendia-os severamente, não lhes permitindo falar, porque sabiam que ele era o Cristo.
42 Ao amanhecer, ele saiu e retirou-se para um lugar afastado. As multidões o procuravam e foram até onde ele estava e queriam detê-lo, para que não as deixasse.
43 Mas ele disse-lhes: "É necessário que eu anuncie a boa nova do Reino de Deus também às outras cidades, pois essa é a minha missão".
44 E andava pregando nas sinagogas da Galiléia.
Palavra da Salvação.
 
  Reflexão

Jesus era cheio do Espírito Santo de Deus! Por isso os Seus ensinamentos eram convincentes e as Suas ações concretas. A   autoridade de Jesus provinha do fato de que Ele vivia o que pregava e punha em prática o que ensinava. Ele tinha conhecimento do que estava ensinando e convicção do que estava falando, pois fora enviado pelo Pai para revelar ao mundo a Sua vontade, por isso  não perdia tempo discutindo nem batendo boca com as pessoas que eram contrárias à Sua pregação. Conhecia profundamente as Escrituras assim como também as artimanhas do inimigo que tentava confundir as pessoas e as usava como seus instrumentos. Por isso, não demonstrava dúvidas e a Sua vida era o próprio Evangelho. A partir Dele as coisas aconteciam conforme Ele pregava, não vacilava e, consequentemente, até os demônios O reconheciam e O obedeciam. Os espíritos maus lhe eram submissos, porque Ele tinha intimidade com o Pai e confiava em todas as instruções que recebia Dele para vencer o Inimigo. Tinha consciência da Sua missão, com firmeza e poder. Ele não agia como nós, que às vezes, fazemos as coisas sem convicção, com medo, inibidos e terminamos por dar contra testemunho dos ensinamentos evangélicos. Com efeito, nós podemos também ter consciência de que quando falamos em Nome de Jesus, nós recebemos Dele a autoridade pelo poder do Espírito Santo que age em nós. A Fé e a coerência da nossa vida em conformidade com a Palavra é que nos farão também ter autoridade em tudo o que pregamos. Por isso, não podemos ter dúvidas no anúncio do Evangelho. Quando não temos convicção do que falamos e nos intimidamos é porque não estamos deixando com que o Espírito Santo se manifeste por meio de nós. A nossa pregação, portanto, deve ser impregnada pelo poder do Espírito Santo. Aí então, até os espíritos maus reconhecerão que estamos falando em Nome de Jesus, e, por isso, se calarão. - Como você tem transmitido o Evangelho às pessoas? Falando ou vivendo? - Você tem autoridade sobre os “espíritos maus”? O que falta a você para que isto aconteça? – Você acredita que o poder de Deus através de você remove montanhas e expulsa os males? – Você assume toda a Palavra que você diz em nome de Deus?  







Helena Serpa

terça-feira, 1 de setembro de 2015

NÃO PARAR DIANTE DAS DIFICULDADES.



Foto de Emilio Carlos Mancini. Que cada dificuldade que se apresente nesse dia seja um estímulo a viver melhor a caridade; que seja a oportunidade de superar barreiras e seguir adiante; que sejam momentos onde consigo ir além de mim mesmo e viver o outro.
Que nada me perturbe, nem os meus limites, nem os limites dos outros e muito menos as circunstâncias.
Que meu projeto para esse dia seja apenas a vontade de Deus em qualquer situação e a todo custo.
Nada me detém se tenho uma meta segura. E a minha meta é não me afastar da vivência do amor. Que eu seja humilde o suficiente para saber perdoar e pedir perdão.
Que no final desse dia eu possa fazer um agradecimento a Deus por tudo que vivi e repetir como Paulo: "Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé."(2 Timóteo 4,7).
 
 
 
 
 
Blog Padre Emilio

LITURGIA DIÁRIA - ELE FALAVA COM AUTORIDADE.

 
Primeira Leitura (1Ts 5,1-6.9-11)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.
1Quanto ao tempo e à hora, meus irmãos, não há por que vos escrever. 2Vós mesmos sabeis perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão, de noite. 3Quando as pessoas disserem: “Paz e segurança!”, então de repente sobrevirá a destruição, como as dores de parto sobre a mulher grávida. E não poderão escapar.
4Mas vós, meus irmãos, não estais nas trevas, de modo que esse dia vos surpreenda como um ladrão. 5Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite, nem das trevas. 6Portanto, não durmamos, como os outros, mas sejamos vigilantes e sóbrios.
9Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação, por meio de nosso Senhor Jesus Cristo. 10Ele morreu por nós, para que, quer vigiando nesta vida, quer adormecidos na morte, alcancemos a vida junto dele. 11Por isso, exortai-vos e edificai-vos uns aos outros como já costumais fazer.

Responsório (Sl 26)

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.
Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes.

O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?
Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo.
Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver, na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!
 
Evangelho (Lc 4,31-37)

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 31Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34“Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!”
35Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.

 Reflexão

Naquele tempo, Jesus 31desceu a Cafarnaúm, cidade da Galileia, e a todos ensinava ao sábado. 32E estavam maravilhados com o seu ensino, porque falava com autoridade. 33Encontrava-se na sinagoga um homem que tinha um espírito demoníaco, o qual se pôs a bradar em alta voz: 34«Ah! Que tens que ver connosco, Jesus de Nazaré? Vieste para nos arruinar? Sei quem Tu és: o Santo de Deus!» 35Jesus ordenou-lhe: «Cala-te e sai desse homem!» O demónio, arremessando o homem para o meio da assistência, saiu dele sem lhe fazer mal algum. 36Dominados pelo espanto, diziam uns aos outros: «Que palavra é esta? Ordena com autoridade e poder aos espíritos malignos, e eles saem!» 37A sua fama espalhou-se por todos os lugares daquela região.
A distância entre Nazaré e Cafarnaúm é relativamente curta. Jesus percorre-a para a anunciar o evangelho e curar os enfermos. Assim, para Lucas, mostra a autoridade de que está revestido. A palavra de Jesus é eficaz: realiza o que significa. Os gestos terapêuticos de Jesus levam conforto e vida a todos os que deles precisam.
Palavras e gestos são os elementos que ligam todo o Evangelho (cf. Lc 24, 19 onde se fala de «Jesus de Nazaré, profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo»; Act 1,1: «No meu primeiro livro, ó Teófilo, narrei as obras e os ensinamentos de Jesus, desde o princípio»). Esta página, que se refere ao início do ministério público de Jesus, confirma-o. Jesus quer se escutado e acolhido por todos e cada um dos homens: por isso lhes fala ao coração e lhes cura o corpo. É uma intervenção libertadora que revela a eficácia da palavra de Jesus. O texto de hoje apresenta-nos um pobre doente que é libertado de um espírito maligno. Começa o choque frontal entre Jesus e o demónio. Esse choque é preciso para que Jesus se revele como salvador, isto é, como aquele que redime os que estão sob o domínio de Satanás e resgata para Deus e para o seu reino.
A intervenção de Jesus tem dois efeitos colaterais: suscita espanto em alguns e faz com que a sua fama se espalhe na região.





Dehonianos