sábado, 29 de agosto de 2015

O DOGMA DA IMACULADA CONCEIÇÃO E AS APARIÇÕES DE MARIA EM LOURDES: UMA AFRONTA À RAZÃO.

Virgem? Concebida pura? Esmagando a serpente? Dogma? Promulgado por um papa? "Quantos absurdos!"

Em 1854, com a bula "Ineffabilis”, o papa Pio IX proclamou o dogma da Imaculada Conceição de Maria.

Em 1858, entre os dias 11 de fevereiro e 16 de julho, Maria apareceu nada menos que dezoito vezes para uma menina de 14 anos chamada Bernadette Soubirous, declarando ser a Imaculada Conceição – um conceito de entendimento complicado para uma criança. A localidade era Lourdes, na França.

Quando Pio IX tinha definido o dogma da Imaculada Conceição, a repercussão fora variada: boa parte dos fiéis católicos o recebeu com profunda piedade; para os céticos, porém, que já eram numerosos e influentes num mundo ocidental cada vez mais incrédulo diante das obras de Deus e cada vez mais embriagado com as promessas de felicidade material igualitária e de liberdade moral relativista, aquilo era uma afronta grosseira à razão.

O dogma da Imaculada Conceição, afinal, afirma que Maria foi concebida livre do pecado original, por especialíssima graça de Deus, o que significa um privilégio excelso que a mentalidade do igualitarismo revolucionário não podia tolerar. E mais: a concepção sem mácula evoca a nobreza da castidade, virtude cada vez mais ridicularizada e combatida pela cultura relativista e hedonista que anda sempre lado a lado com os igualitarismos panfletários. Além disso, a imagem da Virgem Imaculada recorda necessariamente a cabeça da serpente esmagada sob o seu calcanhar: uma clara afirmação do triunfo da graça sobre o demônio e sobre as suas obras mundanas, que incluem a corrupção dos costumes, a dissolução da família, o afastamento da fé, o materialismo e o suposto “racionalismo” laico. Como se não bastasse, tratava-se de um dogma, ou seja, uma declaração de fé a ser aceita e professada por todos os católicos, em plena era do “culto à ciência”. E, finalmente, quem proclamava o dogma era o papa, aquela controversa, pomposa e antiquada figura humana que se apresentava como nada menos que o Vigário de Cristo na terra.

Nesse contexto furiosamente hostil à religião, Bernadette virou alvo imediato de descrédito. Perseverante apesar do escárnio e da suspeita, a menina asmática da família mais pobre da cidade aprendeu a virtude da obediência naquela que o papa Pio XII chamaria de "Escola de Maria". Graças à sua submissão às orientações da “Senhora” que lhe aparecera, brotou no local das aparições uma fonte cujas águas realizariam incontáveis e documentados milagres de cura ao longo dos anos seguintes.

A “Senhora” pediu a Bernardette para conclamar os pecadores à penitência e à conversão, além de indicar o desejo de que um santuário fosse construído sobre o depósito de lixo em que as aparições ocorriam. A menina retransmitiu ao pároco o pedido da “Senhora”. O próprio pároco rejeitou inicialmente o que aquela pobre coitada lhe dissera, mas a baixa instrução da menina acabou servindo para confirmar a autenticidade daqueles eventos sobrenaturais e dos complexos conceitos envolvidos neles.

Eu sou a Imaculada Conceição”, tinha dito a “Senhora”, de acordo com Bernadette. Como é que aquela pobre menina poderia saber que, quatro anos antes, tinha sido promulgado o dogma da Imaculada Conceição? A menina nem sequer sabia o que significava a palavra "conceição"!

As autoridades locais queriam impedir as multidões de visitarem a cena das aparições e tentaram forçar uma condenação por parte do bispo, que criou uma comissão de investigação. Quatro anos mais tarde, as aparições foram declaradas autênticas e, em 1876, a basílica sobre a gruta foi consagrada.

Graças às aparições em Lourdes, o dogma da Imaculada Conceição se tornou assunto de discussão comum e ajudou a espalhar uma compreensão da lógica divina ao preservar Maria da mancha do pecado.

Quanto a Bernadette, ela morreu num convento, escondida do mundo, vinte e um anos depois da última aparição de Maria. Seu corpo ficou incorrupto internamente, mas não sem defeitos exteriores; durante a terceira exumação, em 1925, revestimentos de cera foram colocados em seu rosto e em suas mãos, antes que o corpo fosse transferido para um relicário de cristal.

Para os católicos, os santos incorruptos ajudam a contemplar o quanto a iluminação divina consegue elevar um ser humano a um estado tal de santidade que as próprias células destinadas ao pó permanecem preservadas.

Para os incrédulos, tudo o que está envolvido com este dogma e com as manifestações da graça de Deus não passa de absurdo, ignorância, superstição, manipulação, mentira. Uma “mentira”, porém, cujos milagres eles nunca conseguem explicar. 









sources: Aleteia

LITURGIA DIÁRIA - A CABEÇA COMO PRÊMIO.

Leitura (Jeremias 1,17-19)

Leitura do livro do profeta Jeremias.
Naqueles dias, a palavra do Senhor foi-me dirigida: 1 17 "Tu, porém, cinge-te com o teu cinto e levanta-te para dizer-lhes tudo quanto te ordenar. Não temas a presença deles; senão eu te aterrorizarei à vista deles;
18 quanto a mim, desde hoje, faço de ti uma fortaleza, coluna de ferro e muro de bronze, (erguido) diante de toda nação, diante dos reis de Judá e seus chefes, diante de seus sacerdotes e de todo o povo da nação. 19 Eles te combaterão mas não conseguirão vencer-te, porque estou contigo, para livrar-te - oráculo do Senhor".
Palavra do Senhor.

Salmo responsorial 70/71

Minha boca anunciará vossa justiça.

Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor:
que eu não seja envergonhado para sempre!
Porque sois justo, defendei-me e libertai-me!
Escutai a minha voz, vinde salvar-me!

Sede uma rocha protetora para mim,
um abrigo bem seguro que me salve!
Porque sois a minha força e meu amparo,
o meu refúgio, proteção e segurança!
Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.

Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança,
em vós confio desde a minha juventude!
Sois meu apoio desde antes que eu nascesse,
desde o seio maternal, o meu amparo.

Minha boca anunciará todos os dias
vossa justiça e vossas graças incontáveis.
Vós me ensinastes desde a minha juventude,
e até hoje canto as vossas maravilhas.
 

Evangelho (Marcos 6,17-29)

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há der deles! (Mt 5,10)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
Naquele tempo, 617 o próprio Herodes mandara prender João e acorrentá-lo no cárcere, por causa de Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, com a qual ele se tinha casado.
18 João tinha dito a Herodes: "Não te é permitido ter a mulher de teu irmão".
19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, não o conseguindo, porém.
20 Pois Herodes respeitava João, sabendo que era um homem justo e santo; protegia-o e, quando o ouvia, sentia-se embaraçado. Mas, mesmo assim, de boa mente o ouvia.
21 Chegou, porém, um dia favorável em que Herodes, por ocasião do seu natalício, deu um banquete aos grandes de sua corte, aos seus oficiais e aos principais da Galiléia.
22 A filha de Herodíades apresentou-se e pôs-se a dançar, com grande satisfação de Herodes e dos seus convivas. Disse o rei à moça: "Pede-me o que quiseres, e eu to darei". 23 E jurou-lhe: "Tudo o que me pedires te darei, ainda que seja a metade do meu reino".
24 Ela saiu e perguntou à sua mãe: "Que hei de pedir?" E a mãe respondeu: "A cabeça de João Batista".
25 Tornando logo a entrar apressadamente à presença do rei, exprimiu-lhe seu desejo: "Quero que sem demora me dês a cabeça de João Batista".
26 O rei entristeceu-se; todavia, por causa da sua promessa e dos convivas, não quis recusar.
27 Sem tardar, enviou um carrasco com a ordem de trazer a cabeça de João. Ele foi, decapitou João no cárcere,
28 trouxe a sua cabeça num prato e a deu à moça, e esta a entregou à sua mãe.
29 Ouvindo isto, os seus discípulos foram tomar o seu corpo e o depositaram num sepulcro.
Palavra da Salvação.
 
 Reflexão
 
Para satisfazer os apetites de Herodíades, sua amante Herodes foi até as últimas consequências mandando degolar João Batista, homem justo, que dizia apenas a verdade.  Apesar de ser censurado por João Batista por causa do seu pecado de adultério, Herodes gostava de escutá-lo falar e o admirava. Porém na sua fraqueza e miséria deixou-se levar pela inclinação do mal e entregou como prêmio a cabeça daquele que o surpreendia. A voz da nossa carne, do orgulho, da vaidade e da soberba é poderosa quando nos afastamos dos caminhos de Deus.  Por isso, podemos perceber que quando somos escravos do pecado, apesar de invejados os homens santos se tornam para nós um empecilho à realização dos nossos planos e projetos. Não gostamos de escutar deles as palavras que apontam as nossas transgressões e abrem os nossos olhos para enxergar o erro, a despeito de que, no íntimo, reconheçamos que não estamos no caminho certo.  Só gostamos de escutar o que nos agrada. Quando a Palavra de Deus vem de encontro à nossa mentalidade, nós a matamos e a deixamos de lado ou simplesmente a ignoramos. Vale tudo também quando nós queremos ganhar um jogo de conquista de poder e de prazer, até entregar a cabeça de gente inocente como prêmio.  A consequência disso é que nunca conseguiremos ter paz.   – Do que você precisa para como João Batista ser fiel a Lei de Deus?  – O que você teria feito no lugar de Herodes, que queria agradar à filha da sua amante? - Qual é a sua reação quando alguém lhe adverte e mostra o seu pecado? - Você acolhe de coração toda a mensagem da Palavra de Deus, mesmo quando vem de encontro ao seu modo de enxergar as coisas? O que não lhe agrada?
 
 
 
 
 
 
 
Helena Serpa 

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

EX-SANTANISTA "EU FAZIA RITUAIS SATÂNICOS DENTRO DE CLÍNICAS DE ABORTO"

Garoto normal de um bairro americano, criado em um lar evangélico batista, Zachary começou a praticar magia aos 10 anos, juntou-se a uma seita satânica aos 13 e, com 15, já havia quebrado todos os Dez Mandamentos.
À luz dos recentes vídeos expondo o tráfico de órgãos e tecidos de bebês abortados mantido pela Planned Parenthood, o Lepanto Institute entrevistou o ex-satanista Zachary King.
Garoto normal de um bairro americano, criado em um lar evangélico batista, Zachary começou a praticar magia aos 10 anos, juntou-se a uma seita satânica aos 13 e, com 15, já havia quebrado todos os Dez Mandamentos. Dos seus anos de juventude até a idade adulta, ele trabalhou o seu caminho até se tornar "sumo sacerdote" da seita e praticou ativamente a agenda satânica, incluindo rituais de aborto. Atualmente, Zachary está escrevendo sobre suas experiências em um novo livro, intitulado Abortion is a Satanic Sacrifice ["Aborto é um Sacrifício Satânico"].
Zac, você tem uma longa história para contar. Poderia nos dar uma ideia geral de como você foi cair no satanismo?
Tudo começou com uma forte curiosidade, em que eu me perguntava se a magia era algo real. Isso veio depois que assisti a filmes sobre feiticeiros e bruxos, na década de 1970, quando eu cresci. Nós tínhamos um jogo na escola chamado Bloody Mary, ou I Hate You, Bloody Mary, no qual você ia ao banheiro e recitava essas frases um certo número de vezes com as luzes apagadas. Todas as vezes que o meu grupo fazia isso, sempre víamos um rosto demoníaco no espelho. Não fazíamos ideia do que era aquilo que estávamos encarando, apenas que, de repente, aparecia aquela coisa assustadora no espelho e todos corriam para fora do banheiro, morrendo de medo... exceto eu. Eu sempre achava aquilo bem legal. Então, na mesma época em que eu fazia isso, também jogava torneios de Dungeons and Dragons todo fim de semana, e eu sempre era o mago ou o feiticeiro do jogo. Eventualmente, eu me perguntava se podia fazer magia de verdade e tentei um par de feitiços para ganhar dinheiro. Ambos funcionaram, mas, como poderia ter sido apenas uma coincidência, eu tentei fazer uma terceira vez e, na terceira vez em que fiz isso, joguei o feitiço em frente ao demônio do banheiro e achei que pudesse aumentar um pouco o valor do lance para ver o que acontecia. Consegui 1.000 dólares no dia seguinte. A partir de então, fiquei convencido de que magia era real.
Quando eu tinha cerca de 12, um amigo me apresentou a um grupo que jogava Dungeons and Dragons e que também acreditava que magia era real. Aquele grupo acabou se revelando uma seita satânica. Muitas pessoas me perguntam: "Você não correu e se escondeu a essa altura?" Eu lembro a elas que cresci nos anos 70, quando seitas satânicas na TV eram realmente assustadoras, mas... eu adorava fliperama, video games, ficção científica, como Jornada nas Estrelas e Guerra nas Estrelas, e aqueles rapazes tinham quase todos os filmes de ficção científica e de fantasia que eu sempre quis assistir. Eles tinham fliperama, uma piscina, uma grande churrasqueira, e era como um clube de meninos e meninas, tudo muito divertido. Deixem-me colocar deste modo: eles sabiam como recrutar, sabiam tudo o que uma criança queria fazer. Então, foi assim que eu me envolvi com isso.
Aquele foi o meu primeiro grupo. Fiquei lá dentro até os meus 18 anos, quando me juntei à Igreja Mundial de Satanás, que é um grupo muito maior, internacional. A posição que eu atingi é chamada de high wizard (uma espécie de "sumo sacerdote"). Em uma seita satânica maior, eles são as pessoas que fazem a magia pelo grupo. Poderia haver somente um ou até dez deles, mas o número geral variava de 2 a 5, e o nosso trabalho era viajar ao redor do mundo fazendo quaisquer feitiços que as pessoas quisessem que fizéssemos. Quando eu digo "pessoas", falo de estrelas do rock, astros de filmes, personalidades políticas, pessoas ricas... Não há limites para quem quer um feitiço e para o valor que eles estão dispostos a pagar.

"Escolhidos a dedo por Satanás"

Então, você era um sumo sacerdote no satanismo... Bem rapidamente, como aconteceu de você se tornar um high wizard?
Dizem que high wizards são escolhidos a dedo por Satanás. Eu não sei qual o critério. Tinha feito magia desde a idade dos 10 e me tornei um deles quando tinha cerca de 21. Eu estava na Igreja Mundial de Satanás por uns 3 anos. Já tinha visto um high wizard quando era criança, mas ainda não sabia do que se tratava. A aparência é muito peculiar. Uma cartola, uma varinha ou um bastão, o rosto pintado como um cadáver e um velho smoking da sorte.
(...)
Satanás escolhe você e, para um culto grande como esse, há um chefe executivo e um quadro de diretores. Então, o chefe manda uma carta para você, você se encontra com ele e com o quadro de diretores, e eles dizem que você foi escolhido. Dão a você um livro que diz quais são os seus deveres de trabalho como sumo sacerdote e você decide se quer fazer aquilo ou não – embora eu nunca tivesse conhecido ninguém a recusar aquele convite.
Então, você foi chamado diante de um grande conselho de comuns, eles ofereceram a posição e você se tornou um high wizard naquele instante?
Isso, e eu trabalhei nisso por volta de 10 a 12 anos.

O primeiro ritual de aborto

Qual o papel que tem o aborto nos rituais satânicos, e quando foi a primeira vez que você se envolveu com aborto dentro do satanismo?
Logo depois que completei 14 anos, os membros da seita vieram a mim e me disseram que eu me envolveria em um aborto em cerca de 9 meses. Houve uma orgia com todos os homens entre 12 e 15 anos e uma mulher com mais de 18, e o propósito dela era ficar grávida, para ter o aborto em 9 meses. Quando me contaram isso, eu disse bem alto: "Legal", mas não fazia ideia do que era um aborto. Em minha família, acho que ouvi meus pais sussurrarem uma vez a palavra aborto, enquanto falavam de outra pessoa. Então, eu pensava que aquela era uma palavra suja, porque eles cochicharam, e eu não tinha ouvido aquela palavra em nenhum outro lugar. Quando perguntei aos membros da seita o que era um aborto, eu disse que não sabia o que deveria fazer. Eles explicaram que haveria um bebê na barriga e que eu iria matá-lo; que haveria um médico aborteiro lá para me ajudar e uma enfermeira, porque seria um procedimento médico completo. Minha primeira pergunta foi: "Isso é legal?" A resposta foi: "Sim, desde que aconteça no ventre. Enquanto o bebê estiver dentro da mulher, você pode matá-lo."
Foi dessa forma que isso foi explicado para nós. Também foi explicado que eu estaria "matando um bebê". Eles não disseram que nós iríamos matar um feto ou algumas células em um corpo. Nada disso. Era um bebê.
Agora, eu não acho que eu teria concordado em matar uma criança fora do corpo da mulher, mas, sabendo que eu poderia matar o quanto quisesse se alguém estivesse dentro do corpo... No satanismo, matar alguém ou a morte de algo é a forma mais efetiva de ter o seu feitiço realizado. Quando se quer conseguir a aprovação de Satanás, para que ele lhe dê algo que você deseja, matar alguém é a melhor forma de conseguir. Matar algo é a oferta final para Satanás e, se você pode matar uma criança não nascida, essa é a sua meta final.
Conte-me sobre o primeiro aborto que você fez dentro de um ritual satânico.
O primeiro que fiz foi cerca de 3 meses antes de completar 15 anos. Aconteceu em uma casa de campo. Surpreendentemente, o lugar era mais higienizado que muitas das clínicas nas quais eu tinha feito abortos. Havia um médico e uma enfermeira, uma mulher nos estribos pronta para dar à luz, rodeada de 13 líderes da nossa seita, os quais eram todos sumo sacerdotes e sacerdotisas. Eu estava dentro do círculo com a mulher e o médico. Todos os membros adultos de minha seita estavam lá. Havia várias mulheres se ajoelhando no chão, balançando para frente e para trás cantando repetidamente: "Nosso corpo e nós mesmas". Do lado estavam vários membros masculinos de nossa seita, todos cantando e orando. O ritual começou às 23h45min, e o feitiço começou à meia-noite, que é a hora das bruxas, e a morte da criança aconteceu às 3h, que é a chamada hora do demônio.
Tudo o que eu tinha que fazer era colocar o bisturi. Eu não necessariamente precisava praticar o assassinato... o importante era que eu sujasse minhas mãos de sangue. Então, eu tive que sujar minhas mãos com o sangue de alguém, ou o da mulher ou o do bebê, e, depois, o médico terminou o procedimento. Naquele em particular – provavelmente um dos abortos mais hediondos que eu fiz –, o médico pegou, arrancou e jogou a criança no chão, onde essas mulheres estavam se remexendo. Elas pareciam estar possuídas, e quando o médico jogou-lhes o bebê, elas canibalizaram a criança.
Santo Deus! De quantos abortos rituais você participou?
Antes de me tornar um high wizard, eu fiz cinco. Depois, fiz 141 ou mais.

"Todos os bebês são oferecidos a Satanás no final do dia"

Você chegou a fazer algum ritual satânico nas instalações de clínicas de aborto?
Cheguei sim. Eu estimo ter feito cerca de 20 abortos rituais dentro dessas instalações, embora nunca tenha chegado a contar. Mas eu estive em muitas delas. Cerca de dois anos atrás, entrei em uma para fazer uma pesquisa para um novo CD em que estava trabalhando, e ela era bem limpa e as pessoas bem legais. Mas todas às que fui, fazendo aborto nelas, eram terrivelmente anti-higiênicas. Pareciam-se mais com uma casa de horrores, com sangue em todo o lugar, incluindo algumas salas com sangue no teto.
Como você foi convidado para fazer abortos satânicos nesses lugares? Alguém o chamou? Como isso aconteceu?
Como sumo sacerdote, você é o membro mais ativo da seita satânica, então a maioria das pessoas liga para alguém que elas conhecem na seita (...) [e] você é convidado a participar. A Igreja Mundial de Satanás não é a única organização que faz sacrifícios satânicos nessas instalações. Há outras organizações de bruxaria, como as wiccanas, que estão realmente engajadas em praticar abortos dentro dessas clínicas. Às vezes, você é chamado para o aborto ritual por um diretor da clínica ou algum administrador, isso quando o próprio médico não é um satanista. Outras vezes, eles fazem uma cerimônia no final do dia.
Na verdade, todos os dias, à noite, grupos satânicos fazem como que uma Missa Negra, geralmente por volta da meia-noite, e acontece um culto estendido com duração de mais ou menos 2 ou 3 horas, no qual eles oferecem todos os bebês que foram mortos naquele dia para Satanás. Não importa o motivo pelo qual as mulheres procuraram o aborto, todos os bebês são oferecidos a Satanás no final do dia.
O que geralmente acontece durante esses abortos rituais?
Há crianças que vêm para esses eventos, mas elas geralmente não ficam na sala onde o aborto acontece, ficam em uma sala separada. Elas têm competições para ver qual delas fica acordada até às 3h da madrugada, e a criança que consegue ficar até tarde ganha um prêmio. Os homens que não fazem parte dos 13 cabeças do grupo ficam fazendo feitiços e cantando. Eles também jogam feitiços, seja para se protegerem de qualquer um que possa estar rezando contra eles, como um cristão, seja por quem quer que tenhamos no bolso para proteger – assim, se nós pagamos um xerife, um policial ou algo do tipo, ninguém nos investigará naquela ocasião. Há mulheres cantando e dançando. Os 13 membros ficam em volta da mulher prestes a ter o aborto e conduzem a bruxaria. Uma vez, quem conduziu o feitiço foi o prefeito da cidade. Ele nos procurou porque queria passar uma lei para a sua cidade, e tinha tentado duas ou três vezes, sem sucesso. Ele foi membro da seita por algum tempo. Havia tentado todos os caminhos legais para passar a lei, mas, como não funcionou, ele conseguiu alguém para fazer um aborto com a nossa seita, durante a noite e em um lugar em que pudéssemos fazer o procedimento e a bruxaria ao mesmo tempo. Geralmente, em uma seita de cidade pequena, que era o caso, todos apareciam para o evento. Em um lugar maior, como quando eu era membro da Igreja Mundial de Satanás, você chama o sumo sacerdote, as pessoas que querem fazer o feitiço, um médico e uma enfermeira. Várias vezes, nessas clínicas de aborto profissionalizadas, há um monte dessas pessoas, porque muitos que trabalham nesses lugares são bruxas ou satanistas. Então, você consegue um grande número de pessoas que queira participar do evento satânico.
Você diria que clínicas de aborto profissionalizadas atraem pessoas vindas do ocultismo por causa da oportunidade de realizar rituais de aborto?
Eu diria que sim, essa é uma afirmação absolutamente verdadeira. (...) Assim como os rapazes católicos aderem ao sacerdócio porque são atraídos pela santidade e pelo serviço a Deus, uma clínica de aborto atrai os satanistas para o ministério satânico.

O poder da oração

Você já experimentou alguma dificuldade em concluir um aborto ritual, devido a pessoas rezando fora de uma clínica de aborto?
Mais de uma vez, tivemos bebês que, contra todas as possibilidades, sobreviveram ao aborto. Uma vez, cheguei à clínica de aborto e havia pessoas dos dois lados da rua. De um lado, havia pessoas rezando e clamando contra o aborto; do outro, no qual eu estava, havia pessoas que eram obviamente pelo aborto, e gritando todo tipo de obscenidades às pessoas do outro lado da rua. Quando nós entramos e olhamos para o lado de lá, vimos todas as pessoas do outro lado de joelhos. Naquele dia, o aborto que tínhamos agendado para um ritual não deu certo. Eu acho que isso aconteceu comigo umas três vezes, e todas as três... Engraçado, mas nunca tinha parado para pensar que todos os três abortos foram frustrados pelo que só pode ser atribuído às orações que estavam acontecendo fora da clínica.
Qual conselho você tem para as pessoas que rezam em frente às clínicas de aborto, especialmente se elas suspeitam que há algum tipo de ato ocultista acontecendo dentro dela?
Antes de tudo, não pare! Não há nada acontecendo nessa clínica de aborto que possa machucar você. Com certeza, haverá demônios em volta, mas você deve pensar em Satanás como um cachorro amarrado a uma coleira; se você não chegar perto da coleira, ele não o pode morder. Esteja em estado de graça quando você for. Leve uma garrafa de água benta consigo. Não a jogue nas pessoas que estão lá para se opor porque você pode ir parar na justiça. Você sabe, essas pessoas irão processar você por causa das coisas mais bobas. Mas, com certeza, aspirja-se quando chegar lá e quando sair. Aspirja todos os membros da sua família. Se puder receber a Sagrada Comunhão antes de chegar lá, seria o ideal. Se for à Missa nesse dia, permaneça alguns minutos depois da celebração para pedir a Nosso Senhor que mande a Sua Mãe com você. Leve um Rosário consigo e combata o demônio até a morte com ele. Há coisas de que o diabo tem medo, mas, acima de tudo, ele teme um católico bem formado, um católico que entende a sua fé e que sabe o que é uma guerra espiritual. Ele não quer lutar contra alguém que está com toda a sua armadura a postos.

A conversão

Em janeiro de 2008, enquanto trabalhava numa joalheria, Zachary teve um encontro com a bem-aventurada Mãe de Deus, encontro que mudou a sua vida. No meio do shopping, pelo poder da Medalha Milagrosa, Zachary experimentou uma paz que supera todo o entendimento. Aquela paz era Jesus Cristo, o Príncipe da Paz. O amor de Nossa Senhora resgatou Zachary do inferno e trouxe-o para perto do Coração do seu Filho, Jesus Cristo. Ele começou a frequentar a comunidade católica de São Francisco Xavier, em Vermont, e, em maio de 2008 (o mês de Maria), entrou na Igreja Católica! Depois de 26 anos de envolvimento com o ocultismo, Zachary tornou-se um guerreiro por Jesus Cristo e quer compartilhar o seu conhecimento para a proteção do povo de Deus. O testemunho de Zachary é uma inspiração que prova quão grandes são a misericórdia e o perdão do Senhor e, acima de tudo, mostra a profundidade do seu amor para conosco. Atualmente, Zachary vive na Flórida com sua esposa e é pregador internacional, espalhando a história de seu miraculoso resgate do satanismo onde quer que ele possa. O seu site é www.allsaintsministry.org. 










Por Lepanto Institute | Tradução e adaptação: Equipe CNP

LITURIGA DIÁRIA - O BANQUETE QUE ESPERA E ALIMENTA A NOSSA ESPERANÇA.

 
Primeira Leitura (1Ts 4,1-8)

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses.
1Meus irmãos, eis o que vos pedimos e exortamos no Senhor Jesus: Aprendestes de nós como deveis viver para agradar a Deus, e já estais vivendo assim. Fazei progressos ainda maiores! 2Conheceis, de fato, as instruções que temos dado em nome do Senhor Jesus. 3Esta é a vontade de Deus: vivei na santidade, afastai-vos da impureza; 4cada um saiba tratar o seu parceiro conjugal com santidade e respeito, 5sem se deixar levar pelas paixões, como fazem os pagãos que não conhecem a Deus. 6Que ninguém, nessa matéria, prejudique ou engane seu irmão, porque o Senhor se vinga de tudo, como já vos dissemos e comprovamos. 7Deus não nos chamou à impureza, mas à santidade. 8Portanto, desprezar estes preceitos não é desprezar um homem e sim, a Deus, que nos deu o Espírito Santo.

Responsório (Sl 96)

— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!
— Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito.
As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória.
O Senhor ama os que detestam a maldade, ele protege seus fiéis e suas vidas, e da mão dos pecadores os liberta.
Uma luz já se levanta para os justos, e a alegria, para os retos corações. Homens justos, alegrai-vos no Senhor, celebrai e bendizei seu santo nome!
 
Evangelho (Mt 25,1-13)

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.
Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1”O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes. 3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide a seu encontro!’ 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’. 9As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’12Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.

 Reflexão

Irmãos e irmãs, ou melhor, como a alegoria das núpcias de Cristo com a Sua Igreja-Esposa (Mt 25, 1-13) sugere: Caras “companheiras” da Esposa!
Na parábola das dez virgens, ou damas de honra, estamos todos incluídos, pois o Senhor não exclui ninguém da participação de Seu Reino. No entanto, a graça reclama condutas que podem ser comparadas às expectativas da “noiva” (esposa) durante o ritual judaico do matrimônio. É isto que Jesus fez e faz! Ele usa desta parábola para falar do nosso relacionamento com o Esposo que, em breve, virá e não quer ninguém de fora do banquete eterno.
Segundo o costume judaico, a festa acontecia no final da tarde e era incluída uma procissão até o lugar do festim. Aquele momento de partilha e alegria era realizado na casa do noivo (cf. Mt 22, 1-14), mas também podia acontecer na casa da noiva, para onde a procissão deveria seguir. A parábola das dez virgens parece se encaixar neste segundo caso.
Uma outra característica, própria desta celebração, era uma efusiva manifestação da beleza e alegria que permeava estes acontecimentos, encontrando o seu ápice de manifestação material quando era um casamento real. Assim confirma o salmista: «Entra com todo esplendor a filha do rei, tecido de ouro é seu vestido; é apresentada ao rei com preciosos bordados, com ela as damas de honra a ti são conduzidas; guiadas em alegria e exultação entram juntas no palácio real» (Sl 45, 14-16).
Ainda que todo este esplendor não fosse possível para todos, sem dúvida, o essencial do júbilo não devia faltar, principalmente às convidadas da noiva para compor a procissão. Aí, irmãos e irmãs, nos encontramos, mais uma vez, todos nós! Pelos méritos de Cristo – o Rei e Esposo da Igreja -, somos participantes do novo povo de Deus, membros da Igreja e amados pelo Senhor, o qual é exemplo de entrega, inclusive no tocante à missão dos maridos:
«Maridos, amai as vossas mulheres como Cristo também amou a Igreja e se entregou por ela, a fim de santificar pela palavra aquela que Ele purifica pelo banho da água. Pois Ele quis apresentá-la a si mesmo toda bela, sem mancha nem ruga ou qualquer reparo, mas santa e sem defeito» (Ef 5, 25-27).
Voltando à parábola das companheiras prudentes e das descuidadas, percebe-se que a utilização de lâmpadas era um acessório também costumeiro naquele tipo de ritual. Portanto, todas já estavam devidamente avisadas. O que não significava que todas se encontravam preparadas.
Neste sentido, Nosso Senhor e Esposo da Igreja não deixa, pelo Evangelho, a humanidade orientada quanto a Sua segunda vinda? Fazendo parte do mesmo «Sermão Escatológico», registrado no Evangelho de Mateus, pode-se ler e ouvir: «Ficai certos: se o dono de casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, vigiaria e não deixaria que sua casa fosse arrombada. Por isso, também vós, ficais preparados! Pois na hora em que menos pensais, virá o Filho do Homem» (Mt 24, 43-44). Então, o que estamos esperando para compormos, com alegria e esperança, o grupo das pessoas cuidadosas para com as promessas de Deus?
A Igreja de Cristo é a esposa real que espera e clama, sem cessar, por este encontro definitivo; e ela não está sozinha: «O Espírito e a Esposa dizem: “Vem”! Aquele que ouve também diga: “Vem”! Quem tem sede, venha e quem quiser, receba, de graça, a água vivificante» (Ap 22,17). Por isso, para «sentirmos com a Igreja» e correspondermos às escolhas de Deus, precisamos desta «água vivificante» sobre nós, qual um despertador da sonolência provocada pela imprudência e todos os outros tipos de pecado.
Vinde, Espírito Santo, e nos desperte a uma esperança ativa e previdente, capaz de possuir um testemunho, no mínimo, suficiente para sermos salvos pela Misericórdia Divina e sinais deste amor neste mundo! Obrigado, Senhor, por nos revelar que agora é o tempo da esperança. É tempo do amor! É tempo de conhecer o Esposo e a Esposa.
É tempo do óleo do testemunho! Pois, se para as privilegiadas companheiras da parábola não houve mais tempo suficiente nem tampouco desculpas fiáveis quando o noivo se manifestou, por que não haveríamos de ouvir aquelas temíveis palavras: «Em verdade vos digo: não vos conheço!» (Mt 25, 12)?
Sendo assim, sem medo, mais cheios de esperança e prudência, ouçamos a Palavra d’Aquele que veio para nos salvar e nos acolher no banquete escatológico. Se não fosse assim, Ele não insistiria tanto em dispor, ainda no tempo, estas e outras Palavras de vida eterna, verdadeiro alimento de esperança, servido, principalmente, na Mesa da Palavra: «Portanto, vigiai, pois não sabeis o dia nem a hora» (Mt 25, 12).
 
 
 
 
Padre Fernando Santamaria
Comunidade Canção Nova