sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O SILÊNCIO DE DEUS.



Por que o silêncio incomoda tanto?
Clamo a ti, porém, tu não me respondes; estou em pé, porém, para mim não atentas.
Jó 30,20


Um grande conferencista foi convidado para uma palestra em uma determinada igreja, chegando à hora da mensagem, a igreja superlotada aguardava ansiosa o mensageiro da noite. O conferencista então sobe até o púlpito, pega o seu óculos e abre a sua Bíblia em uma determinada parte e simplesmente não diz nada, apenas fica olhando para a congregação.
Foram sessenta segundos sem esmiuçar nenhuma palavra, os irmãos começaram a ficar preocupados, pois não entendia o que estava acontecendo. Nos trinta segundos de total silêncio ouviu-se uma irmã que gritou: Fala Deus! Outras vozes ecoaram na congregação dizendo: Senhor tem misericórdia!
O CONFERENCISTA  calado segurava a sua Bíblia e apenas olhava a igreja. Eu penso que nem mesmo aquele pastor estava aguentando ficar em silêncio. 
Em fim o conferencista quebra o silêncio e exclama: Por que vocês estão tão ansiosos? Por que vocês estão tão aflitos e apressados? Mais uma pausa foi dada. Havia um propósito naquele silêncio do conferencista, ele sabia que fazia parte da mensagem e dinâmica da noite. Mas todo aquele povo não sabia de nada.
O conferencista então quebra totalmente aquele insuportável silêncio e dá início a mensagem.
As primeiras palavras ditas por aquele PREGADOR foi a seguinte: Vocês ficaram agoniados por apenas um minuto que eu me silenciei. Então como seria o silêncio de Deus, por dias, meses e anos?
O silêncio de Deus não significa ausência dEle.

Às vezes ficamos como aquela ASSEMBLEIA, agoniados, aflitos querendo ouvir algo de Deus, uma resposta um murmuro se quer. Questionamos a Deus o porquê, mas Ele não responde as nossas preces. Queremos ouvi-lo já, em nosso tempo e muitas vezes a resposta que queremos ouvir é um sim!
As três respostas de Deus para nós
Sim, Não, Espere, faz parte das respostas que Deus nos dá em seu tempo, muitas vezes o “Espere” é acompanhado de um total silêncio. Deus sabe o que está acontecendo, mas nós nos desesperamos e achamos que estamos sozinhos e que Deus não nos ouve.
No texto base desta mensagem Jó diz: Clamo a ti, e não me respondes; estou em pé, mas apenas olhas para mim! Jó 30,20.
A percepção do servo Jó naquele momento de tribulação era que Deus não estava lhe respondendo, nem atentava para o seu “colocar-se em pé”. Podemos interpretar este “colocar-se em pé de Jó”como uma forma de chamar a atenção de Deus.
Às vezes estamos passando por uma luta, tribulação e queremos a resposta de Deus na mesma hora em nosso tempo, normalmente falamos: Deus porque o Senhor não responde? Por que demora tanto a minha vitória? Eu tenho orado, estou aflito, estou em pé e chamo tua atenção, mas nada acontece.
Como é difícil esperar não é mesmo? Queremos ouvi-lo em nosso tempo, tem que ser na nossa hora. 
O Salmo 39 nos dá uma lição, pois precisamos ter paciência e confiança no Senhor. Começamos no versículo primeiro que diz: Esperei pacientemente pelo Senhor e ele ouviu o meu clamor, mas logo pulamos para o versículo quatorze que diz: Apressa-te Senhor em socorrer-me.
O Tempo de Deus quase sempre não bate
com o nosso tempo.
Ficamos analisando também o Salmista Davi em seu desespero e aflição no Salmo 13:1-3 e em apenas nos dois primeiros versículos, simplesmente faz cinco perguntas para Deus, vejamos:
Primeira pergunta do salmista: Até quando Senhor?
Segunda pergunta do salmista:Esquecerás de mim para sempre?
Terceira pergunta do salmista:Até quando ocultarás de mim o rosto?
Quarta pergunta do salmista: Até quando estarei eu relutando dentro da minha alma, com tristeza no coração cada dia?
Quinta e última pergunta do salmista: Até quando se erguerá contra mim o meu inimigo?
Após estes questionamentos o salmista exclama no versículo três: Atenta para mim, responde-me, Senhor, Deus meu! Esta exclamação indica talvez o tom de voz do salmista em seu pedido.
A resposta a todos estes questionamentos do salmista David, Jó e porque também os nossos, vem também de um Salmo, Salmo 46: 10-11.
Aquietai-vos e sabeis que eu sou Deus, Sou exaltado entre as nações. O Senhor dos exércitos está conosco. O Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Aquieta o teu coração, a resposta de Deus sempre é a melhor para as nossas vidas. 
O tempo de Deus é perfeito e o seu silêncio não é ausência Dele.
Deus continue te abençoando hoje e sempre. Amém

LITURGIA DIÁRIA - JESUS EM NAZARÉ

Primeira Leitura: Levítico 23, 1.4-11.15-16.27.34-37

XVII SEMANA COMUM*
(verde - ofício do dia da I semana do saltério)

Leitura do livro do Levítico - 1O Senhor disse a Moisés: "Dize aos israelitas o seguinte: 4"Eis as festas do Senhor, santas assembléias que anunciareis no devido tempo. 5No primeiro mês, no décimo quarto dia do mês, entre as duas tardes, será a Páscoa do Senhor. 6E no décimo quinto dia desse mês, realizar-se-á a festa dos Pães sem Fermento em honra do Senhor: comereis pães sem fermento durante sete dias. 7Tereis no primeiro dia uma santa assembléia, e não fareis nenhum trabalho servil. 8Durante sete dias oferecereis ao Senhor sacrifícios pelo fogo. No sétimo dia haverá uma santa assembléia; e não fareis trabalho algum servil". 9O Senhor disse a Moisés: "Dize aos israelitas o seguinte: 10quando tiverdes entrado na terra que vos hei de dar, e fizerdes a ceifa, trareis ao sacerdote um molho de espigas como primícias de vossa ceifa. 11O sacerdote agitará esse molho de espigas diante do Senhor, para que ele vos seja favorável: fará isso no dia seguinte ao sábado. 15"A partir do dia seguinte ao sábado, desde o dia em que tiverdes trazido o molho para ser agitado, contareis sete semanas completas. 16Contareis cinquenta dias até o dia seguinte ao sétimo sábado, e apresentareis ao Senhor uma nova oferta. 27"No décimo dia do sétimo mês será o dia das Expiações. Tereis uma santa assembléia: humilhareis vossas, almas e oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo. 34no décimo quinto dia do sétimo mês, celebrar-se-á a festa dos Tabernáculos durante sete dias, em honra do Senhor. 35No primeiro dia haverá uma santa assembléia: não fareis nenhum trabalho servil. 36Durante sete dias oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo. No oitavo dia tereis uma santa assembléia e oferecereis ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo. Será uma assembléia solene: não fareis trabalho algum servil. 37Estas são as solenidades do Senhor que anunciareis para haver santas assembléias, para oferecer ao Senhor sacrifícios queimados pelo fogo, holocaustos, oblações, vítimas e libações, cada coisa em seu dia, - Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial(80)

REFRÃO: Exultai no Senhor, nossa força.

1. Cantai salmos, tocai tamborim, harpa e lira suaves tocai! Na lua nova tocai a trombeta, na lua cheia, na festa solene! -R.

2. Porque isto é costume em Jacó, um preceito do Deus de Israel; uma lei que foi dada a José, quando o povo saiu do Egito. -R.

3. Em teu meio não exista um deus estranho nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei. -R.
Evangelho: Mateus 13, 54-58


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 54Foi para a sua cidade e ensinava na sinagoga, de modo que todos diziam admirados: Donde lhe vem esta sabedoria e esta força miraculosa? 55Não é este o filho do carpinteiro? Não é Maria sua mãe? Não são seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? 56E suas irmãs, não vivem todas entre nós? Donde lhe vem, pois, tudo isso? 57E não sabiam o que dizer dele. Disse-lhes, porém, Jesus: É só em sua pátria e em sua família que um profeta é menosprezado. 58E, por causa da falta de confiança deles, operou ali poucos milagres. - Palavra da salvação.


 Homilia - Pe Bantu

Como é difícil a fé, como é trabalhoso propagar as coisas do Reino. Mesmo em nosso meio somos levados a um grande desafio, temos que lutar contra isso, mas muitas vezes reconhecer as dificuldades. Jesus mostra isto quando alerta que no próprio meio as pessoas não são ouvidas. Como que exigindo um afastamento do que é conhecido, as pessoas só se empolgam com o novo. Mas, Deus mandou o novo, Jesus, para estar acima de todos os profetas uma vez que é o Seu próprio filho. É com este Novo que devemos evangelizar!
Os conterrâneos de Jesus O tinham visto partir como filho de carpinteiro, e agora O reencontram como Mestre, rodeado de discípulos. É uma novidade que interpretam somente como vantagem social. Isso os impede de acolherem a Palavra de Deus e a explicação das Escrituras e a Sua revelação como o Ungido de Deus. Vista a posição de Jesus neste prisma cria-se neles a impressão de que Jesus partiria acabando por deixá-los outra vez na sua pobreza.

A sabedoria de Jesus deixou intrigada a população de Nazaré, onde ele vivera desde a infância: De onde lhe vinham tanta sabedoria e o poder de fazer milagres? Não era possível que o filho de um carpinteiro, bem conhecido no povoado, manifestasse uma sabedoria maior que a dos grandes mestres. Era inexplicável como alguém, cujos parentes nada tinham de especial, falasse com tamanha autoridade. Os concidadãos de Jesus suspeitavam dele, e não acreditavam que estivesse falando e agindo por inspiração divina. Por este motivo, o Mestre tornou-se para eles motivo de escândalo.

Na última parte do texto de hoje, Jesus nos dá um puxão de orelha. Porque muitas vezes fechamos os nossos ouvidos para acolher o conselho, a advertência e o ensino daqueles que são nossos parentes, familiares, vizinhos ou conhecidos. E por outro encoraja-nos a não desistirmos da nossa missão de anunciar o reino de Deus seja a que custo for. Jesus nos ensina que a tarefa é dura. E, sobretudo, quando se trata de evangelizar a partir de dentro de casa. Para Jesus também não foi fácil ser profeta na sua casa, na sua família. As pessoas duvidavam dele, não queriam acreditar no Seu poder e por isso mesmo Ele não fez ali muitos milagres.
A experiência de rejeição não chegou a desanimar Jesus. Ele se deu conta de estar vivendo uma situação semelhante à dos antigos profetas de Israel. Nenhum deles foi aceito e reconhecido pelo povo ao qual tinham sido enviados. Antes, todos foram desprezados e humilhados, quando não, assassinados de maneira perversa e desumana.

Jesus não perdeu tempo com quem se obstinava em não aceitá-lo. Por isso, não realizou em Nazaré muitos milagres. Seria perda de tempo, acarretaria ainda mais maledicência, acirraria os ânimos do povo. Por isso, seguiu em frente, buscando quem estivesse aberto para deixar-se tocar por sua mensagem. O fracasso não o abateu nem atenuou o ardor com que realizava a missão que o Pai lhe tinha confiado.

Jesus é Aquele irmão que Deus nosso Pai nos enviou para nos mostrar o caminho que nos leva para o Céu. E então, precisamos estar atentos para acolher as pessoas que dentro da nossa casa nos abrem os olhos e são instrumentos de Deus para nossa conversão. Ouvidos atentos e coração aberto, porque o Senhor fala por meio de quem nós nunca nem esperávamos que falasse. Muitas vezes Deus nos manda Seus emissários que nos aconselham com palavras de sabedoria que Ele próprio sugeriu para nós. Porém, por ser essa pessoa, simplesmente alguém que é muito conhecido nosso, nós desprezamos as recomendações de Deus. Nesse caso, os milagres também não acontecem na nossa vida, e muitos problemas nunca serão solucionados por causa da nossa impertinência.
Pai, livra-me da tentação de querer enquadrar-te em meus mesquinhos esquemas. Que eu saiba reconhecer e respeitar o teu modo de agir.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A JORNADA APÓS A JORNADA: O QUE NOS RESTOU DA FÉ?

Com o fim da Jornada, uma outra começa. Os nossos jovens estão verdadeiramente dispostos a testemunhar a sua fé ou tudo foi apenas "fogo de palha"?


A Jornada Mundial da Juventude terminou com uma missão aos jovens: "Ide e fazei discípulos entre as nações!" (Mt 28, 19). Esta missão, que também foi o lema da Jornada, está contida na própria essência da fé da Igreja. Quem descobre Cristo e a grandeza de seu amor não pode ficar indiferente ou esconder esta dádiva. Faz como aquele homem que achou um tesouro escondido no campo: "cheio de alegria", ele "vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo" (Mt 13, 44). Em sua encíclica Lumen Fidei, o Papa Francisco escreveu que "quem se abriu ao amor de Deus, acolheu a sua voz e recebeu a sua luz não pode guardar esse dom para si mesmo".
Foi muito bom ver mais de 3 milhões de jovens reunidos em Copacabana. Era praticamente impossível não encher os olhos diante de um testemunho tão belo da vivacidade da Igreja. No entanto, como já dito, a peregrinação ao Rio é só o começo. Se os mesmos jovens que gritavam ser a juventude do Papa não fizerem um encontro real com nosso Senhor Jesus Cristo e não lutarem para manter acesa em seus corações a luz da fé, por meio da oração, dos Sacramentos e do estudo, então, toda esta bela festa terá sido em vão.
Na mesma semana da Jornada, por exemplo, a mídia fez alarde com uma pesquisa que demonstrava que, supostamente, os jovens "católicos" teriam visões opostas às da Igreja em temas cruciais, como a contracepção ou o "casamento" gay01. Pondo de lado a confiabilidade desta pesquisa – encomendada por um grupo abortista –, não é preciso procurar muito para ver que, infelizmente, muitos de nossos católicos não assumem para si os ensinamentos de sua Igreja. De fato, ainda não entenderam que certos temas, especialmente no campo moral, não são opináveis, mas, por fazerem parte do patrimônio de nossa fé ou – para utilizar uma expressão da Lumen Fidei – do "corpo da verdade", são irrenunciáveis. "Precisamente porque todos os artigos de fé estão unitariamente ligados, ensina o Papa Francisco, negar um deles – mesmo dos que possam parecer menos importantes – equivale a danificar o todo".
Daqui surge a importância, especialmente em nossos tempos, do estudo. Afinal, como podemos amar aquilo que não conhecemos? Bento XVI, ao pedir aos jovens que lessem e estudassem o Catecismo, alertou:
"Tendes de conhecer a vossa fé como um especialista em informática domina o sistema operacional de um computador. Tendes de compreendê-la como um bom músico entende uma partitura. Sim, tendes de estar enraizados na fé ainda mais profundamente que a geração dos vossos pais, para enfrentar os desafios e as tentações deste tempo com força e determinação".
A Jornada foi um grande êxito, mas toda aquela multidão que seguia o Papa está realmente disposta a assumir a missão dada por Cristo de ir ao mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura? Todas essas pessoas estão realmente dispostas a remar contra a maré e dizer "não" ao pecado e ao mundo? Ou tudo foi só oba-oba, para encenar uma grande coreografia?
Não podemos simplesmente enfiar a cabeça na areia e fingir que está tudo bem... 3,5 milhões de jovens na praia de Copacabana não dizem nada, se esses jovens não estiverem "enraizados em Cristo e firmes na fé", como dizia o tema da Jornada de Madri. O Reino de Deus começa como um grão de mostarda, não como uma árvore frondosa.

Se quisermos verdadeiramente nos salvar e ajudar nosso Senhor a salvar almas, precisamos entender que toda conversão passa pelo caminho da Cruz. Foi a mensagem de Bento XVI aos jovens em Madri: "Fora de Cristo morto e ressuscitado, não há salvação! Só Ele pode libertar o mundo do mal e fazer crescer o Reino de justiça, de paz e de amor pelo qual todos aspiram"; foi a mensagem de Francisco aos jovens no Rio: "A Cruz continua a escandalizar; mas é o único caminho seguro: o da Cruz, o de Jesus, o da Encarnação de Jesus."; e é a mensagem perene da Igreja para todos os homens. Não deixemos que a graça divina emanada do sucessor de São Pedro passe por nós sem fruto.

O mundo que aguarda o retorno desses jovens que foram à Jornada não é amigável, muito menos cordial. Pelo contrário, como o lobo que espreita o rebanho de ovelhas, também eles - os inimigos da Cruz - farão qualquer coisa para dissipar a fé e desencorajar a missionaridade cristã, seja com heresias, seja com perseguições. Assim, cabe ao jovem, seguindo os passos do Opúsculo de Hugo de São Vitor sobre o estudo, ser "defensor da reta fé, debelador do erro, e ensinar o bem". E isso requer uma grande humildade, uma entrega total a Deus e à sua vontade, uma vez que, como ensinava Pio XII, "o preceito da hora presente não é lamento, mas ação (...). Pertence aos membros melhores e mais escolhidos da cristandade, penetrados por um entusiasmo de cruzados, reunirem-se em espírito de verdade, de justiça e de amor, ao grito de "Deus o quer", prontos a servir, a sacrificar-se, como os antigos cruzados". Não, jovens, não tenhais medo de abrir as portas para o Senhor. Soldados de Cristo, levantai-vos!





Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

JMV 2013 SUPEROU TODAS AS EXPECTATIVAS.

 
Os resultados alcançados pela Jornada Mundial da Juventude Rio 2013 superaram todas as expectativas, segundo o Arcebispo do Rio de Janeiro e Presidente do Comitê Organizador Local (COL), Dom Orani Tempesta. O público presente à Missa de Envio chegou a 3,7 milhões de pessoas, seis vezes maior que o número presente no primeiro Ato Central - a Missa de Abertura -, estimado em 600 mil participantes. O impacto econômico também foi significativo. Os visitantes desembolsaram R$   1,8 bilhões, segundo dados do Ministério do Turismo.

Mas a renovação da fé e da esperança é o principal legado que a JMJ Rio2013 deixará no coração dos jovens, de acordo com Dom Orani. “Os jovens levaram consigo uma experiência de fé, de esperança muito grande. Tenho certeza de que jamais esqueceremos. Os jovens já são protagonistas hoje. O meu coração está muito agradecido”, destacou. O Arcebispo disse ainda que está sendo viabilizada a criação de um instituto para a juventude que terá a responsabilidade de guardar as experiências da JMJ Rio2013 e trabalhar pelos jovens.

No total, mais de 3,5 milhões de pessoas participaram dos eventos da JMJ em Copacabana, Quinta da Boa Vista, Rio Centro e em diversas paróquias da cidade. A cerimônia de acolhida do Papa Francisco, na quinta-feira, 25, reuniu 1,2 milhões de pessoas em Copacabana, enquanto a Via-Sacra chegou a 2 milhões na sexta-feira, 26. Na vigília, cerca de 3,5 milhões de jovens estiveram na praia de Copacabana.

As inscrições foram 427 mil, com peregrinos de 175 países. Os inscritos com hospedagens foram cerca de 180 mil, enquanto as vagas disponibilizadas para hospedagem em casas de família e instituições chegaram a 356,4 mil.

O maior número de participantes era de latino-americanos. Os países com o maior número de inscritos foram, respectivamente, Brasil, Argentina, Estados Unidos, Chile, Itália, Venezuela, França, Paraguai, Peru e México. Do total dos inscritos internacionais, 72,7% estiveram no Brasil pela primeira vez e 86,9% nunca haviam participado de uma Jornada. Foram credenciados 6,4 mil jornalistas para cobrir a JMJ Rio2013 em 57 países.

Foram mais de 70 mil downloads no site oficial da JMJ Rio2013 e mais de 200 mil acessos. O facebook recebeu mais de 1,1 milhão de curtidas e o flickr superou 10 mil downloads.

Entre os peregrinos inscritos, 55% são do sexo feminino; 60% do público tem entre 19 e 34 anos. Foram 644 Bispos inscritos, dos quais 28 são Cardeais. Além disso, foram 7814 sacerdotes inscritos e 632 diáconos. Para cobrir a JMJ Rio2013 em 57 países, foram credenciados 6,4 mil jornalistas.

O evento também contou com 264 locais de catequese, em 25 idiomas. Foram 60 mil voluntários, mais de 800 artistas participantes dos Atos Centrais. Um total de 100 confessionários foram expostos na Feira Vocacional e no Largo da Carioca e 4 milhões de hóstias produzidas, 800 mil para Missa de Envio.

A geração de lixo foi inferior a outros eventos que acontecem em Copacabana, como o Réveillon. A Companhia Municipal de Limpeza Urbana (Comlurb) removeu 345 toneladas de resíduos orgânicos e 45 toneladas de materiais recicláveis, durante a JMJ Rio2013. O número representa cerca de 10% a menos do registrado na noite do último Ano Novo.


Entre os vários momentos significativos vividos junto ao Santo Padre, o Arcebispo do Rio destacou dois: a relação de carinho com as crianças e a oração ao Cristo Redentor. “Todas as vezes que nos deslocávamos de helicóptero, o Santo Padre olhava para o Cristo e rezava. Eu que estava atrás dele, pude presenciar várias vezes esses momentos de oração.

A proximidade do Papa com as pessoas traz um testemunho para o mundo de que a Igreja está perto das pessoas, como uma mãe de seus filhos, explicou Dom Orani. “A Igreja antes de mais nada anuncia uma boa notícia a todos”, disse. Outro legado deixado pela JMJ Rio2013 foi a atenção do poder público e da mídia para a Região Oeste, onde está Guaratiba.

A cruz da JMJ e o Ícone de Nossa Senhora serão entregues à Cracóvia, próxima cidade-sede, apenas em Roma. A tradição é que sejam enviados para o Pontifício Conselho para os Leigos e no domingo de Ramos do próximo ano, serão entregues aos jovens da Polônia em cerimônia que deverá acontecer em Roma.
 
  

Fonte: Rádio Vaticano
Local:Rio de Janeiro (RJ)

LITURGIA DIÁRIA - A REDE

 
Primeira Leitura: Êxodo 40, 16-21.34-38

SANTO AFONSO DE LIGÓRIO
BISPO E DOUTOR
(branco, pref. comum ou dos pastores - ofício da memória)

Leitura do livro do Êxodo - Naqueles dias, 16Moisés fez tudo o que o Senhor lhe havia mandado, e se conformou a tudo. 17Assim, no segundo ano, no primeiro dia do primeiro mês, o tabernáculo foi erigido. 18Moisés levantou o tabernáculo: pôs suas bases, suas tábuas, suas travessas, e assentou suas colunas. 19Estendeu a tenda sobre o tabernáculo, e pôs a coberta da tenda por cima, como o Senhor lhe tinha ordenado. 20Tomou o testemunho e colocou-o na arca; meteu os varais na arca, e colocou nela a tampa. 21Introduziu a arca no tabernáculo; e, tendo pendurado o véu de separação, cobriu com ele a arca da aliança, como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 34Então a nuvem cobriu a tenda de reunião e a glória do Senhor encheu o tabernáculo. 35E era impossível a Moisés entrar na tenda de reunião, porque a nuvem pairava sobre ela, e a glória do Senhor enchia o tabernáculo. 36Durante todo o curso de suas peregrinações, os israelitas se punham a caminho quando se elevava a nuvem que estava sobre o tabernáculo; 37do contrário, eles não partiam até o dia em que ela se elevasse. 38E, enquanto duraram as suas peregrinações, a nuvem do Senhor pairou sobre o tabernáculo durante o dia; e, durante a noite, havia um fogo na nuvem, que era visível a todos os israelitas. - Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial(83)

REFRÃO: Quão amável, ó Senhor, é vossa casa!

1. Minha alma desfalece de saudades e anseia pelos átrios do Senhor! Meu coração e minha carne rejubilam e exultam de alegria no Deus vivo! -R.

2. Mesmo o pardal encontra abrigo em vossa casa, e a andorinha ali prepara o seu ninho, para nele seus filhotes colocar; vossos altares, ó Senhor Deus do universo! Vossos altares, ó meu Rei e meu Senhor! -R.

3. Felizes os que habitam em vossa casa; para sempre haverão de vos louvar! Felizes os que em vós têm sua força, caminharão com um ardor sempre crescente. -R.

4. Na verdade, um só dia em vosso templo vale mais do que milhares fora dele! Prefiro estar no limiar de vossa casa, a hospedar-me na mansão dos pecadores! -R.
Evangelho: Mateus 13, 47-53


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Mateus - Naquele tempo, 47O Reino dos céus é semelhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. 48Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta. 49Assim será no fim do mundo: os anjos virão separar os maus do meio dos justos 50e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes. 51Compreendestes tudo isto? Sim, Senhor, responderam eles. 52Por isso, todo escriba instruído nas coisas do Reino dos céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas. 53Após ter exposto as parábolas, Jesus partiu. - Palavra da salvação.


Homilia - Padre Bantu Mendonça  


Nosso Senhor foi um modelo incomparável de paciência; suportou um demônio entre os seus discípulos, até à sua paixão; e disse: Deixai um e outro crescer juntamente, até à ceifa; não suceda que, ao apanhardes o joio, arranqueis o trigo; para figurar a Igreja, previu que a rede trouxesse sempre – isto é, até ao fim do mundo – para a margem todo o tipo de peixes, bons e maus. É o Reino comparado a grande rede lança do mar, que para nós é o mundo. 
 
Parábola que nos fez conhecer de muitas maneiras, fosse abertamente, fosse em parábolas, que vivemos num mundo onde há uma mistura de bons e de maus. E, contudo, declara que é necessário velar pela disciplina na Igreja quando afirma: Se o teu irmão pecar, vai ter com ele repreende-o a sós. Se te der ouvidos, terás ganhado o teu irmão. Mas de que maneira? Com misericórdia. Fazendo-o conhecer que Deus governará a terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade (Sl 95, 13). Que no final dos tempos juntará em Seu redor os eleitos e separará os outros, colocando aqueles à Sua direita e estes à Sua esquerda. Haverá coisa mais justa, mais fiel do que essa? Aqueles que não tiverem querido exercer misericórdia antes da chegada do juiz não poderão esperar dele misericórdia. 
 
Aqueles que tiverem querido exercer a misericórdia serão julgados com misericórdia. Porque Ele dirá àqueles que tiverem colocado à Sua direita: Vinde benditos de Meu Pai, recebei em herança o reino que vos está preparado desde a criação do mundo; e atribui-lhes obras de misericórdia: Tive fome e destes-Me de comer; tive sede e destes-Me de beber, e por aí fora.
Porque tu és injusto, não há de o juiz ser justo? Porque te acontece mentir, não há de a verdade ser verídica? Se queres encontrar um juiz misericordioso, sê misericordioso antes que Ele chegue. Perdoa a quem te tiver ofendido; dá dos teus bens, se possuis em abundância.
Dá o que dele recebes: Que tens tu, que não hajas recebido? Eis os sacrifícios que são muito agradáveis a Deus: a misericórdia, a humildade, o reconhecimento, a paz, a caridade. Se isso levarmos, esperaremos com segurança o advento do juiz, desse juiz que governará a terra com justiça, e os povos na Sua fidelidade.