quarta-feira, 2 de novembro de 2011

LITURGIA DIÁRIA - MORTE: PORTA PARA VIDA.


Primeira Leitura: Jó 19, 1.23-27
COMEMORAÇÃO DOS FALECIDOS
(roxo ou preto, prefácio dos mortos - ofício próprio)

Leitura do livro de Jó - 1Jó respondeu então nestes termos: 23Oh!, se minhas palavras pudessem ser escritas, consignadas num livro, 24gravadas por estilete de ferro em chumbo, esculpidas para sempre numa rocha! 25Eu o sei: meu vingador está vivo, e aparecerá, finalmente, sobre a terra. 26Por detrás de minha pele, que envolverá isso, na minha própria carne, verei Deus. 27Eu mesmo o contemplarei, meus olhos o verão, e não os olhos de outro; meus rins se consomem dentro de mim. - Palavra do Senhor.
Salmo Responsorial(26)
REFRÃO: O Senhor é minha luz e salvação.
1. De Davi. O Senhor é minha luz e minha salvação, a quem temerei? O Senhor é o protetor de minha vida, de quem terei medo? Quando os malvados me atacam para me devorar vivo, são eles, meus adversários e inimigos, que resvalam e caem. - R.
2. Se todo um exército se acampar contra mim, não temerá meu coração. Se se travar contra mim uma batalha, mesmo assim terei confiança. Uma só coisa peço ao Senhor e a peço incessantemente: é habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para admirar aí a beleza do Senhor e contemplar o seu santuário. - R.
3. Assim, no dia mau ele me esconderá na sua tenda, ocultar-me-á no recôndito de seu tabernáculo, sobre um rochedo me erguerá. Mas desde agora ele levanta a minha cabeça acima dos inimigos que me cercam; e oferecerei no tabernáculo sacrifícios de regozijo, com cantos e louvores ao Senhor. - R.
Segunda Leitura: Romanos 5, 5-7

Leitura da carta de são Paulo aos Romanos - Irmãos, 5E a esperança não engana. Porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado. 6Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo a seu tempo morreu pelos ímpios. 7Em rigor, a gente aceitaria morrer por um justo, por um homem de bem, quiçá se consentiria em morrer. - Palavra do Senhor.
Evangelho: João 6, 37-40

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo João - Naquele tempo, 37Todo aquele que o Pai me dá virá a mim, e o que vem a mim não o lançarei fora. 38Pois desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. 39Ora, esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não deixe perecer nenhum daqueles que me deu, mas que os ressuscite no último dia. 40Esta é a vontade de meu Pai: que todo aquele que vê o Filho e nele crê, tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia. - Palavra da salvação.
catolicanet.com


Cada vez que vamos a um enterro, nos damos conta claramente que nos encontramos na escola da vida, e que os ensinamentos que a morte de uma pessoa nos dá são tão fortes que nunca conseguimos esquecer. Os seus ensinamentos são tão tocantes que exercem grande influência na nossa vida e no profundo da nossa alma. Isto porque a morte nos obriga a morrer a cada dia: os problemas pessoais de saúde mostram isso. Se pensarmos, na verdade, cada aniversário nosso significa que estamos mais próximos da morte. Mas, se tivermos a persistência de colher tudo de bom que ela tem a nos oferecer, com certeza veremos que tudo aquilo que num primeiro momento parece perdido é recuperado, ao ponto até mesmo de ver que mais nada será perdido. Quando nós cristãos, nos damos conta que a morte nos educa ao verdadeiro sentido da vida, não à vida que nós queremos, mas à vida que Deus quis que vivêssemos, que ela tem um valor bem maior, então não temos mais porque nos desesperarmos perante a morte, mas sim nos enchermos de esperança.

Existe tanta injustiça nesse mundo terreno, e a morte ensina que todos somos iguais: dela ninguém pode escapar, nem com poder, nem com dinheiro, nem com amizades. Não há nada que se possa fazer. Nada pode fugir ao seu toque. Aqueles que não têm fé, também têm que enfrentar este medo e mistério que é a morte. Mas há uma diferença: enquanto os ateus buscam em vão o seu sentido, nós o encontramos na Palavra de Cristo nosso Senhor. Assim, o dia da morte não será um dia de tristeza nem de desespero, mas de esperança, porque a morte não é o fim, mas um confim, uma fronteira; a morte não separa, ela nos reúne com Deus e com todos aqueles que já fizeram esta passagem; Jesus, com a sua morte, pagou um preço caríssimo para nos libertar do pecado e da morte e trazer da morte para cada um de nós, a vida, a ressurreição.
Nos diz o salmista neste domingo: “O Senhor é minha luz e salvação. De quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida. Perante quem eu tremerei?” É esta a verdade que brota no nosso coração, e que nos faz pôr toda a nossa esperança no Senhor: “ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo, habitar no santuário do Senhor, por toda a minha vida, saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo”.

Às vezes, podemos até cair na besteira de pensar que sozinhos nos bastamos, ou que só os outros morrem ou que a nossa morte vai demorar séculos para chegar; pensar que não precisamos de horizontes que encham de sentido o nosso morrer ou nos iludirmos de que o ter a vida seja parecer, ter, poder. Mas a luz que a revelação de Deus estende sobre a nossa existência, a luz que sai do túmulo de Cristo Ressuscitado, a orientação luminosa que Deus pôs no nosso coração, mesmo que os olhos se encham de lágrimas pela sensação de perca que a morte inclui, nos faz dizer como Jó, o homem que bebeu até o fim o cálice amargo da dor, da solidão, da falência: “depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne (e, portanto o nosso “eu”), verei a Deus. Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outro”.
Esta luz se faz plena nas palavras de Jesus, aquele que veio revelar os segredos do Pai, comunicar a vida de Deus e executar a vontade do Pai: “Esta é a vontade do meu Pai: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, nada, nem mesmo o nosso ser de carne, mas o ressuscite no último dia”.
Deus nos chamou à vida não pela morte, mas passando através do Filho que é a porta, nós recebemos o prêmio da liberdade para acolhê-lo, a sua Palavra, o seu chamado, os seus dons que ele pôs na vida de cada um e que significam felicidade eterna.


“Deus”, diz São Paulo, “dá uma prova de amor por nós porque quando ainda éramos pecadores, Cristo deu a sua vida para que tivéssemos a vida”.
Hoje é dia de lembrarmos os nossos mortos, lembrarmos a vida que Deus dá a todos quantos ele chamou a si. Hoje podemos sentir a paz, a plenitude dos bens de Deus. Hoje cada um dos nossos caros é acolhido além dos seus limites, na sua verdadeira dimensão de amado por Deus e na sua fidelidade ao amor. “Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá”.
pecarlos.blogspot.com

terça-feira, 1 de novembro de 2011

A IGREJA DEVE ESTAR ANSIOSA POR RECEBER O IRMÃO QUE ERROU.


Lucas 17:3-4


"Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe; se, por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes, vier ter contigo dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe" (Lucas 17,3-4). Há vezes que o pecado é flagrante o suficiente que tem que ser enfrentado diretamente. Nesses casos, naturalmente, devemos estar preparados e ávidos para aceitar o arrependimento do pecador e perdoar-lhe. Antes, porém, será necessário admoestar "os insubmissos", advertindo-os sem rodeios e estimulando-os a mudar (I Tessalonicenses 5,14). Quando o pecado visível de Pedro feriu os irmãos gentios e levou muitos dos cristãos judeus ao mesmo erro, Paulo o repreendeu face a face em público (Gálatas 2,11-14). Não se tratava de um irmão fraco em tropeço, mas um pecado de conseqüências públicas, por parte de Pedro, que precisava ser tratado. Qualquer um de nós pode precisar de uma repreensão direta às vezes. O livro de Provérbios nos incentiva a aceitar as admoestações e usá-las como uma oportunidade para fazer as devidas correções, apesar da repreensão ser dolorosa. No caso de Pedro, ele falou mais tarde a respeito do nosso "amado irmão Paulo" (II Pedro 3,15), mostrando que ele não tinha nenhum rancor pelo fato de Paulo o haver repreendido abertamente.

"Nós vos ordenamos, irmãos, em nome do Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que ande desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebestes . . . Caso alguém não preste obediência à nossa palavra dada por esta epístola, notai-o; nem vos associeis com ele, para que fique envergonhado. Todavia, não o considereis por inimigo, mas adverti-o como irmão" (II Tessalonicenses 3,6,14-15). Às vezes, um irmão que está em pecado não presta atenção ao estímulo e à admoestação de outros cristãos. Tanto pessoalmente quanto por carta, Paulo havia ensinado e admoestado aos tessalonicenses acerca da necessidade de trabalhar. Em I Tessalonicenses 5,14 ele tinha pedido que outros irmãos admoestassem os indisciplinados. Em II Tessalonicenses 3, mais uma vez ele adverte severamente os que se recusavam a trabalhar. Depois ele afirma claramente que, quando alguém se recusa a obedecer à Palavra de Deus após reiteradas admoestações, essa pessoa deve ser publicamente notada como infiel e os irmãos devem se afastar do contato social com ela. I Coríntios 5 trata de um caso semelhante. O pecado era diferente (um caso grave de imoralidade sexual), mas Paulo ordenou aqui também que o irmão que se achava no erro fosse publicamente reconhecido como infiel e que os outros não se associassem com ele, nem mesmo para comer com ele. Em Mateus 18,15-17, quem se recusa a corrigir um pecado contra outra pessoa deve ser tratado da mesma forma.

Ao pormos em prática essa diretriz precisamos tomar certos cuidados. Em primeiro lugar, não se deve tomar essa atitude a primeira vez que alguém peca. Os casos descritos nos textos acima estavam em estágio avançado; já se haviam dado exortações. Em segundo lugar, a igreja deve estar ansiosa por receber o irmão que errou quando ele se arrepende. Ele não deve ser considerado um inimigo, mesmo após ser disciplinado pela congregação (II Tessalonicenses 3,15). E, se ele retornar à fidelidade ao Senhor, deve ser recebido com muito amor e ternura (II Coríntios 2,5-11).

Há três razões para essa atitude. Primeira: o amor pelo irmão que pecou. A esperança é que a pessoa, percebendo a gravidade de seu pecado, retorne ao Senhor e seja salva (I Coríntios 5,5; II Tessalonicenses 3,14-15). Assim como o homem imoral de I Coríntios 5, muitos se arrependem hoje após que a igreja a que pertencem os nota publicamente como infiéis (II Coríntios 2,5-11). Segunda: o amor pela igreja. Paulo falou da influência contagiosa do pecado que é tolerada na igreja (I Coríntios 5,6-8). Se as pessoas que não estão servindo ao Senhor fielmente permanecem na comunhão da igreja, sua infidelidade será contagiosa e se espalhará aos outros membros da congregação. Por fim, o amor pelo Senhor. Essa ação deve ser tomada "em nome do Senhor Jesus Cristo" (II Tessalonicenses 3,6; I Coríntios 5,4). Paulo disse que essa ordem põe a igreja à prova para descobrir se ela é fiel ao Senhor em todas as coisas (II Coríntios 2,9). Muitas igrejas são reprovadas nesse teste. Talvez por causa de um desejo de não se tornarem impopulares ou por uma falta de coragem de enfrentar os membros que vivem persistentemente no pecado, muitas igrejas toleram os membros infiéis e não obedecem a esses princípios bíblicos. O nosso amor por Deus deve ser maior que o nosso desejo de recebermos a aprovação do homem.



Com minha benção.
Pe.Emílio Carlos Mancini +
A†Ω

A MEDIAÇÃO DE MARIA.


A mediação e intercessão de Nossa Senhora por nós, diante de Deus, não é uma mediação “substitutiva” ou “ paralela” à de Jesus, mas ao contrário,acontece com base na única mediação de Cristo, homem e Deus, Sumo Pontífice (ponte) entre Deus e os homens. Sem esta, todas as outras mediações não teriam eficácia. É uma mediação cooperadora, subordinada. Jesus não quis e quer a nossa ajuda e cooperação, tanto em termos de trabalho como de oração; especialmente de Sua Mãe.

O Concílio Vaticano ll, na Lúmen Gentium, explica-nos bem como é a mediação de Nossa Senhora diante de Deus.”A maternidade de Maria na dispensação da graça perdura ininterruptamente a partir do consentimento que ela fielmente prestou na Anunciação, que sob a Cruz ela resolutamente manteve, e manterá até a perpétua consumação de todos os eleitos. Assumida aos céus, não abandonou esta salvífica função, mas por sua multíplice intercessão continua a granjear-nos os dons da salvação eterna. Por seu maternal amor cuida dos irmãos do seu Filho que ainda peregrinam rodeados de perigos e dificuldades, até que sejam conduzidos à feliz pátria”.
“Por isso a bem-aventurada Virgem Maria é invocada na Igreja sob os títulos de Advogada, Auxiliadora, Protetora, Medianeira. Isto, porém, se entende de tal modo que nada derrogue, nada acrescente à dignidade e eficácia de Cristo, o único mediador”.

“Com efeito; nenhuma criatura jamais pode ser colocada no mesmo plano com o Verbo Encarnado e Redentor. Mas, como o sacerdócio de Cristo é participado de vários modos, seja por ministros, seja pelo povo fiel, e como a indivisa bondade de Deus é realmente difundida nas criaturas nas maneiras diversas, assim também a mesma mediação do Redentor não exclui, mas suscita nas criaturas cooperações diversas, que participam de uma única fonte.” E continua: “A Igreja não hesita em proclamar essa função subordinada de Maria. Pois sempre de novo experimenta e recomenda-se ao coração dos fiéis para que, encorajados por maternal proteção, mais intimamente dêem sua adesão o Mediador e Salvador” (LG,n° 62). O Papa Paulo VI, em sua Exortação Apostólica: “A Virgem continua agora no céu a exercer a sua função materna, cooperando para o nascimento e o desenvolvimento da vida divina em cada uma das almas dos homens redimidos. É esta uma verdade muito reconfortante, que, por livre disposição de Deus sapientíssimo, faz parte do ministério da salvação dos homens; por conseguinte, deve ser objeto da fé de todos os cristãos”.

Desde os primeiros séculos os cristãos que enfrentavam o martírio já se recomendavam a Nossa Senhora, rezando: “Debaixo da vossa proteção nos refugiamos ó Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, virgem gloriosa e bendita”; amém …
A virgem continua agora no céu a exercer a sua função materna


Prof: Felipe Aquino
A†Ω

ANGELOLOGIA.

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Denomina-se angelologia o tratado acerca de anjos, cuja existência aparece claro na Bíblia. A Igreja, firmada na palavra de Deus, afirma a existência de um mundo invisível mais belo e mais perfeito que o mundo visível. No início, antes da criação do homem, Deus criou os Anjos, puros espíritos, naturezas simples. Eles imaculados não somente na inteligência que não pode ser surpreendida pelo erro, mas ainda na vontade que não pode ser perturbada pela violência das paixões. Tudo neles comedido e justo, tanto o amor do bem como o ódio do mal. Não sujeitos às inconstâncias ou às hesitações, porque as suas inteligências, livres e desembaraçadas das formas sensíveis e corporais, são imensamente superiores às nossas, conhecendo diretamente a Deus, cuja imagem radiante se reflete como em um espelho crêem em seus raciocínios, só fazem o que querem, e pretendem poder viver sem Deus.

Enquanto uma grande parte dos Anjos, guiados pelo arcanjo S. Miguel, reconheceu os direitos absolutos do Criador e a adoração que todas as criaturas lhe devem, muitos outros espíritos angélicos se deixaram arrastar pela revolta de Lúcifer. Com sua punição surgiram os abismos infernais, onde foram precipitados para sempre, e daí a origem dos demônios, ou seja, anjos decaídos. Deus fez o Anjo e alguns anjos se fizeram demônios. Deus, sendo o supremo Bem, não pode fazer senão o que é bom, e os Livros Sagrados afirmam que todas as obras divinas são boas e excelentes. Na aurora da vida, ao amanhecer da existência, todos os Anjos, como foi dito acima, eram puros, santos e felizes, e porque alguns abusaram da liberdade, desse dom divino que lhes foi dado, tornaram-se perversos. São malfeitores que, não se podendo igualar a Deus, se vingam no homem, que está destinado a ir gozar da glória desse reino celeste que eles perderam para sempre. A hostilidade do demônio contra o homem é uma verdade conhecida. O mau é naturalmente inimigo de tudo o que não se parece com ele. O maligno detesta a virtude; ele procura surpreendê-la; a observa, a persegue até que ela degenere e, se não consegue corrompê-la, procura fazê-la sofrer. Tal é a história antiga, a história moderna, a história dos homens e a história dos demônios. O perverso que arrasta os outros para o pecado, o libertino que dá escândalos, os pecadores públicos são o instrumento e os mensageiros do espírito mau. O demônio é um ente maléfico, é a causa primordial da desgraça e dos pecados humanos.

São Pedro deixou uma séria admoestação: “Sede sóbrios e vigiai! O vosso adversário, o diabo, rodeia-vos como o leão que ruge à procura de quem devorar. Resisti-lhe, firmes na fé” (1 Pd 5,2-3). Jesus nos fala sempre do espírito das trevas, cujo desejo é fazer mal aos homens. Inúmeras são as passagens da Bíblia que nos previne da existência desse ente maldito. Sim, é uma verdade e um dogma de nossa fé a existência dos demônios. Cumpre pedir a Deus que nunca sejamos vencidos por eles e que, nesta luta da virtude contra o vicio, do mal contra o bem, onde está em jogo a glória eterna, a coroa do reino dos céus, não sejamos seduzidos nem pelo orgulho, nem pela sensualidade, nem pelo prazer, a fim de que possamos entrar vitoriosos nessa bem-aventurança divina que os espíritos infernais perderam para sempre. É preciso, porém, confiar na proteção dos anjos bons, invocando sempre São Miguel e, também, o Anjo da Guarda.

Lembremo-nos, portanto que os anjos são simples e indivisíveis, porque são espíritos. A morte que nos separa, o tempo que afeta os elementos do nosso corpo, não tem ação sobre eles, nem força alguma pode ferir a sua perfeita unidade. Se eles não podem igualar a imensidade de Deus pela universidade, eles a imitam pela agilidade de seus movimentos. A nossa alma pode nos dar uma idéia dessa agilidade dos espíritos angélicos. O nosso pensamento suprime as distâncias e se transporta instantaneamente de uma extremidade do mundo a outra. Assim os anjos. Eis porque os artistas os representam com asas, para indicar a prontidão e a rapidez em que executam as ordens do Eterno, e os representam com rostos infantis, para mostrar a inocência e a imortal juventude que lhes é própria. Os espíritos bons formam três ordens distintas, divididas em nove coros: os Serafins, os Querubins e os Tronos; as Dominações, as Virtudes e as Potências; os Principados, os Arcanjos e os Anjos. A angelologia mostra como Deus é admirável em suas obras, e como os céus cantam a Sua glória. Eis aí o conceito que devemos ter dos Anjos; tal é a doutrina da Igreja.

Conego Vidigal
Professor no Seminário de Mariana durante 40 anos

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por
Católicos na Rede

LITURGIA DIÁRIA - O GRANDE BANQUETE.


Primeira Leitura: Romanos 12, 5-16

 
XXXI SEMANA COMUM
(verde - ofício do dia da III semana)


Leitura da carta de são Paulo aos Romanos - Irmãos, 5assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro. 6Temos dons diferentes, conforme a graça que nos foi conferida. Aquele que tem o dom da profecia, exerça-o conforme a fé. 7Aquele que é chamado ao ministério, dedique-se ao ministério. Se tem o dom de ensinar, que ensine; 8o dom de exortar, que exorte; aquele que distribui as esmolas, faça-o com simplicidade; aquele que preside, presida com zelo; aquele que exerce a misericórdia, que o faça com afabilidade. 9Que vossa caridade não seja fingida. Aborrecei o mal, apegai-vos solidamente ao bem. 10Amai-vos mutuamente com afeição terna e fraternal. Adiantai-vos em honrar uns aos outros. 11Não relaxeis o vosso zelo. Sede fervorosos de espírito. Servi ao Senhor. 12Sede alegres na esperança, pacientes na tribulação e perseverantes na oração. 13Socorrei às necessidades dos fiéis. Esmerai-vos na prática da hospitalidade. 14Abençoai os que vos perseguem; abençoai-os, e não os praguejeis. 15Alegrai-vos com os que se alegram; chorai com os que choram. 16Vivei em boa harmonia uns com os outros. Não vos deixeis levar pelo gosto das grandezas; afeiçoai-vos com as coisa modestas. Não sejais sábios aos vossos próprios olhos. - Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial(130)

REFRÃO: Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
1. Cântico das peregrinações. De Davi. Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim. - R.

2. Ao contrário, mantenho em calma e sossego a minha alma, tal como uma criança no seio materno, assim está minha alma em mim mesmo. - R.

3. Israel, põe tua esperança no Senhor, agora e para sempre. - R.


Evangelho: Lucas 14, 15-24

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 15A estas palavras, disse a Jesus um dos convidados: Feliz daquele que se sentar à mesa no Reino de Deus! 16Respondeu-lhe Jesus: Um homem deu uma grande ceia e convidou muitas pessoas. 17E à hora da ceia, enviou seu servo para dizer aos convidados: Vinde, tudo já está preparado. 18Mas todos, um a um, começaram a escusar-se. Disse-lhe o primeiro: Comprei um terreno e preciso sair para vê-lo; rogo-te me dês por escusado. 19Disse outro: Comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las; rogo-te me dês por escusado. 20Disse também um outro: Casei-me e por isso não posso ir. 21Voltou o servo e referiu isto a seu senhor. Então, irado, o pai de família disse a seu servo: Sai, sem demora, pelas praças e pelas ruas da cidade e introduz aqui os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos. 22Disse o servo: Senhor, está feito como ordenaste e ainda há lugar. 23O senhor ordenou: Sai pelos caminhos e atalhos e obriga todos a entrar, para que se encha a minha casa. 24Pois vos digo: nenhum daqueles homens, que foram convidados, provará a minha ceia. - Palavra da salvação.
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 Homilia - Pe Bantu

A parábola do banquete do Reino mostra como os que estão empenhados exclusivamente em seus negócios: comprei um terreno e tenho que examiná-lo, no frenesi de seu trabalho; comprei cinco juntas de bois e vou experimentá-las, ou na exclusividade do círculo familiar, não podem entrar para participar plena e alegremente na vida comunitária. Esta exige uma disponibilidade generosa e a aspiração de construir algo maior que os pequenos negócios e trabalhos familiares.
Por estas razões, aqueles que estão empenhados em suas próprias preocupações sem olhar o horizonte dos povos, sem valorizar as utopias históricas, não estão aptos para participar do banquete do Reino. Este necessita de uma abertura a todos os seres humanos e a todos os ideais de humanização.
Por isso os convidados são aqueles que realmente têm esperança histórica e confiam que podem construir a nova casa do Senhor. Esta é um projeto alternativo, um mundo onde não há excluídos e onde o importante não é a produtividade nem o lucro, mas a máxima expressão da criação: o ser humano.


Por outro lado devemos saber que o coração de Deus nos aguarda para nos saciar com o pão da vida, por isso, Jesus nos convida a participarmos do Banquete do Amor do Pai. Para cada um de nós há um lugar reservado a fim de que nos fartemos com o alimento adequado para a nossa alma. Neste Evangelho Jesus nos fala das coisas “lícitas” que nos impedem de aceitar o convite do banquete no reino de Deus. Da mesma forma como na Parábola, nós vivemos dando desculpas e justificativas para não aceitarmos o convite de Jesus.

Nós nos escusamos, muitas vezes, de entrar no reino dos céus por causa das nossas ocupações. Só aceitamos o convite que Jesus nos faz por meio de outras pessoas na hora que nos convêm, damos preferência aos nossos negócios e interesses pessoais e desprezamos o pão de Deus para nos “deliciarmos” com o “pão do mundo”. Esta é uma verdade factual na nossa vida. A parábola do banquete é uma mensagem que abre os nossos olhos para as realidades de Deus que deixamos de usufruir em vista das nossas “ocupações” e que, mais tarde, talvez nós não tenhamos o tempo hábil para participarmos. No entanto, Jesus continuará a nos atrair quando acena para os coxos, os cegos, os aleijados, os pobres e miseráveis. Muitas vezes, nós precisamos nos sentir assim para que o convite de Jesus seja aceito por nós. “Feliz é aquele que come o pão no reino de Deus”! Felizes nós seremos quando, reconhecendo as nossas deformidades, buscarmos o alimento de Deus através da Sua Palavra, da Eucaristia, da Oração, da Adoração ao Santíssimo, do estar em comunidade no serviço e no amor.
Você já aceitou o convite para participar do banquete do reino de Deus? Você tem certeza que tem atendido ao convite de Jesus? A que alimento você tem dado prioridade para saciar a sua fome: ao pão do céu ou ao pão do mundo? O que tem sido mais importante para você: o banquete de Deus ou as suas ocupações e preocupações?

Pai, tu me convidas cada dia para participar das alegrias de teu Reino. Que eu saiba acolher teu convite paterno, fazendo-me solidário com os pobres e os deserdados deste mundo.