quinta-feira, 23 de junho de 2022

Solenidade da natividade de São João Batista.

 24 de Junho: Evangelho do Dia - Lc 1,57-66.80 - Rádio Rainha da Paz

Ó Deus, que suscitastes são João Batista a fim de preparar para o Senhor um povo perfeito, concedei á vossa Igreja as alegrias espirituais e dirigi nossos passos no caminho da salvação e da paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Leitura (Isaías 49,1-6)

Leitura do livro do profeta Isaías.

49 1 Ilhas, ouvi-me; povos de longe, prestai atenção! O Senhor chamou-me desde meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, ele pronunciou meu nome.

2 Tornou minha boca semelhante a uma espada afiada, cobriu-me com a sombra de sua mão. Fez de mim uma flecha penetrante, guardou-me na sua aljava.

3 E disse-me: "Tu és meu servo, (Israel), em quem me rejubilarei".

4 E eu dizia a mim mesmo: "Foi em vão que padeci, foi em vão que gastei minhas forças. Todavia, meu direito estava nas mãos do Senhor, e no meu Deus estava depositada a minha recompensa".

5 E agora o Senhor fala, ele, que me formou desde meu nascimento para ser seu Servo, para trazer-lhe de volta Jacó e reunir-lhe Israel, (porque o Senhor fez-me esta honra, e meu Deus tornou-se minha força).

6 Disse-me: "Não basta que sejas meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de ti a luz das nações, para propagar minha salvação até os confins do mundo".

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 138/139

Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,

porque de modo admirável me formastes!

 

Senhor, vós me sondais e conheceis,

sabeis quando me sento ou me levanto;

de longe penetrais meus pensamentos;

percebeis quando me deito e quando eu ando,

os meus caminhos vos são todos conhecidos.

 

Fostes vós que me formastes as entranhas

e, no seio de minha mãe, vós me tecestes.

Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,

porque de modo admirável me formastes!

 

Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis;

nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis

quando eu era modelado ocultamente,

era formado nas entranhas subterrâneas.

Leitura (Atos 13,22-26)

Leitura dos Atos dos Apóstolos.

Naqueles dias, Paulo disse: 13 22 "Depois, Deus o rejeitou e mandou-lhes Davi como rei, de quem deu este testemunho: ‘Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades’.

23 De sua descendência, conforme a promessa, Deus fez sair para Israel o Salvador Jesus.

24 João tinha pregado, desde antes da sua vinda, o batismo do arrependimento a todo o povo de Israel.

25 Terminando a sua carreira, dizia: ‘Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado’.

26 Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação".

Palavra do Senhor.

Evangelho (Lucas 1,57-66.80)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Serás chamado, ó menino, o profeta do Altíssimo: irás diante do Senhor, preparando-lhe os caminhos (Jo 1,7; Lc 1,17).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.

57 Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho.

58 Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela.

59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias.

60 Mas sua mãe interveio: "Não", disse ela, "ele se chamará João".

61 Replicaram-lhe: "Não há ninguém na tua família que se chame por este nome".

62 E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse.

63 Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: "João é o seu nome". Todos ficaram pasmados.

64 E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus.

65 O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia.

66 Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: "Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele.

80 O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.

Palavra da Salvação.

Reflexão

São João Batista, o Precursor do Senhor, precedeu também a toda a humanidade pelo mistério que hoje celebramos: a sua justificação no ventre de Santa Isabel. É por este motivo que a Igreja comemora-lhe a natividade; de fato, além dele, de Nossa Senhora e de Cristo, nenhuma outra personagem, quer do Antigo, quer do Novo Testamento, tem celebrada a sua data de nascimento. A memória que faz a Liturgia dos demais santos recai, de ordinário, no dia de sua morte, que é como um novo nascimento, um nascimento para a glória do céu. Cristo, por ser o Redentor, foi impecável antes mesmo de seu santíssimo e milagroso Natal; a Virgem Maria, para ser digna Mãe de Deus, foi preservada imune de toda mancha de pecado desde o primeiro instante de sua concepção no seio de Sant'Ana; e São João Batista, devido ao singular papel por ele exercido na economia da Salvação, embora tenha sido concebido em iniquidade, como todos os outros homens, foi redimido e santificado quando da visita de Nossa Senhora à sua mãe.

"Assim que a voz de tua saudação chegou aos meu ouvidos" — diz Isabel, cheia do Espírito Santo, à Imaculada —, "a criança estremeceu no meu ventre", acontecimento que a Igreja sempre reconheceu como o primeiro milagre na ordem da graça. Por esta razão, celebrar hoje a natividade de São João Batista é render graças a Deus pela misericórdia que Ele derramou sobre o escolhido para endireitar as veredas do Senhor (cf. Is 40, 3; Lc 3, 4), pregando um batismo de arrependimento para a remissão dos pecados (cf. Lc 3, 3). A solenidade deste dia, além disso, deve infundir-nos uma confiança ainda maior na intercessão da Virgem Santíssima, da qual o Pai quis servir-se como de um instrumento para levar a graça do Espírito Santo ao maior entre os nascidos de mulher (cf. Mt 11, 11; Lc 7, 28). Recorramos confiadamente ao Imaculado Coração de Maria e peçamos-lhe que, assim como conduziu até o Batista Aquele cujos caminhos ele havia de preparar, traga também a nós o Filho do qual procede o Espírito Consolador, sem cujo auxílio nada há no homem, nada que seja inocente. — São João Batista, rogai por nós! Imaculado Coração de Maria, intercedei por nós!

 

https://padrepauloricardo.org 

quarta-feira, 22 de junho de 2022

12ª Semana do Tempo Comum - Cuidado com os falsos profetas!

  Os falsos profetas Mt 7,15-20 - Cultura - MAXNOTICIAS - Marcos Davi Andrade
Leitura (2 Reis 22,8-13; 23,1-3)

Leitura do segundo livro dos Reis.

22 8 O sumo sacerdote Helcias disse ao escriba Safã: “Encontrei no templo do Senhor o livro da Lei”. Helcias deu esse livro a Safã,

9 o qual, depois de tê-lo lido, voltou ao rei e prestou-lhe contas da missão que lhe fora confiada: “Teus servos juntaram o dinheiro que se encontrava no templo e entregaram-no aos encarregados do templo do Senhor”.

10 O escriba Safã disse ainda ao rei: “O sacerdote Helcias entregou-me um livro”.

11 E leu-o em presença do rei. Quando o rei ouviu a leitura do livro da Lei, rasgou as vestes,

12 e ordenou ao sacerdote Helcias, a Aicão, filho de Safã, a Acobor, filho de Mica, ao escriba Safã e ao seu oficial Azarias, o seguinte:

13 “Ide e consultai o Senhor de minha parte, da parte do povo e de todo o Judá, acerca do conteúdo deste livro que acaba de ser descoberto. A cólera do Senhor deve ser grande contra nós, porque nossos pais não obedeceram às palavras deste livro, nem puseram em prática tudo o que aí está prescrito”.

23 1 O rei convocou à sua presença todos os anciãos de Judá e de Jerusalém,

2 e subiu ao templo do Senhor com todos os homens de Judá e todos os habitantes de Jerusalém, os sacerdotes, profetas e todo o povo, pequenos e grandes. Leu então, diante deles, o texto completo do livro da Aliança que fora descoberto no templo do Senhor.

3 O rei, de pé na tribuna, renovou a aliança em presença do Senhor, comprometendo-se a seguir o Senhor, a observar os seus mandamentos, suas instruções e suas leis, de todo o seu coração e de toda a sua alma, e a cumprir todas as cláusulas da aliança contida no livro. Todo o povo concordou com essa aliança.

Palavra do Senhor

Salmo Responsorial 118/119

Ensinai-me a viver vossos preceitos, ó Senhor!

Ensinai-me a viver vossos preceitos;

quero guardá-los fielmente até o fim!

 

Dai-me o saber, e cumprirei a vossa lei,

e de todo o coração a guardarei.

 

Guiai meus passos no caminho que traçastes,

pois só nele encontrarei felicidade.

 

Inclinai meu coração às vossas leis,

e nunca ao dinheiro e à avareza.

 

Desviais o meu olhar das coisas vãs,

dai-me a vida pelos vossos mandamentos!

Evangelho (Mateus 7,15-20)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Ficai em mim e eu em vós ficarei, diz Jesus; quem em mim permanece há de dar muito fruto (Jo 15,4s).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

7 15 Disse Jesus: “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.

16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?

17 Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos.

18 Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos.

19 Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo.

20 Pelos seus frutos os conhecereis”.

Palavra da Salvação.

Reflexão

Após nos ter precavido ontem contra o perigo de entrarmos pelo caminho largo da perdição, o Senhor nos alerta hoje contra os falsos profetas, que, metidos em peles de ovelha, se ocultam no rebanho de Cristo como lobos traiçoeiros. “Cuidado com os falsos profetas”, que se apresentam com palavras doces e sedutoras, mas que por dentro “são lobos ferozes”, à espreita das vítimas desprevenidas. Em seguida, indica-nos Jesus o sinal por que poderemos distinguir as ovelhas falsas das verdadeiras: “Vós os conhecereis pelos seus frutos”. Mas a que frutos, precisamente, se refere Nosso Senhor? Não são, decerto, os frutos externos, isto é, não se trata nem de jejuns nem de esmolas, nem de orações nem de muito apostolado, porque todas essas coisas — diz S. Agostinho —, “quando se fazem com mau fim, no erro, não aproveitam mais que para encobrir os lobos”; por isso, não são esses os frutos “que podem servir-nos para reconhecê-los” (De serm. Domini II, 25) [1]. Trata-se, antes, dos frutos que o Apóstolo chama “obras da carne”, a saber: “fornicação, impureza, liber­tinagem, idolatria, superstição, inimizades, brigas, ciúmes, ódio, ambição, discórdias, partidos, invejas, bebedeiras, orgias e outras coisas semelhantes” (Gl 5, 19ss). 

São esses, pois, os frutos com os quais podemos conhecer quem é árvore boa e quem é árvore má: as más frutificam em obras da carne; as boas dão o fruto do Espírito, que é “caridade, alegria, paz, paciência, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança” (Gl 5, 22s); as más, ainda que se revistam de folhas frondosas, ainda que pareçam por fora cheias de vitalidade, estão podres por dentro, carregadas de frutos estragados; as boas, ao contrário, ainda que nem sempre sejam as mais atraentes, são as que se deixam podar por Cristo e nele dão frutos abundantes de fé viva, operante pelo amor e com boas obras. Portanto, é por esses frutos que havemos de julgar, antes de tudo, se temos nós mesmos sido lobo ou ovelha, árvore boa ou má, ocasião de queda ou soerguimento para os nossos irmãos na fé: “Vós os conhecereis pelos seus frutos”. 

 

https://padrepauloricardo.org 

terça-feira, 21 de junho de 2022

12ª Semana do Tempo Comum - Basta crer em qualquer coisa?


 
Leitura (2 Reis 19,9-11.14-21.31-36)

Leitura do segundo livro dos Reis.

19 9 O rei ouviu dizer de Taraca, rei da Etiópia: Ele acaba de sair para combater contra ti. Senaquerib mandou novamente mensageiros a Ezequias para dizer-lhe:

10 “Isto direis a Ezequias, rei de Judá: ‘Não te deixes enganar pelo Deus no qual puseste a tua confiança, pensando que Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria’.

11 Ouviste contar como os reis da Assíria trataram todos os países, e como os devastaram: só tu, pois, haverias de escapar?”

14 Ezequias tomou a carta das mãos dos mensageiros e leu-a; subiu depois ao templo e abriu-a diante do Senhor,

15 rogando-lhe: “Senhor, Deus de Israel, que estais sentado sobre querubins, só vós sois o Deus de todos os reinos da terra. Vós fizestes os céus e a terra.

16 Inclinai, Senhor, os vossos ouvidos e ouvi! Abri, Senhor, os vossos olhos e vede! Ouvi a mensagem de Senaquerib, que mandou blasfemar o Deus vivo!

17 É verdade, Senhor, que os reis da Assíria destruíram as nações e devastaram os seus territórios,

18 atirando ao fogo os seus deuses, mas isso porque não eram deuses, e sim objetos feitos pelas mãos do homem, objetos de madeira e de pedra: por isso foram destruídos.

19 Mas vós, Senhor, nosso Deus, salvai-nos agora das mãos de Senaquerib, a fim de que todos os povos da terra saibam que vós, o Senhor, sois o único Deus”.

20 Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: “Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: Ouvi a oração que me fizeste a respeito de Senaquerib, rei da Assíria.

21 Eis o oráculo do Senhor contra ele: ‘A virgem, filha de Sião, despreza-te e zomba de ti. A filha de Jerusalém meneia a cabeça por trás de ti.

31 Pois de Jerusalém surgirá um resto e do monte Sião sobreviventes. Eis o que fará o zelo do Senhor dos exércitos’.

32 Por isso, eis o oráculo do Senhor ao rei da Assíria: ‘Não entrará nesta cidade nem atirará flechas contra ela, não lhe oporá escudo nem a cercará de trincheiras.

33 Mas voltará pelo caminho por onde veio, sem entrar na cidade - oráculo do Senhor.

34 Protegerei esta cidade para salvá-la, por minha causa e de Davi, meu servo’”.

35 Ora, nessa mesma noite o anjo do Senhor apareceu no campo dos assírios e feriu cento e oitenta e cinco mil homens. No dia seguinte pela manhã só havia cadáveres.

36 Senaquerib, rei da Assíria, retirou-se, tomou o caminho de sua terra e deteve-se em Nínive.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 47/48

O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

 

Grande é o Senhor e muito digno de louvores

na cidade onde ele mora;

seu monte santo, esta colina encantadora

é a alegria do universo.

 

Monte Sião, no extremo norte situado,

és a mansão do grande rei!

Deus revelou-se, em suas fortes cidadelas,

um refúgio poderoso.

 

Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade

em meio ao vosso templo;

com vosso nome vai também vosso louvor

aos confins de toda a terra.

Evangelho (Mateus 7,6.12-14)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 6 “Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem.

12 Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas.

13 Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram.

14 Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram”. 

Palavra da Salvação.

Reflexão 

No Evangelho de hoje, o Senhor nos fala de como é difícil ser salvo: com efeito, é estreita e pouco frequentada a porta que leva à salvação, ao passo que é bastante larga e usada a que conduz à perdição eterna. De fato, são poucos os que encontram o caminho que leva à vida, porque não há mais que um único caminho, o próprio Cristo, que disse noutro lugar: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (Jo 14, 6). Trata-se de uma página muito pouco popular do Evangelho nos dias de hoje, porque é uma pá de cal no relativismo religioso, que pensa ser possível ir ao céu por vias distintas, todas igualmentes válidas, apesar de diferentes em aspectos secundários e externos. No entanto, a doutrina católica é clara e constante em afirmar que o homem, que tem não só o direito como o dever de buscar a verdade, tem de abraçar e professar a única religião que Deus revelou, pois é impossível que à Verdade e Bondade suprema seja indiferente a virtude e o vício, a verdade e o erro, a honestidade e a desonestidade, a idolatria dos pagãos e o culto dos cristãos (cf. Pio IX, Encíclica “Qui pluribus”, de 9 nov. 1846; DH 2785), isto é, que lhe seja indiferente que religião professam os seres humanos. Porque se o próprio Deus quis vir ao mundo para, feito homem, salvar o homem por sua cruz e ressurreição, é evidente que não temos a liberdade para escolher outro caminho além do único que Ele estabeleceu para sermos salvos. 

Por isso, nunca é demais “recordar e repreender o gravíssimo erro, no qual se encontram lamentavelmente diversos católicos, que pensam que chegarão à vida eterna as pessoas que vivem nos erros e afastadas da verdadeira fé e da unidade católica. Essa opinião é decididamente contrária à doutrina católica” (Pio IX, Encíclica “Quanto conficiamur moerore”, de 10 ago. 1863; DH 2865), além de ser uma grave ofensa à verdade de Deus, que não se contradiz nem se compraz com o erro, e aos inúmeros mártires que, no transcurso dos séculos, suportaram os piores suplícios para não se apartarem da verdadeira religião. Alegremo-nos, pois, de termos recebido a graça da fé católica e, fiéis aos nossos compromissos batismais, sejamos pescadores de homens, missionários de Cristo e corajosos defensores da verdade da nossa santa religião, católica e apostólica.

 

https://padrepauloricardo.org

segunda-feira, 20 de junho de 2022

12ª Semana do Tempo Comum - Podemos julgar o irmão?

 Não julgueis e não sereis julgados - Comunidade Católica Shalom

Leitura (2 Reis 17,5-8.13-15.18)

Leitura do segundo livro dos Reis.

17 5 Depois atacou Samaria e assediou-a por três anos.

6 No ano nono do reinado de Oséias, o rei da Assíria apoderou-se de Samaria e deportou os israelitas para a Assíria, estabelecendo-os em Hala, às margens do Habor, rio de Gozan, e nas cidades da Média. Causas da ruína de Israel

7 Assim aconteceu porque os filhos de Israel tinham pecado contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito e libertado da opressão do faraó, rei dos egípcios. Eles adoraram outros deuses,

8 adotaram os costumes das nações que o Senhor tinha expulsado diante dos israelitas e seguiram os costumes estabelecidos pelos reis de Israel.

13 O Senhor tinha advertido Israel e Judá pela boca de seus profetas e videntes: “Renunciai às vossas más ações; guardai meus mandamentos e minhas leis; observai toda a lei que prescrevi a vossos pais e que vos transmiti pelos meus servos, os profetas”.

14 Mas eles não o quiseram ouvir, e endureceram o seu coração, como o tinham feito seus pais, que se tornaram infiéis ao Senhor, seu Deus.

15 Desprezaram os seus preceitos e a aliança estabelecida com seus pais, não atenderam às advertências que lhes tinha feito, e seguiram as vaidades, tornando-se eles mesmos vaidades; apesar de ter-lhes o Senhor proibido seguir as pisadas dos povos que os cercavam,

18 Por isso, o Senhor ficou profundamente indignado contra os israelitas e lançou-os para longe de sua face. Só a tribo de Judá subsistiu.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 59/60

Vossa mão nos ajude, ouvi-nos, Senhor!

 

Rejeitastes, ó Deus, vosso povo

e arrasastes as nossas fileiras;

vós estáveis irado; voltai-vos!

 

Abalastes, partistes a terra,

reparai suas brechas, pois treme.

Duramente provastes o povo

e um vinho atordoante nos destes.

 

Quem me leva à cidade segura,

e a Edom quem me vai conduzir

se vós, Deus, rejeitais vosso povo

e não mais conduzis nossas tropas?

 

Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia;

nada vale o socorro dos homens!

Mas com Deus nós faremos proezas,

e ele vai esmagar o opressor.

Evangelho (Mateus 7,1-5)

Aleluia, aleluia, aleluia.

A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração (Hb 4,12).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.

7 1 Disse Jesus: “Não julgueis, e não sereis julgados.

2 Porque do mesmo modo que julgardes, sereis também vós julgados e, com a medida com que tiverdes medido, também vós sereis medidos.

3 Por que olhas a palha que está no olho do teu irmão e não vês a trave que está no teu?

4 Como ousas dizer a teu irmão: ‘Deixa-me tirar a palha do teu olho’, quando tens uma trave no teu?

5 Hipócrita! Tira primeiro a trave de teu olho e assim verás para tirar a palha do olho do teu irmão”.

Palavra da Salvação.

Reflexão

O Evangelho que a Igreja proclama nesta segunda-feira gira em torno do julgamento: "Não julgueis", proclama Nosso Senhor, "e não sereis julgados", e dá em seguida a razão dessa proibição: "Pois vós sereis medidos com a mesma medida com que medirdes". Situado no contexto do Sermão da Montanha, o que Jesus hoje nos diz aponta para um caminho de santidade que não é, obviamente, incompatível com os juízos retos e justos que todo homem, inteligente por natureza, é capaz de formular a respeito do mundo e das pessoas. O "não julgueis" a que Ele se refere consiste em não condenar os outros com uma medida demasiado severa, implacável, inclemente, cujo peso nem nós mesmos suportaríamos. 

Temos, é claro, de ser intransigentes em relação aos princípios morais e defender com franqueza o que a Igreja ensina acerca dos bons e maus costumes; o que, porém, devemos banir de nossa conduta é a tendência a sentenciar a tudo e a todos, como se nunca houvéramos pecado nem merecido, de nossa parte, a justiça que pedimos seja feita sobre os demais (cf. Lc 9, 51-56). Não se trata, portanto, nem de ser ingenuamente compassivo e misericordioso — sob o pretexto de que tudo se deve tolerar — nem de fechar os olhos aos pecados alheios e eximir-se do grave dever de corrigir e aconselhar os que erram. Que o nosso coração seja como o de Cristo, reto em seus julgamentos, mas tardo para condenar os malvados; compreensível em sua paciência, mas pronto para reconduzir os desviados. Roguemos, pois, à Virgem Santíssima que nos dê a graça de sempre nos lembrarmos de que, se a Deus pedimos justiça e vingança, seremos nós os primeiros a ser cobrados.

 

https://padrepauloricardo.org

domingo, 19 de junho de 2022

12º Domingo do Tempo Comum - A afirmação de Pedro.

 

  Grupo de Oração Semeando a Paz: Setembro 2019
Leitura (Zacarias 12,10-11;13,1)

Leitura da profecia de Zacarias.

Assim diz o Senhor: 10“Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém um espírito de graça e de oração; eles olharão para mim. Ao que eles feriram de morte, hão de chorá-lo, como se chora a perda de um filho único, e hão de sentir por ele a dor que se sente pela morte de um primogênito. 11Naquele dia haverá um grande pranto em Jerusalém, como foi o de Adadremon no campo de Magedo. 13,1Naquele dia haverá uma fonte acessível à casa de Davi e aos habitantes de Jerusalém, para ablução e purificação”.

Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 62/63

A minha alma tem sede de vós,

como a terra sedenta, ó meu Deus!

Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!

Desde a aurora, ansioso vos busco!

A minha alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja.

 

Como terra sedenta e sem água,

venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder.

Vosso amor vale mais do que a vida, e por isso meus lábios vos louvam.

 

Quero, pois, vos louvar pela vida e elevar para vós minhas mãos!

A minha alma será saciada, como em grande banquete de festa;

cantará a alegria em meus lábios ao cantar para vós meu louvor!

 

Para mim fostes sempre um socorro;

de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós;

com poder vossa mão me sustenta.

Leitura (Gálatas 3,26-29)

Leitura da carta de São Paulo aos Gálatas.

Irmãos, 26vós todos sois filhos de Deus pela fé em Jesus Cristo. 27Vós todos que fostes batizados em Cristo vos revestistes de Cristo. 28O que vale não é mais ser judeu nem grego, nem escravo nem livre, nem homem nem mulher, pois todos vós sois um só em Jesus Cristo. 29Sendo de Cristo, sois então descendência de Abraão, herdeiros segundo a promessa.

Palavra do Senhor.

Evangelho (Lucas 9,18-24)

Aleluia, aleluia, aleluia.

Minhas ovelhas escutam minha voz, minha voz estão elas a escutar; eu conheço, então, minhas ovelhas, que me seguem, comigo a caminhar (Jo 10,27).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.

Certo dia, 18Jesus estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então, Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. 23Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me. 24Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará”.

Palavra da salvação.

Reflexão

O Evangelho nos fala que “Jesus estava rezando num lugar retirado e os discípulos estavam com Ele.” À medida que caminhamos com Jesus Ele também nos atrai para um lugar a parte a fim de que possamos conversar com Ele assim como faziam os Seus discípulos. Aí, então, Ele nos vai revelando os projetos do Pai para nós, como também vai se desnudando e, na partilha, na camaradagem, na confiança, sonda o nosso coração para coisas que precisamos entender. O Evangelho de ontem narra a reação de Herodes ante as notícias que se espalhavam sobre Jesus. Após esse episódio, Lucas narra a multiplicação dos pães, e hoje continua com o versículo 18, onde Jesus pergunta o que dizem d’Ele, e o que os discípulos pensam dEle. E o interessante disso tudo é que os discípulos escutavam os mesmos comentários que chegaram aos ouvidos de Herodes que, Jesus era ou João Batista, ou Elias, ou algum dos profetas antigos que ressuscitou. Mas o que Jesus realmente queria saber era o que os seus discípulos pensavam a respeito d’Ele. E nesse momento é Pedro quem se adianta, dizendo: "Tu és o Cristo de Deus!"
        A palavra "Cristo" vem do grego, é uma tradução literal de "Messias", e significa "ungido". Esta resposta de Pedro tem todo um significado, e é sobre isso que vamos refletir hoje.
Na verdade, quando Jesus dirigiu-se aos Seus discípulos e lhes perguntou o que “os outros” diziam Dele, era apenas um pretexto para tocar nesse assunto. O Seu desejo era que os Seus seguidores tivessem consciência de quem Ele era e aprendessem a expor a sua opinião de uma forma consciente e concreta. Em outras palavras, que eles O conhecessem e ao mesmo tempo se conhecessem. O Senhor nos exercita nesse sentido. Saber quem é Jesus e conhecê-Lo intimamente nos garante a possibilidade para que nós também nos conheçamos e, aos pouquinhos, percebamos o plano de Deus para nós e do que precisamos para que a vontade do Pai se realize na nossa vida. Jesus não estava interessado na opinião dos outros.
        Os livros proféticos do Antigo Testamento falam da vinda do Messias, o Salvador. E atribui a Ele o poder de curar os doentes, expulsar demônios, e trazer a paz ao povo. João Batista sabia disso. E é por isso que quando ele mandou seus discípulos perguntarem a Jesus se Ele era o Messias, Jesus pediu que os discípulos de João o acompanhassem durante aquela tarde enquanto Ele realizou a cura de cegos e aleijados. Depois disso, Jesus disse aos discípulos de João que voltassem para dizer o que tinham visto. Jesus não queria dizer, neste momento, que Ele era o Messias, pois muitas coisas ainda precisavam acontecer antes do seu martírio. João Batista, como conhecedor das escrituras, sabia desses sinais. Se Jesus já afirmasse desde esse momento que era a Promessa de Deus, o alvoroço e a polêmica seriam ainda maiores do que este que já estava acontecendo. E isso poderia encurtar a sua trajetória no meio de nós.
        Mas então as pessoas da época não sabiam que Ele era o Ungido de Deus? O Filho de Deus? Que não deveriam esperar que viesse outro? Pois é, não sabiam. Somente os discípulos sabiam disso. E foram severamente proibidos de comentar isso com alguém até que Ele passasse pelo martírio, morte e ressurreição.
        Hoje, também, Ele não quer saber de nós o que um ou outro conhecem sobre Ele, porém, o que Ele quer de nós é o conhecimento aprofundado da Sua pessoa e, como Pedro, tenhamos a convicção do Espírito para afirmar: “Tu és o Cristo de Deus!” Assim sendo, teremos a esperança e a confiança plena de que, depois do sofrimento e, mesmo da morte, nós também, como Ele, seremos ressuscitados.
Você tem buscado ficar sozinho com Jesus?- Quem é Jesus para você?- Quem é você para você mesmo?- Você tem dúvidas em relação à sua intimidade com Jesus?- Você, também, como Pedro, pode afirmar que Jesus é o Cristo de Deus, isto é, que Jesus é o seu Salvador?
Pai, só tu podes revelar-me a identidade de teu Filho Jesus. Que eu a conheça de forma verdadeira para poder conformar com ela a minha vida.
 
 
 
por Pe. Bantu Mendonça katchipwi Sayla