terça-feira, 29 de janeiro de 2013

SANTA MARIA (RS): IGREJA MANIFESTA SOLIDARIEDADE ÀS VÍTIMAS DO INCÊNDIO.


Diante da tragédia ocorrida no Rio Grande de Sul, na cidade de Santa Maria, que ceifou a vida de pelo menos 232 pessoas, deixou 121 pessoas feridas, 80 em estado grave, a Igreja do Brasil todo manifesta solidariedade às vítimas e suas famílias.
Segundo o site da CNBB, Dom Orani Tempesta, em apoio a Dom Hélio Rupert, enviou-lhe uma mensagem relatando que os jovens do Rio Janeiro fizeram uma vigília na Catedral e rezaram por todos os falecidos, familiares e amigos das vítimas. E afirmou: “Nossos corações estão abalados com essa grande tragédia (…) que ceifou a vida de inúmeros jovens dessa cidade, em especial, dos estudantes da Universidade Federal de Santa Maria”.
Dom Odilo Scherer, também expressou seu pesar e solicitou ao clero de sua Arquidiocese para que celebrem missas em intenção das vítimas desta tragédia. Não deixou de frisar que: “a tristeza aumenta com a constatação de que a tragédia foi consequência de uma série de erros e omissões, certamente evitáveis, se tivessem sido observadas as normas de segurança prescritas”.
O Bispo auxiliar de Porto Alegre, Dom Jaime Spengler, deu uma palavra aos familiares dos jovens falecidos: “Somos atingidos por sentimentos de dor e tristeza. Dor pela vida de tantos jovens; tristeza pelas famílias e amigos destes jovens. Por quê? Resta-nos neste instante o silêncio respeitoso; e, sobretudo, a prece solidária”.
Também o Presidente de CNBB, Dom Raymundo Damasceno uniu-se à dor das vítimas. E Dom Hélio Rupert, que pede para que a esperança não se acabe: “Como Igreja de Santa Maria lastimamos este acidente e manifestamos a nossa solidariedade às famílias e a toda a sociedade. Não se perca a esperança: olhemos para Jesus Cristo, fonte da vida, o nosso Salvador. Oramos pelos falecidos e seus familiares e toda a sociedade que sofre esta tragédia”
 
 
 
 

A TRAGÉDIA DE SANTA MARIA: DEUS ESTÁ DO LADO DOS QUE SOFREM.



 
 
Tragédias como a de Santa Maria – RS costumam sucitar o debate sobre a soberania de Deus e a responsabilidade humana. Um debate besta, diga-se de passagem, uma vez que a Biblia afirma tanto uma coisa como a outra. É verdade que não podemos explicar o paradoxo, mas podemos aceitar a verdade revelada e crer que Deus é poderoso até mesmo para extrair o bem do mal, redimindo a dor das familias enlutadas.
 
Mesmo assim, os coraçoes sensíveis costumam perguntar-se: “Onde está Deus em uma hora assim?”. De certo, é uma pergunta complicada, mas pode ser dissipada à luz do evangelho: Jesus sempre se posicionou ao lado dos sofredores. Creio que em momentos assim, devemos recordar este fato. Jesus se interessa em nosso sofrimento, pois ele mesmo experimentou na carne o que é sofrer. Ele é empatico à nossa dor.
Em lugar de perguntar onde está Deus em meio à tragédia, devemos recordar que todo caos neste mundo foi desencadeado pelo pecado. Este mundo nao é mais aquela criaçao original de Deus, porém o Senhor promete em sua palavra que haverá um dia em que ele restaurará todas as coisas. Naquele dia, diz o profeta-apostolo, “Ele enxugará dos olhos toda lagrima, e já nao haverá morte, nem pranto, nem clamor ou dor” (Ap 21.4). Até lá, no entanto, permanece a máxima inexoravel: “no mundo tereis afliçoes”.
 
Creio que em lugar de içar dedo acusador, a igreja deveria se posicionar ao lado dos que sofrem, pois é lá que Cristo está. Como corpo de Cristo, precisamos levar consolaçao aos coraçoes dos parentes das vitimas desta catastrofe. Em lugar de perder-nos em debates teologicos que nao vao levar a nenhum lugar, e ainda aprofundarao a dor no coraçao de quem perdeu um pedaço de si, devemos levar esperança onde ela está prestes a extinguir-se.
Aos profetas despiedados, evangelicos sem evangelho, urubus religiosos cujo oficio no ultimo dia tem sido insultar a memoria das vitimas do incendio em Santa Maria lançando em rosto seus pecados, gostaria de fazê-los recordar as palavras de Jesus no evangelho de Lucas, muito propicias em tempos de calamidade:
“E naquele mesmo tempo, estavam presentes ali alguns que lhe falavam dos galileus cujo sangue Pilatos misturara com os seus sacrifícios. E respondendo Jesus, disse-lhes: Cuidais vós que esses galileus foram mais pecadores do que todos os galileus, por terem padecido tais coisas? Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis. E aqueles dezoito sobre os quais caiu a torre de Siloé e os matou, cuidais que foram mais culpados do que todos quantos homens habitam em Jerusalém? Não, vos digo; antes, se vos não arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” (Lucas 13:1-5)
Que Deus abençoe as familias das vitimas do incendio em Santa Maria. E que Deus fortaleça a igreja gaúcha para ser “a fortaleza do necessitado na sua angústia, refúgio contra a tempestade” (Isaias 25.4).
 
 
 
 
 
Leonardo Gonçalves
pulpito cristão

CONSTERNADO, BENTO XVI CONSOLA FAMÍLIAS DAS VÍTIMAS DE SANTA MARIA.

 
A Secretaria de Estado do Vaticano divulgou na manhã desta segunda, 28, o telegrama enviado pelo Papa ao Arcebispo de Santa Maria, Dom Hélio Adelar Rubert, expressando seu pesar pela tragédia ocorrida na cidade universitária. No incêndio da boate ‘Kiss’ morreram 231 jovens e 80 estão hospitalizados em estado grave.

“Consternado pela trágica morte de centenas de jovens em um incêndio em Santa Maria, o Sumo Pontífice pede a Vossa Excelência que transmita às famílias das vítimas suas condolências e sua participação na dor de todos os enlutados. Ao mesmo tempo em que confia a Deus Pai de misericórdia os falecidos, o Santo Padre pede ao céu o conforto e restabelecimento para os feridos, coragem e a consolação da esperança cristã para todos atingidos pela tragédia e envia, a quantos estão em sofrimento e ao mesmo procuram remediá-lo, uma propiciadora bênção apostólica”.
O telegrama de Bento XVI é assinado pelo Cardeal Tarcísio Bertone, Secretário de Estado de Sua Santidade.

Por:
Rádio Vaticano

NOSSO CORAÇÕES ESTÃO ABALADOS COM A MORTE DE INÚMEROS JOVENS

Dom Orani João Tempesta envia nota pedindo que todos rezem por essa intenção


Dom Orani Tempesta, O.Cist.
RIO DE JANEIRO,  (Zenit.org).
Apresentamos nota de solidariedade do Arcebispo Dom Orani João Tempesta por ocasião do incidente que provocou a morte de vários jovens em uma boate no Rio Grande do Sul, Brasil.
“Eu sei que meu Redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó” (Jó 19,25)
Nossos corações estão abalados com a morte de inúmeros jovens estudantes da Universidade Federal de Santa Maria, RS, e outras pessoas que estavam no local. A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro, a Coordenação da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013 e o Regional Leste 1 da CNBB rezam pelos falecidos, como pelos hospitalizados e os que estão trabalhando com afinco para minorar a dor de todos, como também pelo consolo dos amigos e familiares das vítimas.
Em solidariedade ao acontecimento trágico, transformamos um evento para jovens programado para este domingo a tarde em momento de oração e sufrágio pelas almas dos jovens e outras pessoas falecidas, com caminhada e missa saindo às 15 horas da Igreja da Candelária até a Catedral Metropolitana, onde será celebrada missa às 16 horas com transmissão ao vivo para todo o Brasil pela Rede Vida de Televisão. Pedimos a todos os párocos que nas missas de hoje à noite também rezem por essa intenção.
Sentimo-nos como preparadores da Jornada Mundial da Juventude, evento que reunirá jovens de todo o mundo, tristes por esses jovens e outras pessoas que foram ceifadas de forma trágica da vida. Esperamos que o Senhor Ressuscitado, vencedor da morte, possa ser o consolo e a esperança neste momento de sofrimento e dor.
 
 
 
 
 
Dom Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano do Rio de Janeiro
Presidente do Comitê Organizador Local (COL) da JMJ Rio 2013
Presidente do Regional Leste 1 da CNBB, bispos auxiliares e eméritos da arquidiocese do RJ

LITURGIA DIÁRIA - A MÃE E IRMÃOS DE JESUS


Primeira Leitura: Hebreus 10, 1-10

 
III SEMANA COMUM
(verde - ofício do dia)


Leitura da carta aos Hebreus - Irmãos, 1A lei, por ser apenas a sombra dos bens futuros, não sua expressão real, é de todo impotente para aperfeiçoar aqueles que assistem aos sacrifícios que se renovam indefinidamente cada ano. 2Realmente, se os fiéis, uma vez purificados, não tivessem mais pecado algum na consciência, não teriam cessado de oferecê-los? 3Pelo contrário, pelos sacrifícios se renova cada ano a memória dos pecados. 4Pois é impossível que o sangue de touros e de carneiros tire pecados. 5Eis por que, ao entrar no mundo, Cristo diz: Não quiseste sacrifício nem oblação, mas me formaste um corpo. 6Holocaustos e sacrifícios pelo pecado não te agradam. 7Então eu disse: Eis que venho (porque é de mim que está escrito no rolo do livro), venho, ó Deus, para fazer a tua vontade (Sl 39,7ss). 8Disse primeiro: Tu não quiseste, tu não recebeste com agrado os sacrifícios nem as ofertas, nem os holocaustos, nem as vítimas pelo pecado (quer dizer, as imolações legais). 9Em seguida, ajuntou: Eis que venho para fazer a tua vontade. Assim, aboliu o antigo regime e estabeleceu uma nova economia. 10Foi em virtude desta vontade de Deus que temos sido santificados uma vez para sempre, pela oblação do corpo de Jesus Cristo. - Palavra do Senhor.


Salmo Responsorial(39)

 
REFRÃO: Eis que venho fazer, com prazer,/a vossa vontade, Senhor!

1. Esperando, esperei no Senhor, / e inclinando-se, ouviu meu clamor. / Canto novo ele pôs em meus lábios, / Um poema em louvor ao Senhor. -R.
2. Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos; / não pedistes ofertas nem vítimas, / holocaustos por nossos pecados. / E então eu vos disse: 'Eis que venho!' -R.
3. Boas-novas de vossa justiça / anunciei numa grande assembléia; / vós sabeis: não fechei os meus lábios! -R.
4. Proclamei toda a vossa justiça, / sem retê-la no meu coração; / vosso auxílio e lealdade narrei. / Não calei vossa graça e verdade / na presença da grande assembléia. -R.



Evangelho: Marcos 3, 31-35


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos - Naquele tempo, 31Chegaram sua mãe e seus irmãos e, estando do lado de fora, mandaram chamá-lo. 32Ora, a multidão estava sentada ao redor dele; e disseram-lhe: "Tua mãe e teus irmãos estão aí fora e te procuram." 33Ele respondeu-lhes: "Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?" 34E, correndo o olhar sobre a multidão, que estava sentada ao redor dele, disse: "Eis aqui minha mãe e meus irmãos. 35Aquele que faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe." - Palavra da salvação.
catolicanet.com
 
 
 
Homilia - Pe Bantu
 
 
 
Pessoas não católicas vivem dizendo que Nossa Senhora teve outros filhos além de Jesus Cristo, pois a Bíblia refere-se aos "irmãos de Jesus". O monge beneditino Dom Estêvão Bettencourt, com todo o seu conhecimento de exegese das Sagradas Escrituras, esclarece: São sete os textos do Novo Testamento que mencionam irmãos de Jesus: Mc 6,3; Mc 3,31-35; Jo 2,12; Jo 7,2-10; At 1,14; Gl 1,19; 1Cor 9,5. Chamavam-se, conforme Mc 6,3: Simão, Tiago, José e Judas. O aramaico, que os judeus falavam no tempo de Jesus e que os evangelistas supõem, era uma língua pobre em vocábulos. A palavra aramaica e hebraica "irmão" podia significar não somente os filhos dos mesmos genitores, mas também os primos, ou até parentes mais distantes.
 
No Antigo Testamento, 20 passagens atestam esse significado amplo de "irmão", como por exemplo: Gn 13,8 ("Abraão disse a seu sobrinho Lot, filho do seu irmão: ‘Somos irmãos’..."), Gn 29, 12-15; Gn 31, 23; 2Rs 10,13; Jz 9,3; 1Sm 20,29. E ainda pode-se conferir em 1Cor 23,21-23; 1Cor 15,5; 2Cor36,10; Mt 27,56 ("Estavam ali [no Calvário], a observar de longe..., Maria de Magdala, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu"). Essa Maria, mãe de Tiago e de José, não é a esposa de São José, mas de Cléofas, conforme Jo 19,25. Era também a irmã de Maria, mãe de Jesus, como se lê em Jo 19,25: "Estavam junto à cruz de Jesus, a sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria (esposa) de Cleofas, e Maria de Magdala. Pois bem, os nomes de Cléofas e Alfeu designam em grego a mesma pessoa, pois são formas gregas do nome aramaico Claphai. Ora, o mais antigo historiador da Igreja, Hegesipo, conta-nos que Cléofas ou Alfeu era irmão de São José. Daí se depreende que Cléofas e Maria de Cléofas tiveram como filhos Tiago, José, Judas e Simão, os quais, portanto, eram primos de Jesus. E o fato de aparecerem acompanhando Maria, embora não fossem seus filhos mas sobrinhos, explica-se porque no judaísmo a mulher não costumava apresentar-se desacompanhada de alguém do sexo masculino. Ora, julga-se que são José tenha falecido antes do início da vida pública de Jesus, e quando este saiu de casa, Maria passou a contar com a companhia dos sobrinhos. Ainda: o termo "primogênito" não quer dizer que Maria tenha tido outros filhos depois do primeiro, Jesus. Primogênito pode dizer simplesmente "o bem amado", pois o primogênito é certamente aquele filho, no qual, durante certo tempo, se concentra todo amor dos pais. Além disso, os hebreus o julgavam alvo de especial amor da parte de Deus, pois devia ser consagrado a Ele desde os seus primeiros dias.

Mas a final quem são os irmãos de Jesus? Ser irmão de Jesus passa por uma unidade com a Sua Pessoa. Passa por uma evidente numa opção de vida, numa instauração de uma família, como também na vida; viver a vida com adesão ao projeto de Deus e na construção de um mundo novo que rompa com as barreiras carnais e nos abre a laços espirituais.
Portanto, as palavras de Jesus questionando quem é sua mãe e quem são seus irmãos têm o sentido de revelar que o dom de Deus, nele presente, não se restringe a laços consangüíneos privilegiados. Jesus substitui estes laços estabelecidos na tradição pelos laços do amor verdadeiro e sem fronteiras, que vão muito além dos limites de família ou raça. A verdadeira família é aquela constituída por pessoas que, fazendo a vontade de Deus, tornam-se discípulas de Jesus. A família consangüínea, pelo amadurecimento do amor, abre-se e solidariza-se com os mais excluídos e empobrecidos.
Disso tudo, nós concluímos que Maria Santíssima só teve mesmo o seu Divino Filho, Jesus Cristo. E que podemos e devemos chamá-la com o nome de Sempre Virgem Maria. Está é a razão da nossa fé a qual nos orgulhamos de professar para podermos vivê-la e transmiti-la com firmeza aos outros de geração em geração.