sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

SEXTA FEIRA DE ADORAÇÃO AO SENHOR JESUS.



HOJE (27/01/2012) NOITE DE ORAÇÃO E ADORAÇÃO.

LOCAL: SANTUÁRIO SÃO BENEDITO
HORAS:19:00
PAU DOS FERROS - RN


"O covarde nunca tenta, o fracassado nunca termina e o vencedor jamais desiste."
(Autor desconhecido)

MEGA SHOW MARCARÁ INÍCIO DA PEREGRINAÇÃO DOS SÍMBOLOS DA JMV EM NATAL


Um grande show com mais de 20 artistas católicos vai marcar o começo da peregrinação dos Símbolos da JMJ em Natal. No dia 10 de fevereiro, na Arena Bote Fé, situada na Praia do Forte, vão se apresentar: Padre Zezinho, Padre Fábio de Melo, Padre Reginaldo Manzotti, Padre Antônio Maria, Cantores de Deus, Banda Rosa de Saron, Banda Dominus, entre outros.
O show é organizado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude, da CNBB, pela arquidiocese de Natal e pela Sony Music. O ingresso promocional para o show, no valor de R$ 25,00, pode ser adquirido na Central Bote Fé, localizada no piso superior do Natal Shopping, diariamente, das 10 às 21 horas; ou na Catedral Metropolitana, de segunda a sexta-feira, das 9 às 17 horas. Moradores de outras cidades que desejarem adquirir o ingresso podem entrar em contato pelo telefone (84) 3615-2800.
Depois do Bote Fé, os jovens farão vigília no mesmo local e, a partir das 4h da madrugada do sábado, dia 11, iniciarão a peregrinação por vários pontos da capital potiguar, começando com missa na Catedral de Natal, às 6h, e prosseguindo até o Monumento dos Mártires, em Uruaçu, onde haverá nova vigília. A peregrinação continua no domingo, dia 12, até o meio-dia, quando a Cruz e o Ícone serão enviados para a Diocese de Caicó.



por
CNBB

A CRISE DA UNIVERSIDADE E A CRISE DO ESPÍRITO. A PREDOMINÂNCIA "TÉCNICA" SEM REFLEXÃO?


Como bem disse Otto Maria Carpeaux “das universidades depende a vida espiritual das nações”. Infelizmente vivemos uma grave crise da Academia, crise esta que vai muito além de conteúdos normativos. A união do pensamento iluminista com a idéia do progresso material positivista transformou as Universidades numa fábrica do pensamento técnico, “útil”. Assim, dentro do espaço acadêmico onde outrora havia uma densa reflexão e a produção de uma cultura espiritual, resta apenas certo ranço utilitarista e desprovido de qualquer convicção profunda.

As Universidades têm uma função basilar na construção e constituição das nações. No ambiente acadêmico as gerações atuais alcançam a maturidade necessária para refletir acerca da realidade e pensar nas veredas que guiarão os seus filhos e netos. Contudo, a partir do alvorecer iluminista, com a estruturação do repúdio formal a qualquer pensamento tradicional – tradição aqui entendida num contexto muito particular -, a Universidade perdera o sentido histórico mais profundo, isto é, a responsável por perpetuar aos novos o mundo interior legado pelos seus antigos.

O filósofo Alasdair MacIntyre afirmou a necessidade de recuperar “uma concepção de pesquisa racional incorporada numa tradição; uma concepção de acordo com a qual os próprios padrões da justificação racional avultem e façam parte de uma história na qual eles sejam exigidos pelo modo como transcendem as limitações e fornecem soluções para as insuficiências de seus predecessores, dentro da história dessa mesma tradição.”
Entretanto, os ouvidos modernos tremem quando ouvem falar de tradição. A pedagogia humanística entra, então, em decadência quando morre no homem a sua união espiritual com o passado, com a herança recebida de seus pais. O homem sem espírito, sem o nous metafísico, limita a sua própria capacidade racional. Assim, na mentalidade materialista e utilitarista engendrada desde o iluminismo, resta apenas o espaço para a produção de um saber meramente técnico, sem qualquer pretensão que não seja a melhoria imediata e sensível da sociedade. Vivemos, desse modo, a ditadura do progresso onde, logicamente, o passado é necessariamente visto como o reduto da obscuridade e atraso.

Se a Universidade não deve ser compreendida como nostalgia, não tem muito menos como finalidade a educação para um conteúdo útil e profissional. Na sua constituição mesma está como destino último o cultivo do intelecto. O “hábito filosófico da mente”, como colocara John Henry Newman, era fruto justamente do refinamento e enriquecimento das capacidades intelectuais. Assim, a ansiada busca da verdade, sentido da reflexão e da discussão, encontra-se integrada ao amplo conhecimento cultural transmitido e recebido por meio da tradição, da família e da religião.

No prefácio do seu livro “The Idea of a University”, o Cardeal Newman, definindo a noção de Universidade, diz; “That it is a place of teaching universal knowledge. This implies that its object is, on the one hand, intellectual, not moral; and, on the other, that it is the diffusion and extension of knowledge rather than the advancement. If its object were scientific and philosophical discovery, I do not see why a University should have students; if religious training, I do not see how it can be the seat of literature and science.”
Ora, se o iluminismo tirou da racionalidade o seu natural espaço tradicional, o positivismo a trancafiou dentro da mentalidade material e técnica, subtraindo da razão a sua capacidade de, através de um olhar atento, contemplar a realidade de modo universal.

A gênese moderna da Academia tende a reduzi-la a uma instituição profissional e, na esteira de tal transformação, num centro altamente politizado onde o conhecimento encontra-se assimilado aos ditames ideológicos. Não obstante, a Universidade tem como função a preservação e ampliação do conhecimento, a constituição de um centro de saber e reflexão. Isso precisa ser redescoberto para que o homem possa, no futuro, reconhecer-se como tal e integrado numa cultura espiritual que o torna apto a compreender a sua existência de forma ampla, além dos limites estipulados pelo momento presente.



Pedro Ravazzano

APARECIDA SE PREPARA PARA A 50ª ASSEMBLÉIA GERAL.

Já começaram os preparativos para 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, que será realizada pelo segundo ano em Aparecida (SP). Segunda-feira, 23, a Comissão organizadora da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) se reuniu no Santuário Nacional para discutir as necessidades logísticas da realização da Assembleia.

A 50ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil será realizada entre os dias 17 e 26 de abril. Está prevista a participação de cerca de 440 bispos, titulares e eméritos, além de representantes de várias entidades ligadas à Igreja.

O Cardeal Raymundo Damasceno Assis, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e Arcebispo de Aparecida, adianta detalhes sobre a logística do encontro:

“O Santuário já teve a primeira experiência, em 2011, que certamente foi a mais difícil, mas os bispos ficaram muito contentes com aquela experiência. De modo que esta será mais fácil, sem dúvida. Os bispos ficarão em hotéis, e uma parte aqui no Seminário Bom Jesus, na Pousada do Bom Jesus, como no ano passado. O centro de eventos onde foram realizados os trabalhos da Assembleia será novamente usado e além dele, o subsolo também será aproveitado para os trabalhos de grupo. Portanto os bispos vão trabalhar no subsolo do grande auditório, no “grande estádio” do centro de eventos. A reunião maior, a Assembleia, será feita no mesmo local do ano passado, mas creio que com mais conforto, pois o subsolo já está todo preparado para receber os bispos. Portanto haverá mais espaço, mais conforto e maior facilidade para os trabalhos”.


 

por
Rádio Vaticano

LITURGIA DIÁRIA - A SEMENTE DO REINO

Primeira Leitura: 2º Samuel 11, 1-10.13-17




III SEMANA COMUM



(verde - ofício do dia )


Leitura do segundo livro de Samuel - 1No ano seguinte, na época em que os reis saíam para a guerra, Davi enviou Joab com seus suboficiais e todo o Israel. Eles devastaram a terra dos amonitas e sitiaram Raba. Davi ficara em Jerusalém. 2Uma tarde, Davi, levantando-se da cama, passeava pelo terraço de seu palácio. Do alto do terraço avistou uma mulher que se banhava, e que era muito formosa. 3Informando-se Davi a respeito dela, disseram-lhe: É Betsabé, filha de Elião, mulher de Urias, o hiteu. 4Então Davi mandou mensageiros que lha trouxessem. Ela veio e Davi dormiu com ela. Ora, a mulher, depois de purificar-se de sua imundície menstrual, voltou para a sua casa, 5e vendo que concebera, mandou dizer a Davi: Estou grávida. 6Então Davi enviou uma mensagem a Joab, dizendo-lhe: Manda-me Urias, o hiteu. Joab assim fez. 7Quando Urias chegou, Davi pediu-lhe notícias de Joab, do exército e da guerra. 8E em seguida disse-lhe: Desce à tua casa, e lava os teus pés. Urias saiu do palácio do rei, e este mandou que o seguissem com um presente seu. 9Mas Urias não desceu à sua casa; dormiu à porta do palácio com os demais servos de seu amo. 10Comunicaram-no a Davi: Urias não foi à sua casa. O rei então lhe disse: Não voltaste porventura de uma viagem? Por que não vais à tua casa? 13Davi o convidou, fê-lo comer e beber em sua presença, e embriagou-o. Mas à noite, Urias não desceu à sua casa; saiu e deitou-se com os demais servos de seu senhor. 14Na manhã seguinte Davi escreve uma carta a Joab, enviando-a por Urias. 15Dizia na carta: Coloca Urias na frente, onde o combate for mais renhido, e desamparai-o para que ele seja ferido e morra. 16Joab, que sitiava a cidade, pôs Urias no lugar onde sabia que estavam os mais valorosos guerreiros. 17Saíram os assediados contra Joab, e tombaram alguns dos homens de Davi: morreu também Urias, o hiteu. - Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial(50)

REFRÃO: Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

1. Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidão de vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade. Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado. - R.

2. Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de mim está sempre o meu pecado. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. - R.

3. Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento. Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado. - R.

4. Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, para que exultem os ossos que triturastes. Dos meus pecados desviai os olhos, e minhas culpas todas apagai. - R.


Evangelho: Marcos 4, 26-34

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos - Naquele tempo, 26Dizia também: O Reino de Deus é como um homem que lança a semente à terra. 27Dorme, levanta-se, de noite e de dia, e a semente brota e cresce, sem ele o perceber. 28Pois a terra por si mesma produz, primeiro a planta, depois a espiga e, por último, o grão abundante na espiga. 29Quando o fruto amadurece, ele mete-lhe a foice, porque é chegada a colheita. 30Dizia ele: A quem compararemos o Reino de Deus? Ou com que parábola o representaremos? 31É como o grão de mostarda que, quando é semeado, é a menor de todas as sementes. 32Mas, depois de semeado, cresce, torna-se maior que todas as hortaliças e estende de tal modo os seus ramos, que as aves do céu podem abrigar-se à sua sombra. 33Era por meio de numerosas parábolas desse gênero que ele lhes anunciava a palavra, conforme eram capazes de compreender. 34E não lhes falava, a não ser em parábolas; a sós, porém, explicava tudo a seus discípulos. - Palavra da salvação.
catolicanet.com

Homilia - Pe Bantu

Marcos mostra Jesus como Mestre do Reino ensinando às multidões desde a barca de Pedro (4,1). Seu ensino é na base de parábolas ou exemplos. A parábola é uma narração que sob o aspecto de uma comparação, está destinada a ilustrar o sentido de um ensino religioso. Quando todos os detalhes têm um sentido e significado real, a parábola se taransforma em alegoria. Como em Jo 10,1-16, no caso do bom pastor.

No A T as parábolas são escassas, um exemplo é 2 Sm 12, 1-4 em que Natã dá a conhecer seu crime a Davi. Porém no NT Jesus usa frequentemente as parábolas especialmente como parte de seu ensino do Reino dos Céus, para iluminar certos aspectos do mesmo. No dia de hoje temos duas pequenas parábolas, a primeira própria de Marcos e a segunda compartida por Mateus (13, 21+) e Lucas (13, 18). Na parábola da semente, Jesus indica que o Reino tem uma força intrínseca que independe dos trabalhadores. Na segunda que o Reino, minúsculo nos tempo de Jesus, expandir-se-á de modo a se estender pelo mundo inteiro. Vejamos versículo por versículo as palavras de Jesus.

E dizia: assim é o Reino do Deus, como se um homem lançasse a semente sobre a terra (26). Que significa Reino de Deus? No AT Jahvé, o Deus de Israel, era o verdadeiro rei e seu reino abrangia todo o Universo. Os juízes eram praticamente os seus representantes. Por isso, o seu profeta Samuel, último juiz, escutou estas palavras: Não é a ti que te rejeitam, mas a mim, porque não querem mais que eu reine sobre eles (I Sam 8, 7). A partir de Davi o reino de Deus tem como representante um rei humano, mas a experiência terminou em fracasso, e o reino de Deus acabou por ser um reino futuro escatológico como final dos tempos e transcendente, como sendo Deus mesmo o que seria ou escolheria o novo rei. Esse reino está chegando e tem seu representante na pessoa de Jesus e dos apóstolos. Nada tem de material ou geográfico, e é formado pelos que aceitam Jesus como Senhor, caminho, verdade e vida. Por isso dirá Jesus que o reino está dentro de vocês.

A Igreja fundada por Jesus é a parte visível desse reino, que não é como os do mundo, mas tem sua base em servir e não em ser servido (Lc 22, 27). O oposto do amor, que é serviço no reino é o amor ao dinheiro ( Mt 6, 24), de modo que podemos afirmar que o dinheiro é o verdadeiro deus deste mundo. A primeira comparação que revela como atua o Reino é esta parábola de Jesus, facilmente entendida como tipo, e que finalmente veremos como protótipo nas observações.
E durma e se levante noite e dia; e a semente germine e cresça de um modo que ele não tem conhecido. É importante unir este versículo ao anterior para obter o sentido completo da parábola. O agricultor faz sua vida independente e a semente nasce e cresce sem ter nada que ver com o agricultor fora o fato de ser semeada por ele no início. Deste modo Paulo pode afirmar: Eu plantei, Apolo regou; mas era Deus quem fazia crescer. Aquele que planta nada é; aquele que rega nada é; mas importa somente Deus, que dá o crescimento (1 Cor 3, 6-7). Assim, a continuação dirá Jesus: Pois por si mesma a terra frutifica primeiramente a erva, depois a espiga, depois o trigo pleno na espiga.

Quando, porém, tiver aparecido o fruto, rapidamente ele envia a foice porque tem aparecido a ceifa. Não há nada a comentar a não ser que o trabalho do agricultor. Vemos como se reduz a semear e ceifar. A terra e a semente fazem o resto.
E dizia: a que compararia o Reino do Deus, ou em que parábola o assemelharia? Parece que Jesus medita antes de afirmar ou escolhe uma comparação apropriada. Seu estilo é de chamar a atenção dos ouvintes, um simples recurso oratório que indica por outra parte uma memória viva dos ouvintes e não uma posterior reconstrução. É possível que estas palavras formem parte do método de ensino de Jesus.
Como com a semente da mostarda, a qual quando sendo semeada na terra é a menor de todas as sementes sobre a terra. A mostarda é uma planta da família da couve ou repolho, de grandes folhas, flores amarelas e pequenas sementes, que tem duas espécies principais: branca e preta.

A branca chega até atingir 1,2 m de altura e a preta pode chegar até 3m e 4 m de altura. A negra é comum nas margens do lago de Tiberíades e seu tronco se torna lenhoso. Por isso os árabes falam de árvores de mostarda. Esta variedade só cresce ao longo do lago e nas margens do Jordão. Os pintassilgos, gulosos de suas sementes chegam a bandos para pousar nos seus galhos e comer os grãos. As sementes não são as menores entre as conhecidas, mas parece que eram modelo, na época, de coisas insignificantes.
A mais comum é a branca não tão ardente como a preta, precisamente por sua maior facilidade em recolher os frutos. E quando está semeada surge e se torna maior do que todas as hortaliças e produz galhos grandes de modo que podem, sob sua sombra, as aves do céu habitar. Temos visto como chegam até 3 ou 4 m de altura, suficientes para aninhar os pássaros em seus galhos.

E com muitas parábolas semelhantes falava a eles a palavra do modo que podiam ouvir . Temos aqui uma discriminação feita sem saber a razão de por que foi escolhida por Jesus. Os discípulos tinham ocasião de saber o significado verdadeiro das comparações, por vezes não muito claras para o ouvinte geral. O caso mais evidente é o do semeador e os diversos terrenos em que a semente cai. O público em geral podia ficar com a idéia de que a semente da palavra era recebida de formas mui diversas pelos ouvintes, mas a razão destas diferenças só era explicada aos que, interessados, perguntaram junto aos doze pela explicação da mesma (Mc 4, 13-20). O encontro com a palavra é um dom de Deus, mas a resposta à mesma depende da vontade e do interesse de cada um. A explicação correspondente sempre a receberá quem esteja interessado em saber a verdade.

Na primeira destas parábolas do dia de hoje temos a exposição de como o Reino se expande com uma força que não depende dos homens, mas do próprio Deus. Poderíamos dizer que descreve a força interna do Reino.
Na segunda parábola encontramos a visão externa do Reino. Seu crescimento seria espetacular desde um pequeno grupo insignificante como é a semente da mostarda que se parece com a cabeça de um alfinete, até uma árvore que nada tem a invejar os carrascos da Palestina.
Uma certeza é evidente: o Reino é uma realidade que não se pode ignorar. Em que consiste? Jesus não revela sua essência, mas devido ao nome estamos inclinados a afirmar que o Reino como nova instituição é uma irrupção da presença de Deus na História humana, que seria uma revolução e uma conquista, não violenta mas interior do homem, e que deveria mudar a religião em primeiro lugar e as relações sociais em segundo termo. Numa época em que revoluções externas e lutas pelo poder estavam unidas a uma teocracia religiosa era perigoso anunciar a natureza verdadeira do Reino. Daí que só as externas qualidades do Reino tenham sido descritas e de modo a não levantar reações violentas. O reino sofrerá violências, mas não será o violentador.

Se quisermos apurar as coisas, poderíamos atribuir ao Reino uma universalidade que não tinha a Antiga aliança. Mas isto é esticar as coisas além do estado natural das coisas e da narração de hoje no evangelho de Marcos.