quarta-feira, 3 de março de 2021

Liturgia Diária - Com Jesus aprendemos a esperar com confiança.

  Liturgia Diária
Leitura (Jeremias 18,18-20)

Leitura do livro do profeta Jeremias.
18 18"Vinde, disseram então, e tramemos uma conspiração contra Jeremias! Por falta de um sacerdote não perecerá a lei, nem pela falta de um sábio, o conselho, ou pela falta de um profeta, a palavra divina. Vinde e firamo-lo com a língua, não lhe demos ouvidos às palavras!"
19Senhor, ouvi-me! Escutai o que dizem meus inimigos.
20É assim que pagam o bem com o mal? Abrem uma cova para atentar-me contra a vida. Lembrai-vos de que ante vós me apresentei a fim de por eles interceder e deles afastar a vossa cólera.
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 30/31

Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

Retirai-me desta rede traiçoeira,
porque sois o meu refúgio protetor!
Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito,
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

Ao redor, todas as coisas me apavoram;
ouço muitos cochichando contra mim;
todos juntos se reúnem, conspirando
e pensando como vão tirar-me a vida.

A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
Eu entrego em vossas mãos o meu destino;
libertai-me do inimigo e do opressor!

Evangelho (Mateus 20,17-28)

Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, 20 17subindo para Jerusalém, durante o caminho, Jesus tomou à parte os Doze e disse-lhes:
18"Eis que subimos a Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes e aos escribas. Eles o condenarão à morte.
19E o entregarão aos pagãos para ser exposto às suas zombarias, açoitado e crucificado; mas ao terceiro dia ressuscitará".
20Nisso aproximou-se a mãe dos filhos de Zebedeu com seus filhos e prostrou-se diante de Jesus para lhe fazer uma súplica.
2021Perguntou-lhe ele: "Que queres?" Ela respondeu: "Ordena que estes meus dois filhos se sentem no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda".
22Jesus disse: "Não sabeis o que pedis. Podeis vós beber o cálice que eu devo beber?" "Sim", disseram-lhe.
23"De fato, bebereis meu cálice. Quanto, porém, ao sentar-vos à minha direita ou à minha esquerda, isto não depende de mim vo-lo conceder. Esses lugares cabem àqueles aos quais meu Pai os reservou".
24Os dez outros, que haviam ouvido tudo, indignaram-se contra os dois irmãos.
25Jesus, porém, os chamou e lhes disse: "Sabeis que os chefes das nações as subjugam, e que os grandes as governam com autoridade.
26Não seja assim entre vós. Todo aquele que quiser tornar-se grande entre vós, se faça vosso servo.
27E o que quiser tornar-se entre vós o primeiro, se faça vosso escravo.
28Assim como o Filho do Homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão".
Palavra da Salvação.

 Reflexão

Ante o que Jesus expunha no caminho para Jerusalém, os Seus discípulos miraram apenas o fato de que no final Jesus pudesse assumir um “alto posto” e com isso, alguém também pudesse ser beneficiado. A mãe de Tiago e de João, foi a primeira a pedir privilégio para os seus dois filhos, no entanto, Jesus, com muita propriedade colocou nas mãos deles a gravidade daquele pedido quando lhes propôs beber do mesmo cálice que lhe tinha sido reservado. Nós também somos assim! Desejamos levar vantagem em tudo e não medimos as consequências quando pleiteamos alcançar alguma coisa que amacia o nosso ego e nos proporciona força e poder. Nós precisamos aprender com Jesus a esperar com confiança tudo o que o Pai tem providenciado para nós e nossos filhos. Precisamos apreender que nem tudo o que almejamos nos será concedido, mesmo que nos consideremos os mais capacitados para receber o prêmio desejado.  Jesus caminhou para cumprir a Sua Missão de Salvador dos homens e, se somos Seus discípulos, nós também precisamos viver o mesmo que Ele viveu assumindo a Salvação que nos foi oferecida dando passos de conversão. 
 
Com Jesus nós também aprendemos a exercer com determinação a missão que o Pai nos destinou quando nos colocou aqui na terra. Jesus subiu para Jerusalém! Para nós, hoje, subir para Jerusalém significa perseguir a vontade de Deus, e passar por dificuldades, provações e perseguições, certos de que, no “terceiro dia”, isto é, no momento certo, nós também ressuscitaremos com Ele. A vontade do Pai é nos ressuscitar como Ele ressuscitou Jesus e é já nesta vida terrena que damos os passos para essa conquista: “quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor”; “quem quiser ser o primeiro seja vosso servo!” Aos olhos do mundo ser grande é ser o primeiro, ter poder, fama e glória. No seguimento de Jesus ser grande é saber servir, é ser útil, é viver com sentido até no sofrimento aproveitando as lições que a vida nos dá. – De acordo com os conselhos de Jesus você se considera, grande ou pequeno (a)? - Qual é a dificuldade que você encontra em acolher essa maneira de ser grande? – Você tem aprendido e praticado o que Jesus ensina? - Você deseja possuir a glória de Deus? – Você aceita participar da Cruz de Jesus?   
 
 
 
Helena Serpa 

terça-feira, 2 de março de 2021

Liturgia Diária - A autoridade é validada pelas nossas ações.

  PARÓQUIA DIVINO ESPÍRITO SANTO: Evangelho de hoje, quarta-feira, 26/08/2015
Leitura (Isaías 1,10.16-20)

Leitura do livro do profeta Isaías.
1 10Ouvi a palavra do Senhor, príncipes de Sodoma; escuta a lição de nosso Deus, povo de Gomorra:
16lavai-vos, purificai-vos. Tirai vossas más ações de diante de meus olhos.
17Cessai de fazer o mal, aprendei a fazer o bem. Respeitai o direito, protegei o oprimido; fazei justiça ao órfão, defendei a viúva.
18Pois bem, justifiquemo-nos, diz o Senhor. Se vossos pecados forem escarlates, tornar-se-ão brancos como a neve! Se forem vermelhos como a púrpura, ficarão brancos como a lã!
19Se fordes dóceis e obedientes, provareis os melhores frutos da terra;
20se recusardes e vos revoltardes, provareis a espada. É a boca do Senhor que o declara.
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 49/50

A todos que procedem retamente
eu mostrarei a salvação que vem de Deus.


"Eu não venho censurar teus sacrifícios,
pois sempre estão perante mim teus holocaustos;
não preciso dos novilhos de tua casa
nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos.

Como ousas repetir os meus preceitos
e trazer minha aliança em tua boca?
Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos
e deste as costas às palavras dos meus lábios!

Diante disso que fizeste, eu calarei?
Acaso pensar que eu sou igual a ti?
É disso que te acuso e repreendo,
e manifesto essas coisas aos teus olhos.

Quem me oferece um sacrifício de louvor,
este, sim, é que me honra de verdade.
A todo homem que procede retamente
eu mostrarei a salvação que vem de Deus."

Evangelho (Mateus 23,1-12)

Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
Lançai para bem longe toda a vossa iniqüidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18,31).


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, 23 1dirigindo-se, então, Jesus à multidão e aos seus discípulos, disse:
2"Os escribas e os fariseus sentaram-se na cadeira de Moisés.
3Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem.
4Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo.
5Fazem todas as suas ações para serem vistos pelos homens, por isso trazem largas faixas e longas franjas nos seus mantos.
6Gostam dos primeiros lugares nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas.
7Gostam de ser saudados nas praças públicas e de ser chamados rabi pelos homens.
8Mas vós não vos façais chamar rabi, porque um só é o vosso preceptor, e vós sois todos irmãos.
9E a ninguém chameis de pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, aquele que está nos céus.
10Nem vos façais chamar de mestres, porque só tendes um Mestre, o Cristo.
11O maior dentre vós será vosso servo.
12Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado".
Palavra da Salvação.

Reflexão 

Esta palavra de Jesus é muito pertinente para todos os que se propõem a assumir um lugar de governo em todos os segmentos, mas principalmente na edificação do reino de Deus aqui na terra. Infelizmente os mestres da lei ainda estão muito vivos dentro das nossas comunidades, das famílias, da Igreja, assim como também nos governos. O privilégio, a atenção e as regalias são a carteira de identidade de muitos que receberam de Deus o chamado para servir desinteressadamente, mas o fazem apenas para usufruto próprio. Às vezes queremos medir a nossa autoridade pelo   conhecimento que temos das leis e dos decretos do Senhor, conforme a Sua Palavra. Sabemos tudo de cor, capítulo, versículo etc., pregamos para os outros, cobramos e exigimos o cumprimento do que ensinamos, no entanto, falta-nos a legitimidade por causa do nosso contra testemunho. A nossa autoridade é validada pelas nossas ações e não pelas nossas palavras e conselhos.    Têm autoridade todos os que ensinam e dão conselhos, mas praticam e vivem segundo o que pregam. Tem autoridade para interpretar a lei de Deus quem a tem gravada em seu coração e, consequentemente, em suas mãos, vivenciando-a com ações de justiça e santidade.  Precisamos estar muito firmes nas nossas ações quando cobrarmos ou exigirmos das outras pessoas.  – O que você tem aconselhado aos seus amigos e amigas é o mesmo que tem feito? – Você se sente responsável pelo crescimento e melhora de alguém? – O seu testemunho de vida serve de parâmetro para as pessoas que o (a) conhecem? - Faça uma comparação entre as suas ações e as ações dos mestres da lei e dos fariseus e perceba o que pode ser edificante para você nessa mensagem.

 

 Helena Serpa

O jejum quaresmal.

Uma das características do tempo da quaresma, é a penitência, sobretudo no comer e no beber. Tal penitência pode consistir numa simples abstinência, que é renúncia a algum alimento, ou pode chegar ao jejum, que consiste no privar-se das refeições de modo total ou parcial.

É muito importante a prática de tal forma de penitência. Aliás, eram o jejum e a abstinência que, na Igreja Antiga, davam uma fisionomia própria ao tempo quaresmal.

Mas, por que jejuar? Por que se abster de alimentos? É necessário compreender o sentido profundo que o cristianismo dá a essas práticas, para não ficarmos numa atitude superficial, às vezes até folclórica ou, por ignorância pura e simples, desprezarmos algo tão belo e precioso no caminho espiritual do cristão.

O jejum e a abstinência têm quatro sentidos muito específicos e claros:

1. O jejum nos ensina que somos radicalmente dependentes de Deus. Na Escritura, a palavra nephesh significa, ao mesmo tempo, vida e garganta. A idéia que isso exprime é que nossa vida não vem de nós mesmos, não a damos a nós próprios; nós a recebemos continuamente: ela entra pela nossa garganta com o alimento que comemos, a água que bebemos, o ar que respiramos. Jamais o homem pode pensar que se basta a si mesmo, que pode se fechar para Deus. Quando jejuamos, sentimos uma certa fraqueza e lerdeza, às vezes, nos vem mesmo um pouco de tontura. Isso faz parte da “psicologia do jejum”: recorda-nos o que somos sem esta vida que vem de fora, que nos é dada por Deus continuamente. A prática do jejum, impede-nos, então, da ilusão de pensar que a nossa existência, uma vez recebida, é autônoma, fechada, independente. Nunca poderemos dizer: “A vida é minha; faço como eu quero!” A vida será, sempre e em todas as suas etapas, um dom de Deus, um presente gratuito, e nós seremos sempre dependentes dele. Esta dependência nos amadurece, nos liberta de nossos estreitos e mesquinhos horizontes, nos livra da auto-suficiência e nos faz compreender “na carne” nossa própria verdade, recordando-nos que a vida é para ser vivida em diálogo de amor com Aquele que no-la deu.

2. O alimento é uma de nossas necessidades básicas, um de nossos instintos mais fundamentais, juntamente com a sexualidade. A abstenção do alimento nos exercita na disciplina, fortalecendo nossa força de vontade, aguçando nossa capacidade de vigilância, dando-nos a capacidade para uma verdadeira disciplina. Nossa tendência é ir atrás de nossos instintos, de nossas tendências, de nossa vontade desequilibrada. Aliás, essa é a grande fraqueza e o grande engano do mundo atual. Dizemos: “não vou me reprimir; não vou me frustrar”, e vamos nos escravizando aos desejos mais banais e às paixões mais contrárias ao Evangelho e ao amor pelo próximo. O próprio Jesus, de modo particular, e a Escritura, de modo geral, nos exortam à vigilância e à sobriedade. O jejum e a abstinência, portanto, são um treino para que sejamos senhores de nós mesmos, de nossas paixões, desejos e vontades. Assim, seremos realmente livres para Cristo, sendo livres para realizar aquilo que é reto e desejável aos olhos de Deus! O próprio Jesus afirmou que quem comete pecado é escravo do pecado! Não adianta: sem o exercício da abstinência, jamais seremos fortes. Não basta malhar o corpo; é preciso malhar o coração!

3. O jejum tem também a função de nos unir a Cristo, no seu período de quarenta dias no deserto. Quaresma de Cristo, quaresma do cristão. Faz-nos, assim, participantes da paixão do Senhor, completando em nós o que faltou à cruz de Jesus. O cristão jejua por amor a Cristo e para unir-se a ele, trazendo na sua carne as marcas da cruz do Senhor. É uma união com o Senhor que não envolve somente a alma, com seus sentimentos e afetos, mas também o corpo. É o homem todo, a pessoa na sua totalidade que se une ao Cristo. Nunca é demais recordar que o cristianismo não é uma religião simplesmente da alma, mas atinge o homem em sua totalidade. Pelo jejum, também o corpo reza, também o corpo luta para colocar-se no âmbito da vida nova de Cristo Jesus. Também o corpo necessita, como o coração, ser esvaziado do vinagre dos vícios para ser preenchido pelo mel, que é o Espírito Santo de Jesus.

4. Finalmente, o jejum e a abstinência, fazem-nos recordar aqueles que passam privação, sobretudo a fome, abrindo-nos para os irmãos necessitados. Há tantos que, à força, pela gritante injustiça social em nosso País, jejuam e se abstêm todos os dias, o ano todo! O jejum nos faz sentir um pouco a sua dor, tão concreta, tão real, tão dolorosa! Por isso mesmo, na tradição mística e ascética da Igreja, o jejum e a abstinência devem ser acompanhados sempre pela esmola: aquele alimento do qual me privo, já não é mais meu, mas deve ser destinado ao pobre. É por isso que os pobres, ainda hoje, nos dias de jejum, pedem nas portas o “meu jejum”. Eis o jejum perfeito: ele me abre para Deus e para os irmãos. Neste ponto, é enorme a insistência seja da Sagrada Escritura, seja dos Padres da Igreja (os santos doutores dos primeiros séculos do cristianismo).

Resta-nos, agora, passar da teoria à prática. Seja nossa quaresma rica do jejum e da abstinência, enriquecidos com o bem da caridade fraterna, da esmola, que se efetiva na atenção e preocupação ativa e concreta pelos pobres de todas as pobrezas.

 

Dom Henrique Soares da Costa

segunda-feira, 1 de março de 2021

Liturgia Diária - As quatro Sentenças de Jesus.

 JESUS ENSINANDO OS DISCIPULOS - YouTube

Leitura (Daniel 9,4-10)

Leitura da profecia da Daniel.
9 4"Supliquei ao Senhor, meu Deus, e fiz-lhe minha confissão nestes termos: Ah! Senhor, Deus grande e temível, que sois fiel à aliança e que conservais vossa misericórdia àqueles que vos amam e guardam vossos mandamentos:
5nós pecamos, prevaricamos, cometemos maldade, fomos recalcitrantes, desviamo-nos de vossos mandamentos e de vossas leis.
6Não escutamos vossos servos, os profetas, que falaram em vosso nome a nossos reis, a nossos chefes, a nossos antepassados e a todo o povo da terra.
7A vós, Senhor, a justiça, e para nós a vergonha, como hoje acontece ao povo de Judá e de Jerusalém, a todo o Israel, àqueles que estão perto e àqueles que estão longe, em todos os países aonde os haveis dispersado por causa das iniqüidades que cometeram contra vós.
8Sim, Senhor, para nós a vergonha, para nosso rei, nossos chefes e nossos antepassados, porque pecamos contra vós.
9Ao Senhor, nosso Deus, as misericórdias e o perdão, porque nós nos rebelamos contra ele.
10Recusamos ouvir a voz do Senhor, nosso Deus; não seguimos as leis que ele nos oferecia pela boca de seus servos, os profetas".
Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial 78/79

O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas.

Não lembreis as nossas culpas do passado,
mas venha logo sobre nós vossa bondade,
pois estamos humilhados em extremo.

Ajudai-nos, nosso Deus e salvador!
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!
Por vosso nome, perdoai nossos pecados!

Até vós chegue o gemido dos cativos:
libertai com vosso braço poderoso
os que foram condenados a morrer!
Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo,
celebraremos vosso nome para sempre,
de geração em geração vos louvaremos.

Evangelho (Lucas 6,36-38)

Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6,63.68)


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos 6 36"Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso.
37Não julgueis, e não sereis julgados; não condeneis, e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados;
38dai, e dar-se-vos-á. Colocar-vos-ão no regaço medida boa, cheia, recalcada e transbordante, porque, com a mesma medida com que medirdes, sereis medidos vós também".
Palavra da Salvação.

Reflexão

Dos ensinamentos de Jesus, São Lucas retira quatro sentenças e no-las apresenta. Tudo começa depois da proclamação das bem-aventuranças. Nestas, Jesus quer nos ensinar a arte de bem viver entre os homens. Pois, é por meio dela que o homem viverá na paz, na harmonia e será verdadeiramente semelhante a Deus seu Criador. Ele terá de aprender de Deus a ter compaixão, dó, misericórdia e imediatamente aplica-la aos seus semelhantes se quiser atrair para si a Misericórdia Divina.

Precisamos aprender de Deus a não julgar e condenar. Alías, o julgar e condenar são características próprias dos fracos e inconstantes. Porque os fortes compreendem e perdoam. Deus por ser o Sumo bem, o Todo-Poderoso, Omnisciente compreende e sabe as nossas limitações. Por isso nos perdoa todas as vezes que perdoando os pecados uns dos outros corremos para Ele pedindo perdão pelos nossos pecados. É o que Lucas nos seu evangelho nos propõe. Deus é misericórdia, é perdão, é reconciliação, é compassivo para com os pecadores.

Neste evangelho vemos o original ensino de Jesus em nos mostrar o rosto misericordioso de Deus. Ainda que os nossos pecados sejam tantos que não os possamos contar, eles não superam a tamanha bondade de Deus.

Num mundo marcado por indiferenças, rivalidades, cheio de excluídos, abandonados, depravação, criminalidade o desafio é amar até os inimigos, é misericórdia, é confiança nos mais frágeis, é partilha, é serviço, é amarmo-nos uns aos outros, é perdoando-nos, é não julgar os outros, é acolhendo-nos, é não condenar, é repartir o pão com os indigentes. Estes constituem o passaporte do Reino do Céu e a garantia da vida em Deus, com Deus e para Deus.

 

  Pe. Bantu Mendonça katchipwi Sayla
 

6 práticas que não devem ser realizadas nas missas durante a Quaresma.

Como em outros tempos litúrgicos, a Quaresma, que começou no dia 17 de fevereiro, tem suas normas litúrgicas e, nesse sentido, há práticas que a Igreja Católica indica que não devem ser realizadas nestes 40 dias de preparação espiritual para a Páscoa.

A seguir, apresentamos seis práticas que devem ser evitadas durante a Quaresma

1. Tocar música instrumental durante a Missa

Em algumas paróquias, costuma-se tocar música instrumental em alguns momentos da Santa Missa sem que ninguém esteja cantando. Embora esta prática não seja proibida durante outros tempos litúrgicos, na Quaresma, com algumas exceções, não deve ser realizada.

Segundo o numeral 313 da Instrução Geral do Missal Romano: “No tempo da Quaresma só é permitido o toque do órgão e dos outros instrumentos musicais para sustentar o canto. Exceptuam-se, porém, o domingo Laetare (IV da Quaresma), as solenidades e as festas”.

2. Cantar ou recitar o “Glória”

O ponto número 53 da Instrução Geral do Missal Romano afirma que “o Glória, é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

” É cantado ou recitado aos domingos” na Missa; com exceção dos domingos do “Advento e da Quaresma” e “nas solenidades e festas e ainda em celebrações especiais mais solenes”.

3. Cantar ou recitar o Aleluia antes do Evangelho

O Aleluia é uma aclamação os fiéis recitamos antes de ler o Evangelho para professar a nossa fé e acolher e saudar o Senhor que nos falará.

Esta prática ocorre durante todo o ano, com exceção do Tempo da Quaresma.

De acordo com o ponto 62 da Instrução Geral do Missal Romano: “O Aleluia é cantado em todo o tempo, exceto na Quaresma. O Versículo é tomado do lecionário ou do Gradual”.

“No Tempo da Quaresma, no lugar do Aleluia, canta-se o versículo antes do Evangelho proposto no lecionário. Pode-se cantar também um segundo salmo ou trato, como se encontra no Gradual”, acrescenta.

4. Colocar flores no altar

Durante a maior parte do ano, o altar é decorado com flores. Esta prática, que envolve colocar flores com moderação ao redor e não na mesa do altar, não se realiza na Quaresma com certas exceções.

De acordo com o ponto 305 da Instrução Geral do Missal Romano: “No Tempo da Quaresma é proibido ornamentar com flores o altar. Excetuam-se, porém, o domingo “Laetare” (IV na Quaresma), solenidades e festas”.

5. Esvaziar as fontes de água benta

Jimmy Akin escreveu no National Catholic Register que, nos últimos anos, algumas paróquias tiraram água benta das fontes batismais durante a Quaresma, e algumas até as encheram com areia.

Explicou que realizaram esta prática para comunicar a ideia de que este tempo de aridez espiritual é uma experiência de “deserto”, que antecede a Páscoa, na qual as pessoas se abstêm de usar o sacramental da água benta. No entanto, esta prática não é permitida pela Igreja Católica.

A Congregação para o Culto Divino especificou que a água benta só pode ser removida das fontes nos dias do Tríduo Pascal, mas apenas para preparar a bênção da água na Vigília Pascal. Esta prática é realizada nos dias em que a Eucaristia não é celebrada; ou seja, sexta-feira e sábado santo.

Esclareceu que “não é permitido retirar Água Benta das fontes durante o tempo da Quaresma” por dois motivos:

“A legislação litúrgica vigente não prevê esta inovação, que além de ser praeter legem [fora da lei] é contrária a uma compreensão equilibrada do tempo da Quaresma, que, embora seja verdadeiramente um tempo de penitência, é também um tempo rico no simbolismo da água e do Batismo, constantemente evocado nos textos litúrgicos”.

Além disso, a Igreja encoraja os fiéis a “fazer uso frequente dos sacramentos e sacramentais” o tempo todo, incluindo a Quaresma. “O ‘jejum’ e a ‘abstinência’ que os fiéis abraçam neste momento não se estendem à abstenção dos sacramentos ou dos sacramentais da Igreja”, sublinhou.

Durante a pandemia Covid-19, igrejas em todo o mundo retiraram água benta de suas fontes para prevenir o contágio do vírus.

6. Cobrir cruzes e estátuas com véus antes do tempo

Segundo Akin, nos últimos anos algumas paróquias nos Estados Unidos tamparam ou removeram cruzes e estátuas no início da Quaresma. No entanto, convém lembrar que essa prática se realiza a partir do quinto domingo da Quaresma, que é o domingo anterior ao Domingo de Ramos, data que dá início à Semana Santa.

Segundo a Congregação para o Culto Divino “o costume de cobrir as cruzes e as imagens das igrejas, a partir do domingo V da Quaresma, pode ser preservado, segundo o critério da Conferência dos Bispos. As cruzes permanecem cobertas até depois da celebração da Paixão do Senhor, na Sexta-Feira Santa, e as imagens até o início da Vigília Pascal”, destacou.

 

Publicado originalmente em ACI Prensa. Traduzido e adaptado por Nathália Queiroz.

Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/6-praticas-que-nao-devem-ser-realizadas-nas-missas-durante-a-quaresma-13749