sexta-feira, 29 de maio de 2015

ALGO PARA NUNCA ESQUECER.


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Sua presença é um presente para o mundo. Você é única e só há uma igual a você. Sua vida pode ser o que quiser que ela seja. Viva os dias, apenas um de cada vez. Conte suas bençãos, não seus problemas. Você os superará venha o que vier. Dentro de você há muitas respostas. Compreenda, tenha coragem, seja forte.                                                    Não coloque limites em si mesmo. Muitos sonhos estão esperando para serem realizados. As decisões são muito importantes para serem deixadas ao acaso. Alcance seu máximo, seu melhor e seu premio.
  

Nada consome mais energia do que a preocupação.
Quanto mais tempo se carrega um problema, mais pesado ele fica.
Não leve as coisas tão a sério. Viva uma vida de serenidade, não de arrependimentos.
Lembre-se que um pouco de amor dura muito.
Lembre-me muito disso:dura para sempre”.

Lembre-se que a amizade é um investimento sábio.
Os tesouros da vida são todas as pessoas.
Perceba que nunca é tarde demais.
Faça coisas simples e de forma simples.
Tenha saúde, esperança e felicidade.

E nunca jamais esqueça, por sequer um dia o quanto você é especial!

HERDEIROS DE DEUS.



 
Estas doutrinas [sociais da Igreja] poderiam diminuir a distância que o orgulho se compraz em manter entre ricos e pobres, mas a simples amizade é ainda muito pouco: quando se obedece aos preceitos do cristianismo, é no amor fraterno que se opera a união.
Em qualquer dos casos, sabe-se e compreende-se que todos os homens têm origem em Deus, seu Pai comum; que Deus é o seu fim único e comum, e que só Ele  é capaz de comunicar aos anjos e aos homens uma felicidade perfeita e absoluta.
Todos eles foram igualmente resgatados por Jesus Cristo e restabelecidos por Ele na sua dignidade de filhos de Deus, e assim um verdadeiro laço de fraternidade os une, quer entre eles, quer a Cristo, seu Senhor que é «o primogénito de muitos irmãos» (Rom 8,29).
Saberão enfim que todos os bens da natureza, todos os tesouros da graça, pertencem em comum e indistintamente a todo o gênero humano, e que só os indignos são deserdados dos bens celestes: «Se sois filhos, sois também herdeiros: herdeiros de Deus, co-herdeiros de Jesus Cristo» (Rom 8,17).

Leão XIII

LITURGIA DIÁRIA - A CASA DE DEUS É UMA CASA DE ORAÇÃO.

 
Primeira Leitura (Eclo 44,1.9-13)

Leitura do Livro do Eclesiástico.
Vamos fazer o elogio dos homens famosos, nossos antepassados através das gerações. 9Outros não deixaram lembrança alguma, desaparecendo como se não tivessem existido. Viveram como se não tivessem vivido, e seus filhos também, depois deles. Mas estes, ao contrário, são homens de misericórdia; seus gestos de bondade não serão esquecidos. Eles permanecem com seus descendentes; seus próprios netos são a sua melhor herança. 12A descendência deles mantém-se fiel às alianças, 13e, graças a eles, também os seus filhos. Sua descendência permanece para sempre, e sua glória jamais se apagará.

Responsório (Sl 149)

O Senhor ama seu povo de verdade.
O Senhor ama seu povo de verdade.

Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!
Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.
Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, com louvores do Senhor em sua boca. Eis a glória para todos os seus santos.
 
Evangelho (Mc 11,11-26)

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Marcos.
Glória a vós, Senhor.

Tendo sido aclamado pela multidão, 11Jesus entrou, no Templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze.
12No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus teve fome. 13De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos. 14Então Jesus disse à figueira: “Que ninguém mais coma de teus frutos”. E os discípulos escutaram o que ele disse.
15Chegaram a Jerusalém. Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no Templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas. 16Ele não deixava ninguém carregar nada através do Templo. 17E ensinava o povo, dizendo: “Não está escrito: ‘Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos’? No entanto, vós fizestes dela uma toca de ladrões”. 18Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar urna maneira de o matar. Mas tinham medo de Jesus, porque a multidão estava maravilhada com o ensinamento dele. 19Ao entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade.
20Na manhã seguinte, quando passavam, Jesus e os discípulos viram que a figueira tinha secado até a raiz. 21Pedro lembrou-se e disse a Jesus: “Olha, Mestre: a figueira que amaldiçoaste secou”. 22Jesus lhes disse: “Tende fé em Deus. 23Em verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: ‘Levanta-te e atira-te no mar, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá. 24Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será. 25Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, 26para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados”.

 Reflexão

A casa de Deus é uma casa de oração, a casa do Senhor é o lugar para o encontro com Ele.
“Minha casa será casa de oração. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões” 
No Evangelho de hoje, Jesus entra no Templo de Jerusalém e, com o zelo que move o Seu coração, começa a expulsar os vendedores que estão ali dentro. O Senhor ensinava no Templo, Ele não permitia que se fizesse da casa do Pai uma casa de bagunça, de comércio ou de qualquer coisa parecida. 
A casa de Deus é uma casa de oração, a casa do Senhor é o lugar para o encontro com Ele. Em primeiro lugar, este templo de Deus somos nós; o lugar onde Ele vive, mora, habita, onde Ele faz a Sua moradia é o coração de cada um de nós. Quanta bagunça, meu Deus, quanta agitação, quantas coisas inconvenientes dentro de nós! Mas Jesus expulsa os vendilhões, expulsa também tudo aquilo que está deixando o nosso coração uma bagunça: a confusão de sentimentos e atitudes, os receios, os temores. Tudo aquilo que é dissimulado o próprio Jesus ordena que saia do nosso coração. 
O lugar da morada de Deus é a igreja, é o templo; é o lugar onde vamos para nos encontrar com o Senhor, para orar com Ele. Como é importante, meus irmãos, irmos à igreja e não voltarmos da mesma maneira! Por isso é muito importante, ao chegarmos à igreja, na hora de começar a celebração, que não saiamos correndo e que não conversemos com as outras pessoas.
Às vezes, vamos à igreja, à casa de Deus, e nos encontramos com todo mundo, reparamos nisso e naquilo, mas não nos concentramos no essencial. Muitas vezes, nós mesmos permitimos que nossa igreja vire uma bagunça. Os pais deixam suas crianças correrem dentro dela de um lado para o outro; há muita gritaria, muita conversa, barulho o tempo inteiro. 
As pessoas não conseguem se concentrar na casa de Deus para orar. Ele, hoje, está nos chamando a retomarmos o nosso zelo, ajudarmos uns aos outros a tomarmos consciência do sagrado, o lugar sagrado que somos nós, o lugar da morada do Pai. Não nos esqueçamos de que a igreja não é parque de diversões nem ponto de encontro, mas é lugar de oração, do nosso encontro único com o Senhor. 
Deus abençoe você!
 
 
 
 
 
 
 
CN


quinta-feira, 28 de maio de 2015

“Só com as nossas forças, não podemos elevar-nos à altura de Deus. 
O próprio Deus deve ajudar-nos, deve “puxar-nos” para o alto. 
Por isso, é necessária a oração” 






São Boaventura

UMA RESPOSTA CATÓLICA A UMA POLÊMICA PROTESTANTE.

O sentido das Escrituras só pode ser esclarecido pela interpretação autorizada do Magistério da Igreja.


Prestem atenção! É preciso pôr um fim nesta polêmica — muito mal fundamentada, aliás — de que a Igreja Católica não possui base bíblica. Essa conversa sem pé nem cabeça, forjada por Martinho Lutero e repisada ainda hoje pelos seus seguidores, já vai longe demais. O cristianismo, dissemos aqui várias vezes, não é a religião do livro, mas de toda a Palavra de Deus. A insistência dos protestantes no dogma da Sola Scriptura, esse, sim, sem qualquer respaldo dos autores sagrados (cf. 2 Ts 2, 15), só consegue produzir ainda mais desconfiança sobre a fé cristã, seja em relação ao catolicismo, seja ao protestantismo. Que tipo de pessoa, hoje em dia, acreditará numa Igreja que prega uma enormidade de conceitos desarticulados, sem a devida consideração pelo contexto cultural e pelos gêneros literários? Que tipo de pessoa se deixará convencer pelos ensinamentos cristãos, quando os próprios cristãos, fazendo mau uso das Escrituras, dividem-se em não se sabe quantas denominações?
A memorização de alguns versículos bíblicos nunca deu, nem dará, o direito a um cidadão qualquer de fundar uma igreja. Não faz muito tempo surgiu na internet um vídeo de um pastor que incentivava o adultério por não saber distinguir entre o adjetivo "adúltera" e o verbo "adultera". Isso se deve não somente a uma dificuldade de interpretação de texto. O problema é mais grave. Chesterton estava certo ao afirmar que "a Bíblia por si mesma não pode ser a base do acordo quando ela é a causa do desacordo" [1]. Lógico. Quando as Sagradas Escrituras são retiradas de seu contexto eclesial, um texto alegórico passa-se facilmente por histórico e vice-versa. Perde-se o referencial. Que garante a autenticidade dos quatro evangelhos senão o testemunho da Igreja? Como se prova que o Evangelho segundo São Lucas é verdadeiro e o Evangelho segundo Maria Madalena não? Os protestantes — assim como muitos católicos que se deixam levar por aquela famosa pergunta: "Onde está na Bíblia?" — precisam aprender que a Bíblia não caiu do céu. 300 anos antes da definição do Cânon, já existia uma única Igrejacatólica apostólica romana, para deixar claro — governada por bispos, sob a autoridade do Romano Pontífice. Já existia um Magistério antes mesmo que Constantino soubesse soletrar Roma. E é precisamente desse Magistério, cuja autoridade os protestantes adoram tomar para si, que podemos haurir a veracidade do Antigo e do Novo Testamento (cf. 1 Tm 3,15). Negá-lo equivale a negar as próprias Escrituras.
Celebramos nestes dias a Solenidade de Pentecostes. É também a festa da manifestação da Igreja. Os apóstolos, reunidos com Maria, a Mãe de Jesus — como faz notar São Lucas —, rezam no Cenáculo, pedindo a Deus a vinda do Espírito Santo. O Texto Sagrado autoriza-nos a fazer um paralelo muito pertinente com a visita da Virgem Maria à sua prima Isabel. O hagiógrafo diz: "Apenas Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança estremeceu no seu seio; e Isabel ficou cheia do Espírito Santo" (Lc 1, 41). É uma espécie de pentecostes antecipado. O cumprimento de Maria suscita, por assim dizer, a descida do Espírito Santo, que diz pela boca de Isabel: "Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre. Donde me vem esta honra de vir a mim a mãe de meu Senhor?" (Lc 1, 43). Desde o começo, Deus mostra-se, de certo modo, dócil à Virgem Maria. Esta cena vai se repetir nas bodas de Caná, quando o Filho antecipa o início de seu ministério conforme o pedido da mãe (cf. Jo 2, 1-11), e, finalmente, em Pentecostes, quando os apóstolos, unidos à intercessão d'Ela, são inflamados pelas línguas de fogo que caem do céu (cf. At 1, 13-14). A Igreja já nasce mariana. Nasce pela intercessão da Virgem Santíssima. Como se pode constatar, a acusação de que o culto à Nossa Senhora não faz parte do cristianismo é simplesmente ridícula. Na verdade, trata-se de uma blasfêmia — e das mais grosseiras —, porque é o próprio Espírito Santo quem o aprova. Ele diz por Isabel: "Bem-aventurada és tu que creste, pois se hão de cumprir as coisas que da parte do Senhor te foram ditas!" (Lc 1, 45).
Uma porção de outros textos bíblicos poderiam ser elencados aqui para respaldar o uso de imagens, a intercessão dos santos, o primado petrino, o celibato clerical etc. Não é nosso objetivo, porém, iniciar um debate deste gênero. Mesmo porque esses temas já foram tratados exaustivamente em outras oportunidades, e de maneira muito mais articulada. Além disso, os protestantes poderiam facilmente apresentar uma outra porção de versículos que, aparentemente, refutariam nossa posição, como sói acontecer quando nos arriscamos a seguir pela falsa premissa da Sola Scriptura. Ora, é exatamente este equívoco que pretendemos desfazer. A Bíblia não é a premissa fundamental porque ela mesma possui argumentos aparentemente contraditórios. É a interpretação autorizada da Igreja que a ilumina e revela a intenção de cada autor sagrado. Como uma criança diante de dois brinquedos a escolher — a comparação é do padre Lima Vaz —, o cristão escolhe não apenas um dos artigos da fé, mas ambos; vê universalmente, pois católico, aceita o todo [2].
Entendam uma coisa. Não existe Bíblia sem Igreja. Sacra Scriptura principalius est in corde Ecclesiae quam in materialibus instrumentis scripta, dizem os Santos Padres. Ou seja, a Sagrada Escritura está escrita no coração da Igreja, mais do que em instrumentos materiais. E isso por uma razão muito simples: Jesus se encarnou, não se encadernou. A Igreja, por sua vez, guiada pelo Espírito Santo, perpetua-se na história e dá continuidade a essa encarnação. Não nos esqueçamos: Ela é o Corpo de Cristo. Quem a nega, destarte, nega o próprio Cristo, pois não é possível aceitar a cabeça sem o corpo (cf. Mt 10, 40). Alguns contestam: "Ah, mas os bispos cometem muitos pecados". E daí? Cristo assegurou a infalibilidade da Igreja. Nada disse sobre a impecabilidade de seus pastores. Uma coisa nada tem que ver com a outra. Se aceitamos que a Igreja erra nos juízos de fé, a própria veracidade das Escrituras é posta em xeque. Dan Brown ganha muitas razões para apontar o dedo em nossas caras. As coisas mudam de rumo somente se acolhemos a Tradição, na certeza de que a promessa de Cristo sobre a incorruptibilidade da Igreja é verdadeira — non praevalebunt (cf. Mt 16, 18).
Que fique claro: não pretendemos com isso ofender nossos irmãos protestantes. A Igreja, vale lembrar, admite, em várias circunstâncias — mas sobretudo na defesa da dignidade do homem —, a colaboração "com outras Igrejas cristãs, comunidades e grupos religiosos, a fim de ensinar e promover" o conteúdo moral e social do Evangelho [3]. Apenas desejamos esclarecer alguns pontos de discordâncias que, as mais das vezes, só contribuem para aumentar as divisões e, pior, para a difusão do indiferentismo religioso.
Um pouco de bom senso e humildade nunca fez mal a ninguém. Cristo deixou-nos a Igreja e seus sacramentos para a santificação de nossas almas. Não podemos, a pretexto de uma interpretação particular da Bíblia, relativizar tudo isso (cf. 2 Pd 1, 20). É pecado. É temerário. Sem a Igreja, a Bíblia vira letra morta. Ou aceitamos o Magistério, ou perdemos as Sagradas Escrituras. Tertium non datur.











 
Por Equipe Christo Nihil Praeponere

Referências

  1. Capítulo Why I am a catholic publicado no livro The Thing (1929), sem tradução no Brasil. Fonte: Sociedade Chesterton Brasil.
  2. VAZ, Henrique C. de Lima. Ontologia e história: escritos de filosofia VI. 2 ed. São Paulo: Edições Loyola, 2012, pág. 31.
  3. Pornografia e violência nas comunicações sociais: uma resposta pastoral, n. 29.