sábado, 3 de janeiro de 2015

LITURGIA DIÁRIA - O CORDEIRO DE DEUS.

Primeira Leitura (1Jo 2,29–3,6)
Leitura da Primeira Carta de São João.
Caríssimos: 29Já que sabeis que ele é justo, sabei também que todo aquele que pratica a justiça nasceu dele. 3,1Vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai.
2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é.
3Todo o que espera nele, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro. 4Todo o que comete pecado, comete também a iniquidade, porque o pecado é a iniquidade. 5Vós sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados e que nele não há pecado. 6Todo aquele que peca mostra que não o viu, nem o conheceu.

Responsório (Sl 97)

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
— Cantai salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, nosso Rei!
 
Evangelho (Jo 1,29-34)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
29No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. 30Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. 31Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”.
32E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. 33Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. 34Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!”


João Batista aponta para Jesus e o chama de “Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo”.
No Antigo Testamento, os sacerdotes ofereciam cordeiros em sacrifício pelos pecados do povo. Matavam o animal, recolhiam seu sangue numa vasilha e o queimavam no Altar dos Sacrifícios. Não era só cordeiro, ofereciam também bodes. Se o pecado era muito grande, ofereciam um touro.
Diz a Carta aos Hebreus: “É impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes.” Por essa razão, ao entrar no mundo, o Cristo declara: ‘Não quisestes vítima nem oferenda, mas formaste um corpo para mim. Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. Então eu disse: “Eis que eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade” (Hb 10,4-7).
Aquelas ofertas de animais pelos pecados valeram como preparação do povo para receber Jesus. O seu sangue sim, apagou os nossos pecados, todos os pecados de todos os seres humanos de todos os tempos. Até os nossos pecados futuros já foram apagados por Cristo. Da nossa parte fica apenas o pequeno trabalho de “apertar o botão”, para que esse perdão venha até nós.
E nós nos perguntamos: Por que as pessoas vivem com sede, ao lado desta fonte cristalina? Talvez faltem profetas como João Batista, para apontar com o dedo e dizer: “Eis aí o Cordeiro de Deus. Ele é melhor do que eu”.
Certa vez, um rapaz estava andando numa praia, antes do dia amanhecer, e viu no chão, apesar de estar escuro, um saquinho cheio de pedrinhas. É alguma criança que ajuntou isso ontem, pensou.
Pegou o saquinho e, caminhando, começou a jogar as pedrinhas, uma a uma, no mar. Quando o dia clareou, havia apenas uma no saquinho.
Foi aí que ele, observando, viu que era diamante! Algum garimpeiro certamente havia perdido o saquinho ali.
Que pena! Agora não dá para recuperar as que ele havia jogado no mar!
Jesus, este presente que ganhamos no Natal, é como um saquinho de diamantes. Que não o desperdicemos!
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.
Maria Santíssima é modelo para nós no acolhimento ao Cordeiro de Deus.
Peçamos a ela que nos ajude a nos enriquecer com esse tesouro, e a distribuí-lo para os outros.
 
 
 
 
 
 
 
 
Pe Queiroz

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

CONSAGRE O NOVO ANO À NOSSA SENHORA.

Ó Mãe dos homens e dos povos, vós que conheceis todos os seus sofrimentos e as suas esperanças, vós que sentis maternalmente todas as lutas entre o bem e o mal, entre a luz e as trevas que abalam o mundo contemporâneo, acolhei o nosso clamor que, movidos pelo Espírito Santo, elevamos diretamente ao vosso coração. Abraçai, com amor de Mãe e de Serva do Senhor, este nosso mundo humano que vos confiamos e consagramos, cheios de inquietude pela sorte terrena e eterna dos homens e dos povos.
De modo especial, entregamo-vos e consagramos aqueles homens e aquelas nações que desta entrega e desta consagração têm particularmente necessidade.
À vossa proteção nos acolhemos, Santa Mãe de Deus! Não desprezeis as súplicas que se elevam de nós que estamos na provação!
Encontrando-nos, hoje, diante Vós, Mãe de Cristo, diante do vosso Imaculado Coração, desejamos, juntamente com toda a Igreja, unir-nos à consagração que, por nosso amor, o vosso Filho fez de Si mesmo ao Pai: “Eu consagro-Me por eles — foram as suas palavras — para eles serem também consagrados na verdade” (Jo 17, 19).
Queremos unir-nos ao nosso Redentor nesta consagração pelo mundo e pelos homens, a qual, no Seu coração divino, tem o poder de alcançar o perdão e de conseguir a reparação.
Neste ano santo, bendita sejais acima de todas as criaturas, Serva do Senhor, que obedecestes da maneira mais plena ao chamamento divino!
Louvada sejais vós, que estais inteiramente unida à consagração redentora do vosso Filho!
Mãe da Igreja, iluminai o povo de Deus nos caminhos da fé, da esperança e da caridade! Iluminai de modo especial os povos dos quais vós esperais a nossa consagração e a nossa entrega. Ajudai-nos a viver na verdade da consagração de Cristo por toda a família humana do mundo contemporâneo.
Confiando-vos, ó Mãe, o mundo, todos os homens e todos os povos, nós vos confiamos também a própria consagração do mundo, depositando-a no vosso coração materno.
Oh Imaculado Coração, ajudai-nos a vencer a ameaça do mal, que se enraíza tão facilmente nos corações dos homens de hoje e que, nos seus efeitos incomensuráveis, pesa já sobre a vida presente e parece fechar os caminhos do futuro!
Da fome e da guerra, livrai-nos!
Da guerra nuclear, de uma autodestruição incalculável, e de toda a espécie de guerra, livrai-nos!
Dos pecados contra a vida do homem, desde os seus primeiros instantes, livrai-nos!
Do ódio e do aviltamento da dignidade dos filhos de Deus, livrai-nos!
De todo o gênero de injustiça na vida social, nacional e internacional, livrai-nos!
Da facilidade em calcar aos pés os mandamentos de Deus, livrai-nos!
Da tentativa de ofuscar nos corações humanos a própria verdade de Deus, livrai-nos!
Da perda da consciência do bem e do mal, livrai-nos!
Dos pecados contra o Espírito Santo, livrai-nos, livrai-nos!
Acolhei, ó Mãe de Cristo, este clamor carregado do sofrimento de todos os homens! Carregado do sofrimento de sociedades inteiras!
Ajudai-nos com a força do Espírito Santo a vencer todo o pecado: o pecado do homem e o “pecado do mundo”; enfim, o pecado em todas as suas manifestações.
Que se revele uma vez mais, na história do mundo, a força salvífica infinita da Redenção: a força do amor misericordioso! Que ele detenha o mal! Que ele transforme as consciências! Que se manifeste para todos, no vosso Imaculado Coração, a luz da Esperança!
Amém!


A Irmã Lúcia confirmou pessoalmente que este ato, solene e universal, de consagração correspondia àquilo que Nossa Senhora queria: « Sim, está feita tal como Nossa Senhora a pediu, desde o dia 25 de março de 1984 » (carta de 8 de Novembro de 1989). Por isso, qualquer discussão e ulterior petição não tem fundamento.

LITURGIA DIÁRIA - EU SOU A VOZ QUE GRITA NO DESERTO.

Primeira Leitura (1Jo 2,22-28)
Leitura da Primeira Carta de São João.
Caríssimos: 22Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? O Anticristo é aquele que nega o Pai e o Filho. 23Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai. Quem confessa o Filho possui também o Pai.
24Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio. Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai. 25E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26Escrevo isto a respeito dos que procuram desencaminhar-vos.
27Quanto a vós mesmos, a unção que recebestes da parte de Jesus permanece convosco, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa. Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele. 28Então, agora, filhinhos, permanecei nele. Assim poderemos ter plena confiança, quando ele se manifestar, e não seremos vergonhosamente afastados dele, quando da sua vinda.

Responsório (Sl 97)

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
— O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
 
Evangelho (Jo 1,19-28)

— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
19Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21Eles perguntaram: “Quem és, então? És Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?”
23João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?”
26João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando.

 Reflexão

Aqui temos um verdadeiro interrogatório, feito a uma pessoa que não queria responder. Naquele tempo a espera do Messias, pelos judeus, era angustiante. Era premente a sua chegada para salvá-los, definitivamente, da opressão romana, uma das piores que lhes havia ocorrido.
Os judeus sofriam mais com o jugo romano, do que na escravidão do Egito, principalmente porque os romanos interferiam muito na estrutura interna da sociedade judaica. Por isso muitos, vendo como João Batista se apresentava, pensavam ser ele o Messias tão esperado. João era destemido, impetuoso, sagaz, quase mal-educado, parecia um trovão. Configurava aquele desejo dos judeus. Eles esperavam isto mesmo: um homem de fé, forte, que não se intimidasse diante daquele poder dominante, que praguejasse contra eles desmascarando seus atos vergonhosos, fazendo-os cientes de seus erros. Ficaram impressionados com João e foram lhe fazer perguntas.
Naquela época, o batismo era comum entre os judeus e na maioria das religiões. Faziam-no com a imersão da pessoa na água, mergulhando-a e retirando-a em seguida. Isto porque o batismo significava purificação. Portanto, João Batista fazia conforme o costume.
Os fariseus, de modo geral e no conceito da sociedade da época, eram pessoas dignas, influentes, cumpridoras da Lei. Representados por seus anciãos, tinham assento no Sinédrio. O mesmo se pode dizer dos doutores da Lei, dos escribas, que observavam fielmente a Lei Mosaica. Como no meio do trigo sempre existe o joio, Jesus criticava aqueles fariseus que não faziam o que exigiam do povo, ou pelo que faziam por vaidade, buscando reconhecimento.
Portanto, os fariseus que enviaram aquelas pessoas a João estavam bem-intencionados. Não tramavam contra ele, não lhe preparavam uma armadilha, desejavam mesmo era saber o sentido daquele batismo. Queriam saber se ali estava surgindo o Messias, anseio que há muito acalentavam. Este foi o motivo das perguntas que fizeram a João. Assim poderiam se organizar, pois tinham poder de articulação inclusive no Templo. Quiseram escutar de João quem realmente era ele. E João foi lacônico nas três primeiras respostas: “Não sou o Cristo”, “Não o sou (Elias)”, “Não (o profeta)”. Até que explode numa interessante resposta à quarta pergunta: “Quem és, para darmos uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?” E João diz: “Sou a voz que clama no deserto…”.
Ora, eles esperavam o Messias, imbuídos de esperança, e João sabia disso. Por que, então, ele bradava no deserto? Não se grita no deserto. Mas o deserto do qual falava era o vazio que haveria de ser preenchido com a presença do Messias. Aquela voz que grita no deserto, brada na esperança de Deus, do Messias. Muitas vezes esta passagem é interpretada como uma voz que clama em vão, mas não é. João não gritava em vão. Gritava no vazio daquela espera, sabendo que o Messias já estava ali. Não foi por acaso que estava no rio Jordão. Ele sabia que aquele era o momento certo, que chegava a hora do Cristo: “Aquele (…) do qual não sou digno de desatar a correia da sandália“.
É preciso esclarecer o significado deste ato de desatar a sandália. “E por que, então, batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?” Esse “por quê?” faz com que as pessoas reajam, pensem. E João novamente dá uma linda resposta: “Eu batizo com água. No meio de vós está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, do qual não sou digno de desatar a correia da sandália.”
Era costume entre os judeus, quando o rapaz não desejasse o casamento com a moça que lhe fora prometida, abrir mão do direito de desposá-la em favor de um irmão que dela gostasse, ou de um descendente direto da família que ele achasse importante. O gesto, considerado bonito, era realizado diante de toda a família, em público. O noivo prometido desatava a correia da sandália do pretendente, a quem entregava aquela que seria a sua noiva. Era um ato excepcional e admirado pelos judeus.
Qual era, então, o grande noivo esperado, prometido? João sabia que era Jesus. Por isso falou que não era digno de desatar a correia de Sua sandália. Quer dizer: não sou digno de passar para esse Homem a honra de esposar a glória de Deus na terra. É isto que João queria falar.
Então, em razão do “por quê?”, João desata este lindo discurso: “Sou a voz que clama no deserto…”. Está no meio de vocês o legítimo noivo, papel que não sou digno de assumir e para quem tenho de passar. Eu não sou o Messias nem o Elias e nem o profeta. Eu não sou nada. Tenho, neste momento, aquilo que é a minha obrigação: passar a Ele, que está no meio de vocês e que ainda não O conhecem. Não tiveram a honra de desposar essa Boa-Nova, que é o Evangelho, a Nova Aliança de Deus com os homens.
Este é o ponto alto deste Evangelho: João Batista passa a Jesus o comando da Boa-Nova.







CN

quinta-feira, 1 de janeiro de 2015

EM CRISTO, VIVEREI UM ANO NOVO.

O que o motiva a querer passar o ano na presença de Deus?
Eu cheguei à mesma conclusão de Santo Agostinho: “Senhor, criaste-me para ti e o meu coração vivi inquieto enquanto não repousar em Ti”. Esta é uma grande verdade que trago no fundo da alma.
Quando Jesus disse para Pedro: “Você também quer me abandonar?”, o apóstolo respondeu: “A quem iríamos, se só tu tens Palavras de vida eterna!”. Nós somos como Pedro e Santo Agostinho, e talvez isso explique as pessoas que tem tudo na vida, mas para as quais ainda falta alguma coisa.
Quem é esse Deus que nos encanta e nos faz seguir em frente, a cada dia e a cada novo ano? Talvez possamos responder como aquela mulher pagã: “Cura a minha filha, Senhor”. E Jesus talvez nos responda até de uma forma estranha: “Não convém tirar o pão dos filhos e dar aos cachorrinhos”.
Que sede é essa que você tem de vir aos acampamentos da Canção Nova, de acompanhar os encontros pela TV, rádio e internet? O seu coração tem sede de Deus, o seu coração se encontra num um vazio tão grande, que só Ele pode preencher. Não existe nada, nesta terra, que pode preencher a nossa vida, a não ser o Senhor.
O projeto de Deus para nós é muito maior que aquilo que o mundo nos oferecer. Talvez, você vá à Missa, busque o Senhor, mas ainda sinta a alma inquieta, porque só será totalmente preenchido quando encontrar com o Pai no céu.
Você tem sede de algo novo na nossa vida, mas muitos não sabem que essa sede tem um nome: Jesus Cristo. Você que descobriu isso é privilegiado.
Só teremos um ano novo se tivermos uma vida nova. Mas muitos não entendem isso e querem uma vida diferente sem renovar a fé. Querem uma mágica, querem que, num piscar de olhos, 2014 mude para 2015 e tudo se transforme. Mas amanhã vai ser igual a hoje se você não fizer a diferença. Faça um projeto novo para 2015 em Deus.

A sua alma está inquieta, porque você não foi feito para o “mais ou menos”. Assim como o pastor não se conforma com a ovelha perdida, você também não pode se conformar em ficar longe do Senhor.
“Chegaram a Jericó. Ao sair dali Jesus, seus discípulos e numerosa multidão, estava sentado à beira do caminho, mendigando, Bartimeu, que era cego, filho de Timeu. Sabendo que era Jesus de Nazaré, começou a gritar: ‘Jesus, filho de Davi, em compaixão de mim!’ Muitos o repreendiam, para que se calasse, mas ele gritava ainda mais alto: ‘Filho de Davi, tem compaixão de mim!’ Jesus parou e disse: ‘Chamai-o’. Chamaram o cego, dizendo-lhe: ‘Coragem! Levanta-te, ele te chama’. Lançando fora a capa, o cego ergueu-se dum salto e foi ter com ele. Jesus, tomando a palavra, perguntou-lhe: ‘Que queres que te faça?’. Rabôni, respondeu-lhe o cego, que eu veja! Jesus disse-lhe: ‘Vai, a tua fé te salvou’. No mesmo instante, ele recuperou a vista e foi seguindo Jesus pelo caminho.” (Mc 10,46)
O cego já conhecia Jesus, até mesmo as Suas virtudes, por isso Lhe pediu que curasse sua cegueira. Esse cego tinha uma expectativa para encontrar o Senhor.
Jesus encantava por onde passava. O menino dos cinco pais e dois peixes não entregou seu alimento porque mandaram, mas porque ele tinha se encantado com Jesus. Ele é encantador! O Senhor é aquele que se sentou com os pecadores e com os leprosos, que curou os paralíticos. Veja, então, a sede de Jesus que tinha o cego de Jericó! E quanto mais ele gritava, mais as pessoas falavam para ele parar e mais alto ele gritava.
Santo Agostinho dizia: “Eu tenho uma graça que passa e não volta mais”. Provavelmente, esse cego via aquele momento como único, porque não saberia quando Jesus voltaria novamente. Jesus parou e disse: “Chamai-o!”. E disseram ao cego: “Coragem, levanta-te, Ele te chama”. A atitude do cego foi também a mais surpreendente, porque ele se ergueu de um salto e foi até Jesus.
Para quem é cego, ouvir é tudo. Tudo o que se sabe, se conhece é pelo ouvido. Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?”. E ele disse: “Que eu possa enxergar”. Nós, que temos a visão perfeita, não sabemos a dimensão do que é não poder enxergar.
Deus curou a cegueira daquele homem e ele saiu louvando pelo caminho. O grande milagre não foi a cura da sua cegueira física, mas o seguimento ao Mestre. Pena que muitos cristãos ainda não entenderam isso e pararam na visão de que Jesus é apenas médico. Não é essa fé madura e verdadeira que Deus quer para nós. Ele vai curar? Vai. Mas, muito mais que isso, Ele quer nos dar a salvação, quer nos curar por inteiro. Ele não quer apenas que viremos de um ano para o outro, mas que comecemos uma vida nova.
Há momentos em que só queremos entregar metade da nossa vida ao Senhor, mas Ele quer que entreguemos tudo, até mesmo aquilo que não compreendemos. Santo Agostinho também dizia: “Ó, feliz culpa que nos fez merecer tão grande Salvador! Ó, sofrimento que O fez chegar até aqui!”. Nós não temos dimensão daquilo que Deus pode usar para que nos aproximemos d’Ele.
Na nossa vida de fé, Deus exige tudo de nós. Mas, como eu escutei outro dia, “não existe melhor travesseiro do que uma vida honesta”. Nada paga a tranquilidade de uma vida dígna e honrosa.
Talvez aquele homem só esperasse a cura dos seus olhos, mas Deus disse: “Vai, a tua fé te salvou!”. Por isso não pense que é perda de tempo se dedicar às coisas do Senhor.











 Tiago Carmargo – Tiba - CN
Transcrição e adaptação: Jakeline Megda D’Onofrio.

SOLENIDADE DE SANTA MARIA, MÃE DE DEUS.

 
Primeira Leitura (Nm 6,22-27)
Leitura do Livro dos Números:
22O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23“Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’
27Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”.

Salmo Responsorial (Sl 66)
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
— Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção,/ e sua face resplandeça sobre nós!/ Que na terra se conheça o seu caminho/ e a sua salvação por entre os povos.
— Exulte de alegria a terra inteira,/ pois julgais o universo com justiça;/ os povos governais com retidão,/ e guiais, em toda a terra, as nações.
— Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor,/ que todas as nações vos glorifiquem!/ Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe,/ e o respeitem os confins de toda a terra!

Segunda Leitura (Gl 4,4-7)
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas:
Irmãos: 4Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá — ó Pai!
7Assim, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus
 
Anúncio do Evangelho (Lc 2,16-21)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 16os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura.
17Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam.
19Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração.
20Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido.



Ao iniciar o novo ano, ouvimos o Evangelho que narra a circuncisão de Jesus, no oitavo dia de seu nascimento. É um rito necessário para todo homem judeu. Por esse rito, Jesus torna-se participante da Aliança de Deus com seu povo, podendo celebrar a Páscoa. Recebe o nome Jesus, que significa sua vida e missão de Salvador. Lemos também que o Menino foi visitado pelos pastores, os últimos do povo. Eles vieram e encontraram o sinal que os Anjos haviam indicado: Encontrareis um menino envolto em faixas e deitado num cocho (Lc 2,12). Nada especial, mas foi o sinal da total aproximação de Deus com os pobres, que acolhem e proclamam as maravilhas de Deus.
Jesus nasce na periferia do mundo e da sociedade judaica. Os visitantes pastores são mal afamados. Iniciamos o ano de 2010 recebendo oficialmente uma bênção “especial”: Jesus. Ele é a bênção. No Antigo Testamento, Deus manda Moisés abençoar o povo com as palavras: “O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!”. Deus manifesta-se e mostra sua face benevolente e protetora. Quem mais mostrou a face de Deus do que Jesus? “Ele é a imagem do Deus invisível” (Cl 1,1). Receber a bênção é descortinar para nós a visão de Deus. E como os pastores, vamos louvando e glorificando, pelo ano todo, o que vimos e ouvimos de Deus. Maria está por perto. Ela é a primeira a nos apresentar a face de Deus em seu Filho. A bênção que recebemos, nós faz iguais a Maria: mostramos aos outros a face de Deus. A bênção é um dom e uma missão: recebemos uma bênção para que sejamos uma bênção para todos, mostrando-lhes a face de Deus.
Celebramos hoje a festa da Mãe de Deus. Na tradição oriental, há uma celebração muito antiga de Maria logo depois do Natal. Ela é a Mãe de Deus, pois seu filho é Filho de Deus. Celebramos esse insondável mistério de um Deus que quis se manifestar ao mundo como homem, para dar-nos a participação de sua divindade. E realizou esse mistério através de uma mulher: Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher (Gl 4,4).
Ela participa integralmente do projeto de Deus, desde a Encarnação até sua glorificação. A fé cristã sem Maria é incompleta senão prejudicial, pois tira o que há de mais completo na Encarnação: Encarnou-se por obra do Espírito Santo, no seio da Virgem Maria. Assim rezamos no Credo. É a participação completa da natureza humana em Jesus, como Deus quis.
Maria dá sua colaboração humana sabendo viver esse mistério e oferecendo-nos um exemplo de como nos apropriar dele: Maria guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. É no coração, “sede” do encontro com Deus, que decantamos os fatos da vida no caminho de Deus.
O novo ano começa hoje. E é fundamental que nos abramos para o futuro que se desenha na linha do horizonte. Entreguemos a Deus as boas realizações e os males que não pudemos ou não quisemos evitar. Sejam eles purificados! Abramos o novo ano com uma disposição de ser uma bênção para o mundo, como colaboradores de Deus para a vida.
Com a Festa do Natal, fomos, em Cristo, adotados como filhos e podemos chamar Deus de Pai. Vivamos como os pastores: louvando e agradecendo a Deus por tudo que vemos e temos. Em cada Eucaristia, recebamos a bênção para que a levemos a todos os seus filhos. A você e a sua família desejo um feliz ano novo, repleto de muitas alegrias e felicidades.






CN