sexta-feira, 26 de novembro de 2010

DE DEUS NÃO ALCANÇA NADA, SE NÃO É POR AMOR!

Vocação: é uma vida seduzida com Deus!

«De Deus não se alcança nada, se não é por amor!» [São João da Cruz]

Pronuncio a palavra vocação com um toque distinto.Ajuízo que a Vocação é uma vida seduzida com Deus, é um caminho moderado pelo verdadeiro Amor, pois Ele nos criou por amor e para o Amor.Todos, sem exceção, somos chamados a segui-Lo, somos chamados a anunciar a Sua verdadeira mensagem.Em São Mateus encontro: «Recebestes de graça, dai de graça» [Mt 10,8].

Toda a vocação é sem sombra de dúvidas, uma graça.Toda a vocação é um apelo à santidade, um chamamento de Deus.A santidade de Jesus Cristo é modelo para a nossa própria santidade. N’Ele encontramos todos os desafios da santidade cristã. Desde a cruz, ato de infinito amor, até à glória da ressurreição!Quem ama, não
poder calar o Amor que corre nas veias do coração!Quem ama, não pode permanecer parado, nem pode fazer parar o muito que transporta em si e que congrega d´Ele.Quem se sente seduzido com Deus, deve ter a disponibilidade para partir em cada novo amanhecer, como nos diz são João da Cruz, «aonde não sabemos, por onde não sabemos».

Que durante este novo tempo que vamos iniciar de Advento o Espírito Santo, «chama viva de Amor», nos ajude, nos guie e nos faça merecedores da Sua graça. Para neste Natal sermos ricos do Amor que não é Amado .E que possamos amar no Amado os nossos amados!Pois a grande vocação também a qual todos somos chamados é para Amar no "Amor " Deus é amor eis a grande revelação de São joão a nós .Alguém que não somente colocou oa cabeça no peito de jesus , mas mais que isso coloco o pensar, os sentimentos, "a cabeça" de Jesus no coração, no seu peito!Que a alegria da nossa vocação nos leve a voar mais alto pelas sendas do Amor de Deus.Qualquer que seja o contexto de vida em que vivemos, deixemo-nos seduzir com Deus, pelo Seu terno Amor!Pois, «De Deus não se alcança nada, se não é por amor!».O Amor, merece ser amado!


com minha pobre benção
Pe.Emílio Carlos+

LITURGIA DIÁRIA - PARÁBOLA DA FIGUEIRA


Primeira Leitura: Apocalipse 20, 1-4; 11, 21-2

Leitura do livro do Apocalipse de São João -Eu, João, 1Vi, então, descer do céu um anjo que tinha na mão a chave do abismo e uma grande algema. 2Ele apanhou o Dragão, a primitiva Serpente, que é o Demônio e Satanás, e o acorrentou por mil anos. 3Atirou-o no abismo, que fechou e selou por cima, para que já não seduzisse as nações, até que se completassem mil anos. Depois disso, ele deve ser solto por um pouco de tempo. 4Vi também tronos, sobre os quais se assentaram aqueles que receberam o poder de julgar: eram as almas dos que foram decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e todos aqueles que não tinham adorado a Fera ou sua imagem, que não tinham recebido o seu sinal na fronte nem nas mãos. Eles viveram uma vida nova e reinaram com Cristo por mil anos. - Palavra do Senhor.

Evangelho: Lucas 21, 29-33

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 29Acrescentou ainda esta comparação: Olhai para a figueira e para as demais árvores. 30Quando elas lançam os brotos, vós julgais que está perto o verão. 31Assim também, quando virdes que vão sucedendo estas coisas, sabereis que está perto o Reino de Deus. 32Em verdade vos declaro: não passará esta geração sem que tudo isto se cumpra. 33Passarão o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão. - Palavra da salvação.


Esta parábola da figueira encerra o “discurso escatológico” que encontramos nos três Evangelhos sinóticos, seguindo-se as advertências sobre a necessidade de vigiar e orar. Depois da descrição da violência característica dos poderes deste mundo, é confirmada a presença do Reino de Deus entre nós, como escatologia já realizada.

O escatológico-apocalíptico, que é a expectativa de um fim glorioso para Israel, tem sua origem na tradição do Dia de Javé, o dia da vingança sobre os seus inimigos e de glória e poder para o povo eleito. Os discípulos originários do judaísmo, com sua visão messiânico-escatológica ainda não compreendiam as palavras de Jesus. Jesus os adverte: Vós, do mesmo modo… ficai sabendo…É fundamental que fiquemos atentos para não sermos surpreendidos.
Os cristãos são admoestados a se manterem em contínuo estado de vigilância em relação à história, uma vez que ela está sendo fermentada pelas realidades escatológicas. Urge, pois, perceber como nela se manifestam os sinais do fim.

A mensagem de Jesus nada tem a ver com os apocalipses da época, reservados a um grupo restrito de iniciados. Jesus ensina publicamente, sem a preocupação de selecionar seus ouvintes. Embora só os discípulos o compreendam, sua doutrina deve ser anunciada a todos os povos. Basta abrir-se para Ele, para entender o conteúdo de seus ensinamentos.
A tensão que se estabelece é a tensão da esperança. A esperança é o desejo ardente de realizar, hoje, a vontade de Deus. O Reino de Deus já está acontecendo. É a sedução do bem, da vida, da comunhão com Deus, da solidariedade, da fraternidade, da partilha, da alegria. E as palavras de Jesus são anunciadas como convite à participar do banquete da Vida.

A figueira e as demais árvores foram empregadas para ilustrar a parábola da escatologia. Vendo-as frutificar, é possível afirmar, sem perigo de engano, que o verão se aproxima. Igualmente, pode-se declarar que algo de novo estará acontecendo na história, quando a morte ceder lugar à vida, a escravidão abrir espaço para a liberdade, a injustiça for sobrepujada pela justiça, o ódio e a inimizade forem vencidos pelo amor e pela reconciliação.

Este germinar de esperança é um sinal evidente da presença do Filho do Homem, fazendo a escatologia acontecer. Chegará um tempo de plenitude. Este, porém, está sendo preparado pela aproximação paulatina daquilo que todos esperamos.


Padre Bantu

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O REINO DA JUSTIÇA, DO AMOR E DA PAZ.


Este é o último domingo do Ano Litúrgico, depois de a história da salvação ter feito uma órbita completa. A celebração de hoje é da festa de Cristo Rei, redentor da humanidade, para que os fiéis cristãos façam de sua presença no mundo uma força de transformação. Os cristãos são missionários do Senhor, conforme o envio feito à hora de sua ascensão aos céus: “Ide por todo o mundo, pregai a boa nova do evangelho.”O reino de Deus não é uma realidade de poder sobre o mundo, mas de cristãos que se tornaram para o mundo fermento de vida conforme o pensamento de Deus, a fim que de o mundo se converta à verdade, à justiça e à paz.
A paz é fruto da justiça e do amor. A busca da verdadeira justiça e a coerência do amor levaram ao martírio, primeiramente, Jesus e depois inúmeros cristãos à morte semelhante à de Cristo.A primeira leitura do 2Samuel, 5, 1-3, narra como as tribos do Norte aceitaram o reinado de Davi. Davi era o menor e o mais humilde de oito irmãos, da aldeia de Belém. Quando Samuel, guiado por Deus, foi escolher um dos oito filhos de Jessé para ser o novo rei, apresentaram-se os sete maiores, o menino Davi foi deixado no campo, olhando as ovelhas. Ele foi o escolhido de Deus. É por meio dos fracos que Deus realiza os seus desígnios.
Davi se tornará o modelo dos reis. Suas façanhas já lhe tinham alcançado a aprovação por parte da sua tribo do Norte. O reinado de Davi foi o reinado da união de Israel e Judá, o reinado do consenso de todo povo de Deus.Jesus é declarado rei pela sua morte de cruz. Essa idéia não cabe em nossas categorias mentais. Para nossa cultura rei é aquele que está no poder, tem prestígio, é considerado grande autoridade. Nunca poderemos entender um rei pobre sem prestigio e muito menos morrendo pregado numa cruz. Pelo dom da Fé o cristão concebe Jesus Rei e Senhor do universo.A Igreja quer com a festa de Cristo Rei mostrar ao mundo que a vitoria sobre o mal não está no poder das armas, no prestígio, mas na doação de si mesmo.
Para o cristão viver esta festa, significa seguir Cristo, tomar sua cruz a cada dia, viver a justiça, a verdade, o perdão e a misericórdia. Ninguém pode ser cristão sem passar pela morte e ressurreição de Cristo, isto e, se não nascer de novo pelas águas do batismo. Assim disse Jesus a Nicodemos: “Se não nasceres de novo não entrarás no reino dos céus”.Cristo é Rei, rei daqueles que acreditaram em sua palavra, em seu testemunho de união com o Pai. Ele veio para salvar os que andavam nas trevas. Ele é a luz que ilumina toda pessoa que vem a este mundo e o acolhe. Ele é o Senhor dos senhores.Esta festa tão significativa para a Igreja ao terminar o Ano Litúrgico nos ajuda a refletir que nossa vida é uma passagem, estamos a caminho da eternidade.O fim é certo. Quando? Somente Deus o sabe. É preciso estar conscientes de um fim inevitável, de data e hora imprevisíveis.“Cristo é Rei pela sua cruz”.
Parece difícil poder compreender. É preciso desarraigar de nossa mente as idéias de prestígio e de poder. O reinado de Cristo há de chegar ao nosso mundo por meio das pequenas coisas, escondidas, ignoradas, relegadas à humilhação do esquecimento, tal como a morte de cruz era a humilhação máxima.Discípulo de Cristo é quem, na experiência da humana fraqueza, teve a humildade de pedir-lhe ajuda, foi por ele curado e se pôs a segui-lo de perto, tornando-se testemunha do poder do seu amor misericordioso, mais forte que o pecado e a morte.O homem não vale pela sua eficiência, mas por si mesmo, porque criado e amado por Deus. Se o homem se deixa abraçar por Cristo, não mortifica a riqueza da sua humanidade: se a ele adere com todo o coração, nada lhe faltará.Nas dificuldades da vida está, sobretudo, a qualidade da fé de cada um para ser provada e verificada: a sua solidez, a sua pureza, a sua coerência com a vida. Que coisa o Senhor quer de mim? Certamente isso permanece sempre uma grande aventura, mas a vida pode adquirir significado pleno somente se temos a coragem da aventura, a confiança que o Senhor não me deixará sozinho jamais, que o Senhor me acompanhará, me ajudará. (Bento XVI).
Fonte: CNBB - Reproduzido da comunidade Bethania.

A IGREJA ACEITA COMUNICAÇÃO COM MORTOS?


Em síntese: Mais uma vez os espíritas propagam a falsa noticia de que a Igreja Católica já reconhece e aceita a comunicação com os mortos. 0 fundamento de tal notícia é inconsistente e confuso. Não há perspectiva de que tal tenha acontecido ou venha a acontecer, já que se trata de algo proibido pelas Escrituras e amplamente explicado pela parapsicologia; os fenômenos mediúnicos nada tem de transcendental, mas são expressões do psiquismo do médium respectivo.* * *

Por e-mail a Redação de PR recebeu a seguinte mensagem:

“Mais uma da nossa “amada” Igreja Católica…

O Vaticano admite Consulta aos Mortos

Matéria transcrita da revista “0 Espírita”, de Brasília /DF, que, por sua vez, o transcreveu do Jornal “0 Popular” de Goiânia:Há anos radicada na Europa, psicóloga goiana divulga a aprovação pela Igreja da comunicação com os mortos através de médiuns.Oficialmente a Igreja Católica nunca admitiu o contato com os mortos, como prega a doutrina espírita. Nem mesmo a atividade de médiuns e paranormais até há bem pouco tempo, era levada em consideração pelos religiosos. Essa opinião mudou. Através do jornal “L’Osservatore Romano”, órgão oficial da Igreja com sede em Roma, em edição de novembro de 1996, o padre Gino Concetti concedeu uma entrevista, depois reproduzida em outros periódicos, como os italianos “Gente” e “La Stampa” e o mexicano “El Universal”, revelando os novos conceitos católicos em relação as mensagens ditadas pelos espíritos depois da morte carnal.

Padre Gino Concetti, irmão da Ordem dos Franciscanos Menores, considerado um dos mais competentes teólogos do Vaticano, admite ser possível dialogar com os desencarnados. Segundo ele, o catecismo moderno ensina que Deus permite aqueles que vivem na dimensão ultra terrestre enviar mensagens para nos guiar em determinados momentos da vida. Após as novas descobertas no domínio da psicologia sobre o paranormal, a Igreja decidiu não mais proibir as experiências do diálogo com os trespassados, desde que elas sejam feitas com finalidades religiosas e científicas e com muita seriedade’.

Alegria

A medida ditada pela nova cartilha da Igreja Católica deixou eufórica a espirita Terezinha Rey psicóloga e ex-professora goiana, que reside há mais de 40 anos na Suíça. Ela é tradutora e divulgadora do texto do padre Gino Concetti. De férias em Goiânia, faz a divulgação desse material. Terezinha diz que as novas opiniões dos católicos a respeito da doutrina pregada por Allan Kardec são uma questão da evolução natural das coisas. “Tenho um grande respeito pela Igreja Católica e creio ser oportuna esta revisão de suas opiniões sobre o espiritismo”, afirma ela, que preside um centro espírita em Genebra, freqüentado por centenas de pessoas. Terezinha considera importantes as pregações do padre italia¬no porque tiram a culpa dos católicos por procurar os espíritas em busca de contatos com seus entes queridos. “Conheço padres na Europa que são médiuns”, revela a professora, citando como exemplo o padre Biondi, capelão dos jornalistas de Paris. Fundadora do Instituto Pestalozzi, Terezinha Rey foi para a Suíça em 1957 para fazer um doutorado em psicologia. Lá conheceu o renomado professor André Rey um dos criadores da psicologia clínica, e acabou ficando em Genebra, onde também foi aluna da professa Hélène Antipoff educadora de grande prestígio no mundo inteiro. Hoje, paralelamente as atividades que desenvolve no centro espirita, faz palestras e organiza os arquivos científicos do marido”.

QUE DIZER?

1. Inconsistência da notícia

Não é esta a primeira vez que o espiritismo procura atrair para si o abono da Igreja Católica. Já em PR 434/1998, pp 324-327 foi publicada uma refutação da notícia em foco, transmitida (tal notícia) aproximadamente nos termos do texto atrás transcrito.Voltamos ao assunto propondo quatro reflexões:

1) Toda decisão doutrinária da Santa Sé e publicada em documento assinado pelo Santo Padre ou por seus colaboradores; a coleção “Acta Apostolicae Sedis” é o órgão através do qual são divulgados todos os atos oficiais da Santa Sé. Um teólogo isolado, dando entrevista a um jornal vagamente citado, não pode ser tido como representante do pensamento da Igreja.

2) 0 jornal LOSSERVATORE ROMANO1, ao qual G. Concetti terá concedido a sua entrevista, é citado de maneira imprecisa, sem data de edição – O que foge às normas de uma noticia cientifica.

3) O novo Catecismo da Igreja Católica também é vagamente aduzido, sem indicação de parágrafos alusivos a mediunidade. Aliás, estes não se acham no Catecismo; quem o percorre, só encontra aí a clássica doutrina da Comunhão dos Santos, sem referência a “diálogo com os falecidos”.

Vejam-se os parágrafos seguintes:

§ 958 “A comunhão com os falecidos. Reconhecendo cabalmente esta comunhão de todo o corpo místico de Jesus Cristo, a Igreja terrestre, desde os tempos primeiros da religião cristã, venerou com grande piedade a memória dos defuntos (…) e já que é um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam perdoados de seus pecados” (2Mc 12, 46), também ofereceu sufrágios em favor deles. A nossa oração por eles pode não somente ajudá-los, mas também tornar eficaz a sua intercessão por nós.

§ 959 Na única família de Deus. Todos os que somos filhos de Deus e constituímos uma única família em Cristo, enquanto nos comunicamos uns com Os outros em mútua caridade e num mesmo louvor a Santíssima Trindade, realizamos a vocação própria da Igreja.

§ 2683 As testemunhas que nos precederem no Reino, especial¬mente as que a Igreja reconhece como santos, participam da tradição viva da oração, pelo exemplo modelar de sua vida, pela transmissão de seus escritos e pela sua oração hoje. Contemplam a Deus, louvam-no e não deixam de velar por aqueles que deixaram na terra. Entrando na alegria do Mestre, eles foram postos a frente de muito. A sua intercessão é o mais alto serviço que prestam ao plano de Deus. Podemos e deve¬mos pedir-lhes que intercedam por nós e pelo mundo inteiro”.

A Igreja aceita a invocação dos santos (orações humildes dirigidas aos justos do céu para que intercedam por nós), mas não aceita a evocação dos mortos (pratica ritual que julga obter respostas e mensagens dos mortos).

4) 0 estudo da paranormalidade é algo de científico; consiste em observar o comportamento psíquico paranormal (ao lado do normal). Precisamente a consciência de que existe um comportamento paranormal dissipa a concepção de que os fenômenos estranhos produzidos no espiritismo se devem ao além, pois se verifica que são suficientemente explicados pelo psiquismo do indivíduo paranormal.A Igreja aceita tranqüilamente o estudo da paranormalidade que ela distingue da comunicação com os mortos. O sensitivo é o indivíduo dotado de paranormalidade mais ampla; não é necessariamente um médium espírita; só será médium se julgar que os seus fenômenos psí¬quicos paranormais são produzidos por espíritos do além.

Estas observações permitem concluir que a notícia em foco é falsa.

2. O testemunho bíblico.

Para o católico, é importante o testemunho da Sagrada Escritura. 0 mesmo Deus que, segundo seus inscrutáveis desígnios, permite as vezes a aparição de santos ou defuntos, proibiu terminantemente a evocação dos mortos:“Se alguém se dirigir aos que evocam os espíritos e aos advinhos, para se entregar as suas práticas, voltarei minha face contra esse ho¬mem e o afastarei do meu povo”. (Lv 20, 6).“Todo homem ou toda mulher que evocar os espíritos ou se der a adivinhação, será punido de morte; lapidá-lo-ão; seu sangue recairá sobre ele”. (Lv 20, 27).
Ver ainda Lv 19, 31,’ Dt 18,11.

Não obstante estas proibições, sabe-se que o rei Saul, atribulado numa campanha bélica, foi ter com a pitonisa (ou adivinha) de Endor, pedindo-lhe que o pusesse em comunicação com a alma de Samuel, seu guia de outrora (cf. ISm 28, 7-14).

O cronista bíblico acentua bem que esse feito foi ilícito: “Saul… se tornara culpado diante do Senhor… porque interrogara e consultara os que evocam os mortos” (1Cr 10, 13). Não obstante, Deus se dignou permitir que o espírito de Samuel evocado respondesse: permitiu-o, não por causa dos ritos da pitonisa, que eram totalmente ineptos para tanto, mas tornando como mera oca¬sião a visita do rei a adivinha o motivo por que então o Senhor atendeu a Saul foi, como se depreende das palavras de Samuel, o desejo de admoestar o rei a penitência ao menos no fim de sua vida (o rei Saul havia de morrer no dia seguinte); a exortação dirigida a Saul em circuns¬tâncias tão extraordinárias seria particularmente eficaz. Disto, porém, não se segue que Deus se dirija aos homens por via tão estranha todas as vezes que estes o desejem.A razão por que e proibida a necromancia, não é o falso pressu¬posto de que esta incomoda os mortos; deve-se simplesmente ao fato de que e uma crendice ou superstição.

3. E as visões dos Santos?

Bem diferentes dos fenômenos espíritas são as visões que os santos tem.Estas são totalmente gratuitas, não resultando de ritos previamen¬te executados para as provocar. Não há dúvida, tais visões podem ser a resposta do Senhor a preces de almas justas desejosas de obter um sinal sobrenatural. Contudo, assim como o Senhor Deus pode atender a essas orações (caso isso ocorra para o bem dos fiéis), pode também não as deferir; nunca será lícito ao cristão crer que dispõe de meio seguro para se comunicar com as almas dos defuntos; todo o nosso intercâmbio com eles se realiza mediante insondável e soberana permissão de Deus. Mesmo quando uma pessoa devota julga estar sendo agraciada por vi¬sões, os mestres da vida espiritual aconselham-lhe toda a cautela na interpretação de tais fenômenos, pois Satanás não raro se dissimula em “anjo de luz” (cf. 2Cor 11, 14).

As autênticas aparições de santos ou almas neste mundo (mesmo não provocadas) não são tão freqüentes quanto propalam as noticias!Como se vê, este ponto de vista não se identifica com a posição dos espiritas, que afirmam poder entrar em contato com tal alma, por ocasião de tais ritos… Procedem como se ainda tivessem jurisdição ou poder sobre aqueles que não são mais da nossa convivência e cuja sorte só Deus conhece.

Fonte: www.presbiteros.com.br - Reproduzido do site da comunidade Bethania

NOMEAÇÃO DE NOVOS BISPOS PARA O BRASIL



VATICANO, 24 Nov. 10 / 01:47 pm (ACI).- Segundo a informação divulgada hoje pelo Vaticano e pela CNBB o Papa Bento XVI anunciou, nesta quarta-feira, 24, a nomeação de três bispos auxiliares para a arquidiocese do Rio de Janeiro e a nomeou o bispo auxiliar de São Paulo, Dom João Mamede Filho, para a diocese de Umuarama, no Paraná. Ainda nesta quarta-feira, foi aceito pedido de renúncia do bispo de Caçador (SC), Dom Luiz Carlos Eccel.

Bento XVI também nomeou Dom João Oneres Marchiori, Bispo Emérito de Lages, como Administrador Apostólico da Diocese de Caçador.Para bispos auxiliares a arquidiocese do Rio de Janeiro, foram nomeados os sacerdotes Pedro Cunha Cruz, Nelson Francelino Ferreira e Paulo Cezar Costa.

Os dois primeiros pertencem ao clero da arquidiocese do Rio de Janeiro e o último à diocese de Valença (RJ).O Pe. Pedro Cunha tem 46 anos e é natural do Rio de Janeiro. Ele fez seus estudos de filosofia na Faculdade de Filosofia João Paulo II e de teologia no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio. Ordenado padre no dia 4 de agosto de 1990, fez mestrado e doutorado em filosofia na Pontifícia Università Santa Croce, em Roma e um mestrado em teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana.Atual pároco da paróquia Santa Rita e Diretor da Faculdade Eclesiástica de Filosofia do Rio de Janeiro, padre Pedro foi pároco também da paróquia Santa Teresa de Jesus.Nascido em Sapé, na Paraíba, o Pe. Nelson Francelino, 45, mora no Rio desde os cinco anos. Ordenado padre no dia 4 de outubro de 1990, padre Nelson fez seus estudos de filosofia e teologia, respectivamente, na Faculdade Eclesiástica de Filosofia João Paulo II e no Instituto Superior de Teologia da Arquidiocese do Rio. Na Pontifícia Universidade Católica do Rio, fez mestrado e doutorado em teologia sistemática. Pe. Nelson foi também vigário paroquial da paróquia Nossa Senhora da Conceição, no Realengo (RJ), e pároco nas paróquias cariocas de São Luiz Rei de França, São Marcos e Nossa Senhora da Glória. Foi ainda diretor espiritual do Seminário São José, assessor eclesiástico das Pastorais Universitária e da Juventude e membro do Conselho Presbiteral da arquidiocese do Rio.

Finalmente o Padre Paulo Cezar, 43, cursou filosofia no Seminário Nossa Senhora do Amor Divino, em Petrópolis, e teologia no Seminário São José, da arquidiocese do Rio de Janeiro. Tem mestrado e doutorado em Teologia Sistemática pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma.Ordenado padre em 1992, foi vigário da paróquia da paróquia São Pedro e São Paulo de Paraíba do Sul (RJ) e pároco das paróquias Nossa Senhora da Conceição, em Vassouras (RJ), e Santa Rosa de Lima.Diretor e professor do Departamento de Teologia da PUC-Rio, padre Nelson é o reitor do Seminário Diocesano Paulo VI, em Nova Iguaçu, e membro da Comissão de Doutrina e do Instituto Nacional de Pastoral da CNBB.

Novo bispo de Umuarama

O novo bispo de Umuarama (PR), dom Mamede, anunciado nesta quarta-feira, é da Ordem dos Frades Menores Conventuais (OFMConv) e tem 59 anos. Natural de Caçapava (SP), foi ordenado bispo em 2006. Seu lema episcopal é “No evangelho força de Deus”.

Renúncia de Dom Luiz Carlos EccelFoi aceito hoje, também, pelo papa Bento XVI, o pedido de renúncia ao governo pastoral da diocese de Caçador feito pelo bispo dom Luiz Carlos Eccel, de 59 anos, de acordo com o cânon 401 § 2º do Código de Direito Canônico. O mencionado cânon afirma o seguinte:“Roga-se encarecidamente ao Bispo diocesano que presente a renúncia de seu ofício se por enfermidade ou outra causa grave ficasse diminuída sua capacidade para desempenhá-lo"Desde que foi ordenado bispo, em fevereiro de 1999, dom Luiz, estava na diocese de Caçador. Dom Luiz Eccel ficou conhecido durante a campanha eleitoral por escrever uma carta de apoio à candidatura de Dilma Rousseff e também por assinar junto com outros bispos e teólogos como Frei Betto, entre outros nomes vinculados à teologia da libertação, um manifesto expressando respaldo à então candidata do PT.O apoio do bispo foi criticado por alguns fiéis que manifestaram seu desapontamento pelas ações do prelado como os membros da Equipe Missionária Regina Apostolorum que lançaram uma carta de repúdio à missiva do então bispo de Caçador.A diocese de Caçador divulgou hoje uma nota na qual afirma que Dom Eccel renunciou por motivos de saúde:“Nesta quarta-feira, 24 de novembro, Sua Santidade Bento XVI aceitou o pedido de renúncia que lhe foi solicitada por Dom Luiz Carlos Eccel, em conformidade com o Cânon 401,§2 do Código de Direito Canônico, e nomeou Dom João Oneres Marchiori, Bispo Emérito de Lages, como Administrador Apostólico desta Diocese de Caçador. Expressamos nossa viva gratidão a Dom Luiz Carlos pelos 31 anos de ministério prestado a esta Diocese como Padre, Administrador Diocesano e como Bispo. Dom Luiz Carlos recolhe-se para cuidar de sua saúde, mas põe-se à disposição, para ajudar na Diocese, sempre que solicitado, dentro de suas possibilidades, com o título de "Bispo Emérito de Caçador".