quinta-feira, 13 de maio de 2010

II ENCONTRO JOVEM.

JOÃO PAULO II, NA CARTA QUE ESCREVEU EM OCASIÃO DO XVII DIA MUNDIAL DA JUVENTUDE, AFIRMA: "é próprio da juventude buscar o absoluto, o sentido e a plenitude da existência" e complementa convocando-os a "não se contentarem com nada menos que os mais altos ideais"
AFIRMA AINDA: "Descobri as vossas raízes cristãs, aprendei a história da Igreja, aprofundai o conhecimento da herança espiritual que vos foi transmitida, imitai as testemunhas e os mestres que vos precederam! Só permanecendo fiéis aos mandamentos de Deus, à Aliança que Cristo selou com o seu sangue derramado na Cruz é que podereis ser os apóstolos e as testemunhas do novo milénio"
O Papa sempre deixou claro sua admiração e crença no potencial da juventude. Sempre os incitou a aceitar o desafio evangélico de viver como verdadeiras testemunhas do amor de Deus, levando este mesmo amor a todos que não o conhecem.
JOVENS, É O MOMENTO DE SE TORNAREM ABERTOS, LIVRES E DE PERMITIREM QUE A AÇÃO E O PODER DO ESPÍRITO SANTO POSSA AGIR EM VOCÊS, FAZENDO COM QUE CADA UM ASSUMA SEU VERDADEIRO CHAMADO, SUA VERDADEIRA VOCAÇÃO.
Timóteo também era jovem. E como tal, também era cheio de conflitos internos a começar por seus pais (pai Grego e mãe judia). Que mesmo sofrendo com tais influências, também foi um jovem de atitude e determinação, fazendo sua opção pelo Cristo Jesus. Agora, recebe na pessoa de Paulo, uma exortação sobre como deveria ser sua conduta e seu proceder, para que ele rompesse com as coisas destes mundo e se mantivesse firme e inabalável na fé.
I Timóteo 4,12-16
VENHA PARTICIPAR DO II ENCONTRO JOVEM, ESCUTAR O QUE DEUS TEM PRA VOCÊ, APRENDER A SUPERAR OS DESAFIOS E A COMO PROCEDER SEGUNDO A VONTADE DO SENHOR. TORNE-SE UM DIFERENCIAL PARA MUITAS VIDAS, POIS ...
VOCÊ, JOVEM DO SÉCULO XXI, TORNAR-SE-Á: A DIFERENÇA.
JUVENTUDE PENTECOSTAL: SINAL DE PROFECIA.
Qualquer dúvida sobre o encontro, ligar para: 84-3351-4276 ou 8806-3125.

JOVENS, PARA FAZER A DIFERENÇA.

PRIMEIRO ENCONTRO DE JOVENS CARISMÁTICOS REALIZADO NO BAIRRO PARAÍSO, É MARCADO POR PROFUNDA ESPIRITUALIDADE E FORTE CHAMADO PARA SER A DIFRENÇA.
JOVENS: "NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE MUNDO, MAS TRANSFORMAI-VOS, PELA A RENOVAÇÃO DA MENTE . . . "

COM UMA ALEGRIA QUE O MUNDO NÃO PODE DAR, OS JOVENS EXPERIENCIARAM O PROFUNDO AMOR DE DEUS E O SEU DESEJO DE QUE SE TORNEM PROMOTORES DA NOVA EVANGELIZAÇÃO.


O PRIMEIRO GRANDE PASSO FOI DADO. DETERMINAÇÃO E PERSEVERANÇA ATRAIRÁ A PORÇÃO DOBRADA QUE DEUS DERRAMARÁ NO TEMPO OPORTUNO.



QUE VENHA O PRIMEIRO "LEVANTA-TE", E QUE TODOS OS JOVENS POSSAM RECONHECER QUE JESUS CRISTO É O SENHOR.

JUVENTUDE PENTESCOSTAL: SINAL DE PROFECIA.

JOVEM+ATITUDE=TRANSFORMAÇÃO.


quarta-feira, 12 de maio de 2010

APOCALIPSE: O ANTICRISTO.


Nós que já lemos em artigos, revistas, livros ou ouvimos através de programas sensacionalistas sobre a manifestação do anticristo, sabemos que inúmeras são as formas pelas quais os diversificados meios de leitura nos apresenta o surgimento do anticristo.
Uns dizem: “será assim” outros, “não, será dessa forma e em tal lugar” ainda outros que até citam nomes dizendo: “será o Papa, não, vai ser Osama, ou ainda, o Obama”, emfim, são tantos os imaginários, que uns se dizem fundamentados na Palavra outros dizem que só baseados nela. A verdade é que essa variedade de imaginação, acaba por prejudicar à credibilidade da própria Igreja Católica, ou ainda, na menor das hipóteses, fazer brotar dúvidas nas mentes menos informadas, suscetíveis ao erro de interpretação e conseqüentemente ao abandono da fé. Como já informado em postagem anterior, o fundamento principal deste veículo de comunicação, não é o de trazer a pedagogia do medo. Mas, a de mostrar que os sinais dos tempos se cumprem e que já iniciamos a contagem regressiva para os acontecimentos finais do fim dos dias, ao passo que vários destes sinais já se realizaram, enquanto que outros estão se realizando.

Nesta matéria, que compõe a segunda da série APOCALIPSE, buscaremos responder as principais dúvidas relacionadas as verdades sobre o anticristo. Que os escritos aqui expostos, não representam em sua totalidade, a interpretação deste blogueiro, mas, que também é fruto de muitas pesquisas, horas de leituras e estudos, relacionados à matéria, bem como, em caráter definitório, tendo sempre os ensinamentos e a posição final da Mater Ecclesiae, para, assim, não incorrer em erros interpretativos, corroborar a apostasia, e atrair o julgamento da Igreja, conforme nos orienta o Apóstolo Paulo.


Dessa forma, como o objetivo é a formação sobre o referido assunto, dividir-se-á a matéria, em três partes, iniciando-se com esta primeira parte, e mais duas postagens que serão publicadas posteriormente.


Anticristo - Aquele que receberá poder no tempo final. Pode significar tanto “Aquele que é contrário a Cristo (ao Messias)” como “Aquele que se coloca em lugar do Cristo”.¹
"Ele é o líder da última forma de domínio mundial gentílico, e deverá ser de origem gentia, isto é, não-judeu." (Apocalipse 13,1; 17,15). (Daniel 9,26-27).


Para Dom Estevão Bittercourt, que em um de seus artigos², analisa os textos dos Evangelhos, das Cartas de São Paulo e do Livro do Apocalipse, afirma: “Pode-se dizer, que não há base neotestamentária para se conceder tal personagem. Trata-se, antes, de uma noção rabínica, que entrou na tradição cristã, fundindo-se com figuras de literatura posterior a Cristo, especialmente com a expectativa romana do Nero redivivo: o Imperador, cruel como fora, o primeiro e típico perseguidor da Igreja, ressuscitaria no fim dos tempos, para seduzir os fiéis e ser definitivamente punido por Cristo”.

Abaixo segue o artigo publicado pelo renomado Teólogo e grande monge beneditino D. Flávio Estevão Bettencourt, incansável difusor da sabedoria cristã e defensor da Igreja Católica. , na “Revista Pergunte e Responderemos”, Nº 436, ano:1998.

Costuma impressionar os cristãos a perspectiva de um Anticristo ou um pujante Adversário de Cristo, que deverá manifestar-se no fim dos tempos. Todavia tal expectativa permanece obscura. Verifica-se que os textos bíblicos sobre os quais se apoia tal concepção, são suscetíveis de mais de uma interpretação. Redigidos em estilo apocalíptico, usam de muitas figuras literárias, entre as quais a personificação de conceitos abstratos e de realidades coletivas.Examinemos, pois, estas passagens bíblicas para compreender o que objetivamente significam.1. Os SinóticosNo se sermão escatológico diz Jesus:“Surgirão numerosos falsos profetas, os quais seduzirão muita gente” (Mt 24,11).“Surgirão falsos cristos (messias) e falsos profetas, os quais realizarão portentos e prodígios notáveis, de modo a seduzir, se fosse possível, até os escolhidos. Eis que de antemão vo-lo anuncio” (Mt 24, 24s).No sermão do Senhor, os falsos messias e profetas, sedutores dos últimos tempos, aparecem como verdadeira legião, mas legião acéfala; Jesus não menciona um chefe que possa ser dito “O ANTICRISTO”.Ainda é de notar que Jesus não fala de Anticristo(s), mas de pseudocristos, embora os falsários sejam inimigos (antitéticos) a Cristo; o termo técnico e clássico Anticristo se deve a época posterior, isto é, a S. João, que escreveu no fim do século I (cf. 1Jo 2, 18-22; 4,3; 2 Jo 7).Em conclusão : o Anticristo, no Evangelho, não aparece nem com este título nem sob a forma de indivíduo único. Não falta, porém, a predição de que, no fim dos tempos, adversários de Cristo surgirão, mais numerosos e astutos que nunca, usurpando o nome e os poderes do messias (= Cristo).2. Escritos joaneusS. João, nas suas epístolas, por quatro vezes menciona explicitamente o Anticristo, tanto no singular como no plural:“Filhinhos, esta é a última hora. Assim como ouvistes, vem um (não: o) Anticristo; já agora existe grande número de anticristos; é o que nos diz que esta é a última hora” (1 Jo 2,18);“Quem é o mentiroso senão aquele que nega que Jesus é o Cristo (Messias) ? Eis o Anticristo : aquele que nega o Pai e o Filho” (1 Jo 2,22);“Todo espírito que não confessa Jesus, não é de Deus; tal espírito, porém, é o do Anticristo, do qual ouvistes dizer que vem e que já agora está no mundo” (1 Jo 4,3).“Muitos sedutores apareceram no mundo, os quais não professam que Jesus Cristo se encarnou; ei-lo, o Sedutor e o Anticristo” (2Jo 7).A respeito destes textos, é de se notar que S. João, o primeiro escritor a usar da palavra Anticristo na literatura cristã,1 emprega este termo tanto no singular como no plural. Mesmo, porém, quando o toma no singular, atribui-lhe sentido coletivo, pois o aplica a todo e qualquer indivíduo que negue a Jesus Cristo, isto é, que deturpe o sentido ortodoxo da Encarnação; Anticristo, para S. João, é, pois, todo e qualquer herege. Suposto este conceito, assim se interpretaria a advertência do Apóstolo nos versículos acima citados: “Ouvistes dizer que vem um Anticristo ? Com efeito, a tradição judaica já vo-lo insinua ... Em verdade, porém, vos asseguro: desde que irromperam no mundo erros e heresias a respeito de Jesus Cristo, o Anticristo já fez sua aparição; e notai que não é um só, mas são muitos os Anticristos, são tantos quantos negam a messianidade de Jesus; na realidade, um Anticristo não é senão um negador do Cristo”.
No Apocalipse, S. João não fala explicitamente de Anticristo(s), mas apresenta duas figuras de Bestas, fantásticas, adversárias de Cristo ( (13, 1-8, 11-17); estas combatem na Terra contra a Igreja e, por fim, são projetadas no lugar de perdição. Portanto, a noção de Anticristo não é alheia ao Apocalipse; todavia, dois são aí os Anticristos. Mais ainda: conforme os melhores exegetas, eles significam duas coletividades, a saber: o poder político que em qualquer época seja contrário à Igreja, coisa que sempre existiu e existirá (ao menos em surtos periódicos); e o poder das falsas religiões ou filosofias que, também por todo o decorrer da história, travam luta contra a Verdade trazida por Cristo. As duas Bestas do Apocalipse realizam prodígios, suscitando a admiração dos homens, marcam com sinal próprio seus adoradores, blasfemam soberbamente etc., à semelhança do que se lê nos textos escatológicos do Evangelho e de S. Paulo. Todavia, o apocalipse não conhece o Anticristo individual.3.
As Cartas de São PauloS. Paulo propõe em 2Ts 2,3-10 a famosa descrição do Adversário e do Obstáculo que o detém. Esta passagem não menciona os muitos falsos profetas ocorrentes no Evangelho, e parece incutir a noção de um Inimigo individual, caracterizado como “Homem do pecado, Filho da perdição (homem destinado à ruína temporal e eterna), Adversário, Iníquo”, nomes que, de resto, não se conseguiram impor na tradição, mas cederam ao termo de S. João: Anticristo. A função do Iníquo será imitar o Cristo com o fito de O combater: arrogante e sacrílego, realizará milagres e far-se-á entronizar como Deus.Como entender a descrição de tal personagem ?Embora apresente muitos traços que favorecem a crença num Anticristo individual, ela pode ser interpretada na linha do Evangelho e de S. João acima reproduzida. Eis como então se explicaria o texto paulino:O Adversário, agente que atua pelo poder de Satanás (cf. v.9), parece ser contemporâneo a S. Paulo mesmo, pois o Apóstolo julgava que, em 51 da nossa era, ele só não se manifestaria em público, visto estar detido por um Obstáculo. Existia, pois, mas coibido e velado, pronto a se manifestar em toda a sua pujança; e este estado latente inegavelmente se protrai até os nossos dias, devendo mesmo prolongar-se até que seja removido o Obstáculo, ou seja, até os últimos tempos.
Na base desta verificação, julga-se que o Adversário “paulino” não pode ser um indivíduo humano, mas deve ser uma coletividade de inimigos que vem atravessando os séculos: “anticristos” se sucedem a “anticristos”, assumindo diversos tipos conforme as respectivos épocas em que vivem; Satanás; porém, é impedido de desenvolver por eles toda a malícia que intenciona; e tal estado de coisas durará até o fim dos tempos, quando, por permissão de Deus, se desencadeará todo o furor do Malígno e de seus agentes multiplicados.Mais ainda: verifica-se que o Adversário, assim entendido, há de ser identificado com o “Mistério da Iniqüidade” (outra expressão paulina que designa a coletividade das forças malignas”, mistério que também em 51 “já se achava em atividade” (cf. v.7). S. Paulo personificou o Mistério da iniqüidade, dando-lhe os títulos de “Adversário, Iníquo ...”; este proceder é muito habitual no estilo apocalíptico, que tende a representar coletividades como se fossem indivíduos: assim as duas Bestas de Ap 13 são o símbolo de todos os artifícios humanos (políticos e filosóficos) anticristãos; as duas testemunhas de Ap 11 significam o conjunto dos pregadores do Evangelho através dos séculos; o rei de Tiro, em Ez 28, designa a cidade capital e o reino de Tiro; o Faraó, em Ez 29-32, representa todo o Egito. E não há dúvida de que o texto apocalíptico de 2 Ts2, por muito original que pareça, na realidade repete expressões clássicas da literatura apocalíptica do Antigo Testamento, a ponto de poder ser considerado como um tecido de fórmulas proféticas ... tomadas de empréstimo. 1 De resto, o Apóstolo, ao expor suas idéias, comprazia-se em atribuir a um indivíduo o que ele reconhecia convir a muitos; cf. 1Cor 4,6. Em favor da identificação do Iníquo (sujeito masculino) com o Mistério da Iniqüidade (sujeito neutro, em grego) aponta-se ainda o fato de que o Apóstolo, do outro lado, designa o Obstáculo igualmente sob a forma masculina (= Aquele que detém, v.7) e sob a forma neutra (= Aquilo que detém, v.6).
Há, pois, entre as duas forças que se opõem, um paralelismo de designações; isto insinua que, assim como o Obstáculo já era contemporâneo a S. Paulo e ainda perdura, assim também o Adversário, o Iníquo, existe desde o início do Cristianismo e ainda aguarda, latente, o tempo de sua parusia. Donde mais uma vez se conclui que o Anticristo há de ser uma coletividade, e não um indivíduo.Acrescentam, porém, os autores que a concepção coletiva não exclui que no fim dos tempos tenha o poder maligno seu expoente máximo nas atividades de um homem, o qual será como que a “encarnação” de todos os artifícios da iniqüidade. Não se restrinja, porém, o conceito de Anticristo a este indivíduo. Origem de um “Anticristo individual”A idéia de um Anticristo individual parece ter origem não nas Escrituras do Novo Testamento, mas na tradição judaica. Não há dúvida de que os israelitas, nos últimos séculos antes de Cristo, tendiam a dar sentido literal às descrições muito figuradas de Ez 27; 38s; Dn 11; a partir do séc. II a.C., inseriam sempre nas suas cenas apocalípticas a imagem sinistra de um indivíduo que recapitularia em si todo o poderio do mal. Ademais, aconteceu que em 63 a.C. o general romano Pompeu se apoderou de Jerusalém e profanou o Templo de Javé, reduzindo os traços do grande Adversário, o Profanador, que já cem anos antes fora Antíoco Epifanes (175-164 a.C.). ora, a figura de Pompeu, sobrepondo-se à de Antíoco, veio corroborar, na mente dos judeus, a idéia do Homem Iníquo, perseguidor no fim dos tempos; os salmos ditos de Salomão, apócrifo provavelmente escrito na época do general romano, aludem a Pompeu como sendo o Pecador (2,1), o Dragão soberbo (2, 29), o Impio (17,13). Pois bem; é na linha desta tradição judaica que se situa o texto de S. Paulo, 2Ts 2: o Apóstolo não fez senão repetir os traços literários do grande Perseguidor e Sedutor, sem, por isto, exigir para as suas palavras a interpretação estritamente literal que as fontes judaicas, utilizadas pelo Apóstolo, não pedem; o que Paulo certamente queria incutir é que, nos últimos tempos, a mais violenta das perseguições será desencadeada sobre o povo de Deus, consoante o que claramente dizem os escritos escatológicos do Antigo Testamento (cf. Ez 38s; Jl 4,1-13; Zc 12, 1-10). Quanto a S. João, ele alude, como acima foi dito, à expectativa judaica de um Perseguidor (Anticristo); corrige-a, porém, pela afirmação de que o Anticristo já veio e é múltiplo, pois múltiplos são os hereges que aparecem.Entre os cristãos subseqüentes, os traços do Perseguidor, a crença no Anticristo individual, se pautaram sobre figuras da história e da literatura posterior a Cristo; não raro a concepção se fundia com a expectativa romana do Nero redivido: o Imperador matricida, o primeiro e típico Perseguidor da Igreja, ressuscitaria no fim dos tempos, para seduzir os fiéis e ser definitivamente punido por Cristo. Assim ainda pensavam contemporâneos de S. Agostinho (+ 430) e Sulpício Severo (+ cerca de 420).1Seria descabido enunciar outras tentativas feitas pelos autores cristãos para descrever o Anticristo futuro ou identificá-lo no decorrer da história; esses esforços foram por vezes demasiado arbitrários. Retenha-se apenas que o caráter individual ou coletivo do Anticristo não modifica as concepções gerais da escatologia cristã; aos católicos fica a liberdade de optar por uma ou outra opinião. A Igreja recomenda principalmente sobriedade nas elucubrações atinentes a este assunto.¹ O termo composto pode significar tanto “Aquele que é contrário a Cristo (ao Messias)” como “Aquele que se coloca em lugar do Cristo”. Praticamente não há muita diferença entre estes dois sentidos¹. As figuras bíblicas a que S. Paulo alude, são principalmente Antíoco Epifanes; o rei de Tiro, e Gog, rei de Magog. A respeito de Antíoco, ímpio perseguidor da verdadeira fé no séc. II a.C., escreve Daniel:“O rei procederá como bem quiser, elevar-se-á a exaltar-se-á acima de todo deus; contra o Deus dos deuses dirá coisas monstruosas, e será bem sucedido, até que a cólera chegue ao auge, pois o que foi decretado se cumprirá” (Dn 11,36: cf. 7,25; 9,27). Ao rei de Tiro, personificação do reino de Tiro, escreve Ezequiel em nome de Deus: “Teu coração se exaltou e disseste: “Sou um deus, ocupo um trono de deus no coração dos mares”. Na verdade, porém, és um homem e não Deus; não obstante, queres ter um coração semelhante ao coração de um deus” (Ez 28,2).Semelhante tipo ímpio é o do rei tirânico da Babilônia apresentado em Is 14,13s. Gog, rei de Magog, é personagem desconhecido na história, mero símbolo literário. Ezequiel, nos capítulos 38s, o introduz como o chefe do exército dos inimigos de Deus, que no fim dos tempos fará uma incursão devastadora sobre o povo de Deus. Em sua soberba , e apesar do seu aparato pomposo, Gog, com seus súditos, será exterminado pelo Senhor Deus.Os nomes “Iníquo, Homem do Pecado ou da Iniquidade” podem Ter sido sugeridos a S. Paulo por Sl 89, 23; 94,20.1 Cf. S. Agostinho, De civitate Del 20,19:“Julgam que, ao dizer: Já agora está ativo o mistério da iniqüidade, o Apóstolo tinha em vista Nero, cujos feitos pareciam ser os do Anticristo. Donde não poucos suspeitam que Nero há de ressuscitar e ser o Anticristo. Alguns, porém, crêem que Nero não foi morto, mas, sim, arrebatado, de sorte a ser tido por morto; permanece vivo no vigor da Idade que tinha quando o deram por extinto; ficará oculto até ser revelado no tempo devido e restabelecido no trono. A mim tanta presunção por parte dos que conjeturam, causa grande surpresa”.Eis o testemunho de Sulpício Severo:“Crê-se que, embora se tenha traspassado com uma espada, (Nero) foi curado de sua chaga e conservado em vida, conforme o que dele está escrito: A sua chaga mortal foi curada (Ap 13,3); no fim dos tempos há de ser lançado (no mundo) para consumar o mistério da iniquidade” (Hist. Sacr. 2,29).
Fonte: Revista “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”D. Estevão Bettencourt, osb. Nº 436 – Ano: 1998 – pág. 411

segunda-feira, 10 de maio de 2010

O ANTICRISTO.


ANTES DA POSTAGEM SOBRE O ANTICRISTO, 2ª PARTE DA SÉRIE APOCALIPSE, E COMO O OBJETIVO NÃO É TRAZER A PEDAGOGIA DO MEDO, MAS, SIM DE ALERTAR SOBRE OS FATOS QUE ANTECEDEM O FIM DOS DIAS, O BLOG APRESENTA UMA REFLEXÃO SOBRE: O MUNDO ESTÁ PRONTO PARA O ANTICRISTO?. ARTIGO PUBLICADO POR DOM LOURENÇO FLEICHMAN - OSB, PUBLICADO NO SITE www.capela.org.br.




O mundo está pronto?
Dom Lourenço Fleichman OSB

Se viver mergulhado no mundo não leva ninguém para o inferno, pergunto: porque a porta do céu é tão estreita?
Porque N. Senhor insiste com essa idéia, ao dizer que é mais fácil um camelo entrar no fundo de uma agulha do que um rico entrar no céu? É claro que não se trata aqui, apenas de um homem que possui muitos bens. Rico é aquele apegado às coisas, aos bens materiais, ao conforto, ao mundo. Um homem que centraliza sua vida nas coisas desse mundo. Fica, de fato, quase impossível entrar no céu carregado de tantos apegos, vaidades, orgulhos e vícios.
Do seu lado, os santos insistem sempre: levem uma vida piedosa; o católico deve guardar sua vista, seus sentidos para evitar todo pecado; vivam com modéstia, na castidade.

Não é bem esta a prática atual, onde os católicos não diferem em nada dos mundanos. Assistem aos mesmos programas de televisão, freqüentam os mesmos shows, as mesmas festas; gastam seu dinheiro no mesmo comércio anunciado pela mídia: Natal com Papai Noel, Páscoa com ovos e coelhinhos, e essa gama impressionante de festas inventadas para ocupar o lugar das tradicionais festas religiosas e dos santos: dia das mães, dia dos pais, dia dos namorados, dia da criança, dia do zumbi, dia do black power, dia das bruxas... Quando acabaram com os feriados nos dias santos de guarda, diziam que atrapalhava o trabalho. Como mentem! Mentem e manipulam as cabeças de todos, mesmo daqueles que lêem jornais cults todos os dias e compram o "Código da Vinci". Grandes culturas! São porquinhos mansos indo pelo curral em direção à morte. E não percebem nada.

Naquele tempo se praticava virtudes

Houve época em que o mundo se pautava pela prática das virtudes. Que o homem fosse católico ou não, o critério de sua vida seria o mesmo: cada qual trabalhava para ser reconhecido pela sociedade como pessoa honesta, honrada, homem de palavra, fiel. Virtudes como a coragem, a castidade, a piedade estava na pauta do dia. Se era católico, praticava essas virtudes voltadas para a vida eterna, virtudes sobrenaturais. Se não era católico, praticava essas mesmas virtudes sem a marca divina, eram as virtudes naturais. Não diferem em si das primeiras, apenas nessa qualidade divina que dá à virtude sobrenatural uma nova força, vinda de Deus, que conduz o homem ao seu fim último, em Deus. Que ele fosse um médico ou um jurista, soldado ou quitandeiro, dono de terras ou colono, todos se gabavam de dar a seus filhos a boa educação, de corrigir seus filhos malcriados, de ensinar aos filhos a prática das virtudes. Qual o pai que não se orgulhava de ver sua filha prendada tomar bom marido, recomeçando assim o ciclo virtuoso da família decente? Não eram santos, por certo. Mas quando pecavam ficavam com a consciência culpada diante de Deus e tinham medo de serem mal-vistos na sociedade.
O drama que estamos vivendo vem do fato de que o mundo atual não se pauta por estes critérios de vida. Homens "iluminados" introduziram um novo eixo no pensamento da humanidade. Este novo eixo levou Gustavo Corção a entender o mundo moderno como "antropo-excêntrico", ou seja, um mundo que trocou o seu eixo
[1].

Hoje se pratica a liberdade

O pólo desarticulador do mundo veio da falsificação da liberdade. A prática da virtude passou a ser vista como obstáculo à liberdade. No pensamento greco-católico, a liberdade é uma faculdade do espírito inteligente que o faz mover-se para o bem por um movimento interior da própria pessoa, e não empurrada por alguma outra força. Ora, só existe verdadeira liberdade quando nos inclinamos para o bem. Quando os homens passam a ensinar que a inclinação para o mal também é válida, estabelecem as bases para uma nova civilização: o mundo sem Deus, o mundo sem virtudes, sem piedade.
O resultado é catastrófico. Nada ficou de pé na nova civilização. Não somente a Igreja Católica foi alijada de qualquer influência no pensamento moderno
[2], como a simples prática das virtudes naturais perdeu qualquer respaldo. Se perguntarmos como vivem os homens deste nosso século, logo teremos uma lista das novas atitudes:
- o reino do sexo livre, sem qualquer tipo de limite tanto pela natureza quanto pela cultura. Forma-se uma pressão sobre todos para que se acostumem a romper com os limites da própria consciência. Esta pressão vem pelos programas de televisão, pelos filmes, pela presença constante diante dos olhos, de imagens sensuais espalhadas pelas cidades. É um dado positivo (no sentido de afirmativo) que vem somar a uma impressionante propaganda negativa que há décadas faz uma verdadeira lavagem cerebral, convencendo a todos que a castidade seria uma doença.
- o reino do erro livre, onde todos têm razão e ninguém é dono da verdade porque expulsaram a verdade. Expulsaram das suas vidas a autoridade divina, pois todas as religiões passam a se valer; expulsaram a autoridade paterna, pois um pai não pode mais corrigir seu filho, educá-lo na prática das virtudes condenando seus erros. O mundo onde cada qual constrói sua própria verdade é um mundo esquizofrênico. Como a inteligência humana se alimenta da verdade dos objetos que conhece, entra em colapso quando é forçada a criar verdades de dentro para fora, sua própria consciência passando a dar vida às coisas, o que é propriamente “tornar-se como deuses”.
[3]
- o reino da desonestidade livre, pois é evidente que não cabe no mundo tantas verdades individuais opondo-se umas às outras. Por isso o colapso da verdade gera o ódio, a guerra, inimizades. Não pensem que algum tipo de governo ou de partido poderá escapar da corrupção. Ela é endêmica, faz parte essencial da vida onde a liberdade é deusa. Lá onde a verdade movia os homens ao amor, temos hoje o erro movendo os homens ao ódio. Na política como dentro das empresas, nas famílias como no mundo jurídico.
- o reino da infidelidade livre, pois a falsa noção de verdade e o falso amor geram uma relação social evolutiva, chacoalhante, em constante movimento. Nada fica de pé, nada tem aparência de duração, de solidez, de eternidade. Neste mundo não há lugar para a família. Por isso podemos dizer que o Divórcio foi a bomba de retardo lançada no mundo todo, que detonou a seu tempo sobre os alicerces da família, base da antiga sociedade.
Tudo isso está invadindo as casas há mais de cinqüenta anos, sem que os católicos reajam. O liberalismo já tinha minado as bases da família. Poderíamos dizer que o liberalismo fez o trabalho de sapa e a liberdade enlouquecida fez o trabalho de restauração da casa destruída, com novas bases. O pior de tudo não é o mundo ser assim; o pior é ver os católicos vivendo no meio disto sem enxergar; cegos, surdos, sem forças, marionetes burrificadas por cinqüenta anos de estupidez televisiva.
Na formação deste impressionante “Reino” do mal, algumas armas foram usadas de modo mais constante:
- a imagem, essa rainha da falsidade que escraviza a nossa imaginação, marca, fere, choca, tirando dela toda reação possível. (
Leia mais sobre este tema)- o som, que trouxe ao mundo vários tipos de música que simplesmente destrói na alma qualquer capacidade de raciocínio, de concentração.- a ocupação, escravizando o homem numa avalanche de preocupações, de trabalhos, de excitações que o obriga a estar 24 horas por dia "ligado" na coisa material. Ao mesmo tempo, através de décadas de mentiras, arrancaram a mulher do seu trabalho materno, do seu lar, onde sua presença era a maior garantia da boa educação dos filhos.- a diversão, que vem preencher o resto de tempo que os pobre-coitados ainda poderiam dispor: agora é hora de malhar, de correr, de praticar esportes cada dia mais exigentes. E tem o show alucinante, a festa que termina pela manhã, a praia, a viagem, o carnaval.
Pobre gente. Já não conseguem entender as coisas mais banais. Já não percebem que os frutos dessa nova civilização já estão estabelecidos como práticas consagradas:
- o aborto que mata a criança inocente, contraponto dos famigerados "estatutos" da criança que protege o marginal de baixa idade.
- a eutanásia, que é o aborto dos velhos, tão indesejados pelo "custo" quanto os filhos. Temos como exemplo gritante desta prática
o assassinato de Terri Schiavo no início de 2005, executada pela fome e pela sede com carimbos dos juizes e da polícia.
- o casamento homossexual, que choca a natureza, contraponto das vantagens que a lei outorga aos concubinatos. Chegamos ao ponto mais baixo na destruição da sociedade.
- vários detalhes da chamada bio-(sem)ética, onde homens levam o delírio até experimentos com genética humana, verdadeiros alucinados brincando de Deus. Seria o caso de perguntarmos: porque querem matar as crianças inocentes e, ao mesmo tempo, gerar artificialmente seres humanos? Não podemos deixar de incluir aqui a aberração dos embriões congelados que ninguém quer, seres humanos que sofrem sem piedade e que serão destruídos cruelmente.
Em todos esses exemplos a família aparece destruída. Já não é mais a base da sociedade. Os homens que construíram isto que está aí detestam a família, odeiam qualquer cheiro de tradição familiar, de fidelidade conjugal, de casa cheia de crianças.
Ora, se esses são os critérios e as práticas da nova civilização anti-cristã, então somos obrigados a constatar: o mundo está pronto para o Anti-Cristo!

O mundo está pronto para o Anti-Cristo ?

Sempre me pareceu impressionante a facilidade com que a humanidade segue apaixonadamente o Anti-Cristo, que é uma das bestas, no relato divino do Apocalipse.
[4] Dizia-me: como pode ser que os homens se entreguem a uma vida completamente enganadora e destruidora de tudo? Hoje ficou mais claro para mim. E muito me impressionou ao encontrar no Pe. Castellani, grande pensador argentino, uma descrição feita em 1953 disso tudo que só hoje estamos vivendo:
“...
porque o Homem do Pecado tolerará e se aproveitará de um cristianismo adulterado...Imporá por todas as partes o reino da iniqüidade e da mentira, o governo puramente exterior e tirânico, a “Liberdade” desenfreada dos prazeres e diversões, a exploração do homem; e seu modo de proceder hipócrita e sem misericórdia. Haverá em seu Reino uma estrondosa alegria falsa e exterior, cobrindo o mais profundo desespero.Em seu tempo acontecerão os mais estranhos distúrbios cósmicos, como se os elementos se houvessem revoltado. A humanidade estará numa grande expectativa e reinará grande confusão e dissipação entre os homens. Rompidos os laços de família, de amizade, de lealdade e bom relacionamento, os homens não poderão confiar em ninguém, e correrá no mundo como um tremor frio, um universal e ímpio “salve-se quem puder”. Será atropelado o que há de mais sagrado e nenhuma palavra terá mais fé, nem pacto algum terá vigor, senão pela força. A caridade heróica de alguns fiéis, transformada em amizade até a morte, manterá no mundo ilhotas de fé; porém mesmo ali, ela estará continuamente ameaçada pela traição e pela espionagem. Ser virtuoso será um castigo em si mesmo e como uma espécie de suicídio”.[5]
Parece-me evidente que os processos políticos atuais geraram um mundo sem lideranças. Não há verdadeira liderança nos atuais países porque todo o jogo político local obedece a ordens que não entendemos nem ouvimos. E não há, também, uma liderança mundial, porque o lugar ainda está vago. É o lugar dele, do Anti-Cristo. Quando este homem do pecado determinar que chegou a hora de aparecer, será certamente ovacionado por toda a humanidade, pois falará a mesma linguagem, terá o mesmo pensamento de todos, sobre tudo isso que citei acima. Sua ideologia, sua política, sua ciência, tudo corresponderá ao que os homens pensam e praticam já hoje. Por isso podemos dizer sem medo de errar. O mundo está pronto.
Não estou aqui a dizer que o fim do mundo está próximo, ou que o Anti-Cristo seja tal ou tal pessoa. O que me interessa nestas linhas é que os verdadeiros católicos tenham consciência do perigo que correm se mergulharem no mundo. Se acharem que podem viver com estes critérios que lhes são impostos, correm o grave risco de serem enganados pelo grande líder, quando este chegar. Algumas pessoas poderiam objetar que podemos conviver com todos e permanecermos católicos. Mas eu os alerto para essa diferença radical entre o mundo de hoje e o mundo de cinqüenta anos atrás: lá, no final da civilização cristã, ainda era possível viver assim porque os homens tinham aquele critério da prática das virtudes, para suas próprias vidas e para os seus filhos. Mas hoje já não é assim. Portanto, estejam armados, de espada em punho, pois aquele que não combater, que não desviar seu pensamento das falsas idéias, que não fugir das práticas absurdas, blasfematórias, ultrajantes para Deus e sua Igreja, pode enredar-se na fina malha que já foi lançada sobre os homens e que os arrasta para o reino do Anti-Cristo, que não é outro que o reino das trevas. Está na hora de reler algumas páginas dos santos e doutores da Igreja:
“
Estas são as marcas da vinda do Anti-Cristo:Quando os velhos não tiverem nem bom senso nem prudência,Quando os cristãos estiverem sem fé,Quando o povo estiver sem amor,Quando os ricos forem sem misericórdia.Quando os jovens não tiverem respeito,Quando os pobres forem sem humildade,Quando as mulheres tiverem perdido o pudor,Quando, no casamento, não houver mais continência,Quando os clérigos forem sem honra e sem santidade,Quando os religiosos não tiverem verdade nem austeridade,Quando os bispos não se inquietarem de sua administração e não tiverem piedade,Quando os mestres da terra não tiverem misericórdia nem liberdade”.[6]
E o Padre Emmanuel, grande espiritual do sec. XIX:
“Apresentar-se-á como cheio de respeito pela liberdade dos cultos, uma das máximas e uma das mentiras da besta revolucionária. Dirá aos budistas que é um Buda; aos muçulmanos, que Maomé é um grande profeta... Talvez até irá dizer, em sua hipocrisia, como Herodes seu precursor, que quer adorar Jesus Cristo. Mas isso não passará de uma zombaria amarga. Malditos os cristãos que suportam sem indignação que seu adorável Salvador seja posto lado a lado com Buda e Maomé em não sei que panteon de falsos deuses”[7]
Impotentes que somos diante de tal situação, só podemos olhar para a Virgem Maria, para seu Coração Imaculado, e suplicar a ela que nos proteja contra toda influência do maligno. Que nos dê a mão, que nos acolha em seu Coração. É preciso fincar o pé, recusar ser arrastado como um cordeirinho para a destruição de nossa personalidade, de nossa fé, de nosso espírito. É preciso ler, estudar, conhecer a verdade objetiva, clara, de Deus, do mundo, do pensamento. É preciso amar. Amar na ordem da Caridade, ou seja, amar como Deus nos ordena, praticando os mandamentos, cumprindo nosso dever. E nossos deveres são de três ordens: para com Deus, para nós mesmos, para com o próximo.
É preciso, com toda urgência, praticar a devoção reparadora dos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria. Fazer os Primeiros sábados do mês, rezar o Terço todos os dias, para que, ao chegar o Anti-Cristo, estejamos recolhidos e protegidos por nossa Mãe do Céu. Com a espada em punho, lançaremos contra o rosto tenebroso do homem do pecado o grito de Viva Cristo Rei! Imaculado Coração de Maria, salvai-nos! E Jesus Cristo o vencerá “com o sopro da sua boca”.
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[1] Corção, Gustavo, Dois Amores, Duas Cidades, Agir, 1967, Tomo II, parte 3 – A civilização do Homem-Exterior.
[2] Diga-se de passagem que o Concílio Vaticano II amordaçou a Igreja, retirando o último obstáculo para conter a avalanche.
[3] Foi a primeira mentira proferida na face da terra, do demônio a Eva. “Sereis como deuses” se desobedecerem a Deus.
[4] “E toda a terra, cheia de admiração, seguiu a besta” (Apoc. XIII, 3
[5] Castellani, Leonardo, Los Papeles de Benjamin Benavides, Buenos Aires, 1953, Caderno 4, cap. 2.
[6] São Boaventura
[7] Pe. Emmanuel-André, O drama do fim dos tempos, Revista Permanência 198-199.

domingo, 9 de maio de 2010

CATÓLICOS, VOLTEM PARA CASA.

O que há por trás do sucesso da campanha “Católicos, voltem para casa"?
Uma reflexão do seu fundador, Tom Peterson
Por Andrea Kirk Assaf

ROMA, quinta-feira, 6 de Maio de 2010 (ZENIT.org). Graças à campanha Catholics come home, (Católicos, voltem para casa) fundada pelo americano Tom Peterson, mais de 200.000 mil pessoas nos Estados Unidos, entre ateus, ex-católicos e católicos não-praticantes, decidiram voltar ao seio da Igreja para viver e testemunhar a fé católica.
Por meio de publicidade em diferentes canais de televisão nos Estados Unidos e da página de internet
http://www.catholicscomehome.org/, também com versão em espanhol, http://www.catolicosregresen.org, dezenas de milhares de pessoas puderam se encontrar com uma mensagem que convida a descobrir a essência do Catolicismo, seu alcance ao longo da história, como também com a felicidade que representa para milhões de crentes ao redor do mundo de viver a fé Católica.
Tom Peterson participou semana passada do VII Seminário Profissional para os Gabinetes de Comunicação da Igreja, realizado na Universidade de Santa Croce, em Roma, no qual falou sobre esta campanha nos Estados Unidos.

A história desta iniciativa

Em conversa com ZENIT, Peterson contou que tudo começou 13 anos atrás quando foi a um retiro espiritual que mudou sua vida. Embora católico praticante, admite que ele teve outras prioridades antes da vivência da fé. Como resolução neste retiro, ele quis freqüentar mais os sacramentos, assistir à Missa diária e tornar-se mais íntimo das Sagradas Escritas.
Então, ele disse que tinha dois sonhos: um com um bebê que estava sendo sufocado com um travesseiro e outro com a promoção de anúncios para a evangelização católica. "Ambos os sonhos puderam agora tornar-se realidade: meios virtuais e nosso apostolado a favor de vida", conta Peterson.
Em 1997, ele recebeu uma ligação da diocese de Phoenix (Arizona): "Disseram-me: O Santo Papa João Paulo II, para a nova evangelização, quis convidar católicos inativos a voltarem à Igreja para o Jubileu. Você poderia nos ajudar?", conta Peterson.
A este chamado respondeu prontamente. Compreendeu que se tratava do sonho tornando-se realidade e do chamado recebido no retiro: "para usar os talentos que Deus me deu, não para meu próprio benefício, mas para a Igreja". Assim começou Catholics come home.
Começaram a colocar no ar os primeiros anúncios de propaganda e, uma semana meia depois, 3.000 pessoas voltaram à Igreja. Deste modo, Peterson percebeu que deveria dedicar mais horas a esta campanha: "criamos um apostolado leigo de tempo integral, dando cumprimento ao Ensino da Igreja", disse a ZENIT.
Procuraram assessores de todos os tipos: "muitos clérigos, peritos em negócios, teólogos leigos, conhecidos autores católicos, famosos, conferencistas que nos aconselharam e nos ajudaram a ficarmos seguros de que nossa publicidade teria algo a ensinar", observou Peterson.
Projetaram, assim, anúncios de três tipos, em que eles promoviam a fé católica deste modo: os chamados Épicos "que mostram a universalidade da Igreja no mundo", disse Peterson; advertências em filmes que "convidam as pessoas a aprofundarem-se na relação com Jesus e que falam da Divina Misericórdia", e outros testemunhos de pessoas que estavam afastadas e voltaram à Igreja Católica.

Uma campanha que muda vidas

São muitas as histórias de pessoas que se converteram ou que se aproximaram da fé católica e das quais Peterson foi testemunha. Em diálogo com ZENIT, compartilhou a história de algumas delas. O primeiro é um jovem chamado Harrison.
"Ele se inscreveu em uma universidade protestante, mas não se aprofundou muito nesta fé; quando visitou nossa página disse: - Isto é exatamente o que eu buscava -. Um ano depois retornou ao Catolicismo e agora se inscreveu na universidade católica Ave Maria, na Flórida", disse o fundador de Católicos, voltem para casa.
Tom Peterson também contou a história de um homem chamado Adrian que mora no Colorado: "Ele nasceu em uma família católica, mas não cresceu nesta fé. Ele deixou a crença e transformou-se em ateu".
"Sua esposa e seus filhos também o eram" disse Peterson. Quando Adrian visitou a página da internet desta campanha, ele quis ver um dos anúncios Épicos. "Ele viu a história, a espiritualidade e os alcances da Igreja Católica e viu que tudo isso fez sentido", assegura Tom. Adrian voltou à Igreja Católica. Sua esposa e seus filhos também se tornaram católicos.
De acordo com as estatísticas, cerca de um milhão de pessoas de 80 países diferentes têm acessado a página desta campanha. "Nós normalmente esperamos que visitem estes anúncios pessoas, por exemplo, da Itália ou Irlanda, porque estes são países católicos, mas nos veem pessoas do Qatar - península arábica - ou de outros países tradicionalmente não-católicos, eu acho isto milagroso", diz Peterson.
Enquanto as mensagens de televisão são transmitidas normalmente durante seis semanas em certa diocese, Peterson contou que, no momento, têm em inglês aproximadamente 25 anúncios diferentes. As campanhas são intensificadas em tempos como Advento, Natal e Quaresma.
"Há muitas discussões das pessoas que, por exemplo, falam nos salões de beleza, nos bares, nos ambientes de trabalho; todo mundo tem que ter visto um dos anúncios de Catholics come home e eles falam disto", diz Peterson.
Quem trabalha tem realizado estudos com grupos focados no impacto destas mensagens: Eles investigam a percepção da Igreja antes e depois de ver o comercial. 76% desses entrevistados acreditam que a mensagem é muito positiva e 53% asseguram que eles considerariam voltar à fé católica depois de ver estes anúncios.

Uma campanha que cresce a cada dia

Assessores e técnicos atualizam constantemente a página da internet. Eles procuram ser mais interativos e implementar uma tecnologia cada vez melhor. Também adaptar e enriquecer os ensinos desta campanha: "Por exemplo, temas sobre a infertilidade, métodos de contracepção, o aborto e a vida, matrimônio e família, anulações matrimoniais, entre outros tópicos", diz Peterson.
Eles também estão trabalhando na implementação da página da internet em espanhol e nas mensagens em polonês. Não só traduzindo o material, mas adaptando-o às respectivas culturas.
Deste modo, Peterson está convencido de vivenciar, cada vez mais, os ensinamentos de João Paulo II na exortação apostólica pós sinodal Christi Fidelis Laici: "Quando nós combinamos o conhecimento e a experiência com os talentos que Deus nos deu em um mundo secular, com a fé e a oração e nos permitindo guiar pelo Espírito Santo, nascem frutos milagrosos como este tipo de apostolado e estes resultados", conclui Peterson.

Fonte: zenit.org