segunda-feira, 28 de agosto de 2017

POR QUE A DEPRESSÃO ENTRE ADOLESCENTES ESTÁ CRESCENDO?

Um alerta particular para um fenômeno registrado especialmente entre as meninas

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Sarah, uma mãe que eu conheço, preocupa-se com o uso constante do celular pela filha adolescente. “Ela parece tão distante, mesmo que estejamos na mesma casa. Ela está sempre em seu telefone, em um mundo do qual eu não sou parte. Eu não sei como me conectar com minha própria filha”.
Isso soa familiar? Conectar-se com um filho(a) adolescente sempre foi um desafio, mas não há dúvida de que os smartphones e as mídias sociais têm adicionado obstáculos extras. E com as taxas de depressão subindo em adolescentes nos últimos 10 anos, especialmente entre as meninas, a necessidade de pais se conectarem com seus filhos é mais importante do que nunca.
Em apenas 10 anos, a depressão em adolescentes aumentou significativamente – e as taxas para as meninas já atingiram números historicamente altos. Acompanhando os indivíduos do estudo durante um período de 12 meses, viu-se que a depressão aumentou entre as meninas de cerca de 13 por cento em 2005 para cerca de 17 por cento em 2014. O aumento foi muito menor entre os meninos, passando de cerca de 4 por cento em 2005 para cerca de 6 por cento em 2014.
E isso exclui fatores de risco, como status econômico familiar e abuso de substâncias. O estudo de Johns Hopkins não identificou com êxito outros fatores de risco que possivelmente poderiam explicar este aumento acentuado da depressão, mas os autores sugeriram um potencial vínculo com a tecnologia e uso de mídia social, particularmente entre as meninas adolescentes. Os adolescentes de hoje estão mais tecnologicamente conectados do que nunca, passando cada vez mais tempo se comunicando com colegas através de mensagens de texto, mídias sociais e aplicativos de mensagens instantâneas. E qual gênero relata maior uso de mídias sociais visualmente orientadas – como Instagram e Snapchat? As meninas.
“A tecnologia e as mídias sociais enviam lembretes constantes de como você deve olhar, falar e se vestir”, diz a psicóloga de crianças e adolescentes Marion Wallace, professora assistente da Faculdade de Medicina da Universidade do Alabama. “Há um padrão não dito, um que não é realista e pouco saudável”. Wallace diz que esses lembretes constantes podem levar a sentimentos de inadequação e desesperança em meninas adolescentes. “Ajudar nossas meninas a conceituar seu valor em domínios fora da atração física é o primeiro passo no desenvolvimento de alta-estima estável e combate à depressão”.
Nessa cultura hiperconectada e saturada de mídia, a distração pode se tornar uma técnica de enfrentamento fácil durante períodos de estresse. Embora isso possa ajudar as meninas a se sentirem melhores e menos tensas no momento, em última análise não abordam a causa do estresse e da depressão.
Mas não jogue fora os dispositivos móveis de seu adolescente. Integrar essas pequenas, mas poderosas dicas pode ser um grande passo para ensinar sua filha como equilibrar a tecnologia e bem-estar mental.
  1. Ter tempo com a família sem tecnologia
Os pais devem modelar comportamentos saudáveis ​​para saber como interagir e se comunicar. Isso significa desconectar e conectar autenticamente face a face. Pode ser simples como uma política de ficar sem celular na hora do jantar. Claro, pode parecer simples, mas atividades familiares foram infiltradas por dispositivos eletrônicos. As crianças aprendem a se comunicar, interagir e expressar seus pensamentos e sentimentos observando seus pais. Esta aprendizagem não para nos anos da adolescência. Implementar um tempo livre de tecnologia também abre a porta para adolescentes revelar pensamentos e sentimentos que não podem oferecer de outra forma. O que importa é estabelecer um limite e aderir a ele.
  1. Incentivar limites pessoais para o uso da tecnologia
Converse com seu filho sobre a importância de estabelecer seus próprios limites no uso da tecnologia. Incentive-o a monitorar seu estado de ânimo e nível de estresse enquanto estiver usando a tecnologia – e para reconhecer se ele precisa fazer uma pausa. Este tipo de monitoramento irá facilitar a consciência do seu adolescente de potenciais influências negativas da tecnologia. Também permite oportunidades para a prática de prudência, autorregulação e reflexão. Convide-o a apresentar um limite de tempo razoável para o uso da tecnologia ao longo do dia.
  1. Ensine expectativas saudáveis ​​para o uso de mídia social
Não deixe que as mídias sociais se tornem uma parte excessivamente importante da identidade do adolescente. A prática da comparação pode influenciar como os adolescentes interpretam as mensagens da mídia, que são conhecidas por influenciar fatores como a imagem corporal. Explique como as mídias sociais mostram esmagadoramente uma imagem distorcida de uma pessoa que nem sempre é baseada na realidade. Discutir a importância da moderação ao usar as mídias sociais como uma ferramenta de comunicação, enfatizando os aspectos positivos e negativos de seu uso. A mídia social pode ser uma ótima maneira para o adolescente ficar conectado com seus amigos, compartilhando experiências, pensamentos e sentimentos. Mas mídia social deve sempre ser usada como uma forma de complementar – não substituir – relações. Incentive seu filho adolescente a continuar gastando tempo de qualidade com as pessoas, como seus amigos e participar regularmente em atividades que promovam o autocrescimento positivo, como um retiro espiritual.
  1. Ensine estratégias saudáveis ​​de administração do estresse
Praticar técnicas de atenção simples também pode ajudar os adolescentes a enfrentar o estresse das mídias sociais, reconhecendo a diferença entre informações e coisas pessoais. Incentivar o adolescente a exercitar regularmente as técnicas de atenção plena – como concentrar-se na experiência física da respiração, relaxamento muscular progressivo ou participar da oração – pode orientar a atenção para longe de pensamentos negativos e preocupações, aumentar a tolerância para sentimentos desconfortáveis ​​e ajudar o adolescente a ficar focado no presente.
  1. Olhe para mudanças de comportamento e procure ajuda
Se você notar que seu filho(a) parece mais irritado ou triste do que o habitual, afastado, desinteressado em socializar, tem mudanças nos padrões de sono ou apetite, ou qualquer outra mudança de comportamento importante, não hesite em conversar com ele sobre isso. Mostre diretamente estas preocupações ao seu adolescente, e converse com seu médico ou um profissional licenciado da saúde mental. Existem muitos grandes tratamentos para a depressão, e ajuda profissional pode prevenir a escalada dos sintomas.
Tente estas dicas em casa e lembre-se de manter abertas as linhas de comunicação com o adolescente.




Nicole Zelli, PhD

domingo, 27 de agosto de 2017

21º DOMINGO DO TEMPO COMUM - A ADMINISTRAÇÃO DOS BENS DIVINOS

 
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A liturgia da Palavra deste Domingo nos fala da importância da honestidade e da confiança na administração das nossas responsabilidades. Deus conta conosco, mas devemos ser honestos, caso contrário, por Ele seremos reprovados (demitidos), como aconteceu com Sobna, o administrador do Palácio do Rei Ezequias (1ª leitura). Pedro, por ser como rocha, de firmeza e fé, conhecimento e sinergia com Jesus, foi escolhido para ser o grande líder da sua Igreja (Evangelho) A Sabedoria divina é a fonte que deve alimentar os fiéis portadores de responsabilidades. Sem essa comunhão, tudo se corrompe (2ª leitura).
1ª leitura: Is. 22,19-22
A comunhão com o rei na promoção do bem comum
O profeta Isaías, conhecendo as malandragens de muitos funcionários e líderes do seu tempo, sabendo que isso era profundamente prejudicial ao povo, resolve, com muita independência e liberdade, denunciar Sobna, o alto funcionário, administrador do Palácio do Rei Ezequias (século VII a.C.). Sobna tinha um alto cargo de confiança, pois era ministro do Palácio e por isso, deveria agir em profunda comunhão com o Rei que chamava-se Ezequias; um monarca honesto, muito elogiado apesar dos tempos difíceis (cf. 2 Reis 18,1-4), sensível às necessidades do povo e muito religioso (cf. Eclo. 48,16-22). Foi o Rei Ezequias que, corajosamente, empreendeu entre os judeus uma séria reforma religiosa na época do seu reinado (cf. 2 Reis 18,3-4). Ele “fez o que agrada aos olhos de Javé” e sempre conservou-se fiel (cf. 2 Reis 18,3.6). Todavia, nem todos os seus mais próximos colaboradoras pensavam como ele e, então, se corrompiam, negligenciavam suas atribuições, cuidavam de si mesmos e nem acreditavam em seus sonhos (cf. Is. 22, 15-19; Reis 18,28-31). Sobna, o infiel ministro, é destituído da sua função e demitido. Assume o seu lugar um homem chamado Eliacim que, no exercício de seu serviço deverá ser como um pai para o povo (cf. Is. 22,21); mas não será paternalista e nem populista, pois deverá gerir a responsabilidade de “abrir e fechar”, ser capaz de dizer “sim e não” conforme o justo discernimento das necessidades e em conformidade com a política do Reinado (cf. Is 22,22). É isso que lhe garante a estabilidade no cargo, contribuindo para a credibilidade e estabilidade de governo do Rei (cf. Is. 22,23).
Nossa vida
Esse texto bíblico apesar de não ter sido escrito em nossos dias, tem uma impressionante semelhança com aquilo que lemos nas crônicas da imprensa e nos telejornais todos os dias em nosso país: a corrupção... pessoas que assumem cargos de confiança traem seus líderes e o povo;  quando não, os próprios líderes que deveriam preservar a luta pela promoção da paz e da justiça para todos, “apascentam-se a si mesmos” (Ez 34,2), roubando os recursos públicos através das mais variadas estratégias. Em tempos de eleição, essa reflexão parece ser muito oportuna! Como todo servidor público, com um cargo de confiança, Sobna deveria ser um aliado do Rei na promoção da reforma empreendida. Todavia, em vez de promover o Bem Comum, cuida de si mesmo apropriando-se indevidamente de bens do Reinado: ele estava fazendo para si um túmulo num lugar privilegiado e escavando uma sepultura na rocha – objeto de luxo na época, só para os nobres e ricos! (cf. Is 22, 15-18). Esse texto nos dá profundas e precisas indicações para a vida profissional:
a) cultivar o senso de honestidade profissional: cuidado com as tentações dos desvios e negligências;
b) zelar pelo senso de comunhão com a justa “política do reinado”, falar a mesma linguagem, respeitar a confiança conferida;
c) a autoridade conferida é destinada à promoção de um serviço e este deve ser feito unicamente voltado para o bem dos outros como é o agir de um pai para com seus filhos; essa autoridade só é preservada e válida quando há o exercício equilibrado de ternura e firmeza, quando se usa a chave tanto para abrir como para fechar. O líder que sabe dizer “sim” se corrompe! Bem como é maléfica a atitude de covardia quando não se pronuncia com firmeza diante as necessidades. Quem não é capaz de “abrir e fechar”, dizer “sim e não”, não está preparado para liderar; logo vai ceder às pressões dos “amigos” que o corromperão. Por outro lado, o profissional que submete a missão que recebeu aos seus interesses pessoais é desonesto.
Salmo 138 (137)
Este salmo é uma oração de agradecimento, que assim começa: “Eu te agradeço, Javé, de todo o meu coração” (Sl 138,1). O salmista agradece a Deus, no templo, por ter experimentado o seu grande amor e sua fidelidade (cf. Sl 138,2), pois sua prece foi ouvida quando estava em grande necessidade e, agora, se sente fortalecido (cf. Sl 138,3). Deus é o senhor dos pobres e humildes, nos conserva a vida e nos livra dos perigos (cf. Sl 138,6-7). Por isso jamais devemos esquecê-lo: ele faz tudo por nós (cf. Sl 138,8).
2ª leitura: Rm 11, 33-36
ADMINISTRAR OLHANDO PARA A SABEDORIA DE DEUS
Esta segunda leitura, neste contexto de reflexão que fala de serviço e liderança, se configura como um convite para contemplarmos a sabedoria divina, em sua grandeza, profundidade, integridade e santidade (cf. Rm. 11,33). Quem se alimenta dessa fonte, vai adquirir robustez suficiente para rechaçar todo e qualquer convite à corrupção ou negligência de suas responsabilidades. O texto sagrado ressalta também o mistério das decisões divinas, ou seja, sua não conformidade com a lógica humana ou das conveniências (cf. Rm. 11,33). De fato, às vezes, por sua autoridade e sabedoria, o líder deve tomar decisões que nem sempre se harmonizam com o desejo da maioria, à lógica das circunstâncias e pressões psicológicas. Por isso, Deus a fonte da Sabedoria, deveria sempre ser acolhido como o Conselheiro das autoridades, pois tudo é para Deus, tudo é Dele e para a sua maior glória (cf. Rm 11,36). Somos seus ministros! Certamente o maior bem que deve recebemos e que devemos administrar com sabedoria e honestidade é a nossa vida.
Nossa vida
Há carência em nossa sociedade de maior aproximação entre espiritualidade e política, fé e serviço de autoridade, comunhão com princípios éticos e vida profissional. Esse é o convite prático deste texto de louvor inserido neste contexto de leituras que falam de responsabilidades, trabalho e autoridade. Sem a contemplação de Deus como o Líder Supremo, a autoridade humana (política ou religiosa) corre o sério perigo de se tornar corrupta, tirana, insensível, vaidosa, egoísta, omissa. Quem manipula “chaves” deve cotidianamente meditar sobre essa insondável sabedoria divina. Eis um grande desafio para todos nós! Com firmeza e sabedoria “abrir e fechar” honestamente.
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Evangelho: Mt. 16,13-20
 Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja; e os poderes do reino das trevas jamais poderão contra ela! (Mt 16,18)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
16 13 Chegando ao território de Cesaréia de Filipe, Jesus perguntou a seus discípulos: “No dizer do povo, quem é o Filho do Homem?”
14 Responderam: “Uns dizem que é João Batista; outros, Elias; outros, Jeremias ou um dos profetas”. 15 Disse-lhes Jesus: “E vós quem dizeis que eu sou?” 16 Simão Pedro respondeu: “Tu és o Cristo, o Filho de Deus vivo!” 17 Jesus então lhe disse: “Feliz és, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que te revelou isto, mas meu Pai que está nos céus. 18 E eu te declaro: tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; as portas do inferno não prevalecerão contra ela. 19 Eu te darei as chaves do Reino dos céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus”. 20 Depois, ordenou aos seus discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Cristo.
Palavra da Salvação.
 
A fé e o serviço de liderança de Pedro
O texto do evangelho de hoje tem uma grande relação com a primeira leitura e vice-versa. Jesus promete a Pedro o serviço de liderança da Igreja nascente, a comunidade dos doze. Vejamos alguns dados a serem refletidos:
a) O contexto: antes de tudo parece-nos muito significativo o contexto no qual acontece essa promessa. Jesus e seus discípulos estão em pleno trabalho pastoral, onde percebem, de perto, o clamor das massas martirizadas pela pobreza e desorientação, fome de pão e de esperança, abatidos pela dureza e indiferença dos fariseus promotores da dominação religiosa (cf. Mt. 15,29-39; 16,1-12). Como no contexto do seu Batismo inaugurando a sua missão (cf. Mt. 3,13-17), Jesus não está em Jerusalém, o centro político-religioso e não faz caso de uma solenidade. Com isso Jesus quer dizer que essa liderança a ser constituída, deve ser diferente, não tem outra missão que aquela de promover zelosamente o Reino de Deus para os pobres, dando continuidade à sua missão (cf. Lc. 4,14-19). Essa autoridade a ser constituída, em Pedro, terá legitimidade à medida que o mesmo for um promotor da paixão pelo Reino da Justiça Divina. Para isso, deverá manter-se longe dos privilégios de um líder político dos reinos deste mundo. Essa promessa se cumpre após a Ressurreição (cf. Jo 21,15-17).
b) A profissão de fé de Pedro: no centro desse evento está a profissão de fé de Pedro. Jesus faz uma espécie de sondagem para saber o que dizem dele. Isso em nada tira ou acrescenta à consciência que ele tem de si mesmo. Ele quer favorecer uma oportunidade para que aqueles que estão ao seu redor verbalizem suas convicções a seu respeito. À diferença daquilo que diz o povo que acreditava que Jesus seria um profeta ressuscitado (Elias, Jeremias ou João Batista), Pedro faz um ato de fé tomando a palavra em nome dos colegas: “Tu é o Cristo, o Filho do Deus vivo” (Mt. 16,16). Jesus gostou dessa atitude porque percebeu a sinceridade de Pedro que não estava “fazendo média” para captar a benevolência de Jesus. Pedro não é um “bajulador”! É um homem honesto, sincero, conhece a Jesus e sabe declarar-se rendendo-se à Verdade. Pedro tem convicção do que está afirmando sobre Jesus porque sua fé está alicerçada em seu testemunho do extraordinário agir de Jesus (milagres, fez experiência!), porque o segue, caminha com Ele. Quando Jesus lhe diz “não foi a carne ou o sangue que te revelaram isso”, está lhe dizendo, em outras palavras, “Pedro, que bom que você não é um porta-recados! Mas tem convicção própria, tem fé!”
c) A declaração de Jesus: a contra-partida de Jesus é surpreendente pois faz a promessa de entregar a Pedro uma grande responsabilidade: a liderança dessa nova comunidade. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja...”. O verbo é colocado no futuro (edificarei).  Essa declaração de Jesus foi estimulada pela profissão de fé de Pedro que revelou-lhe a consistência da sua fé: profunda e sincera, decidida e generosa (pedra). O mais nobre alicerce de qualquer agrupamento humano é o senso de fé, de confiança, de comunhão, de honestidade e de sinceridade de cada pessoa. Quando isso não existe a associação se desmancha e todos de dispersam. Com a Igreja nascente será diferente! Já ultrapassou a 2000 anos! O conteúdo da promessa tem mais dois importantes dados: “as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela”... (Mt. 16,18),  o inferno era a morada dos mortos, mas aqui representa as potências do mal, os opositores do Reino de Deus, os inimigos; eles nunca dominarão a Igreja porque esta é assistida pelo Espírito Santo que atualiza no seu seio a presença de Jesus (cf. Mt. 28,20: “eu estarei com vocês  todos os dias” – Jo 14,18: “Não vos deixarei órfãos. Eu virei a vós”)  e “tudo o que ligares na terra será ligado nos céus e tudo o que desligares na terra será desligado nos céus” (Mt. 16, 19). A função de Pedro é aquela de ser ministro (1ª leitura) e por isso tem as “chaves”, símbolo de autoridade, de poder, de legitimidade para aprovar ou desaprovar, permitir ou proibir, aceitar ou rejeitar. Vale à pena ressaltar que essa autoridade Petrina, que se perpetua na figura dos papas, não é absoluta (como qualquer ministro!). Terá legitimidade à medida da comunhão com o Mestre e foi sob essa condição que Jesus outorgou esse poder a Pedro. A autoridade Petrina está submissa ao poder o Espírito Santo, fonte do Reino de Deus. Mas tudo o que decidir sabiamente (em matéria de fé e moral) terá aceitação divina.
Nossa vida
Somos convidados a fazer a nossa declaração de fé pessoal! Quem é Jesus para mim? A fé de Pedro estava embasada em sua experiência próxima a Jesus, como testemunha ocular de sua vida extraordinária. Em que se sustenta a sua nossa fé? De que maneira se dá essa relação com Jesus? Não há séria liderança se esta não for alicerçada na fé, na confiança e numa profunda comunhão com a causa de tudo. Ser líder significa ter consciência da dupla função de “abrir e fechar”, “ligar e desligar”. Isso, por vezes, poderá causará impacto negativo nos opositores. Mas se a decisão estiver em comunhão com os critérios do Reino de Deus, a perseguição será fator de bem-aventurança (Mt. 5,13).
 
 
 
Antônio de Assis Ribeiro - SDB (Pe. Bira)

sábado, 26 de agosto de 2017

LITURGIA DIÁRIA - NÃO IMITEM AS AÇÕES DOS FARISEUS

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1a Leitura - Rute 2,1-3.8-11; 4,13-17
Leitura do livro de Rute.
2 1 Noêmi tinha um parente, por parte de seu marido, homem poderoso e rico da família de Elimelec, chamado Booz.
2 Rute, a moabita, disse a Noêmi: "Peço-te que me deixes ir respigar nos campos de quem me quiser acolher favoravelmente". "Vai, minha filha", respondeu-lhe ela. 3 Rute partiu, pois, e entrou num campo, atrás dos segadores. Ora, aconteceu que aquele era justamente o campo de Booz, parente de Elimelec. 8 Booz disse a Rute: "Ouve, minha filha: não vás respigar em outro campo; não te afastes daqui, mas junta-te com minhas servas. 9 Olha em que campo vão ceifar, e segue-as. Proibi aos meus servos que te molestassem. Se tiveres sede, vai à bilha e bebe da água que eles tiverem buscado". 10 Rute, caindo aos seus pés, prostrou-se por terra: "De onde me vem a dita", disse ela, "de que te interesses por mim, uma estrangeira?" 11 "Contaram-me", replicou Booz, "tudo o que fizeste por tua sogra depois que morreu o teu marido, como deixaste teu pai, tua mãe e a tua pátria, e vieste para um povo que antes não conhecias".
4 13 Booz tomou, pois, Rute, que se tornou sua mulher. Aproximou-se dela, e o Senhor concedeu-lhe a graça de conceber e dar à luz um filho.
14 As mulheres diziam a Noêmi: "Bendito seja Deus, que não te recusou um libertador neste dia. Que o teu nome seja um dia célebre em Israel! 15 Ele te dará a vida e será o sustentáculo de tua velhice, porque tua nora, aquela que o gerou é que te ama e é para ti mais preciosa que sete filhos!" 16 Noêmi, tomando o menino, pô-lo no seu regaço, e fazia-lhe as vezes de ama. 17 Suas vizinhas deram-lhe nome, dizendo: "Nasceu um filho a Noêmi". E chamaram ao menino Obed. Este foi pai de Isaí e avô de Davi.
Palavra do Senhor.


Salmo - 127/128
Será assim abençoado todo aquele que respeita o Senhor.
Feliz és tu se temes o Senhor
e trilhas seus caminhos!
Do trabalho de tuas mãos hás de viver,
serás feliz, tudo irá bem!

A tua esposa é uma videira bem fecunda
no coração da tua casa;
os teus filhos são rebentos de oliveira
ao redor de tua mesa.

Será assim abençoado todo homem
que teme o Senhor.
O Senhor te abençoe de Sião
cada dia de tua vida.

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Evangelho - Mateus 23,1-12
Aleluia, aleluia, aleluia. Vós tendes um só Pai, que está no céu, vosso guia é um somente, é o Messias (Mt 23,9s).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
23 1 Dirigindo-se, então, Jesus à multidão e aos seus discípulos, disse:
2 “Os escribas e os fariseus sentaram-se na cadeira de Moisés. 3 Observai e fazei tudo o que eles dizem, mas não façais como eles, pois dizem e não fazem. 4 Atam fardos pesados e esmagadores e com eles sobrecarregam os ombros dos homens, mas não querem movê-los sequer com o dedo. 5 Fazem todas as suas ações para serem vistos pelos homens, por isso trazem largas faixas e longas franjas nos seus mantos. 6 Gostam dos primeiros lugares nos banquetes e das primeiras cadeiras nas sinagogas. 7 Gostam de ser saudados nas praças públicas e de ser chamados rabi pelos homens. 8 Mas vós não vos façais chamar rabi, porque um só é o vosso preceptor, e vós sois todos irmãos. 9 E a ninguém chameis de pai sobre a terra, porque um só é vosso Pai, aquele que está nos céus. 10 Nem vos façais chamar de mestres, porque só tendes um Mestre, o Cristo. 11 O maior dentre vós será vosso servo. 12 Aquele que se exaltar será humilhado, e aquele que se humilhar será exaltado”.
Palavra da Salvação.

 Reflexão

Devemos ser cristãos de palavras e de atos, de pensamentos, gestos postura e também de ações. Jamais sejamos católicos teóricos. Precisamos conciliar o que sabemos e o que ensinamos ou pregamos, com as nossas ações.
Nós catequistas precisamos tomar muito cuidado para que não sejamos iguais aos fariseus, que se mostravam em público com uma cara de santos, porém, na realidade, eles não eramTudo aquilo que demonstravam ser.
Os mestres da Lei e os fariseus conheciam tão bem a  Lei de Moisés, que até foram elogiados pelo próprio Jesus. Porém, a melhor parte, ou a melhor coisa, ele não possuíam ou não cumpriam, que era a virtude de praticar o que ensinavam. "Por isso, deveis fazer e observar tudo o que eles dizem. Mas não imiteis suas ações! Pois eles falam e não praticam."

Prezados catequistas, longe de nós uma coisa dessas! Já imaginou  um pai de um dos nossos  "alunos" do catecismo nos pegar em flagrante fazendo uma daquelas coisas? Ou mesmo um dos jovens ou uma das crianças para as quais com cara de santos nós falamos de Jesus, nos encontrar em algum lugar  fazendo uma coisa indigna de nós?
Jesus disse que os fariseus exigiam demais dos outros com relação ao cumprimento da Lei de Moises, porém, eles  eram incapazes de fazer o mesmo. Eram incapazes de praticar o que ensinavam!
Os fariseus diante do público se comportavam se mostravam como santos. Também nós não podemos nos esquecer que somos pessoas conhecidas por muitos, e que sem menos esperar, em algum lugar mesmo distante da paróquia, podemos estar sendo monitorados, observados por um adolescente, ou mesmo pelos seus pais.
Assim, prezados evangelizadores, que seja o nosso comportamento na rua, do mesmo jeito que nos comportamos dentro da igreja, e na hora da nossa reunião com os jovens. Nada mais, nada menos, e que nunca damos maus exemplos nem escandalizemos ninguém com a nossa conduta fora do altar, e das dependências da igreja.

Que não tenhamos a inclinação de fazermos as coisas unicamente para sermos vistos, ou bem vistos pelas pessoas.  Somos luz do mundo sim, mas a nossa luz reside nas nossas boas obras. Lembra? E não na nossa mania de querer aparecer!
Sejamos imitadores de Cristo, modestos, humildes, e nunca nos julgar perfeitos ou mesmo santos.
Também não devemos ter aquela cara de quem sabe tudo, de quem basta a si mesmo, nem um ar de importante pelo fato de sermos catequistas. Pelo contrário, devemos na nossa humildade, ter atitudes e compromissos de servir, disposição de quem está ali também para aprender, e não apenas para ensinar, pois,  "Pelo contrário, o maior dentre vós deve ser aquele que vos serve. Quem se exaltar será humilhado, e quem se humilhar será exaltado."
 
 
 
 
José Salviano.

COMO COMUNGAR NA MÃO?

Como deve se portar o fiel que deseja comungar na mão? Podemos receber a Eucaristia de qualquer maneira?

Por Pe. Javier S. Martínez — A educação litúrgica exige que se recordem às vezes coisas que se dão por sabidas. A Comunhão na mão é permitida a todo aquele que assim deseja comungar, de acordo com nossa Conferência Episcopal, que o solicitou à Santa Sé.
Como se comunga na mão? Temos de conhecer primeiro as disposições requeridas pela Igreja para que assim se comungue, visto que em muitas ocasiões os fiéis o fazem mal e de forma completamente desrespeitosa.
Deve-se ter cuidado com a dignidade do gesto, sem negar a presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, como se se tratasse de um simples pedaço de pão que pode ser recebido de qualquer forma:
Portanto, com relação a este modo de comungar em particular, deve-se dar cuidadosa atenção a algumas coisas que a própria experiência aconselha. Todas as vezes que a sagrada espécie for colocada sobre a mão do comungante, deve-se ter sempre atenção e cuidado, tanto da parte do ministro quanto do fiel, sobretudo quanto aos fragmentos que porventura caírem da hóstia. É necessário que a prática da Comunhão na mão venha acompanhada de instrução oportuna ou catequese sobre a doutrina católica referente tanto à presença real e permanente de Cristo sob as espécies eucarísticas quanto à reverência devida a este sacramento [1].
Os fiéis, ao comungarem na mão, e os ministros, ao distribuírem a sagrada Comunhão na mão, devem conhecer e respeitar as determinações da Igreja, a fim de salvaguardar o respeito e a adoração ao Senhor realmente presente. Por isto, todos têm de observar cuidadosamente o seguinte:
Parece útil chamar a atenção para os seguintes pontos:
1. A Comunhão na mão deve manifestar, tanto quanto a Comunhão recebida na boca, o respeito para com a real presença de Cristo na Eucaristia. Por isso, será preciso insistir, como faziam os Padres da Igreja, sobre a nobreza dos gestos dos fiéis. Assim, os recém batizados do fim do século IV recebiam a norma de estender as duas mãos fazendo “com a esquerda um trono para a direita, pois esta devia receber o Rei” (5.ª Catequese Mistagógica, n. 21, PG 33, 1125; S. João Crisóstomo, Hom. 47, PG 63, 898, etc.).
2. Seguindo ainda os Padres, será preciso insistir sobre o “Amém” que o fiel diz em resposta às palavras do ministro: “O Corpo de Cristo”. Este “Amém” deve ser a afirmação da fé: “Quando pedes a Comunhão, o sacerdote te diz: “O Corpo de Cristo”, e tu dizes: “Amém”, “é isto mesmo”; o que a língua confessa, conserve-o o afeto” (S. Ambrósio, De Sacramentis, 4, 25).
3. O fiel que recebe a Eucaristia na mão, levá-la-á à boca antes de voltar ao seu lugar; apenas se afastará, ficando voltado para o altar, a fim de permitir que se aproxime aquele que o segue.
4. É da Igreja que o fiel recebe a Eucaristia, que é a Comunhão com o Corpo de Cristo e com a Igreja. Eis porque o fiel não deve ele mesmo retirar a partícula de uma bandeja ou de uma cesta, como o faria se se tratasse de pão comum ou mesmo de pão bento, mas ele estende as mãos para receber a partícula do ministro da Comunhão.
5. Recomendar-se-á a todos, especialmente às crianças, a limpeza das mãos, em respeito à Eucaristia.
6. Será preciso previamente ministrar aos fiéis uma catequese do rito, insistir sobre os sentimentos de adoração e a atitude de respeito que se exige (cf. Dominicæ Cœnæ, n. 11). Recomendar-se-lhes-á que cuidem de que não se percam fragmentos de pão consagrado (cf. Congregação para a Doutrina da Fé, 2 mai. 1972, Prot. n. 89/71, em Notitiæ 1972, p. 227) [3].
7. Os fiéis jamais serão obrigados a adotar a prática da comunhão na mão; ao contrário, ficarão plenamente livres para comungar de um ou de outro modo.
Essas normas e as que foram recomendadas pelos documentos da Sé Apostólica atrás citados têm por finalidade lembrar o dever do respeito para com a Eucaristia independentemente do modo como se recebe a Comunhão.
Insistam os pastores de almas não só sobre as disposições necessárias para a recepção frutuosa da Comunhão, que, em certos casos, exige o recurso ao sacramento da Penitência; recomendem também a atitude exterior de respeito que, em seu conjunto, deve exprimir a fé do cristão na Eucaristia.
Ao distribuir a sagrada Comunhão na mão, o ministro deve ter o cuidado de que o comungante a receba dignamente, pondo as mãos em forma de cruz, à espera de que sobre elas o ministro coloque a sagrada hóstia, que será consumida diante dele. Evitar-se-á deste modo todo perigo de profanação ou sacrilégio: “Ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão” [4].
Como devemos, em resumo, aproximar-nos da sagrada Comunhão? Como se deve comungar?
  • Aproximamo-nos sem pressa do ministro que nos dará a Comunhão e nos mantemos a uma distância razoável para que ele possa distribuir-nos facilmente a Comunhão.
  • Enquanto o fiel que está à nossa frente comunga, inclinamo-nos em adoração ao Corpo de Cristo, que iremos receber, ou, se assim preferirmos, colocamo-nos de joelhos no genuflexório, se houver.
  • O ministro que nos dá a Comunhão diz: “O Corpo de Cristo”, e nós respondemos em voz alta: “Amém”, para que ele nos ouça claramente, já que se trata de uma profissão de fé. Este “Amém”, profissão de fé pessoal do cristão diante do Corpo real de seu Senhor, foi muitas vezes comentado e explicado na Tradição da Igreja. Ouçamos, por exemplo, o que a este respeito disse Santo Agostinho:
Se queres, pois, entender o Corpo de Cristo, ouve o que diz o Apóstolo aos fiéis: “Ora, vós sois o Corpo de Cristo e cada um, de sua parte, é um dos seus membros” (1Cor 12, 27). Se vós, portanto, sois o Corpo de Cristo e membros seus, o vosso mistério está posto na mesa do Senhor: é o vosso mistério o que recebeis. Respondeis “Amém” ao que sois e, respondendo, o confirmais. Escutas, pois, “O Corpo de Cristo” e respondes “Amém”. Sê membro do Corpo de Cristo, para que o teu “Amém” seja verdadeiro [5].
  • Uma vez dito o “Amém”, podemos comungar na mão ou diretamente na boca. Diziam os Padres da Igreja:
Veneremo-lo [o Corpo de Cristo] com toda pureza de corpo e de alma. Aproximemo-nos dele com um ardente desejo e, pondo as mãos em forma de cruz, recebamos o Corpo do Crucificado [6].
  • Se decidirmos comungar na mão, devemos pôr a mão esquerda sobre a direita. Não pegamos a hóstia no ar, mas aguardamos que o ministro a coloque em nossas mãos, que formam como que um trono preparado para receber o grande Rei.
  • Feito isto, comungamos imediatamente e na frente do sacerdote. É preciso também tomar cuidado para que não fique em nossa mão nenhuma partícula, sob a menor das quais o Cristo inteiro permanece presente.
  • Se a Comunhão for distribuída sob duas espécies, devemos seguir as indicações que o diácono ou sacerdote nos derem. É bom lembrar, em todo o caso, que nunca é permitido “ao comungante molhar por si mesmo a hóstia no cálice, nem receber na mão a hóstia molhada” [7].










Fonte: InfoCatolica.com | Tradução e adaptação: Equipe CNP

Referências

  1. Congregação para o Culto Divino, Instrução “Immensæ caritatis“, de 29 jan. 1973, n. 4 (AAS 65[1973] 270).
  2. Id., Notificação sobre a Comunhão na mão, de 3 abr. 1985 (Prot. n. 720/85); cf. Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Diretório da Liturgia e da Organização da Igreja no Brasil 2012. Brasília, 2011, pp. 31-32.
  3. A Notificação esclarece ainda em nota de rodapé: “De fato, convém aconselhar os fiéis a que coloquem a mão esquerda sobre a direita, para poder pegar facilmente a hóstia com a mão direita e assim levá-la à boca”.
  4. Id., Instrução “Redemptionis Sacramentum“, de 25 mar. 2004, n. 92 (AAS 96 [2004] 577).
  5. Agostinho de Hipona, Sermo 272 (PL 38, 1247).
  6. João Damasceno, De fide orth. 4.13 (PG 95, 1150B).
  7. Congregação para o Culto Divino, Instrução “Redemptionis Sacramentum“, de 25 mar. 2004, n. 104 (AAS 96 [2004] 579).

Padre Paulo Ricardo |

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

LITURGIA DIÁRIA - AMAR A DEUS E AO PRÓXIMO

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1a Leitura - Rute 1,1.3-6.14-16.22
Leitura do livro de Rute.
1 1 No tempo que governavam os juízes, sobreveio uma fome na terra. Um homem partiu de Belém de Judá, com sua mulher e seus dois filhos, indo morar nos campos de Moab.
3 Elimelec, marido de Noêmi, morreu, deixando-a com seus dois filhos. 4 Estes casaram com mulheres moabitas, chamadas uma Orfa e outra Rute. Viveram lá aproximadamente dez anos. 5 Maalon e Quelion morreram ficando Noêmi só, sem seus dois filhos e sem seu marido. 6 Então, levantou-se Noêmi e partiu da região de Moab com suas duas noras, porque ouviu dizer que o Senhor tinha visitado o seu povo e lhe tinha dado pão. 14 Então elas desataram de novo a chorar. Orfa beijou a sua sogra, porém Rute não quis separar-se dela. 15 "Eis que tua cunhada voltou para o seu povo e para os seus deuses", disse-lhe Noêmi; "vai com ela". 16 "Não insistas comigo", respondeu Rute, "para que eu te deixe e me vá longe de ti. Aonde fores, eu irei; aonde habitares, eu habitarei. O teu povo é meu povo, e o teu Deus, meu Deus". 22 Foi assim que voltaram dos campos de Moab, Noêmi e sua nora Rute, a moabita. Chegaram a Belém quando se começava a segar a cevada.
Palavra do Senhor.


Salmo - 145/146
Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
É feliz todo homem que busca
seu auxílio no Deus de Jacó
e que põe no Senhor a esperança.
O Senhor fez o céu e a terra,
fez o mar e o que neles existe.

Faz justiça aos que são oprimidos;
ele dá alimento aos famintos,
é o Senhor quem liberta os cativos.

O Senhor abre os olhos aos cegos,
o Senhor faz erguer-se o caído;
o Senhor ama aquele que é justo.
É o Senhor quem protege o estrangeiro.

Ele ampara a viúva e o órgão,
mas confunde os caminhos dos maus.
O Senhor reinará para sempre!
Ó Sião, o teu Deus reinará
para sempre e por todos os séculos!

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Evangelho - Mateus 22,34-40
Aleluia, aleluia, aleluia. Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza! (Sl 24,4s).
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
22 34 Sabendo os fariseus que Jesus reduzira ao silêncio os saduceus, reuniram-se
35 e um deles, doutor da lei, fez-lhe esta pergunta para pô-lo à prova: 36 “Mestre, qual é o maior mandamento da lei?” 37 Respondeu Jesus: “Amarás o Senhor teu Deus de todo teu coração, de toda tua alma e de todo teu espírito’”. 38 Este é o maior e o primeiro mandamento. 39 E o segundo, semelhante a este, é: ‘Amarás teu próximo como a ti mesmo’. 40 Nesses dois mandamentos se resumem toda a lei e os profetas”.
Palavra da Salvação.

Reflexão 
 
Jesus explicou que o maior mandamento se divide em dois: Amar a Deus e amar o próximo como a nós mesmo.
Amar o irmão como amamos a nós mesmo, significa desejar para ele o mesmo que desejamos para a nossa pessoa. Se quere ser respeitado, devo respeitar os outros. Se não gosto de apelido, não vou colocar apelido no meu irmão. Se quero ser perdoado, devo perdoar. Se gosto de ser ouvido, devo primeiro ouvir o que o outro tem a dizer, e assim por diante.
Suas palavras foram exatamente estas:
"Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo!"
Os doutores da Lei adicionaram aos Dez Mandamentos, cerca de 600 outros os quais lhes garantiam privilégios que os enriqueciam cada vez mais.
Jesus resume os Dez Mandamentos e todos os preceitos, em apenas dois mandamentos.  Amar a Deus e ao próximo.
Amar a Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, significa amar de verdade, com muita fé, sinceridade e dedicação.
Amar a Deus  de todo o nosso entendimento, é agir de acordo com o que sabemos, a respeito da palavra de Deus explicada por Jesus Cristo. Exemplo. Se eu aprendi que é pecado maltratar o meu irmão, então em não vou fazer isto, pois estou sabendo que é pecado. Por outro lado imaginemos que alguém não soubesse que é pecado cobiçar a riqueza do próximo. Ele fez isso, então sua falta seria atenuada.
Amar a Deus com toda a tua força significa que o jovem ou adulto em pleno vigor físico e mental, tem muito mais condições de servir a Deus do que um idoso, gasto pelo tempo. Então, enquanto é tempo, enquanto temos forças e estamos lúcidos, façamos tudo o que pudermos pela causa do Reino, e pelo próximo.
Amar o próximo como a ti mesmo, isso foi explicado pelo próprio Jesus em outra oportunidade. É fazer ou desejar ao próximo exatamente o que desejamos e fazemos para nós mesmos.
Jesus no Evangelho de hoje deixa bem claro o que em outra fala disse: "Quero caridade e não sacrifício." Hoje Jesus afirma que "amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios". 
 
 
 
 
 
José Salviano