sábado, 19 de agosto de 2023

19ª Semana do Tempo Comum - O Reino dos Céus é das criancinhas.

 Evangelho (Mt 19,13-15) — O Senhor... - Ensinamento Católico | Facebook

Primeira Leitura (Js 24,14-29)

Leitura do Livro de Josué.

Naqueles dias, Josué disse a todo o povo: 14“Agora, pois, temei o Senhor e servi-o com um coração íntegro e sincero, e lançai fora os deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia e no Egito e servi ao Senhor. 15Contudo, se vos parece mal servir ao Senhor, escolhei hoje a quem quereis servir: se aos deuses a quem vossos pais serviram na Mesopotâmia, ou aos deuses dos amorreus, em cuja terra habitais. Quanto a mim e à minha família, nós serviremos ao Senhor”.

16E o povo respondeu, dizendo: “Longe de nós abandonarmos o Senhor, para servirmos a deuses estranhos. 17Porque o Senhor, nosso Deus, ele mesmo é quem nos tirou, a nós e a nossos pais, da terra do Egito, da casa da escravidão. Foi ele quem realizou esses grandes prodígios diante de nossos olhos e nos guardou por todos os caminhos por onde peregrinamos, e no meio de todos os povos pelos quais passamos.

18O Senhor expulsou diante de nós todas as nações, especialmente os amorreus, que habitavam a terra em que entramos. Portanto, nós também serviremos ao Senhor, porque ele é o nosso Deus”.

19Então Josué disse ao povo: “Não podeis servir ao Senhor, pois ele é um Deus santo, um Deus ciumento, que não suportará vossas transgressões e pecados. 20Se abandonardes o Senhor e servirdes a deuses estranhos, ele se voltará contra vós, e vos tratará mal e vos aniquilará, depois de vos ter tratado bem”.

21O povo, porém, respondeu a Josué: “Não! É ao Senhor que serviremos”. 22Josué então disse ao povo: “Sois testemunhas contra vós mesmos de que escolhestes o Senhor para servi-lo”. E eles responderam: “Sim! Somos testemunhas!”

23“Sendo assim”, disse Josué, “tirai do meio de vós os deuses estranhos e inclinai os vossos corações para o Senhor, Deus de Israel”.

24O povo disse a Josué: “Serviremos ao Senhor, nosso Deus, e seremos obedientes aos seus preceitos”. 25Naquele dia, Josué estabeleceu uma aliança com o povo, e lhes propôs preceitos e leis em Siquém.

26Josué escreveu estas palavras no Livro da Lei de Deus. A seguir, tomou uma grande pedra e levantou-a ali, debaixo do carvalho que havia no santuário do Senhor. 27Então Josué disse a todo o povo: “Esta pedra que estais vendo servirá de testemunha contra vós, pois ela ouviu todas as palavras que o Senhor vos disse, para que depois não possais renegar o Senhor, vosso Deus”.

28Em seguida, Josué despediu o povo, para que fosse cada um para suas terras. 29Depois desses acontecimentos, morreu Josué, filho de Nun, servo do Senhor, com a idade de cento e dez anos.

- Palavra do Senhor.

- Graças a Deus.

Responsório Sl 15(16),1-2a e 5.7-8.11 (R. cf. 5a)

— O Senhor é a porção da minha herança!

— O Senhor é a porção da minha herança!

— Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos.

— Eu bendigo ao Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.

— Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!

Evangelho (Mt 19,13-15)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (cf. Mt 11,25)
 

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Mateus.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13levaram crianças a Jesus, para que impusesse as mãos sobre elas e fizesse uma oração. Os discípulos, porém, as repreendiam. 14Então Jesus disse: “Deixai as crianças e não as proibais de vir a mim, porque delas é o Reino dos Céus”. 15E depois de impor as mãos sobre elas, Jesus partiu dali.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

 Reflexão

O Reino dos Céus, diz-nos hoje o Senhor, é das criancinhas. Para entrar na glória celeste, com efeito, é preciso tornar-se como criança, fazer-se pequeno diante de Deus, confiar nEle, abandonar-se aos seus cuidados paternais com simplicidade e ingenuidade. Mas para tornar-se como criança, é necessário passar por um processo de renascimento espiritual, que consiste basicamente em matar o "homem velho" — herança do pecado — que habita e esperneia dentro de cada um de nós e deixar vir à luz o "homem novo", conforme à imagem de Cristo Jesus, entregue à vontade do Pai com aquela confiança de quem se sabe filho do Altíssimo e herdeiro dos seus tesouros. Esta morte que abre as portas para a verdadeira vida se dá pelo combate às paixões desordenadas, pelo exercício das virtudes — humanas e teologais — e, de modo bastante eficaz, por meio de um apostolado que estimule em nosso coração uma sincera caridade pelos irmãos, a ponto de nos deixarmos consumir e devorar por eles. Temos de ir ao encontro das almas, a fim de que, buscando servi-las com generosidade — perdoando, aconselhando, ouvindo, exortando etc. —, deixemo-las esmagar o nosso egoísmo, o nosso jeito mimado e petulante, a nossa excessiva preocupação com nossos negócios e interesses pessoais. Roguemos hoje à nossa Mãezinha Imaculada e peçamos-lhe as graças para lutarmos com perseverança pela simplicidade e pureza de coração, porque é aos simples como criancinhas, e não aos soberbos e orgulhosos, que pertence o Reino dos Céus.


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sexta-feira, 18 de agosto de 2023

19ª Semana do Tempo Comum - O amor não transige com o egoísmo.

 Liturgia Diária

Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

Como um bom catequista, o mensageiro de Deus recorda a fidelidade do Senhor à sua Aliança – modelo para o matrimônio cristão – e as maravilhas que realiza em favor do povo eleito. Todos, então, se motivam a dar “graças ao Senhor dos senhores: porque eterno é seu amor”.

Primeira Leitura: Josué 24,1-13

Leitura do livro de Josué – Naqueles dias, 1Josué reuniu em Siquém todas as tribos de Israel e convocou os anciãos, os chefes, os juízes e os magistrados, que se apresentaram diante de Deus. 2Então Josué falou a todo o povo: “Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Vossos pais, Taré, pai de Abraão e de Nacor, habitaram outrora do outro lado do rio Eufrates e serviram a deuses estranhos. 3Mas eu tirei Abraão, vosso pai, dos confins da Mesopotâmia, e o conduzi através de toda a terra de Canaã, e multipliquei a sua descendência. 4Dei-lhe Isaac, e a este dei Jacó e Esaú. E a Esaú, um deles, dei em propriedade o monte Seir; Jacó, porém, e seus filhos desceram para o Egito. 5Em seguida, enviei Moisés e Aarão e castiguei o Egito com prodígios que realizei em seu meio, e depois disso vos tirei de lá. 6Fiz, portanto, que vossos pais saíssem do Egito, e assim chegastes ao mar. Os egípcios perseguiram vossos pais, com carros e cavaleiros, até o mar Vermelho. 7Vossos pais clamaram então ao Senhor, e ele colocou trevas entre vós e os egípcios. Depois trouxe sobre estes o mar, que os recobriu. Vossos olhos viram todas as coisas que eu fiz no Egito, e habitastes no deserto muito tempo. 8Eu vos introduzi na terra dos amorreus, que habitavam do outro lado do rio Jordão. E, quando guerrearam contra vós, eu os entreguei em vossas mãos, e assim ocupastes a sua terra e os exterminastes. 9Levantou-se então Balac, filho de Sefor, rei de Moab, e combateu contra Israel, e mandou chamar Balaão, filho de Beor, para que vos amaldiçoasse. 10Eu, porém, não o quis ouvir. Ao contrário, abençoei-vos por sua boca e vos livrei de suas mãos. 11A seguir, atravessastes o Jordão e chegastes a Jericó. Mas combateram contra vós os habitantes desta cidade – os amorreus, os ferezeus, os cananeus, os hititas, os gergeseus, os eveus e os jebuseus. Eu, porém, entreguei-os em vossas mãos. 12Enviei à vossa frente vespões que os expulsaram da vossa presença – os dois reis dos amorreus -, e isso não com a tua espada nem com o teu arco. 13Eu vos dei uma terra que não lavrastes, cidades que não edificastes, e nelas habitais, vinhas e olivais que não plantastes, e comeis de seus frutos”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 135(136)

Eterna é a sua misericórdia!

1. Demos graças ao Senhor, porque ele é bom: / porque eterno é seu amor! / Demos graças ao Senhor, Deus dos deuses: / porque eterno é seu amor! / Demos graças ao Senhor dos senhores: / porque eterno é seu amor! – R.

2. Ele guiou pelo deserto o seu povo: / porque eterno é seu amor! / E feriu, por causa dele, grandes reis: / porque eterno é seu amor! / Reis poderosos fez morrer por causa dele: / porque eterno é seu amor! – R.

3. Repartiu a terra deles como herança: / porque eterno é seu amor! / Como herança a Israel, seu servidor: / porque eterno é seu amor! – R.

4. De nossos inimigos libertou-nos: / porque eterno é seu amor! – R.

Evangelho: Mateus 19,3-12

Aleluia, aleluia, aleluia.

Acolhei a Palavra de Deus não como palavra humana, / mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2,13) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 3alguns fariseus aproximaram-se de Jesus e perguntaram, para o tentar: “É permitido ao homem despedir sua esposa por qualquer motivo?” 4Jesus respondeu: “Nunca lestes que o Criador, desde o início, os fez homem e mulher? 5E disse: ‘Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne’? 6De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe”. 7Os fariseus perguntaram: “Então, como é que Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher?” 8Jesus respondeu: “Moisés permitiu despedir a mulher por causa da dureza do vosso coração. Mas não foi assim desde o início. 9Por isso eu vos digo, quem despedir a sua mulher – a não ser em caso de união ilegítima – e se casar com outra, comete adultério”. 10Os discípulos disseram a Jesus: “Se a situação do homem com a mulher é assim, não vale a pena casar-se”. 11Jesus respondeu: “Nem todos são capazes de entender isso, a não ser aqueles a quem é concedido. 12Com efeito, existem homens incapazes para o casamento porque nasceram assim; outros, porque os homens assim os fizeram; outros, ainda, se fizeram incapazes disso por causa do Reino dos Céus. Quem puder entender, entenda”. – Palavra da salvação.

Reflexão
 
No Evangelho de hoje, o Senhor nos fala de duas jóias preciosas, o matrimônio e o celibato, que, apesar do grande valor que têm em si mesmas, não são bem apreciadas nem pelo mundo nem, às vezes, pelos homens de Igreja. Prova disso é o mesmo Evangelho lido hoje: de um lado, tratam os fariseus de mostrar, baseados na autoridade da Lei, a licitude do divórcio: “Moisés mandou dar certidão de divórcio e despedir a mulher”; de outro, espantam-se os próprios discípulos com a doutrina de Cristo, dizendo que, se o homem tem de ser fiel à esposa até a morte, então “não vale a pena casar-se”. Passaram-se já dois milênios desde que teve lugar esse episódio, mas pouco mudou: nem os de fora, simbolizados pelos fariseus, nem os de dentro, figurados nos discípulos, parecem entender a altíssima vocação do casamento, com suas exigências irrenunciáveis, nem apreciar o valor de se fazer eunuco “por causa do Reino dos Céus”. Mas Cristo, que sabe da nossa fraqueza sem lhe fazer concessões, tem a missão de pregar a verdade em sua inteireza, e por isso condena, sem restrições, o adultério e louva, como expressão de grande amor, a virgindade por causa do Reino. Pois é justamente nisso, no amor, em que se fundam essas duas vocações e é daqui que lhe vêm suas grandes, mas lindas exigências: ao matrimônio, a fidelidade total ao cônjuge, que há de ser amado por amor a Cristo; ao celibato, a renúncia aos prazeres da carne também por amor a Ele. E seja embora a nossa natureza muito débil e inclinada ao mal, têm os esposos e celibatários graça suficiente para viverem os compromissos assumidos, sem egoísmos tacanhos, sem transigências moles, sem desculpas frouxas, pois a ninguém nega Deus as graças necessárias ao cumprimento dos deveres do próprio estado, e todos nós, sejamos casados ou consagrados, temos a vocação de viver, onde nos colocou a divina Providência, o Evangelho do amor e do sacrifício. — Que o Senhor nos ajude a amá-lo de todo coração, a fim de sermos admitidos um dia naquele Reino eterno, por causa do qual muitos se fazem eunucos e no qual os que nesta vida foram casados serão como os anjos do céu.


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quinta-feira, 17 de agosto de 2023

19ª Semana do Tempo Comum - Por que não conseguimos perdoar?

 Matthew 18:21-9:1 | Church of The Holy Name of Mary

Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

Deus não cessa de marcar presença junto a seu povo e de protegê-lo em todas as situações. De nossa parte, ele espera que acolhamos os ensinamentos do seu Reino, que pede de nós um espírito compassivo e sempre pronto a oferecer o dom do perdão.

Primeira Leitura: Josué 3,7-11.13-17

Leitura do livro de Josué – Naqueles dias, 7o Senhor disse a Josué: “Hoje começarei a exaltar-te diante de todo Israel, para que saibas que estou contigo assim como estive com Moisés. 8Tu, ordena aos sacerdotes que levam a arca da Aliança, dizendo-lhes: Quando chegardes à beira das águas do Jordão, ficai parados ali”. 9Depois Josué disse aos filhos de Israel: “Aproximai-vos para ouvir as palavras do Senhor vosso Deus”. 10E acrescentou: “Nisto sabereis que o Deus vivo está no meio de vós e que ele expulsará da vossa presença os cananeus. 11Eis que a arca da Aliança do Senhor de toda a terra vai atravessar o Jordão adiante de vós. 13E logo que os sacerdotes, que levam a arca do Senhor de toda a terra, tocarem com a planta dos pés as águas do Jordão, elas se dividirão: as águas da parte de baixo continuarão a correr, mas as que vêm de cima pararão, formando uma barragem”. 14Quando o povo levantou acampamento para passar o rio Jordão, os sacerdotes que levavam a arca da Aliança puseram-se à frente de todo o povo. 15Quando chegaram ao rio Jordão e os pés dos sacerdotes se molharam nas águas da margem – pois o Jordão transborda e inunda suas margens durante todo o tempo da colheita -, 16então as águas que vinham de cima pararam, formando uma grande barragem até Adam, cidade que fica ao lado de Sartã, e as que estavam na parte de baixo desceram para o mar da Arabá, o mar Salgado, até secarem completamente. Então o povo atravessou em frente a Jericó. 17E os sacerdotes que levavam a arca da Aliança do Senhor conservaram-se firmes sobre a terra seca, no meio do rio, e ali permaneceram até que todo Israel acabasse de atravessar o rio Jordão a pé enxuto. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 113A(114)

Aleluia, aleluia, aleluia.

1. Quando o povo de Israel saiu do Egito / e os filhos de Jacó, de um povo estranho, / Judá tornou-se o templo do Senhor / e Israel se transformou em seu domínio. – R.

2. O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, / e as águas do Jordão retrocederam; / as montanhas deram pulos como ovelhas, / e as colinas, parecendo cordeirinhos. – R.

3. Ó mar, o que tens tu, para fugir? / E tu, Jordão, por que recuas desse modo? / Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? / E vós, colinas, parecendo cordeirinhos? – R.

Evangelho: Mateus 18,21-19,1

Aleluia, aleluia, aleluia.

Fazei brilhar vosso semblante ao vosso servo / e ensinai-me vossas leis e mandamentos! (Sl 118,135) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 21Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26O empregado, porém, caiu aos pés do patrão e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei tudo’. 27Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros, que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo, e eu te pagarei!’ 30Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida porque tu me suplicaste. 33Não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”. 19,1Ao terminar estes discursos, Jesus deixou a Galileia e veio para o território da Judeia além do Jordão. – Palavra da salvação.

Reflexão 

Jesus fala-nos no Evangelho de hoje a respeito do perdão, que a ninguém, por maior que sejam suas dívidas, devemos negar: “Senhor”, pergunta-lhe Pedro, “quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?”, ao que Ele responde: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Ora, a dificuldade maior que têm as pessoas em perdoar se deve, antes de tudo, à soberba: não perdoam porque veem só o que lhes é devido, mas não o que elas mesmas devem; indignam-se com as ofensas recebidas, mas esquecem sem demora as ofensas praticadas; têm a memória pronta para lembrar o quanto lhes fizeram mal, mas não se recordam nunca de que foram elas, quando ainda eram inimigas de Deus, as primeiras a ser perdoadas (cf. Rm 5, 10). Assim somos nós, rápidos em lembrar o que nos é devido, lentos para reconhecer os benefícios que por pura liberdade Deus nos concedeu. Somos demasiado suscetíveis, apegados às nossas emoções e à honra que julgamos possuir; estamos a todo instante mordendo e remoendo, numa sorte de inferno interior, a menor palavra mal colocada, qualquer olhar atravessado, todo gesto que nos tenha ferido de um modo ou de outro. A tal ponto a soberba se apodera de nós que, crendo-nos o centro do mundo, nos tornamos incapazes de reconhecer que, mais do que vítimas, somos autores de grandes injustiças não só contra o próximo, mas contra Deus. Que Ele, cuja lei tantas vezes quebramos, se digne purificar nossa memória, fazendo-nos ter continuamente presente quão pouco nos é devido e o muito que devemos: “Quando éramos ainda pecadores, Cristo morreu por nós […]. Quando éramos ainda inimigos”, objetos da ira divina, “fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho” (Rm 5, 7.10).

 

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quarta-feira, 16 de agosto de 2023

19ª Semana do Tempo Comum - Corrigir o irmão para levá-lo ao Céu.

 Jesus fala com seus discípulos. | A melhor mensagem para começar todas as  semanas. #Jesus | By O EVANGELHO DE JESUS | Facebook

Considerai, Senhor, vossa Aliança e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

Ao longo da história da salvação, Deus envia profetas com o objetivo de orientar e manter para si um povo fiel. Benditas sejam as pessoas que, também quando nos advertem, são capazes de nos alimentar a fé e a perseverança nos caminhos do Senhor.

Primeira Leitura: Deuteronômio 34,1-12

Leitura do livro do Deuteronômio – Naqueles dias, 1Moisés subiu das estepes de Moab ao monte Nebo, ao cume do Fasga, que está defronte de Jericó. E o Senhor mostrou-lhe todo o país, desde Galaad até Dã, 2o território de Neftali, a terra de Efraim e Manassés, toda a terra de Judá até o mar ocidental, 3o Negueb e a região do vale de Jericó, cidade das palmeiras, até Segor. 4O Senhor lhe disse: “Eis aí a terra pela qual jurei a Abraão, Isaac e Jacó, dizendo: ‘Eu a darei à tua descendência’. Tu a viste com teus olhos, mas nela não entrarás”. 5E Moisés, servo do Senhor, morreu ali, na terra de Moab, conforme a vontade do Senhor. 6E ele o sepultou no vale, na terra de Moab, defronte de Bet-Fegor. E ninguém sabe até hoje onde fica a sua sepultura. 7Ao morrer, Moisés tinha cento e vinte anos. Sua vista não tinha enfraquecido, nem seu vigor se tinha esmorecido. 8Os filhos de Israel choraram Moisés nas estepes de Moab durante trinta dias, até que terminou o luto por Moisés. 9Josué, filho de Nun, estava cheio do espírito de sabedoria, porque Moisés lhe tinha imposto as mãos. E os filhos de Israel lhe obedeceram e agiram como o Senhor tinha ordenado a Moisés. 10Em Israel nunca mais surgiu um profeta como Moisés, a quem o Senhor conhecesse face a face, 11nem quanto aos sinais e prodígios que o Senhor lhe mandou fazer, na terra do Egito, contra o faraó, os seus servidores e todo o seu país, 12nem quanto à mão poderosa e a tantos e tão terríveis prodígios que Moisés fez à vista de todo Israel. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: 65(66)

Bendito seja o Senhor Deus, que me escutou, / é ele que dá vida à nossa vida.

1. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, / cantai salmos a seu nome glorioso, / dai a Deus a mais sublime louvação! / Dizei a Deus: “Como são grandes vossas obras!” – R.

2. Vinde ver todas as obras do Senhor: / seus prodígios estupendos entre os homens! / Todos vós que a Deus temeis, vinde escutar: / vou contar-vos todo bem que ele me fez! / Quando a ele o meu grito se elevou, / já havia gratidão em minha boca! – R.

Evangelho: Mateus 18,15-20

Aleluia, aleluia, aleluia.

Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; / e a nós ele entregou essa reconciliação (2Cor 5,19). – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 15“Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, a sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. 16Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas.17Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. 18Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. 19De novo eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isso vos será concedido por meu Pai que está nos céus. 20Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles”. – Palavra da salvação.

Reflexão

No Evangelho de hoje, Jesus nos ensina como corrigir os nossos irmãos. O contexto do Evangelho é aquele de um discurso de Jesus dirigido aos seus discípulos.

Jesus já viu que os Apóstolos compreenderam quem Ele é, sobretudo depois da profissão de fé de São Pedro, no capítulo 16 do evangelho de São Mateus. Agora, no capítulo 18, em que a Igreja vai ser edificada sobre aquela fé de Pedro, Jesus quer nos ensinar a sermos um só Corpo e a compreendermos que, enquanto Igreja, somos uma comunidade, no sentido bem profundo dessa palavra, uma unidade. Ou seja, devemos nos relacionar com o outro como uma parte de nós mesmos: somos membros de um só Corpo, o Corpo de Cristo, por isso, devemos cuidar daquilo que é a realidade mais importante para nós, a nossa salvação eterna.

Nesse sentido, é importante entendermos de que tipo de correção Jesus está realmente falando neste Evangelho. Nós precisamos corrigir o irmão? Sim, com certeza; mas buscando a salvação eterna dele, e isso é muito importante.

Não podemos perder essa razão de ser da Igreja, porque, infelizmente, existe uma tendência de esvaziar o Evangelho para realidades intramundanas, como se Jesus estivesse nos ensinando uma espécie de “norma comunitária” pura e simplesmente, no sentido raso da palavra “comunidade”, compreendida como uma pequena sociedade intramundana, com suas regras sociais.

Mas Jesus não está fazendo isso. Ele está nos pedindo muito mais: quer que sejamos um só Corpo com Ele, e isso é a Igreja. A Igreja é a continuidade do Ressuscitado ao longo da História; e nós, membros da Igreja, precisamos ter em foco essa realidade de que o fim último, a razão de ser da nossa vida, é a nossa comunhão com o Cristo, nossa unidade com Ele. Por isso, Jesus disse a Pedro: “O que ligares na terra, será ligado no Céu; o que desligares na terra, será desligado no Céu”. Isso quer dizer que a Igreja é uma unidade aqui na terra que remete a outra unidade lá no Céu, com Cristo.

O irmão pecou? É necessário, sim, corrigi-lo; mas corrigi-lo porque ele tem a alma em perigo. E, exatamente porque está com a alma em perigo, por viver em situação de pecado, ele também significa um perigo para os pequeninos ao redor, que podem se escandalizar e também buscar o pecado e a perdição. Por isso, o foco da correção não pode ser apenas reparar uma injustiça pessoal, deste mundo, que alguém cometeu contra nós, mas deve ser a salvação daquele que cometeu essa injustiça.

Tendo essa premissa em nossa mente e em nosso coração, podemos agir de forma diferente. Você vai corrigir o irmão por quê? Se for apenas para obter justiça de qualquer forma, então você primeiro corrige o irmão em separado; se não adiantar, depois chama duas testemunhas; e, se mesmo assim não mudar, excomunga-o. Basta seguir a cartilha como está no Evangelho.

Mas, se a finalidade for a salvação eterna do irmão — o que você precisa fazer para não desistir dele e salvá-lo —, você tem de corrigir sabendo: “Pobre do meu irmão, ele vai se perder”. Além disso, precisa fazer isso com o coração de Cristo, tentar salvá-lo, corrigi-lo e convertê-lo, enfim, tentar ganhá-lo para o Céu.

Resumindo: o Evangelho de hoje é um método de como devemos ganhar os nossos irmãos para o Céu, seguindo o que o próprio Senhor nos disse: “Buscai primeiro o reino de Deus e tudo o mais será acrescentado” (Mt 6,33).

 
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terça-feira, 15 de agosto de 2023

19ª Semana do Tempo Comum - A grandeza dos humildes.

 PE. JOÃO CARLOS - BLOG DA MEDITAÇÃO DA PALAVRA: GENEROSIDADE NA RESPOSTA

Considerai, Senhor, vossa Aliança, e não abandoneis para sempre o vosso povo. Levantai-vos, Senhor, defendei vossa causa e não desprezeis o clamor de quem vos busca (Sl 73,20.19.22s).

Mesmo diante de obstáculos que parecem insuperáveis, o Todo-poderoso se põe ativamente do nosso lado: “O Senhor teu Deus é ele mesmo teu guia, e não te deixará nem te abandonará”. A liturgia nos convida a cultivar no coração a dinâmica da conversão e confiar sempre no Senhor.

Primeira Leitura: Deuteronômio 31,1-8

Leitura do livro do Deuteronômio – 1Moisés dirigiu-se a todo Israel com as seguintes palavras: 2“Tenho hoje cento e vinte anos e já não posso deslocar-me. Além do mais, o Senhor me disse: ‘Não atravessarás este rio Jordão’. 3É o Senhor teu Deus que irá à tua frente; ele mesmo, à tua vista, destruirá todas essas nações, para que ocupes suas terras. Josué passará adiante de ti, como disse o Senhor. 4E o Senhor fará com esses povos o que fez com Seon e Og, reis dos amorreus, e com suas terras, que ele destruiu. 5Quando, pois, o Senhor os entregar a vós, fareis com eles exatamente o que vos ordenei. 6Sede fortes e valentes; não vos intimideis nem tenhais medo deles, pois o Senhor teu Deus é ele mesmo o teu guia, e não te deixará nem te abandonará”. 7Depois Moisés chamou Josué e, diante de todo Israel, lhe disse: “Sê forte e corajoso, pois és tu que introduzirás este povo na terra que o Senhor, sob juramento, prometeu dar a seus pais e és tu que lhe darás a posse dela. 8O Senhor, que é o teu guia, marchará à tua frente, estará contigo e não te deixará nem te abandonará. Por isso, não temas nem te acovardes”. – Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial: Dt 32

A porção do Senhor é o seu povo.

1. O nome do Senhor vou invocar; † vinde todos e dai glória ao nosso Deus! / Ele é a rocha: suas obras são perfeitas. – R.

2. Recorda-te dos dias do passado / e relembra as antigas gerações; / pergunta, e teu pai te contará, / interroga, e teus avós te ensinarão. – R.

3. Quando o Altíssimo os povos dividiu / e pela terra espalhou os filhos de Adão, / as fronteiras das nações ele marcou / de acordo com o número de seus filhos. – R.

4. Mas a parte do Senhor foi o seu povo, / e Jacó foi a porção de sua herança. / O Senhor, somente ele, foi seu guia, / e jamais um outro deus com ele estava. – R.

Evangelho: Mateus 18,1-5.10.12-14

Aleluia, aleluia, aleluia.

Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, / que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29) – R.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus – Naquele tempo, 1os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Quem é o maior no Reino dos Céus?” 2Jesus chamou uma criança, colocou-a no meio deles 3e disse: “Em verdade vos digo, se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças, não entrareis no Reino dos Céus. 4Quem se faz pequeno como esta criança, esse é o maior no Reino dos Céus. 5E quem recebe em meu nome uma criança como esta é a mim que recebe. 10Não desprezeis nenhum desses pequeninos, pois eu vos digo que os seus anjos nos céus veem sem cessar a face do meu Pai que está nos céus. 12Que vos parece? Se um homem tem cem ovelhas e uma delas se perde, não deixa ele as noventa e nove nas montanhas para procurar aquela que se perdeu? 13Em verdade vos digo, se ele a encontrar, ficará mais feliz com ela do que com as noventa e nove que não se perderam. 14Do mesmo modo, o Pai que está nos céus não deseja que se perca nenhum desses pequeninos”. – Palavra da salvação.

Reflexão
 
No Evangelho que a Igreja hoje proclama, os discípulos perguntam a Cristo quem é o maior no Reino dos Céus. E a resposta é simples e clara: é o pobre e pequenino o maior aos olhos de Deus. Mas como entre as criaturas não há ninguém ao mesmo tempo mais perfeito e humilde do que a Virgem Maria, ela é, com justiça, não só o maior dos fiéis, mas ainda a Rainha do céu e da terra. Por ter-se humilhado e diminuído, submetendo-se com total obediência à vontade divina, ela mereceu ser exaltada (cf. Mt 23, 12) e posta sobre um sólio de maternal poder, donde rege e governa a herança conquistada pelo Sangue de seu Filho. À semelhança de nossa Mãe SS., também nós, quanto mais nos sujeitarmos sem murmúrios ao que é do agrado do Senhor, mais cresceremos aos seus olhos, ou seja, mais santos e conformes à imagem de Cristo seremos. Pois não há outro caminho para cima, isto é, para a glória do Céu, senão o rebaixar-se: por um lado, reconhecendo o pó miserável que somos e que havemos de tornar-nos depois da morte (cf. Gn 3, 19); por outro, meditando com frequência na humildade de Jesus, que, embora seja Deus, se despiu da própria glória e majestade e, por amor a nós, "foi castigado por nossos crimes e esmagado por nossas iniqüidades" (Is 53, 5). Foi por causa do rebaixamento dEle, com efeito, que temos agora a paz com Deus e acesso à graça (cf. Rm 5, 1s). Por isso, humilhemo-nos também nós, confiantes no auxílio da Virgem Maria, cuja liberalidade há de conceder-nos todos os auxílios necessários para imitarmos com perfeição o seu Filho, "que sofreu tantas contrariedades dos pecadores" (Hb 12, 3).
 
 
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