quarta-feira, 26 de junho de 2019

Liturgia Diária - Falsos Profetas.

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1a Leitura - Gênesis 15,1-12.17-18
Leitura do livro do Gênesis.
15 1Depois desses acontecimentos, a palavra do Senhor foi dirigida a Abrão, numa visão, nestes termos: “Nada temas, Abrão! Eu sou o teu protetor; tua recompensa será muito grande.” 2Abrão respondeu: “Senhor Javé, que me dareis vós? Eu irei sem filhos, e o herdeiro de minha casa é Eliezer de Damasco.” 3E ajuntou: “Vós não me destes posteridade, e é um escravo nascido em minha casa que será o meu herdeiro.” 4Então a palavra do Senhor foi-lhe dirigida nestes termos: “Não é ele que será o teu herdeiro, mas aquele que vai sair de tuas entranhas.”
5E, conduzindo-o fora, disse-lhe: “Levanta os olhos para os céus e conta as estrelas, se és capaz. Pois bem, ajuntou ele, assim será a tua descendência.” 6Abrão confiou no Senhor, e o Senhor lho imputou para justiça.
7E disse-lhe: “Eu sou o Senhor que te fiz sair de Ur da Caldéia para dar-te esta terra.” 8“O Senhor Javé, como poderei saber se a hei de possuir?” 9“Toma uma novilha de três anos, respondeu-lhe o Senhor, uma cabra de três anos, um cordeiro de três anos, uma rola e um pombinho.” 10Abrão tomou todos esses animais, e dividiu-os pelo meio, colocando suas metades uma defronte da outra; mas não cortou as aves. 11Vieram as aves de rapina e atiraram-se sobre os cadáveres, mas Abrão as expulsou.
12E eis que, ao pôr-do-sol, veio um profundo sono a Abrão, ao mesmo tempo que o assaltou um grande pavor, uma espessa escuridão.
17Quando o sol se pôs, formou-se uma densa escuridão, e eis que um braseiro fumegante e uma tocha ardente passaram pelo meio das carnes divididas.
18Naquele dia, o Senhor fez aliança com Abrão: “Eu dou, disse ele, esta terra aos teus descendentes, desde a torrente do Egito até o grande rio Eufrates:
Palavra do Senhor.

Salmo - 104/105
O Senhor se lembra sempre da aliança.

Dai graças ao Senhor, gritai seu nome,
anunciai entre as nações seus grandes feitos!
Cantai, entoai salmos para ele,
publicai todas as suas maravilhas!

Gloriai-vos em seu nome que é santo,
exulte o coração que busca a Deus!
Procurai o Senhor Deus e seu poder,
buscai constantemente a sua face!

Descendentes de Abraão, seu servidor,
e filhos de Jacó, seu escolhido,
ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus,
vigoram suas leis em toda a terra.

Evangelho - Mateus 7,15-20
Aleluia, aleluia, aleluia.
Ficai em mim e eu em vós ficarei, diz Jesus; quem em mim permanece há de dar muito fruto (Jo 15,4s).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 15 "Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores.
16 Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinhos e figos dos abrolhos?
17 Toda árvore boa dá bons frutos; toda árvore má dá maus frutos.
18 Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má, bons frutos.
19 Toda árvore que não der bons frutos será cortada e lançada ao fogo.
20 Pelos seus frutos os conhecereis".
Palavra da Salvação.

Reflexão

Neste Evangelho Jesus nos adverte para que tomemos cuidado com os falsos profetas.  Aqueles que se aproximam de nós vestidos de ovelhas, de santos homens, mas na realidade são lobos ferozes, são grandes hipócritas que visam apenas ganhar muito dinheiro.
E até se infiltram na política, e com o dinheiro fácil eles compram bancos, aviões, casas grandes e luxuosas...
Jesus disse que nós conhecemos esses falsos profetas pelos seus frutos. Pois de uma árvore má não nascem bons frutos. E os frutos desses profetas hipócritas ávidos por dinheiro, todos acabam conhecendo, pois o mundo de hoje está muito pequeno, e não dá mais para viver de falsas aparências,  para enganar a todos por muito tempo, não dá mais para fingir que é ovelha, pois logo se percebe que é um lobo feroz vestido de pelo de carneiro.
E eles se apresentam como ungidos do Senhor, condenando a idolatria, mas na verdade, são verdadeiros idólatras do dinheiro.
E isso é fácil de se entender, pois  a idolatria não diz respeito somente aos falsos cultos do paganismo. Ela é uma tentação constante da fé. Consiste em divinizar o que não é Deus. E esses falsos profetas, estão divinizando o dinheiro.  Estão colocando o dinheiro no lugar de Deus. Nos seus discursos, eles falam mais em dinheiro do que em Deus propriamente dito.  Uns apresentam muitas contas bancárias para que os seus seguidores possam depositar o seu pobre dinheirinho mensalmente.
Existe idolatria quando o homem presta honra e veneração a uma criatura em lugar de Deus, quer se trate de deuses ou de demônios (por exemplo, o satanismo), do poder, do prazer, da raça, dos antepassados, do Estado, do dinheiro etc. "Não podeis servir a Deus e ao dinheiro", diz Jesus (Mt 6,24). A idolatria nega o senhorio exclusivo de Deus; é, portanto, incompatível com a comunhão divina.
A vida humana unifica-se na adoração do Único. O mandamento de adorar o único Senhor simplifica o homem e o livra de uma dispersão infinita. A idolatria é uma perversão do sentimento religioso inato do homem. O idólatra é aquele que "refere a qualquer coisa que não seja Deus a sua indestrutível noção de Deus".
Os falsos profetas idolatram a fama e a riqueza no lugar de Deus. E a idolatria do dinheiro é um pecado mortal.  Ela é uma teoria que se torna uma prática que faz do lucro a regra exclusiva e o fim último da atividade econômica. Isso  é moralmente inaceitável. O apetite desordenado pelo dinheiro não deixa de produzir seus efeitos perversos. Ele é uma das causas dos numerosos conflitos que perturbam a ordem social.
Agora, imagine um  profeta que se apresenta ser um ungido de Deus, explorando os pobres em troca de orações, em troca do reino dos Céus, ou seja, em troca da salvação eterna. Que absurdo!...
Isso é um crime. Pois é um sacrifício aos direitos fundamentais das pessoas e dos grupos e à organização coletiva da produção, ou seja, os trabalhadores humildes. Por isso, trata-se de uma prática contrária aos direitos e à dignidade do homem. Toda prática que reduz as pessoas a não serem mais que meros meios que têm em vista o lucro escraviza o homem, conduz a idolatria do dinheiro e contribui para difundir o ateísmo, muito embora tais profetas se dizem enviados de Deus para propagar a fé. Só que de Deus e de Evangelho eles falam muito pouco. Pois o seu objetivo é dinheiro. E pensar que Jesus disse: "Não podeis servir ao mesmo tempo a Deus e ao dinheiro" (Mt 6,24; Lc 16,13).
Fica de olho. Cuidado com os falsos profetas!


José Salviano.

Por que Jesus permitiu que transpassassem seu Sagrado Coração na cruz?

CruzCorazonJesusNas Sagradas Escrituras se narra que Jesus, morto na cruz, teve o coração transpassado por uma lança. Séculos depois, o Senhor revelou a Santa Catarina de Sena, italiana e doutora da Igreja, a mensagem contida neste fato.
A Santa perguntou ao Senhor: “Doce Cordeiro sem mancha, Tu estavas morto quando teu peito foi aberto. Por que então, permitiste que Teu Coração fosse ferido e aberto com tanta violência?”.
Jesus respondeu: “Eu tinha várias razões, mas vou lhe dizer a principal. Meu amor pelo gênero humano era infinito, enquanto os tormentos e os sofrimentos que eu suportava eram finitos”.
“Já que meu amor é infinito, eu não podia por este sofrimento manifestar o quanto te amo. Por isso, mostrando meu lado aberto, eu queria que vissem o segredo do meu coração: que eu amava vocês muito mais do que eu podia mostrar com o meu sofrimento finito”.

Posteriormente, no século XVII, Jesus Cristo apareceu a Santa Margarida Maria Alacoque, mostrando-lhe o seu coração e disse:
“Eis o Coração que tanto amou os homens, que nada poupou, até se esgotar e se consumir para lhes testemunhar seu amor. Como reconhecimento, não recebo da maior parte deles senão ingratidões, pelas suas irreverências, sacrilégios, e pela tibieza e desprezo que têm para comigo na Eucaristia. Entretanto, o que Me é mais sensível é que há corações consagrados que agem assim”.

“Por isto te peço que a primeira sexta-feira após a oitava do Santíssimo Sacramento seja dedicada a uma festa particular para honrar Meu Coração, comungando neste dia, e O reparando pelos insultos que recebeu durante o tempo em que foi exposto sobre os altares. Prometo-te que o Meu Coração se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada”
Neste ano, a Igreja celebrará a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus nesta sexta-feira, 28 de junho, e no dia seguinte será celebrado o Imaculado Coração de Maria, que estava sempre unida ao seu Filho.



Fonte: https://www.acidigital.com/noticias/por-que-jesus-permitiu-que-transpassassem-seu-sagrado-coracao-na-cruz-92833

terça-feira, 25 de junho de 2019

Liturgia Diária - “Não lanceis aos cães as coisas santas..."


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1a Leitura - Gênesis 13,2.5-18
Leitura do livro do Gênesis.
13 2 Abrão era muito rico em rebanhos, prata e ouro.
5 Lot, que acompanhava Abrão, possuía também ovelhas, bois e tendas,6 e a região não lhes bastava para aí se estabelecerem juntos. 7 Por isso houve uma contenda entre os pastores dos rebanhos de Abrão e os dos rebanhos de Lot. Os cananeus e os ferezeus habitavam então naquela terra. 8 Abrão disse a Lot: “Rogo-te que não haja discórdia entre mim e ti, nem entre nossos pastores, pois somos irmãos. 9 Eis aí toda a terra diante de ti; separemo-nos. Se fores para a esquerda, eu irei para a direita; se fores para a direita, eu irei para esquerda.”
10 Lot, levantando os olhos, viu que a toda a planície de Jordão era regada de água (o Senhor não tinha ainda destruído Sodoma e Gomorra) como o jardim do Senhor, como a terra do Egito ao lado de Tsoar. 11 Lot escolheu toda a planície do Jordão e foi para o oriente. Foi assim que se separam um do outro. 12 Abrão fixou-se na terra de Canaã, e Lot nas cidades da planície, onde levantou suas tendas até Sodoma.13 Ora, os habitantes de Sodoma eram perversos, e grandes pecadores diante do Senhor.
14 O Senhor disse a Abrão depois que Lot o deixou: “Levanta os olhos, e do lugar onde estás, olha para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente. 15 Toda a terra que vês, eu a darei a ti e aos teus descendentes para sempre. 16 Tornarei tua posteridade tão numerosa como o pó da terra: se alguém puder contar os grãos do pó da terra, então poderá contar a tua posteridade. 17 Levanta-te, percorre a terra em toda a sua extensão, porque eu te hei de dar.” 18 Abrão levantou as suas tendas e veio fixar-se no vale dos carvalhos de Mambré, que estão em Hebron; e ali edificou um altar ao Senhor.
Palavra do Senhor.

Salmo - 14/15
Senhor, quem morará em vosso monte santo?

“Senhor, quem morará em vossa casa?”
É aquele que caminha sem pecado
e pratica a justiça fielmente;
quem pensa a verdade no seu íntimo
e não solta em calúnias sua língua.

Que em nada prejudica o seu irmão
nem cobre de insultos seu vizinho;
que não dá valor algum ao homem ímpio,
mas honra os que respeitam o Senhor.

Não empresta o seu dinheiro com usura
nem se deixa subornar contra o inocente.
Jamais vacilará quem vive assim!

Evangelho - Mateus 7,6.12-14
Aleluia, aleluia, aleluia.
Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8,12).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 6 “Não lanceis aos cães as coisas santas, não atireis aos porcos as vossas pérolas, para que não as calquem com os seus pés, e, voltando-se contra vós, vos despedacem.
12 Tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o vós a eles. Esta é a lei e os profetas.
13 Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso o caminho que conduzem à perdição e numerosos são os que por aí entram.
14 Estreita, porém, é a porta e apertado o caminho da vida e raros são os que o encontram”.
Palavra da Salvação.



Durante a nossa caminhada  missionária, encontramos situações que muito nos entristece, como deparar com irmãos, que ainda não conhecem a palavra de Deus! Alguns,  porque ainda não tiveram a oportunidade de conhecê-la, outros, porque já fizeram suas escolhas, optaram por outros deuses, como o deus dinheiro, o deus fama, poder...
Quando fazemos a experiência de Jesus em nossa vida, temos pressa em leva-Lo ao outro, no desejo de que o outro possa também, fazer a mesma experiência que fazemos: beber da mesma fonte que bebemos, da fonte de água viva que é Jesus! Movidos por este forte desejo, às vezes nos precipitamos, lançando a palavra de Deus onde ela não será acolhida, e assim, nos machucamos, pois é triste para um missionário, ver a palavra de Deus sendo rejeitada. 
A  palavra de Deus, não entra em coração fechado, e Jesus, conhecedor das nossas boas intenções e também  da nossa ingenuidade missionária, nos orienta, na intenção de nos  prevenir contra esses desencontros, que podem  nos desestimular na missão.
No evangelho que a liturgia de hoje nos convida a refletir, Jesus alerta os discípulos, quanto a cautela que eles deveriam ter na caminhada missionária. Como discípulos missionários, eles estavam muito empolgados com o êxito da missão, com o poder que Jesus lhes transferira, o que poderia leva-los a cair na ingenuidade de saírem anunciando o evangelho sem nenhum  critério.
Conhecedor do coração humano, Jesus sabia que nem todas as pessoas estavam abertas para acolher o anuncio do Reino, que muitos, além de desprezar a palavra de Deus, iriam zombar dela e dos próprios mensageiros, machucando assim o coração dos discípulos!
Então, Jesus disse-lhes: “Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos.” Jesus, queria poupar os discípulos dos dissabores, conscientizando-os sobre o zelo que eles deveriam ter para com o que é santo. A palavra de Deus é Santa, ela não deve ser lançada em qualquer ambiente e  se insistirmos em lança-la sem critérios, ou seja: onde ela não será acolhida, além de nos machucar, estaremos perdendo tempo, deixando de semeá-la em terras férteis, em ambientes, onde certamente ela será bem acolhida.
É inútil querer levar alguém a conversão, se esse alguém não quer abrir-se para acolher a palavra de Deus, pois é a palavra de Deus,  que fará brotar no coração de uma pessoa, o desejo de mudança. 
A palavra de Deus não pode ser imposta, empurrada pra dentro das pessoas, ela é uma proposta, querer forçar alguém a acolhê-la, seria fazer mal uso desta palavra. Mas isto não significa que nós devemos virar as costas para quem a rejeita, nada disso, devemos dar tempo ao tempo, pois quem sabe um dia, por causa do nosso testemunho, essas mesmas pessoas, venham a acolher esta palavra de vida?
Quem faz a opção pela porta estreita  vai  encontrar muitos obstáculos pelo o caminho, como os primeiros discípulos encontraram, pois serão muitos, os adversários do projeto de Deus tentando desestimulá-lo da missão.
 A porta larga nos oferece inúmeros atrativos, mas não nos leva a felicidade plena e esta felicidade, só alcançaremos, passando pela porta estreita que é Jesus! 
As coisas santas têm destinatários certos que são os corações daqueles que se abrem para acolhê-las com o zelo que elas merecem.
 

Olivia Coutinho

5 chaves para entender por que ioga é incompatível com o cristianismo

Yoga_FlickrGlobalPanorama_240516A ioga está baseada em uma filosofia e em uma visão que não são compatíveis com a fé cristã.
As seguintes chaves resumem as publicações dos especialistas Joel S. Peters e Pe. James Manjackal a respeito do tema.
1. A ioga é uma disciplina espiritual hindu e não só posturas ou exercícios físicos
A palavra ioga deriva da raiz sânscrita “yuj” que significa “união”. O objetivo da ioga é unir o eu transitório (temporal), ou “jiva”, com o (eu eterno) infinito, ou “Brahman”, o conceito hindu de Deus.
Este deus não é um deus pessoal, mas uma substância impessoal espiritual que é “um só com a natureza e o cosmos”. Brahman é uma substância impessoal e divina que “impregna, envolve e subjaz em tudo”.
A ioga não é apenas um conjunto de posturas e exercícios físicos, mas uma disciplina espiritual que busca levar a alma ao “samadhi”, ou seja, aquele estado no qual o natural e o divino se transformam em um, o homem e Deus chegam a ser um sem nenhuma diferença.
2. É panteísta e, portanto, incompatível com o cristianismo
O panteísmo é aquela visão na qual deus e o mundo são um só. No hinduísmo existe uma realidade única e todo o resto é uma ilusão (ou Maya), ou seja, o universo é entendido como uma energia eterna, divina e espiritual, onde todos os indivíduos que existem – inclusive os humanos – são suas extensões.
A ioga é o caminho que conduz o praticante (varão=yogi, mulher=yogini) com esta energia cósmica.
Por outro lado, no cristianismo, através da revelação contida na Tradição e nas Sagradas Escrituras, conhecemos a verdadeira natureza do homem como criação única de Deus, criado a sua imagem e semelhança; onde nem o homem nem o universo criado são divinos.
No hinduísmo, o bem e o mal são ilusórios (Maya) e, portanto, inexistentes; enquanto no cristianismo, o pecado é uma transgressão da lei de Deus e o rechaço de nosso verdadeiro bem. Além disso, é inseparável para nossa fé porque é a razão pela qual necessitamos um Salvador. A Encarnação, a Vida, a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Jesus são meios de salvação para os cristãos, ou seja, para nos libertar do pecado e de suas consequências.

3. Não é possível separar a espiritualidade hindu da prática da ioga
É um erro acreditar que praticando ioga só conseguirão benefícios corporais sem ser afetado pelo seu fundamento espiritual.
Isto acontece porque a ioga não trata essencialmente do relaxamento ou da flexibilidade, mas de utilizar os meios físicos para um fim espiritual.
Como explica o apologista Michael Gleghorn, há especialistas em ioga, como Georg Feuerstein e Jeanine Miller, que ao falar sobre as posturas desta prática (asana) e dos exercícios de respiração (pranayama) assinalam-nas como algo mais que simplesmente outra forma de exercício: são “exercícios psicossomáticos”, isto é, que o processo de origem psíquica também influencia no corpo.
O reconhecido investigador sobre ioga, Dave Fetcho, também assinala que a filosofia oriental é interdependente com a prática da ioga:
“A ioga física, segundo sua definição clássica, é intrínseca e funcionalmente incapaz de ser separada da metafísica das religiões orientais. O praticante ocidental que tentar fazer isto está fazendo com ignorância e em perigo, tanto do ponto de vista do iogue como do ponto de vista cristão. (Ioga; 725:2)
4. Sim, a Igreja Católica se pronunciou sobre o tema
Na “Carta aos bispos da igreja católica acerca de alguns aspectos da meditação cristã” de 1989, a Congregação para a Doutrina da Fé, embora não condene expressamente a ioga, assinala no numeral 12 que é necessário ser prudente com a prática de “métodos orientais”, inspirados no hinduísmo e no budismo:
“Estas propostas ou outras análogas de harmonização entre a meditação cristã e as técnicas orientais, deverão ser continuamente examinadas mediante um cuidadoso discernimento de conteúdos e de método, para evitar a queda num pernicioso sincretismo”.
O numeral 14 explica que a noção de que os seres humanos se unam “com uma consciência cósmica divina” contradiz os ensinos da Igreja:
“Para aproximar-se daquele mistério da união com Deus, que os Padres gregos chamavam divinização do homem, e para compreender com precisão as modalidades segundo as quais ela se realiza, é necessário ter presente, em primeiro lugar, que o homem é essencialmente criatura e tal permanece para sempre, de modo que jamais será possível uma absorção do eu humano pelo Eu divino, nem sequer nos mais elevados graus de graça”.
Em 2003, o Conselho Pontifício da Igreja Católica para o Diálogo Inter-religioso publicou um documento intitulado “Jesus Cristo portador da Água da Vida”, no qual descreve a ioga como uma das muitas práticas da New Age (Nova Era) e que é “difícil de reconciliar com a doutrina e a espiritualidade cristã”.
No numeral 3 explica por que o da ioga não ajuda na meditação e na oração cristã:
“Para os cristãos, a vida espiritual consiste em uma relação com Deus que vai se tornando cada vez mais profunda com a ajuda da graça, em um processo que ilumina também a relação com nossos irmãos. A espiritualidade, para a New Age, significa experimentar estados de consciência dominados por um sentido de harmonia e fusão com o Todo. Assim, ‘mística’ não se refere a um encontro com o Deus transcendente na plenitude do amor, a não ser à experiência provocada por um voltar-se sobre si mesmo, um sentimento exultante de estar em comunhão com o universo, de deixar que a própria individualidade entre no grande oceano do Ser”.
5. A origem da ioga remonta aos “vedas” e existe mais de um tipo
Embora suas origens remontam há 5 mil anos e durante muito tempo seus princípios foram transmitidos oralmente, a ioga foi colocada por escrito e apareceu publicamente nos 4 antigos textos hindus conhecidos como os Vedas (depois nos Upanishads).
Alguns anos depois, o pensador hindu Patañjali compilou e codificou todo o conhecimento da ioga no Ioga Sutra, o texto de mais autoridade sobre este tema, reconhecido por todas suas escolas.
Patañjali explicou em seus escritos as 8 vias que guiam as práticas da ioga, da ignorância à “iluminação” ou união com Brahman. São estas: o autocontrole (yama), a prática religiosa (niyama), posturas (asana), exercícios de respiração (pranayama), controle dos sentidos (pratyahara), concentração ou controle mental (dharana), contemplação profunda (dhyana), iluminação (samadhi).
É interessante observar que as posturas e os exercícios de respiração que normalmente são considerados no Ocidente como toda a Ioga, são os passos 3 e 4 que procuram a união com o chamado Brahman.


Fonte: http://www.acidigital.com/noticias/5-chaves-para-entender-por-que-ioga-e-incompativel-com-o-cristianismo-45495/

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Lituria Diária (Natividade de São João) – Deus é o Senhor do tempo e da história.


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1a Leitura - Isaías 49,1-6
Leitura do livro do profeta Isaías.
49 1 Ilhas, ouvi-me; povos de longe, prestai atenção! O Senhor chamou-me desde meu nascimento; ainda no seio de minha mãe, ele pronunciou meu nome.
2 Tornou minha boca semelhante a uma espada afiada, cobriu-me com a sombra de sua mão. Fez de mim uma flecha penetrante, guardou-me na sua aljava.
3 E disse-me: "Tu és meu servo, (Israel), em quem me rejubilarei".
4 E eu dizia a mim mesmo: "Foi em vão que padeci, foi em vão que gastei minhas forças. Todavia, meu direito estava nas mãos do Senhor, e no meu Deus estava depositada a minha recompensa".
5 E agora o Senhor fala, ele, que me formou desde meu nascimento para ser seu Servo, para trazer-lhe de volta Jacó e reunir-lhe Israel, (porque o Senhor fez-me esta honra, e meu Deus tornou-se minha força).
6 Disse-me: "Não basta que sejas meu servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os fugitivos de Israel; vou fazer de ti a luz das nações, para propagar minha salvação até os confins do mundo".
Palavra do Senhor.

Salmo - 138/139
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!

Senhor, vós me sondais e conheceis,
sabeis quando me sento ou me levanto;
de longe penetrais meus pensamentos;
percebeis quando me deito e quando eu ando,
os meus caminhos vos são todos conhecidos.

Fostes vós que me formastes as entranhas
e, no seio de minha mãe, vós me tecestes.
Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!

Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis;
nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis
quando eu era modelado ocultamente,
era formado nas entranhas subterrâneas.

2a Leitura - Atos 13,22-26
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
Naqueles dias, Paulo disse: 13 22 "Depois, Deus o rejeitou e mandou-lhes Davi como rei, de quem deu este testemunho: ‘Achei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que fará todas as minhas vontades’.
23 De sua descendência, conforme a promessa, Deus fez sair para Israel o Salvador Jesus.
24 João tinha pregado, desde antes da sua vinda, o batismo do arrependimento a todo o povo de Israel.
25 Terminando a sua carreira, dizia: ‘Eu não sou aquele que vós pensais, mas após mim virá aquele de quem não sou digno de desatar o calçado’.
26 Irmãos, filhos de Abraão, e os que entre vós temem a Deus: a nós é que foi dirigida a mensagem de salvação".
Palavra do Senhor.

Evangelho - Lucas 1,57-66.80
Aleluia, aleluia, aleluia.
Serás chamado, ó menino, o profeta do Altíssimo: irás diante do Senhor, preparando-lhe os caminhos (Jo 1,7; Lc 1,17).

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
1 56 Maria ficou com Isabel cerca de três meses. Depois voltou para casa.
57 Completando-se para Isabel o tempo de dar à luz, teve um filho.
58 Os seus vizinhos e parentes souberam que o Senhor lhe manifestara a sua misericórdia, e congratulavam-se com ela.
59 No oitavo dia, foram circuncidar o menino e o queriam chamar pelo nome de seu pai, Zacarias.
60 Mas sua mãe interveio: "Não", disse ela, "ele se chamará João".
61 Replicaram-lhe: "Não há ninguém na tua família que se chame por este nome".
62 E perguntavam por acenos ao seu pai como queria que se chamasse.
63 Ele, pedindo uma tabuinha, escreveu nela as palavras: "João é o seu nome". Todos ficaram pasmados.
64 E logo se lhe abriu a boca e soltou-se-lhe a língua e ele falou, bendizendo a Deus. 65 O temor apoderou-se de todos os seus vizinhos; o fato divulgou-se por todas as montanhas da Judéia. 66 Todos os que o ouviam conservavam-no no coração, dizendo: "Que será este menino? Porque a mão do Senhor estava com ele. 80 O menino foi crescendo e fortificava-se em espírito, e viveu nos desertos até o dia em que se apresentou diante de Israel.
Palavra da Salvação.

Reflexão 

Meditando no acontecimento do nascimento de João Batista, relatado por São Lucas, nós nos apossamos da verdade de que a nossa Salvação está próxima e que Deus é o Senhor do tempo e da história. Percebemos neste episódio a intervenção direta do Senhor na vida de Zacarias e Izabel que os instruiu  e formou para que Seu plano salvífico fosse realizado quando da chegada do Messias. João Batista, portanto, foi predestinado, desde a sua concepção, a vir ao mundo realizar a missão de precursor de Jesus. Por isso, fatos extraordinários aconteceram com seus pais, os quais já idosos experimentaram a grande manifestação do poder do alto. Percebia-se entre Isabel e Zacarias uma sintonia perfeita, por isso, quando ele nasceu o seu nome foi suscitado no coração dos dois, embora houvesse outras sugestões.
Assim também o Senhor faz conosco. Ele pensa em todos os detalhes para que o Seu plano de Salvação se realize na nossa vida e nos prepara para que possamos acolher o Messias, Aquele que veio para nos salvar e dar vida plena. Assim como designou um nome para João Batista, Deus também pensou no nosso nome, que também pode designar a missão a que somos chamados a desempenhar.  O plano de Deus para nós também pode se revelar a partir do significado do nosso nome e mesmo que não tenhamos conhecimento o Senhor nos motiva, pois Ele sabe de tudo a nosso respeito.  No dia em que nascemos todos ficaram alegres com a nossa chegada, mas somente o Senhor sabia verdadeiramente qual seria a nossa missão aqui na terra.  O nome pelo qual somos evocados é muito importante, pois divulga a nossa identidade como pessoa humana, mas também como filho (a) de Deus batizados em Nome de Jesus.  Todos nós também podemos nos considerar um João Batista, alguém que é muito importante para o reino de Deus!




Helena Serpa