sábado, 5 de outubro de 2019

O cristão e as riquezas.

Como eu me relaciono com o meu dinheiro?
Santo Agostinho dizia que já no seu tempo alguns cristãos não entendiam bem a relação entre a pobreza e a riqueza, “o Reino dos céus será do pobres, dos famintos; os ricos são todos maus, como o rico avarento”. Diante dessas opiniões errôneas, Santo Agostinho explica o sentido profundo da riqueza e da pobreza, segundo o espírito evangélico. Então ele escreveu sobre isso no seu Sermão 14. Eis o seu ensinamento:
“Ouve-me senhor pobre, sobre o que dizes. Quando te chamas a ti mesmo Lázaro, aquele santo varão chagado, temo que por soberba não sejas aquele que te dizes…Não desprezes os ricos misericordiosos, os ricos humildes; ou, para o dizer em poucas palavras, não desprezes o que denominei ricos pobres. Oh pobre!, sê tu pobre também; pobre, ou seja, humilde (…).

Ouve-me, pois. Sê verdadeiro pobre, sê piedoso, se humilde; se te glorias de teus andrajos ou da tua pobreza ulcerosa, se te glorias de te assemelhares ao mendigo estendido junto da casa do rico, não reparas senão em que foi pobre e não te fixas em nada mais. Em que vou fixar-me?, dizes. Lê as Escrituras e entenderás o que te digo. Lázaro foi pobre, mas aquele para cujo seio foi levado era rico. ´Sucedeu – está escrito – que morreu o pobre e foi levado pelos anjos ao seio de Abrão´. Para onde? Para o seio de Abraão, ou digamos para o misterioso lugar onde repousa Abraão. Lê (…) e pondera como Abraão foi opulentíssimo na terra, onde teve em abundância prata, família, gados, fazenda; e contudo, este rico foi pobre, pois foi humilde. ´Creu Abraão em Deus, e foi-lhe contado como justiça´(…). Era fiel, praticava o bem, recebeu o mandato de imolar seu filho e não demorou a oferecer o que tinha recebido Àquele de Quem, o tinha recebido. Ficou provado aos olhos de Deus e posto como exemplo de fé”.

O grande São Leão Magno (†460), papa e doutor da Igreja, também falou sobre esta questão. No Início do seu Sermão sobre as Bem-aventuranças (Sermão 95,1-2: PL 54,461-462) ele disse:
“Bem-aventurados os pobres em espírito porque deles é o reino dos céus (Mt 5,3). Seria talvez ambíguo a que pobres se referia a Verdade, se dissesse: Bem-aventurados os pobres, sem acrescentar nada sobre a espécie de pobres, parecendo bastar a simples indigência, que tantos padecem por pesada e dura necessidade, para possuir o reino dos céus. Dizendo porém: Bem-aventurados os pobres em espírito, mostra que o reino dos céus será dado àqueles que mais se recomendam pela humildade dos corações do que pela falta de riquezas”.

A Bíblia Sagrada da conceituada Faculdade de Teologia da Universidade de Navarra, traz o seguinte comentário:
“A pobreza não consiste em algo puramente exterior, em ter ou não ter bens materiais, mas algo mais profundo que afeta o coração, o espírito do homem, consiste em ser humilde diante de Deus, em ser piedoso, em ter uma fé submissa. Se se possuem essas virtudes, e além disso abundância de bens materiais, a atitude do cristão será de desprendimento, de caridade para com os outros homens, e assim agradar a Deus. Pelo contrário, o que não possui bens materiais, abundantes, nem por isso está justificado diante de Deus, se não se esforça por adquirir essas virtudes que constituem a verdadeira pobreza”.


Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 4 de outubro de 2019

Liturgia Diária - As Cidades que não creram.


 Cidades destruídas posteriormente por terremotos restando apenas ruínas tornando-as inabitadas até os dias de hoje. Hoje Corazim é considerado Parque Arqueológico Nacional.

1a Leitura - Baruc 1,15-22
Leitura do livro de Baruc.
1 15 Eis o que direis: O Senhor, nosso Deus, é justo. Nós, porém, devemos, hoje, corar de vergonha, nós, homens de Judá e habitantes de Jerusalém,
16 nossos reis e príncipes, sacerdotes, profetas e nossos pais, 17 porque pecamos contra o Senhor. 18 Nós lhe desobedecemos; recusamo-nos a ouvir a voz do Senhor, nosso Deus, e a seguir os mandamentos que nos deu. 19 Desde o dia em que o Senhor tirou nossos pais do Egito até agora, persistimos em nos mostrar recalcitrantes contra o Senhor, nosso Deus, e, em nossa leviandade, recusamos escutar-lhe a voz. 20 Por isso, como agora o vemos, persegue-nos a calamidade assim como a maldição que o Senhor pronunciara pela boca de Moisés, seu servo, quando este fez com que saíssem do Egito nossos pais, a fim de nos proporcionar uma terra que mana leite e mel. 21 Contudo, a despeito dos avisos dos profetas que nos enviou, não escutamos a voz do Senhor, nosso Deus. 22 Seguindo cada um de nós as inclinações perversas do coração, servimos a deuses estranhos e praticamos o mal ante os olhos do Senhor, nosso Deus.
Palavra do Senhor.

Salmo - 78/79
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor! 

Invadiram vossa herança os infiéis,
profanaram, ó Senhor, o vosso templo,
Jerusalém foi reduzida a ruínas!
Lançaram aos abutres como pasto
os cadáveres dos vossos servidores;
e às feras da floresta entregaram
os corpos dos fiéis, vossos eleitos. 

Derramaram o seu sangue como água
em torno das muralhas de Sião,
e não houve quem lhes desse sepultura!
Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos,
um objeto de desprezo e zombaria
para os povos e àqueles que nos cercam.
Mas até quando, ó Senhor, veremos isto?
Conservareis eternamente a vossa ira?
Como fogo arderá a vossa cólera? 

Não lembreis as nossas culpas do passado,
mas venha logo sobre nós vossa bondade,
pois estamos humilhados em extremo. 

Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador!
Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos!
Por vosso nome, perdoai nossos pecados!

Evangelho - Lucas 10,13-16
Aleluia, aleluia, aleluia.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94,8)

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
Naquele tempo, disse Jesus: 10 13 "Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidônia tivessem sido feitos os prodígios que foram realizados em vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, cobrindo-se de saco e cinza. 14 Por isso haverá no dia do juízo menos rigor para Tiro e Sidônia do que para vós. 15 E tu, Cafarnaum, que te elevas até o céu, serás precipitada até aos infernos. 16 Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou".
Palavra da Salvação.

Reflexão

No Primeiro Testamento eram comuns as imprecações contra nações ou cidades adversárias de Israel ou de Judá. Nos Evangelhos, temos aqui as imprecações, com os "ais" como anúncio de desgraça, contra três cidades vizinhas ao Lago da Galileia, Cafarnaum, Corazim e Betsaida, próximas entre si. Depois haverá também a imprecação sobre "Jerusalém, que matas os profetas.
Com estas censuras às três cidades, Lucas encerra as orientações aos setenta e dois enviados em missão. Lucas julgou as censuras oportunas para completar a advertência aos discípulos sobre a possível rejeição que poderiam encontrar por parte de alguma cidade na qual entrassem em missão. Em Mateus estas censuras estão articuladas à advertência a "esta geração", formada pelos chefes religiosos de Israel, que rejeitam Jesus.
A censura a Corazim, Betsaida e Cafarnaum é um caso único de censura a cidades. Depois será feita também a censura a Jerusalém. As três cidades eram locais de comércio. Em ambiente de riqueza, as cidades fecham-se à novidade do Reino. Por rejeitarem os milagres feitos por Jesus, Corazim e Betsaida terão condenação maior do que as cidades gentílicas de Tiro e Sidônia, execradas por Isaías (Is 23,1-18). E Cafarnaúm será julgada com maior rigor do que Sodoma, protótipo bíblico de cidade da corrupção. Encerrando as palavras de envio, Jesus identifica-se com o próprio discípulo em missão.
 Assim Jesus começa o Evangelho de hoje. Essas palavras foram ditas após o retorno dos discípulos enviados, os quais não foram bem recebidos nestas cidades. Com essas palavras, Jesus expressa o seu sentimento de desgosto. Imagino Jesus pronunciando esses "Ais" com toda a sua autoridade deveria fazer o coração parar de bater por uma fração de segundo. Nós, cristãos, deveríamos tremer diante da possibilidade de escutar um "ai" de Jesus dirigido a nós.
Pai, move-me à conversão e à penitência diante do testemunho de Jesus, de modo que eu não incorra em castigo por minha incapacidade de reconhecer o apelo da salvação.


Pe. Bantu 

São Francisco de Assis.


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Com apenas 44 anos de idade, a 3 de outubro de 1226, morria no chão nu da Porciúncula de Santa Maria dos Anjos, proximidades de Assis, o autêntico arauto da perfeição evangélica, São Francisco. Com idade de 24 anos, tinha se despojado de tudo: riquezas, ambições, orgulho, e até da roupa que usava, para desposar a Senhora Pobreza e repropor ao mundo, em perfeita alegria, o ideal evangélico de humildade, pobreza e castidade. 

Nascido numa cidade de comércio, de pai comerciante, o jovem rebento de Bernardone gostava das alegres companhias e gastava com certa prodigalidade o dinheiro do pai. Aos vinte anos, quis alistar-se como cavaleiro no exército de Gualtieri de Brienne, que combatia pelo papa, mas em Spoleto, teve um sonho revelador no qual era convidado a seguir de preferência o Patrão do que o servo. Voltando a Assis, dedicou-se ao serviço dos doentes e pobres e num dia do outono de 1205, enquanto meditava extasiado na igrejinha de São Damião, pareceu-lhe ter ouvido uma voz saída do crucifixo: “Vá escorar a minha Igreja, que está desabando”. Com a renúncia definitiva aos bens paternos, aos 25 anos, Francisco deu início à sua vida religiosa. 

Na primeira etapa vemos Francisco em hábito de eremita, levando vida solitária e errante, até que uma frase luminosa do Evangelho impeliu-o à pregação e à constituição do primeiro núcleo da Ordem dos Frades Menores, cuja regra foi aprovada pelo Papa Inocêncio III. Esse segundo capítulo da vida do santo é caracterizada por uma intensa pregação e incessantes viagens missionárias, para levar aos homens, frequentemente armados uns contra os outros, a mensagem evangélica de paz e bem. Após ter-se aventurado a uma viagem à Terra Santa, à Síria e ao Egito, em 1220 voltou para Assis e tratou de pôr em ordem a própria casa, redigindo a segunda Regra, aprovada por Honório III. Já debilitado fisicamente pelas duras penitências, entrou na última etapa de sua vida, que assinalou a sua perfeita configuração a Cristo, até fisicamente, com o sigilo dos estigmas, recebidos sobre o Monte Alverne a 14 de setembro de 1224. Autor do Cântico do Irmão Sol, um dos santos mais amados pelo mundo inteiro, São Francisco foi canonizado dois anos após a morte. Em 1939, Pio XII tributou um ulterior reconhecimento oficial ao “mais italiano dos santos e mais santo dos italianos”, proclamando-o padroeiro principal da Itália.
 
Outros Santos do mesmo dia: São Amão, Santo Petrônio, Santo Damarides, Santa Aurea, Beato Alfredo Pellicer Munoz, Beato Francisco Xavier Seelos, Beato Tomás de Celano, Beato Henrique Morat Pellicer, Beato José Canet Giner, Beato José Gafo Muñiz.



Prof.Felipe Aquino

Ó meu Deus, vem em meu auxílio (São Francisco de Assis)

rezaarprayer5Confira esta bela oração de São Francisco de Assis para pedir o auxílio de Deus nas dificuldades:
Meu Deus, de minha vida as dores todas confiei-Te,
Tu sabes o quanto chorei.
Meus inimigos se esforçam por perder-me,
contra mim, eles reúnem seu conselho.
As minhas dádivas, só com o mal respondem,
A resposta ao meu amor é só ódio.
Estou disposto à indiferença e à zombaria,
mas permaneço fiel à oração.

Pai santo, rei do céu e da terra, não Te afastes de mim:
não vem ninguém em meu socorro!
Mas quando eu Te invocar, recuará o maligno:
eu o proclamo, Tu és meu Deus.
De minha casa se afastam meus inimigos, com desprezo,
De minha porta fogem os que são mais próximos.
Desviam-se de mim os meus amigos,
sem poder justiçar-me, sou traído.
Pai santo, não me recuses Teu socorro,
vem meu Deus, em meu auxílio!
Socorre-me, sem demora, Senhor Deus, meu Salvador!

Retirado do livro: “Orações de Todos os Tempos da Igreja”. Prof. Felipe Aquino (Org.). Ed. Cléofas.

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Liturgia Diária - Somos missionários do amor de Deus.


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1a Leitura - Neemias 8,1-12
Leitura do livro de Neemias.
8 1 Todo o povo se reuniu então, como um só homem, na praça que ficava diante da porta da Água, e pediu a Esdras, o escriba, que trouxesse o livro da Lei de Moisés, que o Senhor havia prescrito a Israel.
2 O sacerdote Esdras trouxe a lei diante da assembléia de homens, mulheres e de todas (as crianças) que fossem capazes de compreender. Era o primeiro dia do sétimo mês.
3 Esdras fez então a leitura da lei, na praça que ficava diante da porta da Água, desde a manhã até o meio-dia, na presença dos homens, mulheres e das (crianças) capazes de compreender; todos escutavam atentamente a leitura.
4 O escriba Esdras postou-se num estrado de madeira que haviam construído para a ocasião; a seu lado encontravam-se, à direita, Matatias, Semeías, Anias, Urias, Helcias e Maasias; à esquerda, Fadaías, Misael, Melquias, Hasum, Hasbadana, Zacarias e Mosolão.
5 Esdras abriu o livro à vista do povo todo; ele estava, com efeito, elevado acima da multidão. Quando o escriba abriu o livro, todo o povo levantou-se.
6 Esdras bendisse o Senhor, o grande Deus; ao que todo o povo respondeu, levantando as mãos: “Amém! Amém!” Depois inclinaram-se e prostraram-se diante do Senhor com a face por terra.
7 E Josué, Bani, Serebias, Jamin, Acub, Seftai, Odias, Maasias, Celita, Azarias, Josabed, Hanã, Falaías e outros levitas explicavam a lei ao povo, e cada um ficou no seu lugar.
8 Liam distintamente no livro da lei de Deus, e explicavam o sentido, de maneira que se pudesse compreender a leitura.
9 Depois Neemias, o governador, Esdras, sacerdote e escriba, e os levitas que instruíam o povo, disseram a toda a multidão: “Este é um dia de festa consagrado ao Senhor, nosso Deus; não haja nem aflição, nem lágrimas. Porque todos choravam ao ouvir as palavras da lei”.
10 Neemias disse-lhes: “Ide para as vossas casas, fazei um bom jantar, tomai bebidas doces, e reparti com aqueles que nada têm pronto; porque este dia é um dia de festa consagrado ao nosso Senhor; não haja tristeza, porque a alegria do Senhor será a vossa força”.
11 Os levitas acalmavam o povo. Calai-vos, diziam eles, este é um dia santo; não vos aflijais.
12 E todo o povo se foi para beber e comer, dar porções aos pobres e entregar-se a grandes alegrias. Porque haviam entendido o sentido das palavras que lhes foram explicadas.
Palavra do Senhor.

Salmo - 18/19
Os ensinos do Senhor são sempre retos,
alegria ao coração.

A lei do Senhor Deus é perfeita,
conforto para a alma!
O testemunho do Senhor é fiel,
sabedoria dos humildes.

Os preceitos do Senhor são precisos,
alegria ao coração.
O mandamento do Senhor é brilhante,
para os olhos é uma luz.

É puro o temor do Senhor,
imutável para sempre.
Os julgamentos do Senhor são corretos
e justos igualmente.

Mais desejáveis do que o ouro são eles,
do que o ouro refinado.
Suas palavras são mais doces que o mel,
que o mel que sai dos favos.

Evangelho - Lucas 10,1-12
Aleluia, aleluia, aleluia.
Convertei-vos e crede no Evangelho, pois o reino de Deus está chegando!

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
10 1 Depois disso, designou o Senhor ainda setenta e dois outros discípulos e mandou-os, dois a dois, adiante de si, por todas as cidades e lugares para onde ele tinha de ir.
2 Disse-lhes: “Grande é a messe, mas poucos são os operários. Rogai ao Senhor da messe que mande operários para a sua messe.
3 Ide; eis que vos envio como cordeiros entre lobos.
4 Não leveis bolsa nem mochila, nem calçado e a ninguém saudeis pelo caminho.
5 Em toda casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘Paz a esta casa!’
6 Se ali houver algum homem pacífico, repousará sobre ele a vossa paz; mas, se não houver, ela tornará para vós.
7 Permanecei na mesma casa, comei e bebei do que eles tiverem, pois o operário é digno do seu salário. Não andeis de casa em casa.
8 Em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei o que se vos servir.
9 Curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: ‘O Reino de Deus está próximo’.
10 Mas se entrardes nalguma cidade e não vos receberem, saindo pelas suas praças, dizei:
11 ‘Até o pó que se nos pegou da vossa cidade, sacudimos contra vós; sabei, contudo, que o Reino de Deus está próximo’.
12 Digo-vos: naqueles dias haverá um tratamento menos rigoroso para Sodoma”.
Palavra da Salvação.

Reflexão 
 
Como trabalhadores da messe do Senhor seremos sempre chamados, convocados e enviados a anunciar o reino de Deus entre os homens. Todos nós que desejamos ser missionários do Amor de Deus devemos ter como princípio os ensinamentos que  Jesus  deu aos Seus discípulos quando os enviou à Sua frente. E a melhor forma anunciar o reino de Deus é tê-lo estampado na expressão do nosso rosto e nas nossas ações, por onde passarmos. Portanto, a vivência do reino de Deus consiste no amor em família, em comunidade, levando a paz aos corações atribulados, ensinando-os a colocar esperança não nas coisas nem nas pessoas, mas Naquele que tudo pode providenciar. 

Para isso, quando saímos para evangelizar não precisamos nos preocupar com o alimento, com a capa, bolsa, sacola, que significam apenas as coisas das quais necessitamos para viver e que Jesus nos assegura pela Sua Palavra.   Levaremos a paz e o Amor de Jesus a todos que não O conhecem. Não podemos desistir da nossa missão alegando  que alguns podem não nos acolher ou escutar. Nada será motivo de desânimo ou de fracasso, porque "O reino de Deus está próximo de nós" e, quando o reino acontece no nosso coração, temos o Espírito Santo como guia, como instrutor e como sustentador e o Seu poder nos dá a garantia de uma missão bem-sucedida.  – Você tem anunciado o reino de Deus dentro da sua casa? – Suas atitudes demonstram que você vive o reino? – Você tem levado a paz e o amor para os seus? – Jesus conta com você. Você foi chamado (a) para ser trabalhador (a) da Sua vinha. Este é o mês missionário! Seja você também um (a) missionário (a) do Amor de Deus!



Helena Serpa