terça-feira, 6 de agosto de 2013

QUANDO SE BUSCA DEUS NO LUGAR ERRADO.


Onde estão hoje as chagas de Jesus?
Na noite do dia 2 de julho, cerca de duzentas pessoas, escolhidas entre os pobres e mendigos de Roma, jantaram nos jardins do Vaticano, em frente à gruta de Nossa Senhora de Lourdes. Foram acolhidas pelo Cardeal Giuseppe Bertello, que lhes deu as boas-vindas em nome do Papa Francisco: «Como vocês sabem, esta é a casa de vocês, e nós os recebemos com alegria. Diante de nós está a imagem de Nossa Senhora, que nos olha com serenidade. É o mesmo olhar que eu desejo a todos vocês e àqueles que os acompanham com muito amor».

O jantar foi organizado pelo “Círculo de São Pedro”, uma antiga associação romana de leigos cristãos, que procuram demonstrar em fatos concretos o amor de Deus e da Igreja pelas pessoas em necessidade. Foi o que explicou, naquela noite, um de seus membros: «Todos os dias, nos três refeitórios de que dispomos, alimentamos a quem nos procura, sem olhar para a nacionalidade ou religião a que pertencem. Os comensais aqui presentes foram escolhidos dentre esses nossos frequentadores habituais. Fomos buscá-los em quatro pontos da cidade».

Na manhã seguinte, festa de São Tomé, como de costume, o Papa Francisco celebrou a missa na capela da Casa Santa Marta, onde reside. Referindo-se ao Apóstolo que, tocando nas chagas de Jesus, descobriu a sua ressurreição e divindade, o Pontífice indicou o caminho mais rápido para chegar a Deus: sanar as feridas de Jesus que machucam uma multidão de irmãos sofredores. 

Trago alguns tópicos de sua homilia. A tradução não é literal, mas o pensamento é autêntico.
Quando Tomé vê Jesus em seu corpo limpo, perfeito e luminoso, é convidado a colocar o dedo na ferida dos pregos e em seu lado transpassado. Com este gesto, ele reconhece a ressurreição e a divindade de Jesus, revelando, assim, que não há outro caminho para o encontro com Jesus-Deus senão as suas feridas.

Na história da Igreja, sempre houve e há enganos no percurso que leva a Deus. Muitos pensam que o Deus vivo possa ser encontrado na especulação, e se esforçam para aprofundar suas reflexões. Não são poucos os que se perdem nessa busca, pois, mesmo que possam chegar ao conhecimento da existência de Deus, nunca chegam à experiência de Jesus Cristo, Filho de Deus. É o caminho dos gnósticos, gente muito esforçada, que trabalha, mas que não descobre o rumo certo. Percorrem um caminho complicado, que não leva a lugar nenhum.

Outros pensam que, para chegar a Deus, precisam mortificar-se, ser austeros, e optam pelo caminho da penitência e do jejum. Infelizmente, nem eles chegam ao Deus vivo e verdadeiro, ao Deus de Jesus Cristo. São os pelagianos. Acreditam que só podem alcançar a Deus a partir de si mesmos, com seus esforços e méritos. Eles também não conhecem o caminho indicado por Jesus para encontrá-lo: as suas chagas.

A questão é descobrir onde estão hoje as chagas de Jesus. A resposta é simples: nós tocamos nas feridas de Jesus quando praticamos as obras de misericórdia corporais e espirituais em favor do próximo. Hoje quero destacar as corporais, aquelas que me levam a socorrer os irmãos e as irmãs que sofrem, que passam fome, que têm sede, que estão nus, que são humilhados, que são escravizados, que estão presos, que jazem nos hospitais.
Estas são hoje as chagas de Jesus. Sem dúvida, é coisa boa, útil e até mesmo necessária fundar centros para socorrer os necessitados. Mas, se pararmos nisso, não passamos de filantropos. Devemos tocar nas feridas de Jesus, acariciar as feridas de Jesus, cuidar das feridas de Jesus, beijar as feridas de Jesus. Como São Francisco que, depois de abraçar o leproso, viu a sua vida mudar.

Como se percebe, não precisamos de cursos de reciclagem para chegar a Deus, mas simplesmente sair às ruas e buscar e tocar nas chagas de Cristo em quem é pobre, frágil e marginalizado. Sem dúvida, não será simples nem espontâneo. Mas, é para isso que existem a oração e a penitência: para obtermos a coragem de penetrar nas feridas de Jesus em quem sofre ao nosso lado. E, assim, ter a certeza de encontrar o Deus vivo e verdadeiro.





Dom Redovino Rizzardo, cs
Bispo de Dourados (MS)

DA CARTA A DIOGNETO.

Esta Carta é um dos mais antigos documentos que conta a vida dos primeiros cristãos; é de um autor desconhecido, que escreveu a Diogneto; é do século II. Em seguida, temos um trecho da Carta:
“Dai a cada um o que lhe é devido: o imposto a quem é devido; a taxa a quem é devida; a reverência a quem é devida; a honra a quem é devida [Rom 13,7].

Os cristãos residem em sua própria pátria, mas como residentes estrangeiros. Cumprem todos os seus deveres de cidadãos e suportam todas as suas obrigações, mas de tudo desprendidos, como estrangeiros… Obedecem as leis estabelecidas, e sua maneira de viver vai muito além das leis… Tão nobre é o posto que lhes foi por Deus outorgado, que não lhes é permitido desertar” (5,5; 5,10;6,10).
Os cristãos não diferem dos demais homens pela terra, pela língua, ou pelos costumes. Não habitam cidades próprias, não se distinguem por idiomas estranhos, não levam vida extraordinária. Além disso, sua doutrina não encontraram em pensamento ou cogitação de homens desorientados. Também não patrocinam, como fazem alguns, dogmas humanos… Qualquer terra estranha é pátria para eles; qualquer pátria, terra estranha. Tem a mesa em comum, não o leito. Vivendo na carne, não vivem segundo a carne. Na terra vivem, participando da cidadania do céu. Obedecem às leis, mas as ultrapassam em sua vida. Amam a todos, sendo por todos perseguidos… E quando entregues à morte, recebem a vida. Na pobreza, enriquecem a muitos; desprovido de tudo, sobram-lhes os bens. São desprezados, mas no meio das desonras, sentem-se glorificados. Difamados, mas justo; ultrajados, mas benditos, injuriados prestam honra.

Fazendo o bem são punidos como malfeitores; castigados, rejubilam-se como revificados. Os judeus hostilizam-nos como alienígenas; os gregos os perseguem, mas nenhum de seus inimigos pode dizer a causa de seu ódio. Para resumir, numa palavra, o que é a alma no corpo, são os cristãos no mundo: como por todos os membros do corpo está difundida a alma, assim os cristãos, por todas as cidades do universo…”




Prof. Felipe Aquino

LITURGIA DIÁR IA - O SINAL DA VITÓRIA DE CRISTO

 
Primeira Leitura: Daniel 7, 9-10.13-14

TRANSFIGURAÇÃO DO SENHOR
(branco, glória, prefácio próprio - ofício da festa)

Leitura da profecia de Daniel - 9Continuei a olhar, até o momento em que foram colocados os tronos e um ancião chegou e se sentou. Brancas como a neve eram suas vestes, e tal como a pura lã era sua cabeleira; seu trono era feito de chamas, com rodas de fogo ardente. 10Saído de diante dele, corria um rio de fogo. Milhares e milhares o serviam, dezenas de milhares o assistiam! O tribunal deu audiência e os livros foram abertos. 13Olhando sempre a visão noturna, vi um ser, semelhante ao filho do homem, vir sobre as nuvens do céu: dirigiu-se para o lado do ancião, diante de quem foi conduzido. 14A ele foram dados império, glória e realeza, e todos os povos, todas as nações e os povos de todas as línguas serviram-no. Seu domínio será eterno; nunca cessará e o seu reino jamais será destruído. - Palavra do Senhor.

Salmo Responsorial(96)

REFRÃO:  Deus é Rei, é o Altíssimo,/ muito acima do universo.

1. Deus é Rei! Exulte a terra de alegria,/ e as ilhas numerosas rejubilem!/ Treva e nuvem o rodeiam no seu trono,/ que se apóia na justiça e no direito. -R.

2. As montanhas se derretem como cera/ ante a face do Senhor de toda a terra;/ e assim proclama o céu sua justiça,/ todos os povos podem ver a sua glória. -R.

3. Porque vós sois o Altíssimo, Senhor,/ muito acima do universo que criastes,/ e de muito superais todos os deuses. -R.
Evangelho: Lucas 9, 28-36


Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas - Naquele tempo, 28Passados uns oitos dias, Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e subiu ao monte para orar. 29Enquanto orava, transformou-se o seu rosto e as suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura. 30E eis que falavam com ele dois personagens: eram Moisés e Elias, 31que apareceram envoltos em glória, e falavam da morte dele, que se havia de cumprir em Jerusalém. 32Entretanto, Pedro e seus companheiros tinham-se deixado vencer pelo sono; ao despertarem, viram a glória de Jesus e os dois personagens em sua companhia. 33Quando estes se apartaram de Jesus, Pedro disse: Mestre, é bom estarmos aqui. Podemos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias!... Ele não sabia o que dizia. 34Enquanto ainda assim falava, veio uma nuvem e encobriu-os com a sua sombra; e os discípulos, vendo-os desaparecer na nuvem, tiveram um grande pavor. 35Então da nuvem saiu uma voz: Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o! 36E, enquanto ainda ressoava esta voz, achou-se Jesus sozinho. Os discípulos calaram-se e a ninguém disseram naqueles dias coisa alguma do que tinham visto. - Palavra da salvação.


 Homilia - Pe Bantu

A transfiguração de Jesus se encontra também em Mateus (17,1-8) e Lucas (9,28-36), mas cada um deles trabalhou, a seu modo, a narrativa dentro de seus objetivos específicos. Marcos a inseriu no início da segunda parte de seu Evangelho. A partir de 8,31 temos um novo início; daí para frente, Jesus vai dedicar a maior parte do Seu tempo ensinando aos discípulos o sentido profundo de Seu messianismo. Responde-se, assim, a pergunta fundamental de Marcos: “Quem é Jesus?”. Nesta interrogação também se responde a uma outra pergunta, não menos importante que a primeira: “Quem é o discípulo de Jesus?”. Todavia, o retrato dos discípulos é lamentável aqui.
Na primeira parte do Evangelho de Marcos, Jesus é incompreendido pelos “de fora”, acusado de blasfemar, de ser um possesso, louco e impuro. Mas os discípulos, o que pensam d’Ele? Pedro, representando todos os que pretendem se unir ao Mestre, afirma que Jesus é o Messias. Mas o Senhor proíbe, severamente, os discípulos de falar alguma coisa a respeito d’Ele. Marcos insere aqui o primeiro anúncio da Paixão. Pedro, representando mais uma vez os discípulos, torna-se “satanás”, porque pretende que o messianismo de Jesus se baseie nos moldes tradicionais.
E agora? A proposta messiânica de Jesus irá vencer? A Transfiguração responde afirmativamente que o Senhor irá vencer. Contudo, vale a pena recordar que a Transfiguração olha mais para nós do que para Jesus. Em outras palavras, nós precisamos dela mais do que Ele. Ela nos garante que, em Jesus, o projeto de Deus será vitorioso, porque é garantido pelo Pai. A Transfiguração é, portanto, o sinal da vitória de Jesus e de Seu projeto.

Jesus Cristo sobe  uma alta montanha com Pedro, Tiago e João, três dos quatro primeiros escolhidos. A cena recorda Êxodo 24, quando Moisés é convidado a subir a montanha de Deus em companhia de Aarão, Nadab, Abiú e setenta anciãos. Somente Moisés se aproximou de Deus e, ao descer do monte, contou ao povo tudo o que o Senhor lhe havia dito. A resposta do povo é uma só: “Faremos tudo o que Deus disse” (cf. Ex 24,1-3).
Marcos afirma que “as roupas de Jesus ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar”. Essa transformação aponta para a realidade da ressurreição de Jesus. Ninguém, nem mesmo a morte, poderá deter o projeto do Reino, pois o Mestre vai ressuscitar depois de três dias.
Moisés e Elias conversam com Jesus. Eles representam, respectivamente, a lei e os profetas, isto é, todo o Antigo Testamento. Moisés é o líder da libertação do Egito. O comparecimento deles vem dar testemunho de Jesus, o Libertador definitivo, prometido e prefigurado nos líderes do passado. Elias é o restaurador do Javismo no Reino do Norte, no tempo do rei Acab; ele é o profeta que libertou o povo da idolatria que gera opressão. O Antigo Testamento testemunha que Jesus veio para nos libertar mediante a entrega total de Sua vida.

Nuvem, esplendor, personagens e, sobretudo, a voz que sai da nuvem são modos de indicar a presença de Deus no acontecimento. O próprio Pai garante que Jesus é Seu Filho amado, a quem é preciso dar adesão. Nesse versículo, temos um dos pontos altos do Evangelho de Marcos. Desde o início, afirma-se que Jesus é Filho de Deus (1,1) e, ao ser batizado, o Pai diz: “Tu és o meu Filho amado, em ti encontro o meu agrado” (1,11). O termo “filho” recorda o Salmo 2,7, no qual um rei é declarado filho de Deus. Jesus é esse Rei, mas Seu messianismo passa pela entrega da vida.
Pedro representa todos nós quando pretendemos viver a alegria da ressurreição sem passar pela entrega e pela morte. O julgamento que Marcos faz de Pedro e de todos os seguidores de Jesus é muito severo: “Ele não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo”. No fim de tudo, os discípulos se perguntam o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”. O tema da ignorância dos discípulos é muito forte no Evangelho de Marcos. É impossível saber quem é Jesus sem ir com Ele até a cruz, sem passar pela morte, sem voltar à Galileia para anunciar, por meio de uma prática libertadora, que o Mestre está vivo.

Pedro – e todos nós com ele – sofremos de ignorância crônica sobre quem é Jesus. Por isso “escutar o que Ele diz” significa ir com Ele até o fim. Mas não nos assustemos, pois é preciso que com Marcos confessemos que “Jesus é o Filho de Deus” e O sigamos. E, assim como os discípulos viram Moisés e Elias falando com Jesus, também nós O veremos cheio de esplendor e glória. Ele é a única autoridade credenciada pelo Pai e está conosco para sempre.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

SEJA A DIFERENÇA.





Se você não gosta do que vê, você tem a oportunidade de mudar mudando quem você é.   

Mark Twain

Quando as coisas ao seu redor parecem barulhentas demais, caóticas e fora de controle, seja extra calmo, pacífico e paciente. Se as pessoas na sua vida parecem ser gananciosas e egoístas, essa é a hora de ser extra amoroso, altruísta e sinceramente misericordioso. Quando o mundo lhe parecer confuso e sem nexo algum, seja extra focado e objetivo porque o mundo lá fora irá retornar de volta a você a energia que você está investindo.

Se existe trevas ao seu redor, essa é a oportunidade de brilhar a sua luz. Mesmo a mais pequena e aparente pequena luz pode brilhar por muito e muito tempo. Tome a decisão de ser a diferença que faz a real diferença e os seus esforços manifestarão abundantes frutos. Quando as coisas ao seu redor parecem estar vivendo seu pior momento, é nessa hora que você pode realizar o máximo ao ser o seu melhor. É nesse momento que você pode realmente fazer uma valiosa e muito necessária diferença.

Quando os problemas e desgastes lhe rodeiam veja a situação como ela realmente é. Brilhe a sua positiva luz na face do negativismo e ao assim fazer você estará mudando o mundo. 


Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.   
Mateus 5,16

A EDUCAÇÃO SEXUAL DESEJADA PELA ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE.

Documento da Organização Mundial da Saúde institucionaliza ideologia de gênero e estabelece "negociação moral" na educação


As grandes organizações mundiais não desistem de seu intento sórdido de educar nossas crianças de acordo com sua agenda liberal e anticristã. A denúncia vem dos bispos da Espanha e é corroborada pela advogada María Inés Franck, de um grupo de bioética da Argentina01, que encontrou em um documento da Organização Mundial da Saúde para a Europa algumas diretrizes escabrosas sobre educação sexual, aborto e família. De acordo com a perita, o documento "está infestado de linguagem ideologizada e de posições subjetivas assumidas como ‘ciência’, ‘sem preconceitos’", embora "esteja cheio de preconceitos".
O texto da OMS, intitulado "Padrões para Educação Sexual na Europa"02, fala de um enfoque "holístico" da sexualidade, que ajudaria "crianças e adolescente a desenvolver habilidades, a fim de capacitá-los a autodeterminar sua sexualidade e seus relacionamentos nos vários estágios de desenvolvimento". Trata-se de um linguajar rebuscado para se reafirmar a conhecida ideologia de gênero, segundo a qual homens e mulheres nada mais são que "revestimentos externos" de um gênero que deve ser construído. Com esta teoria perversa, já advertia o Papa Bento XVI, o homem "nega a sua própria natureza, decidindo que esta não lhe é dada como um fato pré-constituído, mas é ele próprio quem a cria".
Ao longo de todo o documento, é consolidada a expressão "direitos sexuais" e, ao lado desta, é proposto o "estabelecimento da negociação moral como uma moralidade sexual válida para hoje". Para a Organização da Saúde, "a essência da moralidade é que temas devem ser negociados num espírito de consentimento mútuo entre participantes maduros iguais em status, direitos e poder". Preconiza-se, assim, a legitimação de qualquer relação sexual, mesmo a mais abjeta, a partir do simples consentimento dos indivíduos.
As aberrações propostas pela OMS vão longe: desde a definição de sexualidade como compreendendo "sexo, identidades e papéis de gênero, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução", passando pelo reconhecimento da masturbação como algo "normal" e até necessário para o aprendizado, até à própria minimização da importância dos pais na educação moral de seus filhos, já que, frequentemente, "a essas fontes informais – isto é, os pais e outros membros da família – faltam o necessário conhecimento, particularmente quando informação técnica e complexa é necessária", como é o caso da contracepção. Ou seja, a responsabilidade pela formação moral das pessoas, mesmo em uma matéria tão íntima, é transferida abusivamente da família para o Estado.
Isto é verdadeiramente terrível, mas – alguém poderia pensar – por acaso a Igreja é contrária à educação de nossas crianças, mesmo em matéria sexual? Negativo. O venerável Pio XII já ensinava:
"O pudor sugere ainda aos pais e educadores os termos apropriados para formar, na castidade, a consciência dos jovens. Evidentemente, como lembrávamos há pouco numa alocução, este pudor não se deve confundir com o silêncio perpétuo que vá até excluir, na formação moral, que se fale com sobriedade e prudência dessas matérias. Contudo, com frequência demasiada nos nossos dias, certos professores e educadores julgam-se obrigados a iniciar as crianças inocentes nos segredos da geração duma maneira que lhes ofende o pudor. Ora, nesse assunto tem de se observar a justa moderação que exige o pudor."03
Lendo o livreto "Padrões para Educação Sexual na Europa", fica nítido que o que a Organização Mundial da Saúde menos quer é educar nossas crianças para a virtude, observando "a justa moderação que exige o pudor". Propostas educacionais que primam pela abstinência ou pelo ensino da castidade, por exemplo, foram taxativamente excluídas do rol de programas da OMS, sob a alegação de "fundamentalismo".
E assim, chamando ao bem mal e ao mal bem, caminha a humanidade. Deus tenha misericórdia de nossas crianças.






Por: Equipe Christo Nihil Praeponere