segunda-feira, 27 de maio de 2019

Rainha do Céu, Senhora do Mundo.


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Abaixo de Deus todo poder foi dado à Virgem Maria; no céu, na terra e nos infernos. Elevada ao céu de corpo e alma, Nossa Senhora ali recebeu sua justa e merecida glorificação. Foi coroada pela Santíssima Trindade como Rainha do céu e da terra, dos anjos e dos santos, dos homens e de toda a criação de Deus.
A coroação de Nossa Senhora no céu não é um ato apenas simbólico ou mero cerimonial. Não. É um acontecimento de grande profundidade, por meio do qual Deus fez de Maria a Rainha de todas Suas criaturas. Ela é elevada à glória de Rainha do Universo.
Quando São João viu surgir no céu “um grande sinal (Ap 12,1) lhe era revelado por Deus toda a glorificação que os próprios elementos prestavam a Maria. Ela apareceu “revestida” de sol; isto é, o sol servir-lhe de vestimenta gloriosa, a lua veio pôr-se sob seus p[es, como um rico pedestal, e as estrelas se ajuntaram em torno de sua cabeça, formando uma coroa, com o numeral 12, que significa o símbolo da plenitude e da perfeição. Os astros do universo glorificam sua Rainha!
Maria é Rainha desde o momento em que foi escolhida e aceitou ser a Mãe do Rei do Universo. Filho e Mãe participam da mesma monarquia. A Mãe do Rei é rainha, dizem os santos.

Diz São Bernardino de Sena:
“Desde o momento em que Maria aceitou ser Mãe do Verbo Eterno, mereceu tornar-se Rainha do mundo e de todas as criaturas. Quantas são as criaturas que servem a Deus, tantas também devem servir a Maria. Por conseguinte estão sujeitas ao domínio de Maria os anjos, os homens e todas as coisas do céu e da terra, porque tudo está sujeito ao império de Deus” (Glória de Maria).

É por isso que Santo Agostinho ensinava que “a Mãe de Deus tem mais poder junto da Majestade divina que as preces e intercessões de todos os anjos e santos do céu e da terra”.
São Luís de Montfort, baseado em São Boaventura, garante:
“No céu, Maria dá ordem aos anjos e aos bem-aventurados. Para compensar sua profunda humildade, Deus lhe deu o poder e a missão de povoar de santos os tronos vazios, que os anjos apóstatas abandonaram e perderam por orgulho. É a vontade do Altíssimo, que exalta os humildes (Lc 1,52), e que o céu, a terra e o inferno se curvem, de bom ou mal grado, às ordens da humilde Maria, pois Ele a fez soberana do céu e da terra, general de Seus exércitos, tesoureira de Suas riquezas dispensadora de Suas graças, artífice de Suas grandes maravilhas, reparado do gênero, mediadora para os homens, exterminadora dos inimigos de Deus e a fiel companheira de suas grandezas e de seus triunfos” (Tratado, nº28).
É por isso que a Ladainha Lauretana nos leva a rezar: Rainha dos anjos, rogai por nós. Rainha dos patriarcas, rogai por nós. Rainha dos profetas, rogai por nós. Ranha dos apóstolos, rogai por nós. Rainha dos mártires, rogai por nós. Rainha dos confessores, rogai por nós. Rainha das virgens, rogai por nós. Rainha de todos os Santos, rogai por nós. Rainha concebida sem pecado original, rogai por nós. Rainha da Assunção, rogai por nós. Rainha do Santo Rosário, rogai por nós. Rainha da paz, rogai por nós.



Prof. Felipe Aquino
Trecho retirado do livro: Para Entender o Ofício da Imaculada, Ed. Cléofas

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